2005/08/24

Manifesto

Só para dizer que escrevi o post anterior contra a corrente deste blog, e apenas porque embirro solenemente com o eng.º Sócrates e com tudo o que ele representa, bem como com toda a gente que votou nele. Mas a verdade é que o meu estado de espírito ultimamente não tem tido grande coisa a ver com política e outras mesquinhices, pelo que este espacinho blogosférico vai voltar à sua toada normal de publicar coisas fúteis, crípticas (para alguns) e, genericamente, desinteressantes - e com um pouco mais de regularidade, acho eu.

Demasiado mau para ser verdade!

Toda a gente fala agora da pose cretina de José Sócrates, do seu insuportável pedantismo, das suas precoces e inoportunas férias, feitas como que de propósito para mostrar ao tuga estúpido que se está a marimbar para quem cá fica, para os incêndios, para a miséria, enfim, para tudo o que o chateie - e falam também da evidente e confrangedora ignorância e incapacidade que o fulano exibe de discutir tecnicamente qualquer assunto que extravaze a opção "o que é que se almoça hoje?". Tema também de conversa é a tomada de assalto do polvo socialista, já nosso bem conhecido, a todos os "tachos" apetecíveis deste país, bem como o desenterramento de um velho a raiar a senilidade, e com muitos esqueletos no armário (a que pode acrescentar agora o do camarada Alegre), para disputar as eleições presidenciais.

Mas, porra! Será que só perceberam isso agora? Há uns meses, quando votaram nele (sim, porque muitos dos que agora falaram foram dos que lhe deram a maldita maioria absoluta), não viam já que o homem era um incompetente oportunista, que apenas disfarçava (mal) as suas lacunas intelectuais e morais à custa de um empolado pedantismo?

Mas algo cheira a podre aqui, parece-me: a imprensa, antes tão célere a relatar qualquer espirro de Santana Lopes, perdoa agora e passa um conveniente véu sobre as abstrusas iniciativas e declarações de Sócrates, num exercício que raia o escandaloso. Só gostava de saber o que diriam todos estes comentadores de pacotilha, que diariamente enchem os jornais das suas desinteressantes divagações, se Santana tivesse gozado umas férias destas três meses depois de ser eleito, e com qualquer tipo de calamidade a assolar o país (Ah, esquecia-me; para o iluminado com voz de falsete, estes incêndios não são uma calamidade. Pois...)!

Enfim, é o país que temos, e agora aturem-no, vocês que votaram nele. Eu, por mim, tenho a consciência tranquila, e espero ansiosamente a queda de quem nunca merecia sequer ter sido assistente de contabilista, quanto mais Primeiro Ministro!

2005/08/22

Alternative muzik

Esta coisa de se carregar um CD shuttle, mais ou menos ao sabor da inspiração, e depois pormo-nos a ouvi-lo reserva-nos por vezes surpresas (?) interessantes. Não é, então, que a minha escolha musical quase aleatória para esta semana foi, notem bem: The Ordinary Boys, The Divine Comedy, Gene, Catatonia, Mercury Rev e Kings of Convenience?

Alguma queixa, ou algum palpite sobre o meu estado de espírito? Anyone for a ride?

Gostava de ter estado aqui por estes dias:


Pode a história repetir-se, quase vinte anos depois?

2005/08/20

Houston, temos problemas!

Tenho que ser humilde e recorrer à sapiência de quem percebe realmente destas coisas, está mais que visto. A verdade é que, há já algum tempo, todas as (poucas) cogitações que eu vou escrevendo neste espaço introspectivo a que convencionamos chamar blog, vão aparecer muito lá em baixo, já depois dos links exibidos na ala direita da página, ficando apenas um solitário título cá em cima, em precário equilíbrio.

Ora, já aqui o disse antes, os meus conhecimentos de informática são mais ou menos equivalentes aos que detenho de ordenha, pelo que a simples hipótese de me pôr a mexer no template me causa pele de galinha. Posto isto, já deverão estar a calcular o que vos quero pedir, estimados e conhecedores leitores: como raio é que eu mudo esta porcaria?

Obrigado.

2005/08/17

Back

Isto pode parecer muito estúpido e superficial à maioria (cerca de 3) dos meus leitores, mas a verdade é que hoje fui acometido dumas saudades indescritíveis dos ténis e botas John Smith que na minha adolescência ia comprar a Ayamonte.

