2008/07/07

Lugares #16


Figueira da Foz, anteontem ao fim do dia.

2008/07/02

Mortos e era pouco!

Alguns chamar-me-ão reaccionário, outros apenas conservador, mas gostava que os esquerdistas convictos, aqueles que advogam valores como "tolerância", "reintegração", "adaptação", e quejandos (desde que longe da sua porta, evidentemente...), me dissessem qual a medida assertiva (se existir alguma, do que desde já duvido) que aplicariam a quem faz isto.

2008/06/29

Y viva España!


A alguns minutos do início da final, e na ausência da selecção portuguesa (o que tem, pelo menos, a higiénica vantagem de nos permitir fazer um zapping de vez em quando sem apanhar com um emigrante a prognosticar dez a zero), é evidente que todo o nosso apoio, ou pelo menos o meu, tem que ir para a Espanha, por vários motivos: são nossos vizinhos, não têm vergonha de gostar de toiros nem de assumir a sua tradição secular monárquica e, principalmente, jogam bem. Pronto, está bem, também confiemos que serão eles a vingar todos aqueles, tugas incluídos, que sucumbiram a uma Alemanha com um dos futebóis mais detestáveis que me lembro de ver nos últimos tempos.

Força, hermanos!

2008/06/27

Deve ser isto o "reconhecimento internacional"...

Os governantes do Zimbabué, uma "democracia" com muitos pontos de contacto com Portugal, que hoje por acaso está em votações (a propósito, não deixa de ser curioso referir que Mugabe, na hora de depositar o voto na urna, se declarou "confiante nos resultados", o que, para quem corre sozinho, revela índices de confiança... discutíveis, digamos assim), os governantes daquele pedaço de desgraça no mundo, dizia, revelaram hoje o reconhecimento que guardam a Portugal por "ter recebido o Presidente Robert Mugabe em Lisboa, durante a recente Cimeira UE/África, o que embaraçou o Reino Unido".

2008/06/19

Sanxenxo


A contar os dias que faltam para chegar Setembro...

2008/06/18

Pausa de Verão

A estátua do Bocage (engraçado, como em Setúbal toda a gente diz "do", e não "de", Bocage, provavelmente devido ao seu nome ser "du Bocage"), a estátua, dizia, sita na Praça homónima, representa o grande poeta sadino com uma peça de tecido às costas. Em Setúbal não é necessário explicar a ninguém o que tal imagem significa, mas apercebi-me recentemente que a história da original carga não é muito conhecida fora dali. Ora bem, para simplificar, reza a história que Bocage andava sempre com uma peça (um rolo) de fazenda às costas e, quando interpelado, dizia que era para fazer um fato. No entanto, quando o voltavam a ver, ainda carregado com o seu volume, os amigos admiravam-se e perguntavam-lhe por que razão não tinha ele ainda dado o trabalho ao alfaiate, ao que Bocage invariavelmente respondia: "estou à espera da última moda!"

Lembrei-me disto ao aperceber-me de que existem pessoas cuja vida é passada à espera de algo que nem sabem se vão conseguir. É aceitável que um jovem, ao entrar para a universidade, no fulgor da rebeldia e pensando que é ele quem vai mudar o mundo, escolha um daqueles cursos absolutamente improváveis, ou um outro mais corrente mas com um conhecido superavit de formados. Pensa o jovem formando que, já que vai ter que trabalhar a maior parte da sua vida, ao menos escolherá fazer aquilo que deseja. Quando acaba o curso, percebe o que ninguém lhe disse antes: que não existe procura para "engenheiros de Bonsai", ou que existem 50 vagas de jornalista para os 1000 licenciados na área que procuram emprego. E então cai na realidade: apenas menos de 1% da população trabalhadora faz exactamente aquilo que sempre desejou e que gostava de fazer (o que é diferente de se gostar - ou não - do que se faz), enquanto que a esmagadora maioria aceita trabalhos em áreas nunca sonhadas como forma de sobrevivência e evolução natural. Mas existem os outros, aqueles de quem queria falar neste post: normalmente jovens recém licenciados, sem grandes encargos financeiros a seu custo (leia-se a viver em casa dos pais), que recusam qualquer tipo de trabalho que não seja na área escolhida, para lá de toda a razoabilidade. Destes existem os que, ao fim de alguns anos de pouca pesquisa e muita pressão, capitulam e se adaptam às ofertas do mercado, e os outros: aqueles que, para lá duma idade razoável - trinta anos, digamos - continuam a perseguir a quimera de fazer apenas o que querem, aceitando ocasionalmente, quando a isso são obrigados, funções noutras áreas, mas sempre deixando bem claro o seu descontentamento e a sua situação transitória no lugar, mesmo que daí lhe possam advir prejuízos profissinais graves.

