2005/01/03

Comentário mais snob (até agora) de 2005


Não se consegue comprar nada decente nesta terra; levem-me a Londres urgentemente, por favor!

2005/01/02

Ano velho, ano novo

Bom, este já passou; o que é que se segue?

2004/12/30

Os melhores e os piores de 2004 (IV)


Tipa mais gira:
Continua a ser Gwen Stefani, desculpem lá - olhem-me para aquela boca, aquele sorriso, bolas!

Os melhores e os piores de 2004 (III - Suplemento desportivo)

Melhor equipa nacional de futebol:
Vitória de Setúbal, claro!

Melhor equipa internacional de futebol:
Não faço a mínima ideia.

Melhores pilotos de automóveis, nacionais e internacionais:
Sebastien Loeb, Alex Zanardi, aquele puto finlandês da fórmula 3 inglesa, que ganhou a Corrida dos Campeões, Rui Madeira e Armindo Araújo.

Melhor navegador de rallies:
Eu.

Acontecimento desportivo do ano:
A primeira vitória do meu Alfa Romeo 1750 berlina, no Rally Cidade de Almada.

Fenómenos mais estúpidos e que menos têm a ver com desporto, apesar de se quererem desesperadamente fazer passar por manifestações aparentadas:
Tuning (ou street racers, a porcaria é a mesma, por muito que tentem separar - quem não quer ser lobo não lhe veste a pele), claques de futebol (todas) e palhaços afins.

2004/12/29

How fragile we are...


O sueco Carl Michael Bergman segura seu filho Hannes, de 1 ano, enquanto procura notícias de sua esposa, Cecilia Bergman, desaparecida em Phuket, na Tailândia. Foto: David Longstreath/AP

Resoluções para o próximo ano

Para além das banais (dieta, exercício, ter mais tempo para mim e para a família, etc., etc.) não me consigo lembrar de mais coisas realmente importantes. Sugestões anyone?

2004/12/27

Os melhores e os piores de 2004 (II)

Tipos mais insuportáveis e intragáveis, mas que pensam que são engraçados:
Nilton e José Carlos Malato.

Intimidades

2004 foi um ano em que não aconteceram muitas coisas que deviam - ou podiam - ter acontecido, mas em que aconteceram demasiadas coisas que nunca deveriam ter acontecido. Desculpem a cacofonia desta frase, bem como a sua redundância à la Palisse; em boa verdade poder-se-ia dizer o mesmo de qualquer outro ano, fosse qual fosse a perspectiva. Mas a verdade é que deixo 2004 com um sabor amargo na boca, com algum desânimo - o desânimo que sente quem luta por algo em que acredita, mas que cada vez está mais distante de o conseguir. Uma falta de forças, um soçobrar para o qual - sou franco - não vejo grandes saídas.

Resta-me, pois, encomendar tudo aquilo por que luto nas mãos de Alguém maior que todos nós, e acreditar puerilmente que o simples virar de uma página de calendário poderá constituir a panaceia para todas as minhas dúvidas, angústias a ansiedades - e, assim como o desejo para mim, faço também votos de que o novo ano traga a todos, se não aquilo que sabem que merecem, pelo menos os meios e a força anímica para lutar por isso!

Feliz ano de 2005!

2004/12/23

Os melhores e os piores de 2004 (I)

Nota prévia: este não é um post sobre os melhores acontecimentos ou lançamentos de 2004, mas sim sobre aquilo que mais me marcou neste ano. Por exemplo, um CD ou livro aqui citado tanto pode ter sido lançado o ano passado como no século XV. Além disso, esta subjectiva lista fica desde já aberta a alterações, sugestões e aditamentos.

Melhores livros lidos:
"O cão amarelo" de Martin Amis, "Eu, Lúcifer" de Glen Duncan, "O vendedor de passados" de José Eduardo Agualusa, "64 Contos" de Rubem Fonseca (leitura em curso) e "O caminho para Marte" de Eric Idle.

Melhores CDs ouvidos:
"Lowedges" de Richard Hawley, "Paper monsters" de Dave Gahan, "The Libertines" dos The Libertines e "You are the quarry" de Morrissey.

Melhor música ouvida:
"Yoshimi battles the pink robots" dos Flaming Lips.

Melhores fimes vistos:
"Antes do anoitecer", "Wilbur quer matar-se" e "21 gramas".

Melhores blogs:
O Acidental, Controversa Maresia, Fora do Mundo, Homem a dias, Papoila, Quase Famosos,Tangos e Valsas e A vida dos meus dias.

