2005/02/25

The female of the species is more deadly than the male!

É tudo a ajudar: o rádio do carro encravou e, como se não fosse bastante, ficou-me lá dentro com o "Spiders", dos Space, de que nunca me canso. Já espreitei bem fundo para dentro das entranhas do animal, mas ele encontra-se a digerir a coisa, e não parece dar sinais de se compadecer das minhas súplicas.

E agora, como faço para ouvir "how can heaven hold a place for me, when a girl like you has cast a spell on me"?

2005/02/21

Galiza


Queria estar aqui, e não sair nunca...

Eles divertem-se.

Se há coisa que me surpreende nesta fase, pós conhecimento dos resultados eleitorais, é a alegria do Bloco de Esquerda. Senão vejamos:

1 - Diziam que queriam tornar-se na terceira força política do país, e afinal continuaram no quinto lugar que, diga-se de passagem, já é muito mais do que merecem;

2 - O PS obteve, infelizmente para todos nós (inclusive para a maioria dos que votaram nele), uma maioria absoluta, pelo que é absolutamente irrelevante para a governação que o Bloco tenha 1, 3 ou 8 deputados, até porque Sócrates nunca pensará em "dar uma mão" a canhotos, tal é o pavor que tem do eleitorado do centro, aquela grande massa oscilante que decide as eleições;

3 - Resta pois, ao Bloco - e daí talvez a sua alegria - continuar a ser inconsequente, trauliteiro e demagogo, sabendo de antemão que nunca poderá comprovar na prática as atoardas que regularmente vai mandando ao país, sempre naquele tom arrogante de "nós-somos-os-únicos-intelectuais-cá-do-burgo"!

Deus guarde Portugal!

2005/02/19

Matemática e estatística

Se o CDS/PP tinha, nas sondagens para as últimas legislativas, cerca de 2% e até mesmo 1% das intenções de voto, e depois veio a obter nas urnas cerca de 8,5%, parece-me legítimo pensar que, a manter-se a mesma margem de erro, e já que todas as sondagens apontam agora para uma votação no meu partido de sempre de cerca de 8%, que o CDS/PP vai ter desta vez para aí uns 15% dos votos!

De resto, ainda continuo sem perceber que raio de perversão pode levar uma pessoa a votar em partidos que defendem a não utilização de armas pela polícia, mesmo na Cova da Moura.

2005/02/16

Apelo

Preciso urgentemente de um mês de férias, cheio de dias cinzentos e chuvosos, de uma casa em São Pedro de Moel bem aquecidinha e com vista para o mar, e de mais algumas coisas...

2005/02/09

Rosas

No dia 6 de Fevereiro de 2001, às primeiras horas da madrugada, nasceu o menino mais bonito do mundo, o Lourenço, meu filho. Nesse dia, depois de dormir umas poucas horas, comprei três rosas e levei-as para a clínica - três era o número de elos que, a partir dessa data, passava a constituir o centro da minha vida.

No dia 5 de Fevereiro de 2005 as três rosas murcharam. Desculpem as lágrimas no teclado. Não sei se fará sentido mais alguma coisa, inclusive continuar com este blog.

2005/02/03

Pipocas

Influenciado por diversas leituras apologísticas da coisa, decidi-me ontem a ir ver esse tão elogiado "Closer". Patético! Tal como em "Lost in Translation", assistimos aqui à demonstração prática de como se pode arruinar uma ideia óptima com uma sucessão de confrangedores e previsíveis clichés - por exemplo, o diálogo entre dois dos protagonistas logo no princípio do filme, na sala de espera de um hospital, é um descarado pastiche de um diálogo entre Samuel L. Jackson e John Travolta em "Pulp Fiction": "pigs are filthy animals...". Para rematar, não poderia deixar de estar presente o habitual moralismo - mas penso que é essa a única maneira de o público americano ver o filme e, principalmente, de o perceber.

Contudo, e como em "Lost in Translation", também aqui há uma coisa que se distingue do resto pela sua qualidade: parece-me que a banda sonora é divinal, apesar de não ter ficado até ao fim para ver a ficha técnica e saber quais os intérpretes. Mas acho que tenho que ir à FNAC uma destas noites.

2005/01/31

Cansado mas feliz!