Este raciocínio também pode ser aplicado, por exemplo, às relações sentimentais: quantos de nós não conhecemos pessoas que, apesar de todas as propostas muito razoáveis que já puderam aceitar, continuam a recusar tudo e todos, de olhar fito no horizonte, onde há-de surgir um cavaleiro ou uma princesa - conforme o género e a opção, evidentemente?

A questão é: serão estas pessoas inadaptadas, infelizes que nunca encontrarão a plenitude ou o caminho para ela, ou antes sonhadores, às quais os objectivos estipulados, mesmo que virtualmente impossíveis, continuam a dar a força para seguir em frente?

2008/06/16

Lugares #15


Chelas, hoje à tarde.

2008/06/11

Divina justiça!

No meio de toda esta confusão que nos tolhe os movimentos, não deixa de ser deliciosamente irónico notar que, precisamente quando Sócrates já antecipava o descanso que umas semanas de Europeu iriam proporcionar-lhe a si y a sus muchachos, se tenha desencadeado talvez a mais séria e efectiva operação de contestação ao seu governo - e, ainda por cima, de uma forma aparentemente espontânea!

Mas ele merece isto, e pior ainda.

2008/06/02

Lugares #14


O meu cantinho de trabalho, Carnaxide, esta manhã.

2008/05/29

Lugares #13


São Pedro de Moel, 2005.

2008/05/12

May the force be with you, Portugal!

Certamente o problema é meu, e da minha capacidade de entendimento que já se deixa transcender demasiadas vezes, talvez como prenúncio da minha fase mais reaccionária que inevitavelmente chegará com a idade. Mas, mesmo assim, ainda concederia uma oportunidade a algum "génio" da publicidade para me explicar por que raio é que num anúncio televisivo da Galp, em que surgem uma série de supostos adeptos a empurrar o autocarro da selecção Nacional até à Áustria ou à Suiça (dois países pobres, como se sabe, que, contrariamente a Portugal, que recusou a colaboração com Espanha no seu Euro por ser um país rico, se juntaram para organizar um campeonato), por que raio, dizia, é que num anúncio que deveria apelar ao patriotismo, até ao nacionalismo, a banda sonora é uma pirosa música country americana?

2008/05/06

Eles conhecem-se uns aos outros...


O deputado do PND-M, José Manuel Coelho, usou hoje, durante os trabalhos da Assembleia Legislativa da Madeira, um relógio de cozinha (!) pendurado ao pescoço, como forma de protesto pelas limitações de tempo impostas aos deputados da oposição. Alegava o deputado insular que só dessa forma poderia controlar eficazmente a duração do seu discurso.

Há dias todo o "rectângulo" se indignou quando Alberto João Jardim desaconselhou o Presidente da República, aka "Sr. Silva", a visitar aquele hemiciclo, a pretexto de se tratar do refúgio de "um bando de loucos". Afinal o homem tinha conhecimento de causa, e não falava em sentido figurado.

