2004/04/17

Post tardio

A quem não foi ver os Tindersticks há bocado, só posso dizer uma coisa: três encores - três! E se dependesse apenas da vontade do público, ainda estávamos todos no Coliseu, hipnotizados.

Eu não vos disse?

2004/04/15

E mainada!


O navegador é sempre o tipo esquecido num rally; vai ali ao lado, a apanhar sustos, a gritar com o piloto, e, se as coisas correrem mal, normalmente a culpa é dele. Mas ainda há quem perceba que isto é uma injustiça...

2004/04/14

Questões metabloguísticas

Porque é que os números do sitemeter e dos comentários nunca crescem quando eu ando no blog, mas basta afastar-me uns minutos para vir logo toda a gente? Será que os meus leitores conseguem saber, de alguma forma, quando eu me ausento?

2004/04/12

Patético

Li num jornal deste fim de semana que Ferro Rodrigues vai pedir um parecer à Comissão Nacional de Eleições sobre a legitimidade do uso da designação "Força Portugal", pela coligação PSD/CDS-PP, nas próximas eleições para o Parlamento Europeu. Alegam estes zelosos socialistas que tal expressão pertence exclusivamente ao imaginário futebolístico, e que se poderá facilmente confundir, nas fracas mentes lusitanas, com os apoios à selecção Nacional no Campeonato Europeu que se avizinha; desta forma, os eleitores acabam por votar na coligação equivocadamente, quando na verdade o que queriam era demonstrar o seu apoio a Figo e companhia.

A iniciativa, per se, já é caricata q.b., mas torna-se ainda mais insólita quando se sabe que parte de um partido que tem enchido o país de outdoors em que mostra "um cartão amarelo ao Governo"!

Duas Rodas


Já vos contei que também tenho uma BSA B25 Starfire, igual a esta (mas preta), de 1971? Se calhar não; tenho andado esquecido e ela nem merece. Trabalha que nem um relógio, mas ainda lhe faltam uns pormenorezinhos - até já fui a Inglaterra de propósito para lhe comprar peças. Quando estiver toda prontinha eu mostro-vos.

2004/04/11

Ladrão de praias

Não sou grande apreciador de praia, já aqui o disse; no entanto, sempre que lá vou, um dos maiores prazeres que posso sentir é o sal no cabelo, a areia no corpo e na roupa, e isto muito depois de já lá não estar. É assim uma espécie de prolongamento do gozo de usufruir da praia - infantil, se quiserem, mas é assim que eu gosto.

Gosto de me sentar numa esplanada ao fim da tarde, a petiscar algo ou a ler, e sentir ainda como que um pedacinho de praia comigo. Não critico quem o faz (até porque quase toda a gente o faz), mas sou incapaz de ir a correr para o duche mal saio da praia - antes pelo contrário, protelo esse momento até aos limites admissíveis da higiene.

E ontem trouxe um pedacinho da praia de Odeceixe comigo!

Memo


Já não devia ser preciso avisar os meus leitores, mas não ficaria em paz com a minha consciência desta vez se não o fizesse: na próxima quinta-feira, com o "Público", sai "As asas do desejo", de Wim Wenders. É preciso dizer mais alguma coisa?

2004/04/10

Internacional

Os tradutores automáticos dos motores de busca são, sem dúvida, uma ferramenta bastante útil para acedermos ao conteúdo de determinado site, escrito porventura numa linguagem que não dominamos. Foi precisamente o que deve ter pensado um leitor, provavelmente anglófilo, que veio aqui parar solicitando uma tradução automática ao Google. O resultado foi isto.

Gostei, particularmente, da "tradução" de Corto Maltese para I cut Maltese, ou da expressão "às três pancadas" para "to the three collisions".

Manuel Graça Dias


Também gosto deste tipo de esquissos, principalmente dos deste homem - fazem-me lembrar as minhas longínquas andanças universitárias.

(Desculpem lá, mas quando se tem pouco para dizer, ficam sempre bem algumas imagens)

2004/04/09

Basquiat


Gosto disto, o que é que querem?

2004/04/08

Embarrasing

Hoje senti que me olhavam como a um ser verde, com antenas na cabeça, de cada vez que eu respondia às perguntas "mas tu hoje trabalhas de tarde?", ou "então não vais para fora na Páscoa?".

Esclarecimento

Não sei se adiantará alguma coisa, mas gostava de informar especialmente quem usa os motores de busca do Google, que neste blog não existem (por enquanto) "fotos de Zezé Camarinha" nem o "filme de Tomás Taveira".