(E sim, já voltei das férias)

2005/08/08

Férias!

Até dia 15 procurem-me (mas só se for mesmo muito importante) em São Pedro de Moel. No net at all!

2005/07/29

Divagação

Enquanto faço a minha terapia nocturna de Logan, Montecristo e terraço, a olhar as luzes longínquas de Lisboa, vou pensando, meio assustado: e se a vida que vivo for apenas um equívoco? Por vezes temo que, quando as coisas parecem correr - ou encaminhar-se - demasiado bem, apareça alguém ou algo que me diga: "mas tu acreditaste mesmo que tudo isso era para ti?". E lá caio eu desamparado da altura de 50 andares, depois de alguém me cortar os fios invisíveis que me mantinham a flutuar por cima da humanidade.

Mas, enquanto cortam e não cortam, deixem-me ficar a sonhar com aquela viagem de há uma semana atrás, às 4 da manhã, entre a Casa do Castelo (sim, sim, malgré tudo o que já disse, lá estive na festa da rentreé) e Vilamoura. E a ouvir Matt Bianco...

2005/07/21

Pois...

E se o (meu) mundo mudar por estes dias?

2005/07/18

Terceiro mundo

Há umas horas, em digressão profissional por este horrível Algarve estival, resolvi entrar em negociações com um indivíduo que, numa banca montada numa rua de Olhão, vendia descontraidamente produtos de contrafacção. O motivo do meu interesse foi uma camisete, vulgo polo, imitação não assim tão perfeita (o crocodilo parece querer esconder-se debaixo do sovaco) da marca Lacoste - contudo, aproveitei assim o ensejo de comprar uma peça de vestuário que aprecio especialmente por ser prática, e que parece ter caído em relativo desuso: uma camisete lisa, de uma só cor. Com efeito, na maior parte das lojas que visito só me apresentam pedaços de pano com todo o tipo de riscas e estampagens, mais próprios doutro tipo de culturas e etnias do que da minha pacata simplicidade de vestuário. Que saudades dos meus tempos de adolescência, em que era fácil encontrar um polo de malha piqué da Lacoste, de uma só cor - e, quando o preço era proibitivo, havia diversos sucedâneos igualmente de bom gosto e discrição, da Mike Davis ou da portuguesíssima Coronel (alguém se lembra desta?).

Bom, mas voltando às minhas negociações com o simpático comerciante de raça cigana, que me garantiu estar a comprar um produto original, e que o podia procurar se aquilo encolhesse na primeira lavagem, que prontamente a trocaria, voltando a isso, dizia, fiquei a pensar: se existe, em tão grandes quantidades, lotes de produtos contrafeitos, é porque alguém os faz, evidentemente. E quem? Naturalmente muitas fábricas de têxteis, principalmente da zona Norte do país, que vêem no negócio da contrafacção, e na procura de que são alvo por parte dos vendedores ambulantes, uma forma de fugir ao descalabro que a ausência de encomendas e a deslocalização para Leste do fabrico de muitas marcas estrangeiras, lhes provocou.

Ou seja, a contrafacção parece-me algo absolutamente necessário à viabilidade económica de muitas pequenas e até médias indústrias deste país. Curioso, não?

2005/07/14

Já?

Este blog faz hoje dois aninhos.

2005/07/10

Silly season

Pois é; tenho coisas importantes para fazer mas esta altura do ano inibe-me - aliás, mais do que inibe, bloqueia-me. Há toda uma vida sentimental para reorganizar, mas parece-me que terá que esperar pelo fim de Setembro, altura em que caem de maduras as poses de quem pouco mais tem para dar do que um sorriso Pepsodent, e em que vêm ao de cima valores mais tradicionais, como o gosto por uma boa conversa, por um bom passeio, por um bom bocado de tarde...

