2008/12/08

O homem que ia mudar o mundo!

«Sou a favor de uma lei de bom senso sobre a segurança relativa às armas, e sou a favor da segunda emenda», disse Obama, em conferência de imprensa.

«Por conseguinte, os proprietários de armas em regra não têm nada a temer», acrescentou.


Ainda bem que este homem não é, como Sarah Palin, a favor da posse de armas por particulares. Olha se fosse...

Posso providenciar talvez alguma mayonnaise para ajudar a engolir este primeiro sapo, se precisarem, mas parece-me melhor começarem a preparar-se: este homem é um americano como os outros, não é o vosso messias - e a fome vai continuar em África, o tratado de Quioto vai continuar por assinar, os Marines vão continuar a intervir (apenas) onde cheire a petróleo e o buraco de ozono não vai diminuir.

Curioso e sintomático é verificar que esta notícia aparece envergonhada num rodapé da televisão, e depois passo quase uma hora a fazer buscas para encontrar alguma confirmação que me permita o link. A esquerdalha das redacções, tão manipuladora como manipulada, assobia agora para o lado, envergonhada depois das loas que teceu, em rebanho, ao homem. E escamoteiam, vergonhosamente, as notícias que não lhe interessam. Maus hábitos propagandísticos de uma classe que já pouco pugna pela dignidade...

2008/12/02

Da pobreza de espírito:

Há coisas curiosas: ontem, quase no fim dum jogo de futebol ali para os lados da Segunda Circular, Anderson marcou um golo soberbo "de bicicleta", só não tendo reposto a justiça no jogo porque o Vitória merecia ganhar. Se o mesmo golo tivesse sido marcado por um jogador do Benfica na baliza adversária, hoje não teriam faltado manchetes e notícias a perorar sobre o "excelente recorte técnico" e outras banalidades semelhantes com que os jornalistas desportivos costumam "encher chouriços". Como foi um golo do Vitória, foi apenas um frango de Quim.

De uma maneira ou de outra, pela positiva ou pela negativa, o protagonista continua a ser o Benfica; os outros são meros figurantes que ajudam as coreografias.

Pobre país este, que não consegue destapar as tacanhas palas que há décadas lhe tapam futebolisticamente os olhos, e que continua a acreditar que apenas existem por aqui três clubes.

2008/11/29

Quanto valem os princípios?

A patética e triste saga recente de José Sá Fernandes, renegando quem lhe proporcionou o ambicionado tacho, numa sabuja busca das migalhas que o PS lhe possa dar e prometer, prestar-se-ia facilmente a várias graçolas e picardias para chatear os bloquistas, mas o nível do protagonista provoca-me um tão forte nó no estômago que se me vai a vontade de brincar.

Sempre me chocou a falta de carácter de quem abandona um partido num dia, e no dia seguinte (às vezes até no mesmo) já diz cobras e lagartos de quem até há pouco tempo o acolhia e lhe dava benefícios objectivos. Zita Seabra, Freitas do Amaral, Helena Roseta ou, mais recentemente, José Miguel Júdice ou Maria José Nogueira Pinto ilustram bem a falta de princípios a que me refiro. Pessoas que não guardam sequer o nojo da viuvez recente, e já dançam em cima do caixão antes do enterro, sem perceberem que a imagem que anda pela lama não é a do partido que largam, mas sim a sua, de oportunistas sem escrúpulos.

Sá Fernandes não merece, pela sua ínfima importância e competência, o espaço destas linhas, mas serve bem para mostrar, de novo, que nem toda a gente está disposta a manter a dignidade de olhar todos de frente, desde que lhes acenem com a mais raquítica cenoura.

Neste quadro triste e deprimente, também não sai nada bem o PS; como o abutre, aproveita necrofagamente as excrescências doutros partidos, sem sinais de pudor ou problemas de consciência, o que, no entanto, e tratando-se de socialistas, já dificilmente surpreende alguém.

2008/11/25

Lugares #23


Rio Arade, Portimão, anteontem de manhã.

