Fernando Rosas tem um aspecto patusco; não sei se é do cachimbo, mas aquele putativo candidato a Presidente da República desperta-me normalmente sentimentos parecidos com os que me desperta o Avô Cantigas, cada vez que vejo um ou outro - o que, felizmente, é raro.
F.R. faz parte de uma associação de partidos de extrema-esquerda, admiradores de Estaline e quejandos, que conseguiu eleger alguns deputados à Assembleia da República. Chama-se, esse pequeno grupo, Bloco de Esquerda, mas, tirando a menção à dita na designação, têm comportamentos sociais mais equiparados aos de pequenos-burgueses e nouveaux riches. Há até uma deputada que, pelas declarações que dela li, faz perfeitamente jus ao estereótipo da "loura-burra", e que magnanimamente dispensa os auxílios que a instituição prevê para a sua deslocação em transporte público, preferindo locomover-se no seu proletário Mercedes-Benz.
Bom, mas com isto tudo desviamo-nos de F.R.. Pois bem, o Avô Cantigas esteve de maus fígados esta semana, e publicou ontem no "Público" um artigo de opinião carregado de bílis e azedume contra Paulo Portas, a quem, entre outras coisas pouco edificantes, epitetava de "trauliteiro de extrema-direita" e, mais cripticamente, de "Pato Donald". En passant, Rosas referia-se ao C.D.S. como "um partido de extrema-direita", e ao seu eleitorado como "franjas menos exigentes do eleitorado". Ofender-me-ia, e a mais umas centenas de milhares de portugueses, se o impropério tivesse sido proferido por alguém com nível intelectual e cívico para o fazer - vindo de quem vem, pouco mais poderá merecer do que o profundo desprezo que se confere a quem se pôe em bicos de pés, porque doutra forma não será visto.
Talvez o tom do discurso surpreenda os mais distraídos; para mim, no entanto, é tristemente típico da esquerda deste país.
2003/12/25
Bonjour tristesse
Há já alguns anos que acho o 25 de Dezembro um feriado muito pouco civilizado; uma pessoa sai de manhã, não encontra nenhum jornal do dia, todas as pastelarias onde se pode tomar um pequeno almoço decente estão encerradas (porque ontem e anteontem ficaram "até às trezentas" a fazer filhós, troncos de Natal e outras coisas especialmente indigestas), e as pessoas com quem se gostaria de beber um café estão resgatadas e tornadas incomunicáveis pelas famílias (quase me apetece dizer famiglias). E, daqui a bocado, os restaurantes terão filas centopeicas de gente, todos vestidos com a "roupinha dos Domingos"!
Bom Natal. Pois...
Bom Natal. Pois...
2003/12/23
Quem empresta não melhora!
Quando procuro determinado CD ou livro e não o encontro (acontece mais com os primeiros do que com os segundos) é que eu sinto como fui estúpido em não ter conseguido dizer um redondo "não!" a quem mos pedia sempre emprestados, e nunca tinha a boa educação de os devolver!
2003/12/21
Resoluções de ano novo
Há tantas coisas que eu gostaria de mudar ou melhorar em mim, mas para quê fazer resoluções? Apenas para, lá para meados de Janeiro, sentir a frustração de já me estar a desviar da maior parte dos objectivos traçados?
A menos que nomeie, como primeira resolução, passar a ter uma maior força de vontade; e também pensar que, se acreditarmos naquilo que desejamos, Deus recompensar-nos-á. Mas há tanta gente a pedinchar-Lhe...
A menos que nomeie, como primeira resolução, passar a ter uma maior força de vontade; e também pensar que, se acreditarmos naquilo que desejamos, Deus recompensar-nos-á. Mas há tanta gente a pedinchar-Lhe...
2003/12/18
Namoros
Não tinha muita vontade de voltar a politizar este espaço, que considero essencialmente de lazer e boa disposição, mas factos recentes na vida política nacional a isso me obrigam. Numa estratégia de divisão com base na insinuação maldosa, há já muito que o Partido Socialista tem vindo a atacar o C.D.S./P.P., acusando-o de "radicalismo de direita", e de ser o cérebro deste governo de coligação. O objectivo parece pouco menos que óbvio: minar a confiança e o respeito mútuo entre os dois partidos da coligação, induzindo no P.S.D. a ideia de que está a passar a imagem de ser conduzido pelo seu parceiro mais pequeno, e de estar, em suma, a fazer "figura de idiota útil". Esperarão, então, os iluminados socialistas que Durão Barroso dê um murro na mesa, e exclame: "Chega! A partir de agora mando eu nesta coisa!"
