2008/10/10

Uma não-questão

A dúvida é pertinente: o que levará a esquerda, outrora tão rebelde em relação a instituições pequeno-burguesas, como o casamento ("apenas um papel"), a reclamar agora esse inalienável direito, especialmente para quem quer casar com uma pessoa do mesmo sexo? E o que os faz achar que esse é o assunto mais importante da actualidade, a ponto de poder eclipsar crises mundiais sucessivas?

Não arriscarei respostas, apesar de as imaginar - a esquerda vai perdendo, aos poucos, a capacidade romântica de nos surpreender, de tanto estafar os mesmos estribilhos. Mas sempre digo que, para mim, e penso que para a generalidade dos portugueses razoáveis, a legalização do casamento gay tem mais ou menos o mesmo grau de urgência que a construção do aeroporto internacional de Freixo de Espada à Cinta (o que, com a imprevisibilidade deste Governo, que até desilude os próprios deputados, provavelmente já está contemplado nalgum futuro Orçamento de Estado).

Migrações

Curioso: em texto publicado no blog, e indicado como sendo cópia do que saíu na revista "Sábado" de hoje, Pacheco Pereira faz uma dissertação correcta sobre o direito à opinião de toda a gente sobre a "imigração". Lida a peça até se percebe facilmente que o termo se refere às pessoas que vêm para o nosso país, em busca de melhores condições de vida e, nesse contexto, está correcto o uso da palavra "imigração". O problema é que, na versão impressa da revista, está grafado por todo o lado "emigração" ou "emigrantes" o que, como deveria ser do conhecimento básico de qualquer pessoa que tenha frequentado a educação primária, designa pessoas que daqui partem para viver e trabalhar noutros locais.

Dada a generalização do analfabetismo cultural, já não estranho que tal confusão surja amiúde nos rodapés dos telejornais onde, face à profusão de bacoradas, esta até passa despercebida. Mas ver uma pessoa que gosta tanto de se colar à imagem de "intelectual" a escrever erros deste calibre é... curioso.

2008/10/06

Enjoy the silence!


Aos poucos o silêncio desta líder do PSD começa a extravazar o anedotário Nacional e a assumir foros de patologia.