2004/11/04

Sugestões da semana

Depois de uma leitura ultra-rápida (uma semaninha, nem mais um segundo) do super-extraordinário-viciante (os adjectivos não são meus - são só alguns dos que tenho ouvido repetir à saciedade) "Código Da Vinci", de qualidade literária discutível, mas bem construído, ao jeito de uma telenovela, de forma a deixar sempre o leitor suspenso da continuação, depois disso, dizia, e para desintoxicar, pus hoje no cabaz de compras - e já comecei a ler - "Yellow dog", de Martin Amis. O que é que querem? Sou um addicted desta nova escrita inglesa, assim "tu-cá-tu-lá".

Para leituras mais ligeiras, a edição de Novembro da "Octane" , que ameaça transformar-se apenas na melhor revista inglesa de automóveis clássicos - e isto não obstante somente contar pouco mais de um ano de existência. Neste número destaco especialmente os artigos de Rowan Atkinson e Jay Leno (sim, sim, esses mesmos...) sobre as suas paixões pelos carros antigos; lendo-os, talvez se consiga perceber - ou talvez não - muito do fascínio que se pode sentir por algo que para muitos não passa de "um pedaço de sucata".

No leitor de CDs, outra sugestão superlativa: Dave Gahan e "Paper monsters". Está bem, a gente já sabia que o homem era bom desde o tempo dos Depeche Mode, mas, acreditem, este álbum é mesmo muito bom! Já agora, e a propósito, deixo aqui uma pergunta a quem me puder responder: as fotos que surgem no inlay deste álbum foram tiradas em Lisboa? É que lá não surge informação, acho eu, mas que parece, parece.

Por fim, para ver com olhos de sentir, "Before sunset" (em português, discutivelmente, "Antes de anoitecer"), um filme simplesmente perfeito sobre o (desculpem o palavrão) amor. A sequência final, no apartamento de Céline, é dos mais belos nacos de cinema que me lembro de já ter visto - ou então sou eu que estou a ficar sentimentalão. De qualquer forma, apressem-se, pois cheira-me que um filme com tão pouca acção, e passado em real time, não se vai conseguir aguentar muito tempo em cartaz. Na sessão a que fui éramos cinco.

Bom proveito, e não precisam de agradecer.

2004/11/02

Campeões!

Eu, que já bastas vezes demonstrei aqui não apreciar grandemente futebol, dou agora comigo a ponderar seriamente a hipótese de ir no fim de semana ao Estádio da Luz, só para ver o "meu" Vitória de Setúbal a assumir isolado o comando do Nacional de futebol - assim arranje companhia para tal. Dá para acreditar?

2004/11/01

O Porto (também) me mata!

Resumo gastronómico de um fim de semana no Porto e arrabaldes:

- Uma deliciosa francesinha na Cufra;

- Um excelente jantar na Casa Sapo (devia ter sido almoço, mas não foi possível);

- Um copo e dois dedos de conversa na Foz, num bar lindo, com cheiro e sabor a mar;

- Uma quantidade estúpida de calorias ingeridas, e a vontade de regressar a uma dieta rigorosíssima!

Balanço: excelente!

2004/10/28

Quem vem atravessa o rio...

Já tinha saudades do Puârto, carago; amanhã vou para lá e só volto domingo. Vou-me voltar a perder, as usual, nas suas ruas. Mas faz parte...

2004/10/27

Dúvida


Gostava de saber por que razão as mulheres (em geral - não digo que não haja excepções) consideram aceitável comprar umas botas Pablo Fuster que custam o equivalente ao Orçamento Geral do Estado de um qualquer país centro-africano, mas acham um desperdício o investimento num magnífico Porsche 911 a um preço espectacular.

2004/10/26

Quero o meu dinheiro de volta!

Afinal onde é que está esse famoso vendaval de que toda a gente falava? Uma pessoa a sonhar com a chuva e o vento a assobiar nas portadas do hotel, e sai-nos este tempo assim assim. Não se faz!

