2008/12/16

Coerência

Uma das coisas mais tristes e deploráveis de observar nesta triste figura dos deputados que passam a independentes, como já se viu com a patética saga de Luísa Mesquita, e agora se pode observar com José Paulo Carvalho no CDS, é que todos tomam a decisão, auto-proclamada de corajosa e frontal (leiam-se as tiradas tragicómicas de Carvalho sobre as "conversas olhos nos olhos com Portas"), de pedirem a sua demissão, mas não são minimamente consequentes com essa suposta rectidão de carácter na hora de tomarem a única decisão decente que podiam tomar a seguir: renunciar ao cargo de deputados!

Nada disso; sabem-lhes muito bem os Euros garantidos no fim do mês, a imunidade, as mordomias. E assim mandam às malvas a vergonha e a decência e continuam a baixar - ainda mais - a perspectiva que o povo tem da política e dos políticos, se bem que aqui se possa reconhecer um módico de razão a quem os acha uns interesseiros sem princípios.

Eu, pessoalmente, não votei no Sr. José Paulo Carvalho, mas sim nas ideias do partido que ele, até hoje, representava. Se ele já não representa esse partido, e consequentemente as suas ideias, eu não me encontro na disposição de lhe sustentar a gula e a ambição pessoal, e penso que comigo qualquer pessoa que também tenha votado num modelo de política, e não numa qualquer vontade de protagonismo bacoco pessoal!

2 comentários:

Ricardo Batista disse...

Amigo, são interesses ($$)...

Francisco Canelas de Melo disse...

Subscrevo inteiramente as tuas palavras, afinal ele foi eleito independente ou pelo um partido?!