Em A Rua, Galiza

Em Tuy, Galiza também

Neste momento em que vos escrevo estas breves linhas, a minha vontade é mais de cair na cama do que de qualquer outra coisa; de qualquer forma, sempre vos posso contar que, tal como previsto, passei o fim de semana no interior da Galiza a disputar o VI Rali de Invierno, um rallye de regularidade para viaturas clássicas, e, apesar de não ter conseguido manter o ratio de 1/1 de participações/vitórias do meu Alfa Romeo 1750 berlina, a verdade é que me parece que conseguimos obter um resultado bastante meritório: 19º da geral (106 participantes), 6º da classe (cerca de 30), 6ª equipa portuguesa (entre 51) e, principalmente, primeiros dos estreantes e dos poucos (se não os únicos, mas não consigo garantir) que não levavam qualquer aparelho auxiliar de medição quilométrica, para além dos que equipam de origem a própria viatura!

Mas, mais do que a classificação, confirmei as suspeitas que tinha de que a Galiza é um local maravilhoso, apesar das temperaturas negativas encontradas, e até de algumas tímidas amostras de neve. E também provei que, mau grado alguns "velhos do Restelo", e apesar dos seus 33 anos, o Alfa está "aí para as curvas", como bem provam os cerca de 2000 km feitos em 3 dias, muitos deles em ritmo rapidinho...

2005/01/23

Onomatopeia do amor

- É possível que duas pessoas se apaixonem sem que exista um clic dos dois lados?
- Sei lá, pá. Olha mas é para o mar e deixa-me ler o jornal!
- Sim, eu sei que é estranho, mas pensa lá: tem que haver um clic instantâneo, simultâneo, para que a relação entre duas pessoas possa funcionar?
- De que raio de coisa tu havias de te lembrar agora...
- Vá lá, dá-me lá a tua opinião.
- Bom, parece-me que tem que haver um clic, sim, mas, agora que me perguntas, não me parece indispensável que ele tenha que surgir em simultâneo.
- Achas?
- Sim; acho até que essas coisas só surgem em simultâneo nos filmes. Na vida real há sempre apenas uma pessoa que faz clic e que, a partir daí, passa a vida a tentar que a outra pessoa também faça clic - a tentar cativá-la; não leste "O Príncipezinho"?
- Li, claro; és capaz de ter razão. E quanto tempo deve esperar a primeira pessoa que fez clic pelo clic da segunda?
- Sei lá, bolas. Acho que depende da intensidade do clic da primeira. Se tiver sido uma coisa muito forte, pode esperar o resto da vida!
- O resto da vida?
- Sim, o resto da vida!
- E isso não será demasiado tempo?
- Se, como te disse, o clic tiver sido dos fortes, não!
- E se a pessoa esperar pelo clic da outra o resto da vida e ele nunca acontecer?
- Azar; mas ao menos provou, pelo menos a si próprio, o quão estava apaixonada.
- Sim, mas isso de nada lhe adiantou.
- O que é que queres que te diga mais? Não há explicação lógica, e ainda menos racional, para essas coisas. Mas também há casos em que vale a pena esperar, em que o clic da segunda pessoa surge ao fim de anos.
- Quer dizer que nos casos em que não há clic, não vale a pena esperar?
- Eu não disse isso. De resto, como é que sabes se vai haver clic ou não? Se te aconteceu um clic dos fortes, só te resta esperar pelo outro clic - e é claro que vale sempre a pena esperar, aconteça o que acontecer.
- Sim, mas quanto tempo devo eu esperar por esse clic, afinal de contas?
- Porra, não percebeste mesmo nada do que eu te disse!
- ...
- Olhe, sefáxavor! Traga-me uma tosta de frango e um galão com espuma.
- Diz-me lá: quanto tempo achas que devo eu esperar por esse clic da outra parte?
- Tu? Bom, se estás mesmo apaixonado, no mínimo o resto da vida. Agora deixa-me ler o jornal!
- O resto da vida?

