2004/12/10

Balanço quantitativo, até agora, de umas férias além mar

Temperatura: trinta e tal.

Temperatura da água do mar: vinte e sete, mais ou menos.

Caipirinhas ingeridas: algumas.

Mergulhos: muitos.

Constipações: uma.

Escaldões: um.

T-shirts compradas: nem sei bem.

Picanhas, vatapás e moquecas: mais do que devia.

(Sujeito a actualizações)

2004/12/06

Brasiú


Só para informar que, depois de muito ter criticado, o autor deste blog acabou por se render e embarca amanhã para este hotel (aquilo lá ao fundo é a praia, acho...), onde conta permanecer uma curta mas retemperadora semana; mais se informa que as férias são basicamente profissionais, o que significa que o blog não se encontra necessariamente de férias - tudo depende de conseguir encontrar ou não uma ligação à net lá do outro lado do Atlântico.

Fiquem bem.

2004/12/03

Neighbours

É bem sabido que cada pessoa tem as suas fobias, mais ou menos idiossincráticas - e a minha, confesso, são reuniões de condomínio. O simples facto de ver um papel novo afixado na entrada do prédio enche-me de suores frios, mas normalmente respiro fundo quando vejo que se trata apenas de mais um anúncio a uma empresa de reparações de esquentadores.

Não é o caso desta vez; está já confirmada a realização de nova reunião para a próxima semana, mesmo na véspera da minha travessia atlântica, e não tenho como me esquivar de mais umas catárticas horas, regra geral pouco ou nada producentes, de discussões sobre a luz da escada, o portão da garagem e outras transcendentes questões de supra importância. Será normal que, com uma semana profissional preenchida com problemas para além do razoável, a única coisa que me cause permanente ansiedade seja uma reunião de vizinhos daqui a uns dias? Necessitarei de ajuda médica?

2004/11/30

Amigos outra vez

Que o trabalho deste governo não tem sido dos mais organizados, já se sabia. Mas também que, desde que ele foi empossado - legitimamente, sublinhe-se - toda a gente iniciou um implacável "tiro ao boneco" que só tinha por única finalidade impedir qualquer possibilidade de trabalho sério, também é uma insofismável verdade - e quando digo "toda a gente", incluo aí grande parte dos correligionários de Santana Lopes, com um sentido de militância partidária abaixo de duvidoso.

Por outro lado, sempre foi uma evidência que Jorge Sampaio ficou triste e magoado por, em Julho, ter respeitado a lei e a Constituição mas, com esse procedimento, ter perdido a amizade e a admiração dos seus oportunistas compagnons de route. Portanto, a toda a hora se previa que Sampaio aproveitasse a mínima oportunidade para inverter a situação e recuperar a autoridade antes detida entre a esquerda. E não podia haver motivo mais pífio: a demissão de um ministro, por motivos expressamante de diferenças pessoais - e não políticas - serve para o Presidente demitir todo um governo. Isto nem numa república das bananas!

Não haja aqui ilusões: a manobra estava urdida há muito - porque é que Sócrates, no passado domingo, não pediu a cabeça de Santana Lopes, como os seus amigos radicais de esquerda, e preferiu confiar candidamente no Presidente? Porque sabia que podia confiar, claro. E Sampaio não o desiludiu: em questões absolutamente caricatas descobriu o pretexto de que necessitava - um pouco como a fábula do lobo que come o carneiro porque este suja a água que aquele bebe: "se não foste tu, foi o teu pai!". Só não precisava de ser tão descarada a ânsia justiceira!

E dariam vontade de rir se não fosse tão infames, as imagens de Louçã perante as câmeras de televisão afirmando que Santana Lopes não tem legitimidade para governar porque, nas últimas eleições, o povo não votou maioritariamente PSD; "esquece-se", convenientemente, de dizer que as últimas eleições foram para o Parlamento Europeu, pelo que é absolutamente falaciosa e dolosa a declaração. Talvez as coisas se passassem doutro modo na Albânia ou na Coreia do Norte, para onde deveria ser rapidamente exportado esta personagem de ópera-bufa - mas aqui é Portugal que, por muito que a esquerda tente usurpar o poder com jogadas baixas, continua a ser uma democracia!

2004/11/29

Caramulo


O que o Lou delirou este fim de semana!

2004/11/25

Mamma mia!

Conhecem um franchising duns restaurantes chamados Mille Paste? Não? Então não queiram conhecer, pois a adição é imediata. Esta semana, em que queria recomeçar a dieta, já lá fui duas vezes!