2004/10/23

O céu tem duas estrelas!

Apesar de hoje ter sido o dia do meu aniversário, este foi também, provavelmente, um dos mais tristes dias que eu me lembro de ter vivido: vítima da leucemia, foi-se embora hoje, com 16 anos, a Inês, filha do meu amigo L. - e, por isso, as coisas perderam sentido.

2004/10/18

Finalmente chove!


Pode-se lá pensar num tempo mais inspirador? Um dia nas Azenhas do Mar, na Ericeira, em São Pedro de Moel - anywhere by the ocean! - com esta chuva, poderia ser um pedaço do Céu!

Madrid me mata!

Quem diria que três míseros dias alimentado a tapas y cañas provocariam tamanho desvio na dieta? Malditos pimientos padrón e boquerones!

2004/10/17

Boa semana


Já viram uma pintura de Roy Liechtenstein de perto? Vale a pena, acreditem.

2004/10/14

Adios


Y mañana me voy a Madrid. Hasta Domingo!

Nem de propósito!

Eu ontem a falar da Baja de Portalegre, e hoje chovem telefonemas para ir participar, como navegador (what else?), na edição deste ano, já no próximo dia 23, data em que este vosso escriba celebrará, se Deus quiser, o seu quadragésimo primeiro ano de vida!

Só falta saber o número de participação, mas assim que souber mais pormenores, deixá-los-ei aqui para permitir aos magotes de admiradores identificar - malgré la vitesse - o carro onde vou.

2004/10/13

Cantinho vaidoso

O piloto de motos francês Richard Sainct morreu há cerca de duas semanas, em consequência de uma queda, quando disputava o Rally dos Faraós, no Egipto. Não houve testemunhas do acidente, e o alerta foi dado pelos pilotos que o seguiam. Sainct ainda foi assistido no local, mas chegou já sem vida ao hospital. Era, sem dúvida, um dos melhores pilotos de motociclismo todo-o-terreno do mundo, como provam as suas três vitórias no Rally Paris Dakar, ou na Baja de Portalegre, em Portugal. Tinha 34 anos, era casado e pai de dois filhos.

Esta é a frieza da notícia que nos chegou há uns dias. Mas, para todos aqueles que, como eu, cresceram com o vício dos desportos motorizados enraizado no corpo, trata-se de mais uma machadada nas nossas crenças, mais uma dúvida sobre o sentido das coisas.

Faço aqui agora uma interrupção neste post para referir que a parte que se segue é eminentemente narcisística, e relativamente apologística da minha pessoa, pelo que, quem não apreciar o estilo, poderá quedar a sua leitura por aqui e esperar que eu volte a publicar posts mais generalistas.

Pois bem, na primeira metade da década de noventa, também eu tinha a mania que sabia andar de moto. Em 1993 disputei todo o campeonato Nacional de todo-o-terreno, incluindo as míticas Bajas Portalegre 500 e Portugal 1000. Nestas provas, organizadas pelo Clube Aventura, era frequente o seu director, José Megre, endereçar convites a pilotos estrangeiros para abrilhantar o plateau; entre estes pilotos, encontravam-se precisamente Richard Sainct ou Ciryl Esquirol em início de carreira, mas também alguns "trutas" já consagrados, como Thierry Magnaldi ou Stéphane Peterhansel. Foi, pois, assim que eu tive oportunidade de competir directamente com vários dos melhores pilotos do mundo, entre os quais precisamente Sainct, que viria a ter a carreira de sucesso e desgraça que agora conhecemos.