Melhores sítios para se estar:
Serra de Sintra, esplanada do Fresco (Zambujeira do Mar), Confurco (Fafe), aquele bar junto à estátua do homem do leme na Foz do Douro (como é que se chama, Pedro?), Ericeira e Portinho da Arrábida.

Tristes figuras públicas do ano:
Jorge Sampaio, José Pacheco Pereira, Barnabé, Marcelo Rebelo de Sousa e o jornal Expresso.

Político do ano:
Paulo Portas, de longe.

Publicações do ano:
O Independente, Octane e Retro Course.

Melhores restaurantes:
Ancora em Sesimbra, Sacas na Zambujeira do Mar, Casa Sapo em Penafiel, Peixe na Telha em Porto de Galinhas (Brasil), Lebrinha em Serpa e Azeitão em... Azeitão.

Piores momentos do ano:
As despedidas da Susana e da Inês, e o terrível acidente do meu amigo P.H. há uns dias atrás.

Está tudo certo!

Ontem, no Colombo, vi um carro do tuning estacionado no local reservado aos deficientes. Parece-me justo; não são só os deficientes motores que devem ter direito a tratamento preferencial - os deficientes mentais também passam graves provações.

2004/12/22

Boas festas

Gostaria de aproveitar este espaço para informar todos os meus amigos e familiares a quem costumo enviar postais de boas festas que, este ano, por manifesta falta de tempo, não tive oportunidade de o fazer, pelo que peço as mais encarecidas desculpas; comprei uma "catrefada" de postais, mas lá continuam, ao lado do computador de casa, provavelmente à espera do Natal de 2005 e de tempos menos conturbados.

De qualquer forma, e sem prejuízo dos votos que enviarei por outras vias, não queria deixar de desejar a toda as pessoas que conheço, bem como a todos os que lhes são queridos, um Santo e feliz Natal, e um ano de 2005 bem melhor do que o de 2004.

2004/12/20

Quando temos quarenta anos:

- Preferimos os domingos de manhã aos sábados à noite;

- Emocionamo-nos com coisas sem importância, como ouvir "Marliese" no rádio;

- Temos medo de já não termos tempo para ler tudo o que nos falta ler;

- Passamos semanas seguidas sem ligar a televisão;

- Gostaríamos de comprar todos os carros velhos que vemos na rua, mesmo os abandonados;

- Compramos uma bicicleta de montanha e decidimos que é melhor levar uma vida mais regrada;

- Começamos a bocejar a partir das onze da noite;

- Tornamo-nos muito mais selectivos, e deixamos de nos importar com o que a maioria das pessoas pensa sobre nós;

- Tomamos enfim consciência de que não vamos realizar nem metade dos projectos que tínhamos para a nossa vida, mas percebemos também que não vamos ter segundas oportunidades - o que há a fazer, tem que ser feito agora!

2004/12/18

Mujer soñando su evasión

Gentlemen drivers


A partir de hoje, e até finais de Janeiro, figurará aqui no cantinho direito do blog, junto a um motivo adequado à quadra, o logotipo do Rali de Invierno, próxima prova em que participará este vosso escriba, ao volante do seu fiel Alfa Romeo de 1972. Eu sei que isto pouco ou nada vos deve interessar, mas sempre acrescento que se trata de um rally disputado na Galiza, nos dias 28 e 29 de Janeiro, e que terminará já em território nacional, na Póvoa do Varzim, depois de uma prova de slalom no Porto. Como bombom especial para os saudosistas dos rallies "a sério", de realçar que a maior etapa se disputará quase integralmente de noite o que, a juntar ao estado das estradas de montanha, previsivelmente com neve, promete sem dúvida sensações fortes!

Pensamento fútil

Casamentos e jantares de Natal: até são giros da primeira vez, toleram-se da segunda, e depois passa-se a amaldiçoar quem os inventou - com excepções, claro.

2004/12/15

Parábola

Um brasileiro, pobre como os seus conterrâneos, está sentado na praia, a olhar para aquele mar deslumbrante. De repente chega um português que o observa durante uns momentos e, por fim, não resiste:
- O que você está fazendo aí?
- Estou olhando o mar.
- Mas você podia aproveitar esse tempo que está aí, sem fazer nada.
- Como assim?
- Bom, você podia comprar uma cana de pesca, pôr-se a pescar...
- Sim...
- Aí você apanhava um peixe, ia na vila, vendia...
- E aí?
- Aí você comprava mais duas ou três canas, voltava para aqui, apanhava três peixes, vendia. Em breve você podia comprar seu próprio barco para pescar no mar, e depois mais barcos, você podia ficar rico!
- E o que eu ganhava com isso?
- Então, depois você podia vir para aqui, sentar-se na areia e ver o mar.
- Mas eu já estou sentado na areia vendo o mar!