2008/11/04

O Monopólio das Causas

Paulo Tunhas, no Atlântico, diz que é "a costela de esquerda" que o leva a simpatizar com um candidato "preto". À primeira vista a ideia iconoclasta até parece bem atribuída: normalmente, por vício, atribui-se à esquerda o exclusivo da defesa das minorias - e, se bem que a raça negra não seja propriamente uma minoria, o seu acesso a lugares de destaque continua a ser demasiado escasso.

A mesma coisa com a homossexualidade; a esquerda considera-se assim uma espécie de patriarca compreensivo, que alberga no seu regaço todos os comportamentos que, desejavelmente, seriam alvo de crítica pela direita, conservadora e intolerante. O problema está no pressuposto que a esquerda quer, falaciosamente, impingir: a verdade é que a direita não condena comportamentos, não distingue raças e, apesar de maioritariamente cristã, continua a ser tolerante com todas as religiões, pelo menos com os seus representantes que não apresentem instintos bélicos.

Por isso é que a esquerda fica desorientada quando percebe a grandeza do gesto de Stefan Petzner, que ao herdar a liderança de um dos maiores partidos de direita (não direi extrema-direita porque tal me obrigaria a chamar extremistas de esquerda ao BE, por exemplo) da Europa, assume a sua homossexualidade e a sua paixão pelo líder falecido, Jorg Haider. E, esquecendo-se da dignidade que aparenta quando fala dos seus "grupos de trabalho", logo desata numa chacota pegada sobre o assunto. Do tipo: uma relação homossexual só é digna e respeitável se se verificar entre duas pessoas de esquerda - se for entre dois "fascistas" já é paneleirice.

E ninguém lembra já Pim Fortuyn, assumidamente gay, assumidamente de direita, e não completamente branco, que foi assassinado em 2002 por Volkert Van Der Graaf, um activista de esquerda radical.

As causas dão muito jeito quando as conseguimos tomar como nossas, mas há sempre uns chatos inconvenientes dispostos a mostrar que não existe exclusividade para o pensamento.

Fazer a festa, lançar os foguetes e apanhar as canas!

A melhor parte, para além da ideológica, de ver Obama perder, seria assistir às crises subsequentes em toda esta intelligentzia lusa, que, contudo, precavidamente já preparou essa remota hipótese deixando por tudo quanto é lado a mensagem (assim meio a raiar o paranóico avant la lettre) de que, se McCain ganhar, é porque houve fraude eleitoral.

Se eles assim já o asseguram, quem somos nós para nos intrometermos em tão doutas opiniões?

Esperemos antes tranquilos que ganhe aquele que eles agoram pensam tratar-se de um novo messias, e sorríamos de soslaio quando, daqui a um ano ou menos, eles começarem a perceber que afinal elegeram um americano, as usual.

2008/11/03

Parabéns, Campeão!


Serei eu o único que ficou genuinamente contente com a vitória de Lewis Hamilton no Campeonato do Mundo de Fórmula 1?

E serei também o único que não acredita em abstrusas teorias da conspiração sobre a forma como Timo Glock (em slicks, à chuva, o que não é despiciendo) se deixou passar quase na praia?

Nunca confiei muito nesse pessoal que só vê Ferraris, nem que ao seu volante esteja sentado um alemão sem pingo de carácter.

P.S.: Bem sei que Hamilton não é brasileiro mas, quando o vejo conduzir, consigo mais facilmente lembrar-me de Ayrton Senna do que quando vejo Massa, que o é - e isso para mim é suficiente.

2008/11/02

Elogio da Mediocridade

O BPN vai ser nacionalizado, devido a graves irregularidades detectadas e acumuladas no seu funcionamento. Nada que surpreenda o cidadão comum, pelo menos aquele que, no mínimo, costumava conversar com outros exemplares da espécie e observava com um mínimo de atenção o funcionamento da coisa.