Bom, "competir directamente" será certamente um eufemismo, já que eles "voavam baixinho", enquanto eu lá ia contando todos os buracos do percurso com as rodas da minha moto, quando não com o corpo - era rara a prova no final da qual eu não tivesse pelo menos uma boa meia dúzia de quedas, e outro tanto de arranhões e nódoas negras, para contabilizar. Mas lá ia fazendo o que podia com a minha fiel Yamaha 125, talvez a moto mais antiga da classe em que competia, as 125 de série. E a minha tenacidade e espírito de sacrifício naquela altura lá deram os seus resultados: a verdade é que, dos cerca de quarenta pilotos classificados nesse ano, eu fui o único a concluir todas as provas, o que me valeu um muito razoável (para as minhas expectativas) quarto lugar final no Campeonato.

Na altura tinha começado o boom de participações de pilotos portugueses no Paris Dakar, pelo que, ao saber do meu resultado e, principalmente, da minha regularidade, o meu amigo Pedro Amado me convidou para integrar um projecto que ele e o Bernardo Villar andavam a montar. Era uma coisa ambiciosa: eles os dois, já com razoável experiência de deserto, participariam na edição de 1994 ao volante de Yamaha 750 bicilíndricas, mas o projeto contemplava ainda a participação de mais quatro Yamaha 660 monocilíndricas para "aguadeiros", nome dado aos pilotos que também participam na prova, mas com a principal finalidade de prestarem assistência rápida aos seus chefes de fila. E foi precisamente para conduzir uma dessas motos no Dakar que o Pedro Amado me convidou.

Há dez anos atrás, é fácil imaginar a excitação que se seguiu na minha cabeça. Felizmente, penso eu agora, os patrocínios não chegaram (a futebolite aguda é uma doença antiga), e o projecto nunca se concretizou. Mas ainda há aqui uma partezinha de mim que sonha com o deserto - quem lá vai fica apaixonado para a vida. No entanto, tudo o que conheço é um vislumbre do Saara marroquino, e acho que me vai chegar até ao fim dos meus dias. Na altura teria pago de bom grado para ir correr no deserto, mas a verdade é que hoje, nem que me oferecessem a conta bancária de Bill Gates, me conseguiriam convencer a participar!

2004/10/10

Inveja


Augustus John, na Tate Gallery, Londres, até 9 de Janeiro. Já não chego lá a tempo.

2004/10/07

E já agora:


É só para lembrar que faço anos daqui a pouco mais de duas semanas, e no ano passado ninguém se lembrou de me oferecer um Morgan...

Celebridades

E de novo o país real se agita - nos intervalos de um freak show rural - em redor de um não-acontecimento, repentina e habilmente transformado em facto político: o grandiloquente Marcelo Rebelo de Sousa ("professor Marcelo", para os íntimos) deixa voluntariamente o seu domingueiro posto opinativo na sequência, ao que parece, de algumas críticas que a si foram dirigidas pelo ministro Rui Gomes da Silva. Mas vamos por partes:

R.G.S. mais não fez do que expressar publicamente um sentimento que há muito atravessa a cabeça de qualquer português com um mínimo de lucidez: M.R.S. usa e abusa do seu espaço televisivo, supostamente de comentário político, para ajustar contas com todos aqueles que, de uma forma ou doutra, o ultrapassaram na sua irregular mas ambiciosa carreira política. É um mero exercício de catarse de vários anos de ressabiamento acumulado, e de sede de protagonismo desmedida. R.G.S. apenas disse: "o rei vai nu!"

Não obstante o que acima ficou dito, não é menos verdade que a TVI, a estação onde, a par com outras curiosidades e aberrações, M.R.S. vai destilando semanalmente o seu fel, é uma entidade privada e, como tal, livre de apresentar um espaço de massajamento pessoal do ego de M.R.S. disfarçado de "espaço de opinião". Mas isto, note-se, dentro de limites de razoabilidade definidos pelo bom senso, os quais deverão, à falta de melhor hipótese, ser balizados pela Alta Autoridade para a Comunicação Social. Vivemos numa democracia, lembram-se?