2004/12/10

Balanço quantitativo, até agora, de umas férias além mar

Temperatura: trinta e tal.

Temperatura da água do mar: vinte e sete, mais ou menos.

Caipirinhas ingeridas: algumas.

Mergulhos: muitos.

Constipações: uma.

Escaldões: um.

T-shirts compradas: nem sei bem.

Picanhas, vatapás e moquecas: mais do que devia.

(Sujeito a actualizações)

2004/12/06

Brasiú


Só para informar que, depois de muito ter criticado, o autor deste blog acabou por se render e embarca amanhã para este hotel (aquilo lá ao fundo é a praia, acho...), onde conta permanecer uma curta mas retemperadora semana; mais se informa que as férias são basicamente profissionais, o que significa que o blog não se encontra necessariamente de férias - tudo depende de conseguir encontrar ou não uma ligação à net lá do outro lado do Atlântico.

Fiquem bem.

2004/12/03

Neighbours

É bem sabido que cada pessoa tem as suas fobias, mais ou menos idiossincráticas - e a minha, confesso, são reuniões de condomínio. O simples facto de ver um papel novo afixado na entrada do prédio enche-me de suores frios, mas normalmente respiro fundo quando vejo que se trata apenas de mais um anúncio a uma empresa de reparações de esquentadores.

Não é o caso desta vez; está já confirmada a realização de nova reunião para a próxima semana, mesmo na véspera da minha travessia atlântica, e não tenho como me esquivar de mais umas catárticas horas, regra geral pouco ou nada producentes, de discussões sobre a luz da escada, o portão da garagem e outras transcendentes questões de supra importância. Será normal que, com uma semana profissional preenchida com problemas para além do razoável, a única coisa que me cause permanente ansiedade seja uma reunião de vizinhos daqui a uns dias? Necessitarei de ajuda médica?

2004/11/30

Amigos outra vez

Que o trabalho deste governo não tem sido dos mais organizados, já se sabia. Mas também que, desde que ele foi empossado - legitimamente, sublinhe-se - toda a gente iniciou um implacável "tiro ao boneco" que só tinha por única finalidade impedir qualquer possibilidade de trabalho sério, também é uma insofismável verdade - e quando digo "toda a gente", incluo aí grande parte dos correligionários de Santana Lopes, com um sentido de militância partidária abaixo de duvidoso.

Por outro lado, sempre foi uma evidência que Jorge Sampaio ficou triste e magoado por, em Julho, ter respeitado a lei e a Constituição mas, com esse procedimento, ter perdido a amizade e a admiração dos seus oportunistas compagnons de route. Portanto, a toda a hora se previa que Sampaio aproveitasse a mínima oportunidade para inverter a situação e recuperar a autoridade antes detida entre a esquerda. E não podia haver motivo mais pífio: a demissão de um ministro, por motivos expressamante de diferenças pessoais - e não políticas - serve para o Presidente demitir todo um governo. Isto nem numa república das bananas!

Não haja aqui ilusões: a manobra estava urdida há muito - porque é que Sócrates, no passado domingo, não pediu a cabeça de Santana Lopes, como os seus amigos radicais de esquerda, e preferiu confiar candidamente no Presidente? Porque sabia que podia confiar, claro. E Sampaio não o desiludiu: em questões absolutamente caricatas descobriu o pretexto de que necessitava - um pouco como a fábula do lobo que come o carneiro porque este suja a água que aquele bebe: "se não foste tu, foi o teu pai!". Só não precisava de ser tão descarada a ânsia justiceira!

E dariam vontade de rir se não fosse tão infames, as imagens de Louçã perante as câmeras de televisão afirmando que Santana Lopes não tem legitimidade para governar porque, nas últimas eleições, o povo não votou maioritariamente PSD; "esquece-se", convenientemente, de dizer que as últimas eleições foram para o Parlamento Europeu, pelo que é absolutamente falaciosa e dolosa a declaração. Talvez as coisas se passassem doutro modo na Albânia ou na Coreia do Norte, para onde deveria ser rapidamente exportado esta personagem de ópera-bufa - mas aqui é Portugal que, por muito que a esquerda tente usurpar o poder com jogadas baixas, continua a ser uma democracia!