Novamente o referendo sobre o aborto surge em cima da mesa, como cavalo de batalha a jeito; independentemente de se concordar ou não com a penalização de tal actividade, e dando de barato os esforços de aproximação que os responsáveis dos partidos do poder estão a evidenciar, parece-me contudo que há aqui um facto incontornável: a despenalização do aborto já foi referendada e venceram os apologistas do "não"! Esperarão, pois, os defensores doutras opiniões, que se façam tantos referendos quantos os necessários para que o resultado seja a seu contento?
Não sou apologista de teses da conspiração, mas parece-me que, com tanta sanha ao C.D.S., com "jeitos" destes - que o "País relativo" não perdeu tempo a salientar - e com um discurso brando em relação ao P.S.D., já faltou mais para Ferro Rodrigues, à semelhança do seu sebastiânico antecessor, "pôr o socialismo na gaveta" e começar a pensar em termos de bloco central.
Paranóico, eu? Falaremos de novo disto dentro de um ano.
Novamente o referendo sobre o aborto surge em cima da mesa, como cavalo de batalha a jeito; independentemente de se concordar ou não com a penalização de tal actividade, e dando de barato os esforços de aproximação que os responsáveis dos partidos do poder estão a evidenciar, parece-me contudo que há aqui um facto incontornável: a despenalização do aborto já foi referendada e venceram os apologistas do "não"! Esperarão, pois, os defensores doutras opiniões, que se façam tantos referendos quantos os necessários para que o resultado seja a seu contento?
Não sou apologista de teses da conspiração, mas parece-me que, com tanta sanha ao C.D.S., com "jeitos" destes - que o "País relativo" não perdeu tempo a salientar - e com um discurso brando em relação ao P.S.D., já faltou mais para Ferro Rodrigues, à semelhança do seu sebastiânico antecessor, "pôr o socialismo na gaveta" e começar a pensar em termos de bloco central.
Paranóico, eu? Falaremos de novo disto dentro de um ano.
2003/12/17
David e Golias
Não gosto de futebol - já aqui o disse muitas vezes - mas há uma equipa pela qual não posso deixar de sentir simpatia: o Vitória de Setúbal. Gosto do "Vitórria", se bem que não conheça o nome de nenhum jogador, ou sequer do treinador, e apenas saiba quem são alguns dirigentes por serem meus amigos.
Foi por isso com alegria que li, há uns minutos, que a "minha" equipa eliminou, na corrida para a taça, o Sporting. Ora, ora, pensavam que eram "favas contadas", não?
Foi por isso com alegria que li, há uns minutos, que a "minha" equipa eliminou, na corrida para a taça, o Sporting. Ora, ora, pensavam que eram "favas contadas", não?
Que azar dos diabos!
Poderão não acreditar, mas a verdade é que até me considero uma pessoa asseada, e que preza a higiene nas pessoas com quem convive e nos sítios que frequenta. Ora, esta atitude aplica-se com especial veemência nas casas de banho públicas que, por natureza e definição, são espaços especialmente propícios a situações de sujidade diversas.
Mas eu sou um tipo com azar; eu quero que as casas de banho dos centros comerciais e das áreas de serviço onde paro estejam limpas, sim, mas bolas - é preciso que estejam sempre a limpá-las (e indisponíveis, portanto) quando eu mais urgência tenho para me servir delas?
Mas eu sou um tipo com azar; eu quero que as casas de banho dos centros comerciais e das áreas de serviço onde paro estejam limpas, sim, mas bolas - é preciso que estejam sempre a limpá-las (e indisponíveis, portanto) quando eu mais urgência tenho para me servir delas?
Tiro e queda!
Este tal de Panda é fenomenal. Muito obrigado, Papoila e Senhor Carne; que o menino Jesus ignore o vosso presépio herege e vos cumule de prendas, são os meus votos!
Quanto aos outros leitores, "me aguardem"; estou de volta, em versão renovada e sem vírus!