2005/07/04

Indignação

Sanguinário, sensacionalista, abjecto, ignorante, manipulador, são apenas alguns dos muitos adjectivos que se me afigurariam justos para qualificar a abertura do noticiário das 20 horas, ontem, na SIC (aliás, soube a posteriori que as outras estações de televisão também pautaram as suas intervenções pela mesma bitola). Com efeito, parece-me no mínimo indecente que uma estação de televisão, para a qual o automobilismo não existe quando não há acidentes, e em que "desporto" apenas rima com "futebol", venha apresentar como abertura de um jornal em horário nobre um acidente de viação, com a particularidade de ter envolvido uma viatura que participava num rali, ainda que tenha acontecido num sector de ligação, e evidenciando um desconhecimento de causa aterrador, mesmo depois de terem sido ministradas aos jornalistas algumas noções base do funcionamento de um rali - mas, evidentemente, e tal como nos tablóides, a informação rigorosa pouco interessa quando temos a hipótese de ganhar share à custa de desinformação maliciosa e intencionalmente pervertida. E, neste caso, o propósito único do jornalista (faz-me algumas comichões referir-me a quem produz uma peça daquelas como "jornalista") não é outro senão o de tentar mostrar à opinião pública que os pilotos de automóveis são seres destituídos de consciência, equiparáveis a street racers (gente que qualquer participante em corridas regulamentadas detesta), capazes de passar a vida a acelerar na via pública, levando à frente tudo o que lhes apareça pelo caminho.

Neste momento de dor, quero deixar os meus sentidos pêsames à família açoriana envolvida no desastre de sexta passada, mas, por uma questão de coerência - palavra que certamente não faz parte do léxico da SIC - esses mesmos pêsames deverão ser extensivos aos milhares de famílias que perderam já entes queridos em acidentes rodoviários, mas que a SIC não noticiou porque não aconteceram com um carro de ralis e, portanto, não davam audiências.

Quero também deixar um forte abraço de solidariedade e ânimo ao Ricardo Teodósio e ao Paulo Primaz, e desejar-lhes toda a força para que possam estar de regresso aos ralis, onde fazem tanta falta, o mais rapidamente possível.

2005/06/27

Progresso

É algo que me intriga o facto de a maior parte dos médicos, que dispõem sempre das mais avançadas descobertas da ciência e da tecnologia para o desempenho das suas funções, continuarem a assentar os dados dos seus pacientes em arcaicas fichas de cartão, com as pontas dobradas pelo uso e cheias de sublinhados numa caligrafia ininteligível, ao invés de um muito mais prático terminal de computador, onde lhes seria possível aceder rapidamente ao historial clínico de cada pessoa pelo simples premir de uma tecla.

Em contrapartida, sinto nostalgia por já não existirem praticamente arquitectos românticos, que continuem a usar o papel vegetal preso em grandes estiradores, bem como as canetas de tinta da China que nos deixavam os dedos capazes de fazerem inveja ao menos asseado dos mecânicos. Não, todos se renderam às maravilhas do AutoCAD e similares.

2005/06/21

Limpeza de Verão

Memo para um destes dias: limpar a lista de links dos blogs que já fecharam e acrescentar muitos outros com interesse que entretanto surgiram.

2005/06/20

Adeus...

Nem sei bem o que aconteceu - qualquer coisa relacionada com uma praga de insectos, sangue envenado, rins parados, sei lá, merda! - e também isso não interessa para nada já; a Fraldas, a minha cadela, foi abatida esta tarde...

Desculpa, Fraldas, por não ter sido um melhor dono.

Ocean spray

Para que não me venham agora dizer que pus o post abaixo só para manter algum interesse no blog, mas que não escrevo nada de relevante, volto ao assunto dos meus estados de espírito, que neste momento é de alguma alegria e entusiasmo. E isto porque ontem, finalmente, concretizei o aluguer duma rica casa em São Pedro de Moel, com uma pequena vista para aquele oceano maravilhoso, e na qual conto passar uma pequena mas feliz parte das minhas férias deste ano.

Podem ir para o Algarve descansadinhos da vida, que não me vão encontrar por lá (já me chegam as viagens praticamente semanais em trabalho).

2005/06/17

I'm back!

Bom, a pedido de várias famílias (não muitas, mas algumas), vamos lá voltar a escrever alguma coisa aqui. Esperemos que nos surja alguma inspiração, para não voltarmos a alguns posts enfadonhos que andavam para aqui a aparecer ultimamente. Mais novidades em breve...

2005/05/25

Indisponibilidade

Desculpem a interrupção. Este blog talvez siga dentro de momentos.

2005/05/13

Alex


Não me interessam paticularmente os Laureus Sport Awards, espécie de Óscares do desporto, mas se há, entre os nomeados deste ano, alguém que merece de caras ser distinguido, esse alguém só pode ser Alessandro Zanardi!