P.S. aos senhores do dito restaurante: Eu sei que este blog não é dos mais vistos, mas esta publicidadezinha já devia valer um almoço, não?

2004/11/22

Fora da lei

Por vezes a audição atenta das notícias revela-nos coisas extraordinárias; foi o que aconteceu comigo esta manhã. Na rádio, um responsável da Associação Sócio-Profissional da Polícia, de cujo nome não me recordo, afirmava que a marcação de uma greve de polícias era uma hipótese a equacionar para resolver não sei que diferendo que eles têm com o Governo. Quando confrontado pelo repórter com o facto de ser legalmente vedado aos polícias o direito à greve, esse tal (ir)responsável respondeu que, uma vez que, na sua opinião, o Governo não estava a respeitar a lei, eles, polícias, também não se sentiam na obrigação de a cumprir.

Ora, isto é simplesmente fantástico; extrapolando, podemos concluir então que um polícia, sempre que lidar com alguém que deveria cumprir a lei (o que, no fundo, é a obrigação de todos os cidadãos) mas não a cumpre, sentir-se-á automaticamente desobrigado dos seus deveres legais. Ou, trocando por miúdos, eu assalto um banco e, uma vez que não estou a cumprir a lei, o polícia, solidário comigo, e sentindo-se assim isentado das suas obrigações legais, deixar-me-á ir em paz!

2004/11/17

Aprilia Motó 6.5, by Phillipe Starck


Eu sei que acham isto feio, pouco prático, patati, patatá, mas ainda gostava de algum dia poder vir a ter uma moto destas; aliás, isto não é uma moto - é um statement!

2004/11/16

Não dou autógrafos!


Se me quiserem ver na próxima sexta à noite, e sábado todo o dia, vão até ao Algarve, zona da serra de Monchique, e procurem bem na bacquet do lado direito do Citröen n.º 20. Mais detalhes aqui.

Em desespero de causa:

Video do americano degolado/decapitado, filme do Alexandre Frota a fazer sexo com a Ana Afonso num palheiro, fotos de Isabel Figueira nua, Alexandra Lencastre video sexy, o filme de Tomás Taveira, fotos de Zezé Camarinha e das inglesas, freiras lésbicas, pinguins hermafroditas, José Castelo Branco travesti.

Se isto não fizer disparar o sitemeter, não sei o que fará!

2004/11/15

Blackout

Desculpem lá insistir nisto, mas podiam explicar-me outra vez por que raio não comentam o que escrevo? Será que tem pouco interesse? Ou são os meus leitores que são muito envergonhados? Ou será que tenho que passar a falar de coisas "mais interessantes", como a Quinta dos Famosos ou os jogos do fim de semana?

2004/11/14

Insuportáveis

Se há gente mais difícil de aturar do que recém-licenciados em direito, são tios babados, daqueles que começam todas as conversas por: "sim, mas o meu sobrinho...". Mil vezes pior que pais babados!

2004/11/10

Nojo

Theo Van Gogh, realizador holandês cujo último trabalho foi "Submission", um filme-documentário sobre o modo como vivem as mulheres muçulmanas, foi morto esta semana por um extremista islâmico que, como muitos dos seus pares, não apreciou a performance e o desassombro. É conhecida a tendência da esquerda para compreender (a partir do conforto do seu T3 em Telheiras) a complexidade e as idiossincrasias doutras culturas e mentalidades, mesmo que essas "culturas" incluam espancamentos, excisões, castrações, casamentos forçados e toda a panóplia conhecida - no fundo, trata-se apenas de justificar a ancestral sanha anti-ocidental. Não é, por isso, de estranhar que num post recente do Barnabé se procure de alguma forma isolar o acto do assassino (ou activista, se preferirem) - como se nós não soubéssemos que existem outros milhões de muçulmanos cujo único sonho é exterminar toda a civilização ocidental, apenas porque existe.

Mas não é assim que a esquerda pensa; para além do já de si deplorável escrito do Barnabé, nos comentários subsequentes surge um cretino que escreve o seguinte:

"... E quem começou, não foram os islamitas que mataram o Van Gogh. Quem começou, foi o Van Gogh, o seu amigo Pim Fortuyn e toda a cambada da extrema direita, com as campanhas de racismo e de intolerância. Quem semeia ventos, colhe tempestades..."

E outro, tão ou mais estúpido que o anterior, que escreve (e não é, garanto-vos, em tom irónico):

"Afinal Van Gogh era um porco racista e fascista que teve o que merecia... Este último artigo do Le Monde ajuda-nos a compreender o que se passou. Theo van Gogh era um provocador próximo da extrema-direita e do também assassinado líder desta, Pym Fortuyn."