No entanto, houve quem ficasse surpreendido: um fulano, que por acaso é Governador do Banco de Portugal, funções pelas quais aufere um vencimento superior ao de Alan Greenspan - mas que mais parece um mostruário ambulante das últimas novidades em termos de colorações capilares - não encontrou coisa melhor para dizer, frente aos jornalistas, do que alegar que não podia suspeitar porque "não tinha indícios".

2008/10/28

Para devorar:


Não há como dizer isto sem sentir que estou a repetir algo que já disse antes, mas vou tentar mesmo assim: este tipo é genial!

Viram? Eu já tinha dito que ele é genial, de certeza absoluta. Ler este livro dá vontade de pedir um Visa Gold, percorrer os restaurantes do país durante uns meses, e depois, quando começarem a chover os extractos, deixar crescer barba (para os do género masculino, em princípio) e tentar comprar uma identidade falsa a uma rede de imigração ilegal. A seguir mais do mesmo: pedir novo cartão de crédito, e ir aos restaurantes a que não tínhamos ido ainda!

2008/10/26

Coisas realmente impressionantes:

A quantidade de posts que o jovem "Jugular" dedica a Sarah Palin, sempre com o ataque pessoal como fito exclusivo e sem comentar políticas uma única vez. Nada de admirar, e bastante dejá vu entre a seita, mas impressionante, mesmo assim...

O Vitória não é tubo de ensaio!


Bolas, que uma pessoa nem tem tempo para saborear devidamente a derrota do Porto, árbitro incluído.

Mas para a semana podem ter a certeza de que um dos lenços brancos no Bonfim é meu (sim, a saída é por ali...)!

2008/10/25

Bichos Papões

Que fique desde já bem claro: para mim, que até me confesso um entusiasta de automóveis e de corridas, a mera hipótese de pensar em ir passar uma tarde de fim de semana para a Avenida da Liberdade a ver uma promoção - ainda que disfarçada de "demonstração" - de Fórmula 1, apresentar-se-me-ia tão razoável como pensar em ir ver um concerto do Tony Carreira.

No entanto, os argumentos normalmente aduzidos contra estas iniciativas por outros são pouco menos que risíveis, e apenas vão tendo alguma injusta visibilidade por mexerem com valores ditos politicamente correctos, ainda que manipulando-os e adulterando-os de acordo com as suas conveniências.

Recuperando um argumento falacioso e estafadíssimo dos ecologistas & C.ª para a sua campanha contra as corridas, José Carlos Mendes, d'"O Carmo e a Trindade", indigna-se com a iniciativa, não devido aos transtornos causados no trânsito, por exemplo, mas sim devido à poluição produzida, utilizando mesmo de inusitado dramatismo para falar em "poluir tudo até ao limite". Esquece-se, contudo, de calcular quantos carros particulares teriam passado no mesmo local durante as horas em que a Avenida esteve fechada para a dita "demonstração", e quantas toneladas de CO2 teriam sido libertadas para a atmosfera durante esse tempo. É que, mesmo dando de barato a orgulhosa ignorância que alguns gostam de alardear sobre aquilo que condenam, é do mais elementar bom senso saber que um carro de Fórmula 1 não é um reactor nuclear com rodas - é um carro com um motor de explosão a gasolina, como os de milhões de pessoas, com a diferença de ser mais potente e, por isso, emitir um pouco mais de CO2, mas não deixa de ser um carro...

P.S.: É inútil quando se fala de pessoas com conhecimento zero mas pretensão cem; logo depois de ter escrito o que se lê acima volto ao blog da sua proveniência e vejo escrita a pérola "aqueles carrinhos a darem cabo do pavimento de alcatrão...", por MP (Margarida Pardal, presumo). Vou antes tentar ensinar o meu cão a catalogar-me os livros por temas e não por ordem alfabética - não deve ser necessária tanta paciência nem devo ter que aturar tanta ignorância petulante.