Quanto aos outros leitores, "me aguardem"; estou de volta, em versão renovada e sem vírus!
2003/12/13
Socorro!
O meu teclado n~~ao esta bom; de cada vez que tento colocar um acento qualquer, ele coloca logo dois, sem esperar que eu escreva a respectiva vogal, e assim n~~ao consigo escrever em condiç~~oes!
Quem me ajuda?
Quem me ajuda?
2003/12/10
Terapia
Não há coisa melhor para nos devolver - a nós e aos nossos problemas - à nossa insignificância, do que passar um bocadinho no Cabo de São Vicente, noite escura, junto ao farol, só a ouvir o rumor do mar e a sentir o frio de Dezembro.
Quero dizer, deve haver outras coisas melhores, mas esta funciona; foi o que comprovei há uns minutos atrás!
Quero dizer, deve haver outras coisas melhores, mas esta funciona; foi o que comprovei há uns minutos atrás!
2003/12/09
Let it roll, baby, roll!
Estive por um triz para ir ver estes Doors do século XXI; um grupo de amigos foi, e insistiram bastante para que os acompanhasse. Mas alguma coisa cá dentro me dizia que não devia ir...
Não vi, obviamente, nenhum concerto dos Doors ao vivo - tinha oito aninhos quando Jim Morrison foi encontrado morto num apartamento em Paris - mas cresci a saber que o rock n'roll era aquilo; mais, que a verdadeira música alternativa e independente passava por ali, se bem que ninguém soubesse bem o que era música alternativa (há quase trinta anos, bastava gostar de Pink Floyd ou The Police para se ser rotulado de subversivo e alienado - já para não falar em The Clash).
Também gosto de The Cult, e até tenho alguns discos da banda; mas ver Ian Astbury a mimetizar Morrison, e a ajoelhar-se frente ao seu túmulo no cemitério Père-Lachaise (aconteceu ontem), não bate certo. Há aqui algo de extremamente oportunista e até de profano. Não funciona...
Não vi, obviamente, nenhum concerto dos Doors ao vivo - tinha oito aninhos quando Jim Morrison foi encontrado morto num apartamento em Paris - mas cresci a saber que o rock n'roll era aquilo; mais, que a verdadeira música alternativa e independente passava por ali, se bem que ninguém soubesse bem o que era música alternativa (há quase trinta anos, bastava gostar de Pink Floyd ou The Police para se ser rotulado de subversivo e alienado - já para não falar em The Clash).
Também gosto de The Cult, e até tenho alguns discos da banda; mas ver Ian Astbury a mimetizar Morrison, e a ajoelhar-se frente ao seu túmulo no cemitério Père-Lachaise (aconteceu ontem), não bate certo. Há aqui algo de extremamente oportunista e até de profano. Não funciona...
2003/12/08
2003/12/05
Off-line
Fim de semana grande, de partida para o Portugal profundo (mas profundo mesmo!), actualizar leituras, retiro espiritual.
Portem-se bem que eu já venho!
Portem-se bem que eu já venho!
2003/12/03
Lista de Natal
A Ana fez já uma extensa e refinada lista de Natal, o que me fez lembrar como gosto de fazer listas. Assim, ainda que mais modesto, aqui vai um pequeno rol dos bens e serviços que gostaria de receber nesta quadra:
- Uma quinta na serra - podia ser a de Nossa Senhora d'El Carmen, acompanhada pelo respectivo orçamento para remodelação, restauro e decoração;
- Uma casa para passar férias em São Pedro de Moel, com piscina e vista para o mar, obviously;
- Uma carrinha Audi A4 2.5 tdi quattro;
- Um Porsche 911 targa, de 1971, mais ou menos;
- Um Mitsubishi Lancer Evo 8 Gatmo, e respectivo budget, para fazer o Campeonato Nacional de Ralis;
- Uma moto 4 e uma mota de água, ambos Bombardier;
- Um jantar no Ribamar com todos os meus amigos, para compensá-los do relativo flop que foi a festa do meu quadragésimo aniversário;
- Uma viagem a Veneza, com hotel na Piazza San Marco, e saída directa para os canais (de caminho, gostava de regressar a Rapallo, Porto Fino e Florença);
- Uma reforma vitalícia, com um número composto por não menos de seis algarismos à esquerda da vírgula;
- A viagem à Irlanda, finalmente - conhecer todas aquelas falésias e os pubs nas terriolas, de que o meu amigo J. (onde andará?) me falou um dia;
- O Brett Anderson a juntar-se de novo ao Bernard Butler, e a fazerem um concerto privativo dos Suede só para mim e para quem eu quisesse, onde eu quisesse;
- Um curso de golfe, e um equipamento completo - dos bons! - para o jogar;
- Um mano para o Lourenço;
- E, principalmente, trocava todos os anteriores pela total recuperação da minha sobrinha Vera!