Bicycle Race


Gosto deste tipo. Não sei se Londres vai ficar melhor ou não depois da sua eleição para mayor, mas é sempre mais fácil apreciarmos alguém que comunga das fraquezas do homem comum, do que políticos em poses estudadas, rodeados de assessores que lhe dizem como deve agir, como se deve vestir, até os falsetes que deve ensaiar.

Esta primeira apreciação nem tem sequer a ver com política mas, on the other hand, a sua vitória em Londres pode bem ser prenúncio de um sentimento muito mais europeu: a saturação que se começa a sentir por estes socialistas que se dizem de esquerda, mas que agem de forma equívoca e ziguezagueante, tendo sempre como fito único a manipulação de quem vota. E depois os "demagogos" e os "populistas" são sempre os outros!

Lugares #12


Torre de Belém, ponte sobre o Tejo, Cristo Rei, etc., etc., tudo visto de Algés no dia 2 de Março de 2008.

2008/05/05

Arte pop


Fantásticas, as possibilidades do "Paint". Se os meus leitores quiserem, e se relevarem a minha imodéstia, ofereço-vos esta primeira tentativa de arte "pop" - no sentido (o único possível) de popular, evidentemente. Se tiverem uma impressora melhor que a minha, imprimam-no e pendurem-no na sala.

Porque somos portugueses:

E, principalmente, porque estamos em Portugal e porque falamos Português - e temos orgulho nisso - ninguém deve deixar de assinar esta petição.

"Crime, disse ela"

Quanta bílis para aí vai, Dr.ª Ana Gomes; já agora, quando diz que existe "crime" no gesto do Dr. Paulo Portas de trazer cópias de documentação para casa, procedimento que, aliás, foi assumidamente seguido por diversos outros governantes de diversos partidos (seria de uma ingenuidade tocante desempenhar cargos de tanta importância, e não reter os meios para, a posteriori, ripostar a ataques bem direccionados e mal explicados,como este, que a doutora agora tristemente protagoniza), quando fala em "crime", dizia, importa-se de ser mais específica e qualificar o mesmo à luz da legislação portuguesa, da qual, não duvido, V.ª Ex.ª perceberá infinitamente mais do que eu?

Lugares #11


São Pedro de Moel, 2 de Maio de 2008.

2008/04/23

A marcha dos lémingues, parte II


Alberto João Jardim para a liderança do PSD? Será possível que ali ninguém perceba que o maior (por enquanto) partido da oposição não pode ser liderado por alguém que, após cada almoço, ganha uma tendência para as atoardas apenas comparável ao pós prandial de Mário Lino? Que não pode ser alguém que, em cada coisa que diz, cria uma anedota e dá pretextos aos opositores para se tornar motivo de gozo, quando não de censura? É que esse folclore pode funcionar bem num meio limitado e cacicado como a Madeira, mas aqui ele não pode andar a alcatroar estradas todos os dias, e a beber ponchas com os eleitores.

Mas seria engraçado ver se ele iria ao Carnaval de Loulé ou ao de Sines.

2008/04/22

Quem quer ser burro que nem uma porta?

Vejo, de vez em quando, nestas noites ainda pouco convidativas a saídas, um programa da RTP1 em que o apresentador vai fazendo perguntas a concorrentes, de escolha múltipla, cabendo a estes escolher, de entre as opções apresentadas, a única correcta. Mas isto está-me a deprimir demasiado, e acho que vou desistir; é absolutamente confrangedor ver os graus de ignorância das pessoas que lá aparecem, quase se diria directamente aterrados de Marte, onde passaram os últimos milénios. Certo, eu não esperava que num programa de entretenimento me surgissem novos Einsteins, mas seria o mínimo esperar que, quem se candidatasse a este programa, tivesse ao menos lido o jornal da véspera.

Espero que tudo isto não passe apenas de uma perversa estratégia da RTP que, para poupar nos prémios, sujeita os candidatos a concorrentes a uns testes prévios de cultura geral e depois escolhe os piores. Porque, se não for assim, e se estas alimárias forem o exemplo da cultura média do portuguesinho, dá vontade de chorar.