Certamente o problema é meu, e da minha capacidade de entendimento que já se deixa transcender demasiadas vezes, talvez como prenúncio da minha fase mais reaccionária que inevitavelmente chegará com a idade. Mas, mesmo assim, ainda concederia uma oportunidade a algum "génio" da publicidade para me explicar por que raio é que num anúncio televisivo da Galp, em que surgem uma série de supostos adeptos a empurrar o autocarro da selecção Nacional até à Áustria ou à Suiça (dois países pobres, como se sabe, que, contrariamente a Portugal, que recusou a colaboração com Espanha no seu Euro por ser um país rico, se juntaram para organizar um campeonato), por que raio, dizia, é que num anúncio que deveria apelar ao patriotismo, até ao nacionalismo, a banda sonora é uma pirosa música country americana?
2008/05/12
2008/05/06
Eles conhecem-se uns aos outros...

O deputado do PND-M, José Manuel Coelho, usou hoje, durante os trabalhos da Assembleia Legislativa da Madeira, um relógio de cozinha (!) pendurado ao pescoço, como forma de protesto pelas limitações de tempo impostas aos deputados da oposição. Alegava o deputado insular que só dessa forma poderia controlar eficazmente a duração do seu discurso.
Há dias todo o "rectângulo" se indignou quando Alberto João Jardim desaconselhou o Presidente da República, aka "Sr. Silva", a visitar aquele hemiciclo, a pretexto de se tratar do refúgio de "um bando de loucos". Afinal o homem tinha conhecimento de causa, e não falava em sentido figurado.
Bicycle Race

Gosto deste tipo. Não sei se Londres vai ficar melhor ou não depois da sua eleição para mayor, mas é sempre mais fácil apreciarmos alguém que comunga das fraquezas do homem comum, do que políticos em poses estudadas, rodeados de assessores que lhe dizem como deve agir, como se deve vestir, até os falsetes que deve ensaiar.
Esta primeira apreciação nem tem sequer a ver com política mas, on the other hand, a sua vitória em Londres pode bem ser prenúncio de um sentimento muito mais europeu: a saturação que se começa a sentir por estes socialistas que se dizem de esquerda, mas que agem de forma equívoca e ziguezagueante, tendo sempre como fito único a manipulação de quem vota. E depois os "demagogos" e os "populistas" são sempre os outros!
Lugares #12
2008/05/05
Arte pop
Porque somos portugueses:
E, principalmente, porque estamos em Portugal e porque falamos Português - e temos orgulho nisso - ninguém deve deixar de assinar esta petição.
"Crime, disse ela"
Quanta bílis para aí vai, Dr.ª Ana Gomes; já agora, quando diz que existe "crime" no gesto do Dr. Paulo Portas de trazer cópias de documentação para casa, procedimento que, aliás, foi assumidamente seguido por diversos outros governantes de diversos partidos (seria de uma ingenuidade tocante desempenhar cargos de tanta importância, e não reter os meios para, a posteriori, ripostar a ataques bem direccionados e mal explicados,como este, que a doutora agora tristemente protagoniza), quando fala em "crime", dizia, importa-se de ser mais específica e qualificar o mesmo à luz da legislação portuguesa, da qual, não duvido, V.ª Ex.ª perceberá infinitamente mais do que eu?
2008/04/23
A marcha dos lémingues, parte II