Aceitam-se sugestões e donativos (work in progress).
- Uma quinta na serra - podia ser a de Nossa Senhora d'El Carmen, acompanhada pelo respectivo orçamento para remodelação, restauro e decoração;
- Uma casa para passar férias em São Pedro de Moel, com piscina e vista para o mar, obviously;
- Uma carrinha Audi A4 2.5 tdi quattro;
- Um Porsche 911 targa, de 1971, mais ou menos;
- Um Mitsubishi Lancer Evo 8 Gatmo, e respectivo budget, para fazer o Campeonato Nacional de Ralis;
- Uma moto 4 e uma mota de água, ambos Bombardier;
- Um jantar no Ribamar com todos os meus amigos, para compensá-los do relativo flop que foi a festa do meu quadragésimo aniversário;
- Uma viagem a Veneza, com hotel na Piazza San Marco, e saída directa para os canais (de caminho, gostava de regressar a Rapallo, Porto Fino e Florença);
- Uma reforma vitalícia, com um número composto por não menos de seis algarismos à esquerda da vírgula;
- A viagem à Irlanda, finalmente - conhecer todas aquelas falésias e os pubs nas terriolas, de que o meu amigo J. (onde andará?) me falou um dia;
- O Brett Anderson a juntar-se de novo ao Bernard Butler, e a fazerem um concerto privativo dos Suede só para mim e para quem eu quisesse, onde eu quisesse;
- Um curso de golfe, e um equipamento completo - dos bons! - para o jogar;
- Um mano para o Lourenço;
- E, principalmente, trocava todos os anteriores pela total recuperação da minha sobrinha Vera!
Aceitam-se sugestões e donativos (work in progress).
Os luxos pagam-se!
Se há coisa que não compreendo, são as pessoas que querem ter acesso a um determinado luxo sem pagar por isso. Fazem-me impressão os caçadores que defendem o regime livre, e o alegado direito a devassarem propriedade alheia impunemente. A caça já foi uma actividade imprescindível à sobrevivência da espécie, mas isso foi há muitos séculos atrás. Hoje em dia, é uma actividade de lazer, praticada maioritariamente por gente sem formação, que destrói os sítios por onde passa, que abandona e abate os cães que "não servem", e, principalmente, que muitas vezes anda bêbeda e com uma arma nas mãos. Querem caçar? Pois paguem por esse direito, e façam-no em coutadas próprias.
De forma análoga, defendo o aumento cada vez maior do preço do tabaco e do álcool - e olhem que, neste caso, até fumo e bebo, ainda que moderadamente. Pois se não são bens essenciais, e se são comprovadamente danosos para a saúde e segurança, que sentido faz que sejam baratos?
Os jovens estudantes, que vão de carro para a Universidade, que faltam semanas a fio, a pretexto de eternas "queimas das fitas", "festivais de tunas" e quejandos, e que subsistem exclusivamente através da mesada dos pais - que também pagam por inteiro a propina académica, seja ela qual for - têm tanta razão para protestar contra o preço daquelas, como razão tem o elefante quando diz à formiga: "pisaste-me!"
Se se pode exigir assim, levianamente, que quem tem poder para tal satisfaça as nossas necessidades, gostaria de pedir ao Governo, por este meio, que me providencie os meios necessários para dar a volta ao mundo num veleiro, durante um ano. Muito agradecido.
De forma análoga, defendo o aumento cada vez maior do preço do tabaco e do álcool - e olhem que, neste caso, até fumo e bebo, ainda que moderadamente. Pois se não são bens essenciais, e se são comprovadamente danosos para a saúde e segurança, que sentido faz que sejam baratos?