As críticas dirigidas por R.G.S. publicamente a M.R.S. são absolutamente legítimas e expectáveis numa sociedade livre e democrática, mas nunca, per se, justificativas de uma tão brusca decisão. Se M.R.S. não tem qualquer pejo em, semanalmente, desancar em quem muito bem entende, deverá então estar desportivamente preparado para a resposta. O contrário pareceria mais próprio de uma criança mimada do que de um reputado analista político e mestre de direito.

Dando então de barato que não foram os comentários de R.G.S. que provocaram a intempestiva saída de M.R.S. (até pelo óbvio motivo de que, em termos de peso político das duas figuras, a balança pende ostensivamente para o lado de M.R.S.), há então que descobrir os motivos para a mesma - visto que, e até à altura em que escrevo, M.R.S. tem gerido estrategicamente o seu silêncio, dando intencionalmente azo às mais fantasiosas especulações.

Durante o dia, fui lendo e ouvido por toda a comunicação social, e até da boca de várias pessoas, a falácia de que o Governo, num condenável acto de censura, afastou M.R.S. do seu pedestal opinativo. É a velha história de se achar que uma mentira repetida muitas vezes se pode transformar em verdade. Mas o facto real - e aqui não há volta a dar - é que foi o próprio M.R.S. quem, de moto próprio e sem qualquer tipo de explicações públicas, resolveu abandonar voluntariamente aquele lugar. Esta é a verdade, por muito que a opinião publicada nos queira impingir o contrário. Aliás, se existisse de facto, o tal terrível movimento obscuro destinado a silenciar este educador de massas, por que raio iria R.G.S., num autêntico "tiro no pé", quebrar o secretismo da conjura com os seus intempestivos comentários públicos?

São conhecidos os mitos que rodeiam o comportamento político e pessoal de M.R.S., pelo que não será de todo ilegítimo concluir que, com uma grande dose de probabilidade, a sua decisão foi previamente pensada e planeada, com rigorosos timings de acção, para provocar um sentimento de auto-vitimização, e a compaixão dos muitos portugueses que, domingo após domingo, ansiavam e se deleitavam com as centenas de sugestões de coffee table books sobre tapetes de Arraiolos, arquitectura manuelina ou leitões da Bairrada. Os comentários de R.G.S. foram apenas o pífio pretexto de que M.R.S. necessitava para sair com uma virginal aura de "voz incómoda afastada".

Também bastante se tem aventado a hipótese de o próprio presidente do conselho de administração da Media Capital, Miguel Paes do Amaral, ter aconselhado M.R.S. a "amaciar" o seu discurso relativamente ao Governo, tendo em vista a prosecução e concretização de negócios por parte daquele grupo. Mas também esta teoria cai rapidamente pela base, se pensarmos nas desvantagens que a TVI teria ao perder a colaboração semanal do douto professor. Ou seja, M.R.S. teria poder suficiente - e ele sabe-o bem - para manter a sua posição e atitude truculenta, e à TVI e a M.P.A. apenas restaria aceitá-la sob pena de perderem share.

Desmontada, pois, esta abstrusa "teoria da conspiração" de um mafioso afastamento de M.R.S. do seu púlpito, o que nos resta? O óbvio: a ambição desmesurada e a fenomenal visão estratégica de M.R.S. juntaram-se para criar um facto político que visa, simultaneamente, abanar ainda mais a actuação - atabalhoada, valha a verdade - deste Governo, onde M.R.S. conta por ódios e ressabiamentos os ministros, e, por outro, criar o espaço necessário para "o professor" começar a preparar novas "corridas", intra e extra partidárias, num cenário de corajosa independência política e suposta frontalidade. Veja-se para já, quem correu em seu socorro: desde José Pacheco Pereira - sempre em bicos de pés, sequioso por uma migalha de protagonismo, mesmo que a reboque de outrém, e também ele cheio de ódios de estimação em relação a este Governo e às forças que o integram - a Bernardino Soares, passando por Francisco Louçã ou Arons de Carvalho, parece, para já, estar reunida uma improvável mas tenaz falange de apoio. Como dizia há bocado Luís Campos Ferreira, esta será uma boa altura para M.R.S. começar a pensar em contabilizar apoios para as novas batalhas políticas que se aproximam.