Um pai de família tradicional

A aparente modernidade do Bloco de Esquerda só pode mesmo enganar os mais distraídos - é preciso não esquecer que, debaixo daquela capa de liberdade intelectual, dorme um bicho encostado ao radicalismo de esquerda, porventura o mais sanguinário e reaccionário dos fundamentalismos. Disso mesmo nos veio esta semana lembrar o seu líder, o super-demagogo Francisco Louçã, ao considerar publicamente que Paulo Portas não teria direito a ter opinião sobre o aborto por nunca ter gerado uma vida, ou por "não conhecer o sorriso de uma criança". Ficam também assim, por esta ordem de ideias, excluídos do mesmo direito à opinião, os simpatizantes e membros do seu grupo de trabalho homossexual, que devem dar bastante jeito para ir buscar mais uns votos e, principalmente, para compor um retrato de abertura espiritual do grupelho, mas que, na opinião do afinal tradicionalista e intolerante Louçã, não têm - nem podem nunca vir a ter! - conhecimento de causa sobre uma das mais folclóricas bandeiras daquela gente.

Mas, mais incrível e ilustrativo da cegueira intelectual e "encarneiramento" que grassa por aquelas bandas, é o facto de praticamente todos os aspirantes a "louçãzinhos" se babarem na defesa da argolada do mestre, com o "semi-guru" Teixeira Lopes a ensaiar mesmo indecorosas incursões por aquilo que considera ser a vida privada de Portas. Isto já não é apenas demagogia nem populismo - é doentia obsessão totalitária e mostra-nos novamente o quão perigosa se pode tornar a seita, assim os socialistas desta terra se lembrem de lhes dar boleia!

2005/01/20

On ne voit bien qu'avec le coeur!


Ainda há uns dias lia, num qualquer jornal, que, após um aturado inquérito a nível internacional, estudiosos haviam chegado à conclusão de que apenas cerca de 2% (dois por cento!) das mulheres se sentem bem com o seu aspecto físico. Não me admira, e atrever-me-ia até a dizer que, se a sondagem fosse extensiva ao género masculino, a percentagem de insatisfeitos não diferiria muito. No entanto, muitas das pessoas que se acham feias - ou pouco bonitas - são apenas e tão só vítimas da estereotipificação que todos os media e demais meios promocionais fazem da beleza. É por isso que todas as pessoas que não apresentem parecenças físicas evidentes com Gisele Bündchen ou George Clooney tendem a andar deprimidos e a amaldiçoar a sua sorte.

Dito isto, só podemos mesmo enaltecer a nova campanha da Dove que, na senda do que tem feito ultimamente, volta a mostrar mulheres reais nos seus anúncios - afinal, elas são 98% do seu mercado!

2005/01/18

Crise

Desculpem lá, mas a disposição para escrever aqui não tem sido a melhor, a inspiração também foi de férias, e, por isso, a produtividade tem sido nula. Importam-se de esperar mais um bocadinho?

2005/01/12

Ciao, Fabrizio Meoni


E adeus também a Gilles Lalay, John Deacon, Manuel Pérez, Richard Sainct, e a tantos outros. Percebem agora porque é que eu digo que, apesar do meu (modesto) passado motociclístico, nunca correria o Dakar?

2005/01/10

Recaída


Identificação do problema: um Mercedes Benz 350 SLC, de 1973, igual a este, mas de cor champagne, caixa automática, ar condicionado, à venda aqui perto...

2005/01/08

Como criar o blog mais visitado da blogosfera nacional:

Fazer uns copy pastes de algumas coisas mais ou menos crípticas e, principalmente, desconhecidas, polvilhar com uns quadros e fotos de vez em quando, usar sem parcimónia toda a correspondência de leitores recebida e, muito raramente, escrever algo de original.

Mas não é só "palha", convenhamos; foi através do Abrupto que descobri esta coisa da Geoloc que, para já, me está a deixar entusiasmado.

2005/01/06

Futurologia

O país depois de 20 de Fevereiro:

Depois de uma campanha sinuosa, em que a frase mais ouvida será "eu nunca disse isso", o PS ganhará finalmente as eleições, mais por demérito do adversário do que por mérito próprio. Sócrates assumirá então o cobiçado lugar de Primeiro Ministro, mas o facto de apenas dispor de uma maioria relativa não o deixará instalar todos os boys necessários para um bom controle do aparelho. Desorientado, abandonará o cargo (muito) antes do fim do mandato, deixando-nos como mensagem "eu não sei andar nisto!".

Canibalizado por dentro, o PSD lutará até ao fim, mas não será suficiente, mesmo tendo em conta a debilidade intelectual do principal adversário. Santana Lopes apresentará a demissão de líder do partido, ainda nessa noite, e deixará aos ressabiados que minaram o seu trabalho a responsabilidade de fazer melhor. No entanto, os Pachecos, Marcelos e Cavacos do PSD ainda demorarão a perceber que existe vida para além do seu umbigo, pelo que se seguem tempos difíceis para o partido. Triste, muito triste...