É por isso que não posso concordar com o Luciano Amaral, nem tampouco com o Pedro Marques Lopes; o post acima referido não é imbecil nem infame - é apenas típico da esquerda e simplesmente desprezível (não confundir com desprezável - que não é), e mostra-nos mais uma vez - se vezes fossem precisas - as muitas e perigosas limitações intelectuais e culturais da tribo; cego é aquele que não quer ver!

Que fiz eu para merecer isto?

Porque é que, quando vou a Madrid, tudo aquilo me parece tão familiar, e estou sempre à espera de ver aparecer a Kika com a sua equipa de reportagem (e o seu soutien Gaultier, porque não?) por detrás de uma esquina?

Lindo, não é?

Do You Realize - that you have the most beautiful face
Do You Realize - we're floating in space
Do You Realize - that happiness makes you cry
Do You Realize - that everyone you know someday will die

And instead of saying all of your goodbyes - let them know
You realize that life goes fast
It's hard to make the good things last
You realize the sun don't go down
It's just an illusion caused by the world spinning round


Isto não me sai da cabeça por estes dias!

2004/11/08

Dias Atlânticos

Que ricos dias para não se fazer nada - ou então para só se fazer aquilo que apetece, o que ainda é melhor, não acham?

2004/11/04

Sugestões da semana

Depois de uma leitura ultra-rápida (uma semaninha, nem mais um segundo) do super-extraordinário-viciante (os adjectivos não são meus - são só alguns dos que tenho ouvido repetir à saciedade) "Código Da Vinci", de qualidade literária discutível, mas bem construído, ao jeito de uma telenovela, de forma a deixar sempre o leitor suspenso da continuação, depois disso, dizia, e para desintoxicar, pus hoje no cabaz de compras - e já comecei a ler - "Yellow dog", de Martin Amis. O que é que querem? Sou um addicted desta nova escrita inglesa, assim "tu-cá-tu-lá".

Para leituras mais ligeiras, a edição de Novembro da "Octane" , que ameaça transformar-se apenas na melhor revista inglesa de automóveis clássicos - e isto não obstante somente contar pouco mais de um ano de existência. Neste número destaco especialmente os artigos de Rowan Atkinson e Jay Leno (sim, sim, esses mesmos...) sobre as suas paixões pelos carros antigos; lendo-os, talvez se consiga perceber - ou talvez não - muito do fascínio que se pode sentir por algo que para muitos não passa de "um pedaço de sucata".

No leitor de CDs, outra sugestão superlativa: Dave Gahan e "Paper monsters". Está bem, a gente já sabia que o homem era bom desde o tempo dos Depeche Mode, mas, acreditem, este álbum é mesmo muito bom! Já agora, e a propósito, deixo aqui uma pergunta a quem me puder responder: as fotos que surgem no inlay deste álbum foram tiradas em Lisboa? É que lá não surge informação, acho eu, mas que parece, parece.

Por fim, para ver com olhos de sentir, "Before sunset" (em português, discutivelmente, "Antes de anoitecer"), um filme simplesmente perfeito sobre o (desculpem o palavrão) amor. A sequência final, no apartamento de Céline, é dos mais belos nacos de cinema que me lembro de já ter visto - ou então sou eu que estou a ficar sentimentalão. De qualquer forma, apressem-se, pois cheira-me que um filme com tão pouca acção, e passado em real time, não se vai conseguir aguentar muito tempo em cartaz. Na sessão a que fui éramos cinco.

Bom proveito, e não precisam de agradecer.

2004/11/02

Campeões!

Eu, que já bastas vezes demonstrei aqui não apreciar grandemente futebol, dou agora comigo a ponderar seriamente a hipótese de ir no fim de semana ao Estádio da Luz, só para ver o "meu" Vitória de Setúbal a assumir isolado o comando do Nacional de futebol - assim arranje companhia para tal. Dá para acreditar?

2004/11/01

O Porto (também) me mata!

Resumo gastronómico de um fim de semana no Porto e arrabaldes:

- Uma deliciosa francesinha na Cufra;

- Um excelente jantar na Casa Sapo (devia ter sido almoço, mas não foi possível);

- Um copo e dois dedos de conversa na Foz, num bar lindo, com cheiro e sabor a mar;

- Uma quantidade estúpida de calorias ingeridas, e a vontade de regressar a uma dieta rigorosíssima!

Balanço: excelente!