2004/10/04

Amigos

É bem verdade que o tempo nos vai mudando - uns ganham maturidade, outros ficam rabugentos, e outros ainda... apenas mudam.

Conheço centenas de pessoas, para não dizer milhares, e costumava achar que, por isso, tinha centenas de amigos; mas a idade e as experiências da vida ensinaram-me que nem sempre as coisas são bem assim. Se da lista dos meus conhecimentos excluir aquelas pessoas que:

1) Não conhecem outro tema de conversa a não ser a sua própria pessoa, incluindo a palavra "eu" em todas as frases, e revertendo qualquer assunto para os seus casos pessoais; são aquelas pessoas a quem dizemos: "estou destruído; morreu o meu pai!", e elas respondem "que chato; eu também ando aqui com uma unha encravada...".

2) Que têm sempre uma opinião definitiva e melhor do que qualquer outra sobre todos os assuntos, incluindo sobre temas a propósito dos quais ninguém está interessado nas suas opiniões, e ninguém lhas pediu!

3) Que não são capazes de ouvir sem interromper permanentemente o interlocutor, a maior parte das vezes com assuntos manifestamente off-topic, o que tem ainda a agravante de mostrar que, mal educadamente, não estavam a ligar peva ao que dizíamos.

4) Tentam impor sempre a sua vontade e só conseguem andar acompanhadas por um numeroso séquito, ligando pouco ou nada ao facto de às outras pessoas não interessar muito ir aos sítios onde elas pretendem ir.

5) Pouco inteligentes (para não dizer burras), mas que, perversamente, fazem alguma gala no facto. São aquelas pessoas a quem dizemos qualquer coisa, sobre um livro que andamos a ler ou um filme que vimos, por exemplo, e nos respondem com um risinho parvo "pois, deves ter razão, mas eu não percebo nada disso", como se isso fosse elogiável.

6) De, um modo geral, não têm a coragem ou a humildade (não confundir com pessoas que se humilham)para questionar as suas próprias decisões e opiniões, e assim admitirem que há outras alternativas para além daquela(s) que sempre tiveram como única(s).

Por estas, e por muitas outras, é que, das tais centenas de pessoas que conheço, não são necessários os dedos de uma mão para contar aquelas com quem verdadeiramente gosto de estar.

2004/09/30

Desculpa

Até me seria fácil dizer que tenho andado assoberbado de trabalho, mas estar-vos-ia a mentir; o que me tem impedido de escrever tem sido, principalmente, preguiça.

Entretanto, fica a informação em primeira mão para todo o auditório, de que lá me conseguiram convencer, e em Dezembro ir-me-ei juntar à legião de cerca de nove milhões de portugueses que já atravessaram o Atlântico até Terras de Vera-Cruz.

2004/09/21

Dúvida

Gostava de saber a razão pela qual pessoas que não vêem crueldade, barbárie, ou sequer inconveniente no acto de se despedaçar ou envenenar um bebé no útero materno, tanto se indignam por saber que raposas inglesas são mortas por cães.

P.S.: Já tinha formulado esta questão num comment anterior, mas ficou sem resposta então; quero acreditar que apenas por falta de visibilidade.

Unidos venceremos!

Afinal não estou sozinho; o jornalista Jorge Mourinha escreveu no Blitz, uma reportagem sobre o concerto da Madonna - para a qual, infelizmente, não encontrei link - na qual diz tudo o que eu teria dito sobre o dito concerto, se tivesse estado lá, e se soubesse escrever assim.

Por outro lado, o Pedro Robalo escreve nos Quase Famosos tudo aquilo que eu acho e também gostaria de saber escrever sobre os The Libertines. A certa altura, quando oiço "I no longer hear the music", quase iria capaz de jurar que é o próprio Joe Strummer quem, do fundo da terra, se lamenta.