O CDS prosseguirá tranquilamente o seu caminho, mostrando ao país que é o único partido com um projecto coerente e estruturado para o poder. Depois de uma campanha em que vai tirar dividendos óbvios do excelente trabalho efectuado pelos seus ministros, obterá um resultado histórico, ultrapassando os 10%, e provavelmente chegando aos 20 deputados (não obstante, as sondagens dar-lhe-ão sempre cerca de 3 a 4%, como de costume). Mas, mais importante do que isso, o partido assumir-se-á finalmente como uma opção credível para disputar a vitória em eleições legislativas num futuro talvez não tão longínquo como alguns pensam.

Aproveitando da melhor forma a desilusão e o marasmo que grassam no país, o BE voltará ao seu discurso demagógico, inconsistente e inconsequente. No entanto, a sua atitude trauliteira granjeia-lhe cada vez mais adeptos entre o povo português (vide comportamento dos nossos automobilistas), pelo que não será de admirar se conseguirem chegar aos 4 tachos - digo, deputados.

Tendo que descontar do seu eleitorado cativo as pessoas já falecidas, a CDU deverá quedar-se pelos 5 deputados, ou menos. No entanto, todos estamos ansiosos por ouvir Jerónimo de Sousa na Assembleia, e - porque não? - vê-lo ensaiar alguns passos de dança.

Manuel Monteiro tem fortes possibilidades de se tornar o líder político mais popular no seu prédio.

Depois conversamos.

2005/01/05

Aprendam:

Quem se mexe muito fica sempre mal na fotografia!

2005/01/04

Derivas e derrapagens

Segundo tenho ouvido, existem telenovelas cujos primeiros episódios começam a ser exibidos sem que o final da série esteja ainda pronto, ou sequer programado; destina-se este procedimento a, através de sondagens de opinião, ir aferindo o grau de receptividade que o enredo está a ter junto do público e, caso seja necessário, alterar o rumo dos acontecimentos por forma a agradar a esse mesmo público. É assim possível que uma personagem que teve um sério acidente e se encontra em coma há uns meses - à espera dos resultados da tal sondagem - ressuscite ao fim de alguns episódios para vir a casar com a heroína (essa ou a outra).

Ora, o comportamento da liderança do Partido Socialista, nestes dias que antecedem uma campanha que se quer esclarecedora, têm-me feito lembrar essa forma de seguir, "ao sabor das ondas".

Primeiro, Sócrates lembrou-se de desenterrar o fantasma da co-incineração, pela qual se bateu para lá do razoável enquanto Ministro do Ambiente, e prometeu retomar o processo; contudo, várias entidades, entre as quais as "chatas" das populações dos sítios então designados para a instalação dos aparatos, vieram desde logo a terreiro lembrar-lhe que a coisa não é assim tão pacífica (a propósito, um destes dia ainda hei-de comentar aqui aquilo que considero ser uma negociata escandalosa para viabilizar por mais uns anitos o cancro que constitui a fábrica da Secil no Outão, no meio da Serra da Arrábida). Bom, confrontado então com esta falta de entusiasmo, logo o putativo Primeiro Ministro se apressou a esclarecer que afinal não era bem assim, que se iriam estudar as várias opções, patati, patatá.

Ontem, foi um porta-voz dos socialistas, cujo nome agora me escapa, que considerou como plausível o aumento da taxa do I.V.A. para os 20%, como forma de amealhar receita para a reposição dos benefícios fiscais aos Planos Poupança-Reforma. Em pânico, pelas consequências que um anúncio destes poderia trazer em termos eleitorais, lá veio hoje novamente Sócrates (não há lá mais ninguém?) dizer que era uma falsidade, que ninguém tinha afirmado isso, e o arrrazoado do costume.

Se isto é assim e ainda não chegaram ao Governo, Deus nos livre de os ver lá. É que o último deles que por lá andou também era especialista em zigue-zagues e recuos - e deixou o País como se sabe!

2005/01/03

Comentário mais snob (até agora) de 2005


Não se consegue comprar nada decente nesta terra; levem-me a Londres urgentemente, por favor!

2005/01/02

Ano velho, ano novo

Bom, este já passou; o que é que se segue?