Alberto João Jardim para a liderança do PSD? Será possível que ali ninguém perceba que o maior (por enquanto) partido da oposição não pode ser liderado por alguém que, após cada almoço, ganha uma tendência para as atoardas apenas comparável ao pós prandial de Mário Lino? Que não pode ser alguém que, em cada coisa que diz, cria uma anedota e dá pretextos aos opositores para se tornar motivo de gozo, quando não de censura? É que esse folclore pode funcionar bem num meio limitado e cacicado como a Madeira, mas aqui ele não pode andar a alcatroar estradas todos os dias, e a beber ponchas com os eleitores.
Mas seria engraçado ver se ele iria ao Carnaval de Loulé ou ao de Sines.
2008/04/22
Quem quer ser burro que nem uma porta?
Vejo, de vez em quando, nestas noites ainda pouco convidativas a saídas, um programa da RTP1 em que o apresentador vai fazendo perguntas a concorrentes, de escolha múltipla, cabendo a estes escolher, de entre as opções apresentadas, a única correcta. Mas isto está-me a deprimir demasiado, e acho que vou desistir; é absolutamente confrangedor ver os graus de ignorância das pessoas que lá aparecem, quase se diria directamente aterrados de Marte, onde passaram os últimos milénios. Certo, eu não esperava que num programa de entretenimento me surgissem novos Einsteins, mas seria o mínimo esperar que, quem se candidatasse a este programa, tivesse ao menos lido o jornal da véspera.
Espero que tudo isto não passe apenas de uma perversa estratégia da RTP que, para poupar nos prémios, sujeita os candidatos a concorrentes a uns testes prévios de cultura geral e depois escolhe os piores. Porque, se não for assim, e se estas alimárias forem o exemplo da cultura média do portuguesinho, dá vontade de chorar.
2008/04/21
Filosofia de fim de tarde
Há algo de perverso - masoquista até! - em ser-se de um clube dito dos "grandes": as alegrias são efémeras e as tristezas são tão profundas...
2008/04/19
A marcha dos lémingues
Não é a primeira vez que falo do PSD, e provavelmente não será a última, mas a culpa é só deles, que não conseguem deixar de me surpreender. A sanha com que alguns militantes (quase sempre os mesmos, Pacheco Pereira, o "Professor" Marcelo, o Sr. Silva...) se lançam contra quem está na direcção do partido em cada momento faz-me lembrar aquela história do tipo que está empoleirado na árvore, a serrar o ramo sentado na sua ponta, a parte precisamente que vai cair. No entanto, quando conseguem o desiderato de afastar quem lá está e chega a altura de poderem provar, através da sua candidatura, quais as vantagens que podiam trazer para o partido, todos metem as mãos nos bolsos e assobiam para o ar. Mas, pelo canto do olho, vão espreitando as candidaturas, na certeza de que, mal chegue nova vítima ao poleiro, se atirarão a ela qual matilha esfomeada. Um exercício perverso e certamente digno de mais aprofundados estudos, designadamente sobre as pulsões suicidas que levam os próprios militantes a atacarem mais ferozmente o seu partido do que os outros.
De qualquer forma, esta demissão mais ou menos extemporânea de Menezes trouxe-nos a higiénica vantagem de nos passar a poupar a figuras surpreendentes e desconcertantes, como o improvável Ribau Esteves ou Marco António, este com o seu novo look "Zara" apprés la lettre.
2008/04/15
"Forever young..."
2008/03/23
"Viva o Vitória, gritemos todos bem alto..."
Obrigado, Vitória, da parte de todos os que te fomos apoiar ontem ao Algarve, e dos muitos mais que não puderam ir, mas que sofreram tanto como nós. Ninguém, a não ser nós, conhece a alegria que é ser adepto da equipa com o orçamento mais baixo da Super Liga, e ver como somos capazes de ganhar com o coração sempre que queremos - e ainda bem que não sabem.
Faz mais quem quer do que quem pode, é bem verdade.
2008/03/21
2008/03/20
2008/03/18
2008/03/17
2008/03/13
Serviço Público...

...especialmente dedicado aos "Sebastien Loeb lá da rua deles" que teimam em contornar as rotundas pelo exterior, e ainda reclamam com quem circula da forma correcta. Brevemente também poderei tentar acrescentar algo ao civismo e ao conhecimento de outros "especialistas", designadamente os que não fazem pisca, os que circulam sistematicamente pela faixa do meio ou da esquerda da auto-estrada - conforme esta tenha, respectivamente, três ou duas faixas - e ainda, os mais difíceis de converter: são aqueles que interiorizaram esse sentimento estranho "Schumacher, Schumacher; dessem-me um carro igual ao do Schumacher e iam ver a aviadela que eu lhe dava!", e reconhecemo-los quando se colam atrás de nós a fazer furiosos sinais de luzes (em alguns casos relatados, até se pode ver a espuma no canto da boca do espécime), exactamente quando vamos a ultrapassar um condutor mais lento e não temos a mínima hipótese de nos desviarmos. Normalmente andam em veículos comerciais mas, nos casos com patologias mais sérias, é possível observar elementos deste bestiário a conduzir carrinhas familiares, por vezes até com as crias no banco de trás!








