2007/09/03

Sonhos ou disparates?


Anda aí novamente um bichinho, mas há tanta coisa pela frente antes...

2007/09/02

O meu regresso, parte CCXLIV

Gostava de poder prometer agora que os meus escritos vão retomar uma mais sadia regularidade - e prometê-lo-ia sem hesitações, se fosse um membro do governo - mas a verdade é que as sucessivas "falsas partidas" dos últimos meses me retiraram quase toda a credibilidade. Por isso, tudo o que posso garantir é que é essa, de momento, a minha firme intenção, mas quem sabe o que eu pensarei amanhã? Assim, só posso continuar a pedir aos estóicos dois vírgula quarenta e seis leitores que insistem em passar de vez em quando por este espaço, que mantenham essa paciência mandarim, que eu tentarei não vos desiludir (demasiado).

Nesta rentrée, depois de férias de nada, existiriam muitos temas que gostava de abordar: a minha estadia maravilhosa de Junho, em São Pedro de Moel (as hordas que só "conhecem" o Algarve não sabem o que perdem - nem saberão nunca, felizmente!); o excelente início de época do Vitória, que surpreenderá mais que um esta época - e não sou só eu que o afirmo, mas pessoas que realmente sabem; a minha progressiva e irreversível conversão à causa monárquica, por descobrir cada vez mais as injustiças, prepotências e faltas de democracia do regime republicano; a minha lenta adaptação à vida urbana de Lisboa, depois de mais de quatro décadas em meio rural; os meus contactos recentes com serviços públicos, pejados de estrangeiros que "entopem" qualquer sistema, e em que funcionários aberrantes - como só podem ser funcionários públicos - embirram com quem traz os seus pedidos de forma objectiva e organizada, e missionariamente encaminham quem não traz um único papel, mal sabe o seu nome e muito menos o que anda ali a fazer; as minhas dificuldades em voltar ao mercado laboral, não obstante enviar centenas de Curricula Vitae, numa demonstração prática de que as vistas de largura discutível das empresas preferem um qualquer recém-licenciado, mesmo daqueles que não sabem sequer qual é o maior oceano do mundo, desde que tenha 28 a 30 anos, do que alguém com comprovados conhecimentos, formação e experiência, mas cuja idade já ultrapassou os 40 anos; a condescendência, quase romantismo, com que a imprensa (não toda, graças a Deus...) designa por "activistas" um bando de energúmenos com graus de intoxicação diversos que, a pretexto de zelarem pelo "bem público" (A propósito, quem os investiu nessa qualidade? Eu não, de certeza...), destroem criminosamente propriedade privada, num gesto "simbólico" - tão "simbólico", de resto, como a quebra de montras e vandalismos avulsos desta cambada de imberbes (que mais não mereciam que um bom e profiláctico par de estalos, e de seguida fechados no quarto, normalmente em casa dos paizinhos) aquando de uma anterior manifestação em Lisboa contra skinheads e neo-nazis, não reparando, en passant, que os seus actos são tão vis ou piores do que os daqueles contra os quais protestam; a morte de Eduardo Prado Coelho, espécie de "salta-pocinhas" ideológico que várias vezes critiquei neste blog, mas cuja coluna no "Público" lia sempre - e essa assunção é a melhor homenagem póstuma que lhe posso prestar; a evolução política nacional, e a "coincidência" da desinformação nunca confirmada mas sempre generalizada, de cada vez que o CDS assume uma caminhada de retoma (leia-se, quando a liderança de Paulo Portas começa a ameaçar poderes instituídos); os meus novos projectos na área automobilística, para já dependentes de muitas coisas, mas principalmente deixando para os mais "jovens" as participações nos ralis e corridas mais competitivas dos campeonatos nacionais, e orientando agulhas para os clássicos, minha paixão de sempre e coisa bem mais social e civilizada, e assim mais adequada à minha idade e atitude; o quarto aniversário deste blog, um dos primeiros do país, passado há uns meses; e muitos, muitos outros assuntos. A alguns destes certamente voltarei, mas procurarei pincipalmente "despejar" com maior frequência aquilo que me vai na alma em cada momento - pelo menos aquilo que pode ser publicamente "despejado".

Agora, contudo, a novidade é bem pequenina - mais concretamente com 48 cm, 3,010 Kg, isto segundo medições efectuadas no passado dia 07 de Agosto, data de nascimento, no Hospital da Estefânia, da Maria Madalena, a minha segunda filha, a menina mais bonita do mundo!