Motivações

Vital Moreira tem sido, porventura, o mais activo defensor e propagandista do Governo e do PS na blogosfera. Já por várias vezes esbocei um sorriso ao lê-lo, tal a forma clonada e obediente como surge em tempo útil, inevitavelmente, a acrescentar a nota de propaganda que faltava às trapalhadas dos chefes (Ops, não devia ter dito "trapalhadas", não era? Isso só se aplicava em determinada pessoa...). No entanto, o discurso encontra-se de tal forma colado ao cliché das campanhas eleitorais que dificilmente alguém poderia pensar em pegar nele para contestar ou polemizar - seria mais ou menos como discutir com os bonecos dos gelados "Olá".

A previsibilidade estende-se, de resto, às causas e simpatias dos seus gurus e, nesta época em que o duelo Obama-McCain ocupa o lugar do Benfica-Sporting para alguns, não poderia deixar de vir fazer a amplificação do apoio do PS ao candidato da sua simpatia. E começa por nos lembrar que, como é hábito por lá (e como já houve umas tentativas de memória esquisita e descontextualizada por cá), o "New York Times" veio ontem declarar o seu apoio a Obama. No entanto, o pobre da história é quando Vital Moreira acha que escrever "this country needs sensible leadership, compassionate leadership, honest leadership and strong leadership. Barack Obama has shown that he has all of those qualities" é o "mais convicto e motivador" que se pode arranjar. A mim parece-me uma frase vazia e redundante que qualquer "jota" com aspirações poderia ter escrito sobre o candidato à sua Câmara Municipal, mas pelos visto há quem verta uma emocionada lágrima por lugares comuns.

2008/10/20

Campeão adormecido


Da última vez que fui ao Estádio do Bonfim levei um lenço branco no bolso, confesso. A derrota contra o Marítimo roçou a anedota, e vínhamos de uma humilhação holandesa em que nem quero pensar mas, mesmo assim, acabei por ter pena do homem e manter o lenço no bolso. Outros não o fizeram, e provavelmente estavam mais certos do que eu.

Ontem passámos à fase seguinte da Taça de Portugal, eliminando o poderoso Ribeirão de Braga, por um a zero, com golo de penalty. Mas, continua a dizer-me quem viu, a estratégia continua a ser a mesma, empastelada, encostada à defesa, sem jogadas construídas, uma estratégia apenas a pensar em evitar derrotas e garantir a manutenção.

Dizem-me alguns, aqueles que acham que em Portugal só existem três clubes de que se pode ser adepto, que o objectivo de qualquer outra equipa que, não as do costume, só pode ser a manutenção. Deixarei para depois a discussão sobre a pobreza de espírito subjacente a tal afirmação, apenas própria de quem nunca sofreu pelos seus gostos - e não pelos que lhe são incutidos. Mas garanto, e discuto com quem vier, que o Vitória é uma equipa que ganha jogos, que envergonha milionários preguiçosos, e que tem os melhores adeptos do mundo!

Isso viu-se o ano passado com um técnico que acreditou no clube, e que conseguiu pôr os jogadores a acreditar (os sócios não precisam porque sempre acreditaram). E o contrário vê-se este ano, com um técnico a tentar impôr uma táctica que ainda ninguém percebeu (duvido que o próprio a perceba...), mas que já se viu que não funciona, mesmo para a sua humilhante técnica de apenas defender.

Por isso, Daúto, aqui te deixo o grito de revolta dos vitorianos: da próxima vez voltarei a levar o lenço branco para o Bonfim, mas não creio que o vá deixar no bolso...

Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Ainda sobre as eleições nos Açores, e sobre o resultado do CDS nas mesmas (em boa verdade os únicos que se podem considerar vencedores, apesar de a comunicação social assobiar para o lado), constato que, a posteriori, vários são os blogs e outros opinadores que atribuem o excelente resultado ao trabalho desenvolvido por Paulo Portas, que amiúde visitou o arquipélago.