Os jovens estudantes, que vão de carro para a Universidade, que faltam semanas a fio, a pretexto de eternas "queimas das fitas", "festivais de tunas" e quejandos, e que subsistem exclusivamente através da mesada dos pais - que também pagam por inteiro a propina académica, seja ela qual for - têm tanta razão para protestar contra o preço daquelas, como razão tem o elefante quando diz à formiga: "pisaste-me!"
Se se pode exigir assim, levianamente, que quem tem poder para tal satisfaça as nossas necessidades, gostaria de pedir ao Governo, por este meio, que me providencie os meios necessários para dar a volta ao mundo num veleiro, durante um ano. Muito agradecido.
2003/11/29
God is in the details
Não há como a língua inglesa para resumir numa pequena frase toda uma filosofia de vida. A de cima, por exemplo; se não andarmos atentos aos pedacinhos especiais de vida, o que andaremos cá a fazer?
2003/11/28
Um raio que parta o futebol!
Passo o dia a ouvir que o Sporting perdeu com uma equipa húngara, ou coisa que o valha; ontem era porque uma cambada de miúdos estúpidos e mimados partiram as instalações de uns balneários em França; anteontem era porque o Vitor Baía não tinha sido convocado para o Mundial; amanhã será porque o defesa direita do Santa Eulália de Baixo tem uma tendinite aguda na parte exterior do menisco, e a mulher gasta muito dinheiro em roupa. Eu que abomino futebol, sou obrigado, até à estupidificação, a ouvir falar de futebol, e penso: mas se os nossos jogadores e equipas perdem tudo, e só dão desgostos aos sócios, é porque jogam mal - e, se jogam mal, por que raio é que hão-de receber salários pornográficos? Para mais, demonstrando indíces de cultura e educação apenas comparáveis ao de grunhos pré-históricos.
E lembro-me de, em 1995, ter ido receber os meus amigos Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva ao aeroporto de Lisboa, depois de eles terem garantido o título mundial de Ralis, grupo N. Estávamos apenas alguns amigos e familiares - nem televisões, nem jornais. O Rui passou ao lado de uma magnífica carreira mundial, vendo pilotos como Freddy Loix - que ele "aviava" com uma perna às costas - promovidos ao estatuto de top-drivers.
O mesmo se prepara para acontecer com Armindo Araújo, um dos melhores pilotos que já surgiram em Portugal, que cometeu apenas a proeza de, desde que se iniciou, ter ganho todas as competições que disputou - incluindo o Campeonato Nacional de 2003. Mas, neste país redondo, não haverá nunca lugar para nenhum desporto que não seja jogado com onze palermas de calções e uma bola.
E querem que eu goste de futebol? Mandasse eu, e não haveria um estádio de pé!
E lembro-me de, em 1995, ter ido receber os meus amigos Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva ao aeroporto de Lisboa, depois de eles terem garantido o título mundial de Ralis, grupo N. Estávamos apenas alguns amigos e familiares - nem televisões, nem jornais. O Rui passou ao lado de uma magnífica carreira mundial, vendo pilotos como Freddy Loix - que ele "aviava" com uma perna às costas - promovidos ao estatuto de top-drivers.
O mesmo se prepara para acontecer com Armindo Araújo, um dos melhores pilotos que já surgiram em Portugal, que cometeu apenas a proeza de, desde que se iniciou, ter ganho todas as competições que disputou - incluindo o Campeonato Nacional de 2003. Mas, neste país redondo, não haverá nunca lugar para nenhum desporto que não seja jogado com onze palermas de calções e uma bola.
E querem que eu goste de futebol? Mandasse eu, e não haveria um estádio de pé!
2003/11/27
Neo-românticos
Mais uma machadada na minha desgraçada nostalgia: lá em baixo está a passar na televisão o teledisco dos Visage, "Fade to grey". O tempo não espera por nós...
2003/11/26
Sem culpa nem remorso
Não compreendo aquelas pessoas que não são capazes de deixar um livro a meio, mesmo que o estejam a achar detestável; se um livro não presta, vai directamente para a estante (ou pior), e pronto - fica mais tempo livre para lermos outro livro!