2004/04/07

Raio de ideia!


Alegria 1: Encontrei um Porsche 914, da década de 70, abandonado mas em estado bastante recuperável. Lindo, o sacana do carro!

Alegria 2: Consegui localizar o dono do carro.

Desilusão: O homem não quer vender o carro (talvez seja melhor assim...).

2004/04/05

Imperdível


Stuart Staples e os Tindersticks voltam a Lisboa no dia 16 deste mês; se me quiserem ver nesse dia, vão ao Coliseu (espero eu).

Respostas

Nos filmes, e até nos livros, toda a gente parece ter sempre a resposta ideal "na ponta da língua", seja qual for a interpelação a que se é sujeito.

Mas, na "vida real", quase sempre ficamos com a sensação de que devíamos ter respondido doutra forma. Normalmente a resposta ideal para determinada abordagem surge-nos alguns minutos - ou às vezes alguns dias, ou até anos - depois da altura em que fazia falta.

Quantas vezes não pensamos "bolas; devia-lhe era ter dito isto e aquilo" - e o "isto e aquilo" tanto pode ser uma refilice qualquer, como uma palavra boa que, na precipitação do momento, não nos surgiu. Ou será que isto só se passa comigo?

2004/04/04

Divagação

Contrariamente ao que diz a sabedoria popular, a mim parece-me que é possível que a água passe duas vezes por baixo da mesma ponte - ainda que a probabilidade de tal acontecer seja ínfima!

2004/04/03

Primeiro de Abril aprés la lettre

Ainda bem que acabei por não colocar aqui nenhuma mentirinha de primeiro de Abril; é que a aldrabice que eu tinha engendrada era anunciar o fim definitivo deste blog - eu, e metade da blogosfera, pelos vistos!

2004/04/01

Inseguranças

Por vezes há coisas assim: a solidão de um quarto de hotel torna-se difícil de suportar, e nada melhor que uma leitura para ajudar a passar as horas mortas longe de tudo (sim, já sei que há quem ache que há coisas melhores para fazer num quarto de hotel, mas este é um blog sério).

Numas breves incursões pela Bertrand lá do sítio, já por diversas vezes a minha atenção tinha ficado presa num volume azul, de capa muito do tipo easy reading, intitulado "Pai ao Domingo", e assinado por Claire Calman, uma ilustre inglesa desconhecida - pelo menos para mim. Já tinha lido até a badana do calhamaço, mas algo de púdico impedia-me sempre de o comprar; medo de ser "qualquer-coisa-do-tipo-Margarida-Rebelo-Pinto".

Mas ontem, num acesso de coragem, li as primeiras páginas ainda na livraria, e comprei o volume; em boa hora o fiz, pois só na primeira noite cheguei à página 122. Afinal a escrita está muito mais perto desta nova geração de escritores ingleses - como Nick Hornby ou Martin Amis - e a história... Bem, a história é simplesmente fascinante, sendo deliciosamente divertida ao mesmo tempo. Não vou adiantar grande coisa sobre o enredo, mas penso que não estragarei o prazer de quem vier a ler o livro posteriormente à leitura deste post, se revelar que o tema subjacente a toda a narrativa (pelo menos até onde li), tem a ver com inseguranças - mais concretamente, a insegurança que nós, adultos, sentimos face a tudo o que nos rodeia; a forma como, de repente, e sem aviso prévio, nos tornámos "crescidos", e nos é pedido e esperado que nos portemos como "crescidos".

E, no entanto, continuamos a sentir-nos crianças inseguras, apenas com a diferença de que já não temos quem olhe por nós; olhamos ao espelho e não notamos grandes diferenças entre a pessoa que somos e aquela que costumava arranjar-se para ir à discoteca, ou às festas de garagem.

Fomos nós que mudámos, ou foi o mundo que andou demasiado depressa?

Nota: Ainda sobre este tópico, se bem que abordado de forma diferente, não deixem também de ler um excelente artigo de Pedro Boucherie Mendes publicado na revista "Maxmen" deste mês.

2004/03/31

Neura

Sozinho desde domingo na Praia da Rocha, trabalho a correr mal, colaboradores insubordinados, ingleses bêbedos que batem as portas do hotel a noite toda, tristezas, ansiedades, chatices e, ainda por cima, más notícias lá de cima.

Bolas!

2004/03/29

Non sense

- Estás a ver, Lourenço, a Patrícia tem um Mini.
- E eu tenho um Mickey!

(este puto é um espectáculo)