É uma constatação inevitável, e só me espanta que a oposição não se tenha apercebido disso em tempo útil; mais ou menos a mesma coisa do que quando o CDS andava pelas feiras, junto ao país real, e os outros troçavam, de croquete e Martini em punho. Também aí, quando acordaram já era tarde, e não lhes restou solução melhor do que imitar o que antes criticavam.

Humildade, onde andas tu?

Sondagens?

Quando chão é torto e até o dançarino dança bem.

Sondagem para o CDS nos Açores - 4,8%. Resultado: 8,7%

Sondagem para mandatos 2/3. Resultado: 5.


Valem o que valem, como diz o outro...

Humor selectivo

Engraçados, estes tipos; passam a vida a carpir o enterro do CDS, com sentido de humor assinalável, mas agora, face aos resultados nos Açores (quase 9% para o CDS), tudo o que se lhes apraz dizer é que "o Bloco triplicou a sua votação", o que, traduzindo por miúdos, quer dizer que cerca de 3,3% dos açorianos que expressaram a sua opinião, o fizeram no dito...

2008/10/19

Apenas factos:

Para arrefecer um bocadinho esta esquerda que saliva alegremente pela vitória de Obama, deixo uma breve compilação de desfechos anteriores, roubada daqui, que por sua vez os retirou daqui:

"1976 - no final do Verão, as sondagens davam 62% a Carter e 30% a Ford. Carter venceu mesmo, mas com 58.1% dos votos contra 48% de Ford.

1980 - Já em Novembro, as sondagens davam 44% Carter, 41% Reagan. Ganhou Reagan com 50.7%, contra 41%.

1988 - Neste caso ainda em Maio, Dukakis 49%, Bush 39%. Bush venceu com 53.4% contra 45.6%.

1992 - Em Junho, o candidato independente Ross Perot tinha 37% nas sondagens contra 24% de Bush e Clinton. Clinton venceu com 43%, Bush teve 37.4% e Perot 18.9%.

2000 - Setembro, Gore 49% GW Bush 39%. Bush ganhou com 47.9% contra 48.4% de Gore."


Mas mesmo que o resultado venha a ser o indicado pelas sondagens, ficar-nos-á a imagem desta infantil alegria da esquerda lusa, incapaz de perceber que nos E.U. a dicotomia não é entre esquerda e direita, mas sim entre "mais à direita" e "menos à direita" - aliás, os instintos nacionalistas dos democratas fariam os "nossos" skinheads parecerem uns meninos de coro.

Daqui a uns meses já estarão a lamentar o "equívoco" em que foram induzidos, como quando levaram o "Zé" ao colo para a Câmara de Lisboa e ele lhes fez um belo dum manguito!

2008/10/18

Consciência

Gostava de ver o que teria dito a comunicação social, mais o seu ordenado rebanho de "modernos", se esta triste ópera-bufa da entrega do Orçamento de Estado tivesse sucedido com um ministro de Santana Lopes.

Esquerdalha das redacções, se tiverem consciência, envergonhem-se apenas e não tentem justificar nada.

"Escuta, vai mas é trabalhar, pá!"

Esqueçam o "Gato Fedorento"; o animal começou a morrer no dia em que deixou a SIC Radical, e agora definha tristemente aos nossos olhos - ou aos de quem os vê, que para esse peditório já dei. Há, de resto, uma excelente forma, para além da nossa percepção sensorial, para perceber o que é comercial, et pour cause, mau em 99,9% dos casos: se muita gente gosta, como Paulo Coelho, a TVI ou o "Mamma Mia", certamente não deve ser grande coisa...

Se também vos apetece vomitar quando aparecem aqueles anúncios indigentes da MEO, não digam que fui eu quem vos disse, mas experimentem antes ver "Os Contemporâneos" enquanto eles são marginais (ou marginalizados...), mesmo dentro da RTP.

Tenho pena daqueles que, ao começarem a ler este post, desde logo começaram a preparar a justificação política para o meu enjôo com o "Gato Fedorento", mas o facto de adorar Bruno Nogueira & C.ª não veio ajudar nada, não é?