2003/11/24
Novos links
Não tenho actualizado a minha lista de links aqui ao lado muito assiduamente, mas isso é apenas um sinal da minha atávica preguiça, e não de falta de interesse pelo que vai aparecendo. A verdade é que tenho recebido alguns simpáticos mails de colegas bloguistas, dando-me conta das suas novas criações, as quais tenho todo o gosto em divulgar, ainda que aprecie os respectivos conteúdos de formas diferentes.
Já falei antes no "Jóias da Coroa", que me pareceu bastante bem elaborado, e que mereceu até o link da praxe aqui ao lado; hoje falar-vos-ei de alguns outros, tais como o "Mais ou menos virgem", um conceito sui generis de blog, elaborado a partir de um anúncio fictício colocado na net, e desenvolvido com base nas subsequentes respostas recebidas. A seguir com moderado interesse, mas alguma curiosidade voyeurística.
Depois, recebi também um mail de 'Morrissey' (há só um...), dando conta da criação do "There is a light that never goes out" (por acaso há um erro no nome do blog: escreve-se "light", e não "ligth", mas agora já está); a par com "L'écume des jours", deve ser um dos nomes de blogs mais lindos da blogosfera. Quanto ao estilo, está-se a afinar, mas promete.
Por fim (last but not the least), recebi um mail do Pedro Adão e Silva, informando de que se prepara para jogar em múltiplos tabuleiros, e que, para tal, criou - com alguns amigos - um novo blog dedicado exclusivamente a uma das suas declaradas paixões: o surf. Tenho pena de nunca ter sentido o apelo das ondas, mas tenho grandes amigos entre a tribo, e admiro, sem ironia, o seu modus vivendi. Aconselho a visita, e o link vai ser colocado muito em breve aqui ao lado, fica prometido!
Terminada a ronda pelos mails recentes, não queria deixar de chamar a atenção para um fenómeno de universo paralelo na blogosfera: alguém, com muita paciência e razoável talento, anda a copiar, post por post, alguns dos blogs mais populares cá do burgo, alterando, no entanto, o sentido e a linha de raciocínio dos originais. Para já descobri dois: o "Bimba ininteligível", que, como facilmente se depreenderá, parodia o blog da Charlotte, e o "Parola consulta", que glosa... adivinhem quem (desculpa, Ana)!
Para já tenho-me rido um bocado; se o tom não descambar demasiado, continuarei freguês.
Já falei antes no "Jóias da Coroa", que me pareceu bastante bem elaborado, e que mereceu até o link da praxe aqui ao lado; hoje falar-vos-ei de alguns outros, tais como o "Mais ou menos virgem", um conceito sui generis de blog, elaborado a partir de um anúncio fictício colocado na net, e desenvolvido com base nas subsequentes respostas recebidas. A seguir com moderado interesse, mas alguma curiosidade voyeurística.
Depois, recebi também um mail de 'Morrissey' (há só um...), dando conta da criação do "There is a light that never goes out" (por acaso há um erro no nome do blog: escreve-se "light", e não "ligth", mas agora já está); a par com "L'écume des jours", deve ser um dos nomes de blogs mais lindos da blogosfera. Quanto ao estilo, está-se a afinar, mas promete.
Por fim (last but not the least), recebi um mail do Pedro Adão e Silva, informando de que se prepara para jogar em múltiplos tabuleiros, e que, para tal, criou - com alguns amigos - um novo blog dedicado exclusivamente a uma das suas declaradas paixões: o surf. Tenho pena de nunca ter sentido o apelo das ondas, mas tenho grandes amigos entre a tribo, e admiro, sem ironia, o seu modus vivendi. Aconselho a visita, e o link vai ser colocado muito em breve aqui ao lado, fica prometido!
Terminada a ronda pelos mails recentes, não queria deixar de chamar a atenção para um fenómeno de universo paralelo na blogosfera: alguém, com muita paciência e razoável talento, anda a copiar, post por post, alguns dos blogs mais populares cá do burgo, alterando, no entanto, o sentido e a linha de raciocínio dos originais. Para já descobri dois: o "Bimba ininteligível", que, como facilmente se depreenderá, parodia o blog da Charlotte, e o "Parola consulta", que glosa... adivinhem quem (desculpa, Ana)!
Para já tenho-me rido um bocado; se o tom não descambar demasiado, continuarei freguês.
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