2004/03/02

Metabloguismo pessoal

Torna-se engraçado ver como progridem as coisas; durante o boom dos blogs, talvez antes do Verão de 2003 (altura em que também eu - humildemente o confesso - aderi à blogosfera), não faltaram velhos do Restelo a profetizar um rápido declínio do fenómeno. Na altura, imbuído de um espírito optimista que nem é muito frequente em mim, achei que apenas o despeito movia essas vozes. Pensava eu, na minha ingenuidade, que os blogs durariam para sempre, e que o entusiasmo que eu sentia todos os dias ao escrever novos posts era partilhado por todos os meus colegas blogosféricos.

Enganei-me, custa-me admiti-lo; dos blogs linkados aqui ao lado, muitos já se encontram inactivos há algum tempo, e só alguma preguiça, a par com uma secreta esperança de que as coisas mudem, me impedem de os apagar. Também as visitas diárias ao meu blog estão a baixar significativamente; não as tenho comparado com as registadas noutros blogs, mas parece-me legítimo concluir que tal apenas se pode ficar a dever a um decréscimo do interesse de quem por aqui anda(va).

Não tenho pretensões a escritor ou jornalista, nem espero que aqui possa surgir o milagre de alguém me convidar para subsistir fazendo aquilo de que gosto - escrever - , mas agrada-me ter esta forma de ir desabafando e interagindo com muita gente. É verdade, admito, que há algum tempo pensei em acabar com isto, mas, tal como expliquei na altura, isso ficou-se a dever a algumas questões pessoais que, não estando resolvidas, não são contudo impeditivas de que continue a "despejar" (quase) tudo o que me vai na alma neste computador. Não tenho a prolixidade doutras alturas, é verdade, mas, enquanto houver uma única pessoa que ache que vale a pena perder o seu tempo a ler os meus devaneios, espero continuar a escrever.

Sem comentários: