Torna-se engraçado ver como progridem as coisas; durante o boom dos blogs, talvez antes do Verão de 2003 (altura em que também eu - humildemente o confesso - aderi à blogosfera), não faltaram velhos do Restelo a profetizar um rápido declínio do fenómeno. Na altura, imbuído de um espírito optimista que nem é muito frequente em mim, achei que apenas o despeito movia essas vozes. Pensava eu, na minha ingenuidade, que os blogs durariam para sempre, e que o entusiasmo que eu sentia todos os dias ao escrever novos posts era partilhado por todos os meus colegas blogosféricos.
Enganei-me, custa-me admiti-lo; dos blogs linkados aqui ao lado, muitos já se encontram inactivos há algum tempo, e só alguma preguiça, a par com uma secreta esperança de que as coisas mudem, me impedem de os apagar. Também as visitas diárias ao meu blog estão a baixar significativamente; não as tenho comparado com as registadas noutros blogs, mas parece-me legítimo concluir que tal apenas se pode ficar a dever a um decréscimo do interesse de quem por aqui anda(va).
Não tenho pretensões a escritor ou jornalista, nem espero que aqui possa surgir o milagre de alguém me convidar para subsistir fazendo aquilo de que gosto - escrever - , mas agrada-me ter esta forma de ir desabafando e interagindo com muita gente. É verdade, admito, que há algum tempo pensei em acabar com isto, mas, tal como expliquei na altura, isso ficou-se a dever a algumas questões pessoais que, não estando resolvidas, não são contudo impeditivas de que continue a "despejar" (quase) tudo o que me vai na alma neste computador. Não tenho a prolixidade doutras alturas, é verdade, mas, enquanto houver uma única pessoa que ache que vale a pena perder o seu tempo a ler os meus devaneios, espero continuar a escrever.
2004/03/02
2004/02/27
Decidam-se, bolas (para não dizer "porra")!
Aqui há uns tempos as caixas de comentários deste blog tiveram um colapso, e toda a gente se queixou; agora, que elas estão aí afinadinhas que nem um piano, ninguém as usa!
Já está!
Conseguimos sobreviver a uma reformatação do disco e - aleluia! - até temos Internet e tudo; o espectáculo continua (ia dizer "the show must go on!", mas receei que demasiados anglicismos dessem um ar pedante a isto)!
2004/02/25
Socorro!
Este meu computadorzinho, que tantos e tão bons serviços me tem prestado, está com um vírusito; melhor, deve estar infectado com uma quantidade estúpida de vírus, desde o BSE à gripe das aves, pelo menos. Entre outras coisas menos graves, bloqueia sempre que quero fazer um link, pelo que nem sequer consigo ler os (poucos) comentários que amavelmente me vão chegando.
Serve pois este post para dizer que, logo à noite, penso munir-me de coragem, e enfiar aqui dentro os CDs do Quick Restore da Compaq. O problema é que, da última vez que o fiz, a placa de rede não esteve pelos ajustes e recusou-se a trabalhar durante dias. Ora, como os meus conhecimentos em termos de informática são mais ou menos equivalentes àqueles que detenho de Ikebana, aviso-vos desde já que, se não me conseguirem contactar no blog, no e-mail, ou no Messenger, é porque a coisa correu mal!
Wish me luck!
Serve pois este post para dizer que, logo à noite, penso munir-me de coragem, e enfiar aqui dentro os CDs do Quick Restore da Compaq. O problema é que, da última vez que o fiz, a placa de rede não esteve pelos ajustes e recusou-se a trabalhar durante dias. Ora, como os meus conhecimentos em termos de informática são mais ou menos equivalentes àqueles que detenho de Ikebana, aviso-vos desde já que, se não me conseguirem contactar no blog, no e-mail, ou no Messenger, é porque a coisa correu mal!
Wish me luck!
2004/02/24
Devo ter perdido alguma coisa na tradução!
Provavelmente o que eu vou dizer não vai ser tão criticado como sucedeu com a Charlotte, mas apenas porque este blog não tem as centenas de visitas diárias do seu. A verdade é que também eu fui ver o "Lost in Translation" e, tal como ela, também eu achei a coisa assim para o fraquinho, apesar de me ter sido insistentemente recomendada por insuspeita amiga; salvou-se a banda sonora, com excelentes temas dos Air, Peaches, e uma versão desconcertante do Bill Murray a cantar "More than this", dos Roxy Music.
O mais mainstream do cinema europeu consegue facilmente ser mais alternativo do que o mais alternativo cinema americano; é um estigma deles, e contra isso já nada podem fazer. Parvo sou eu que continuo a acreditar que dali saem bons filmes.
Mas, Alberto, eu até gosto muito do "The Office" e dos "Royles" - já falei disso antes. E só restrinjo ao mínimo possível a minha visualização de televisão, incluindo a TVI, por uma questão de higiene, como diria David Mourão-Ferreira. Terei cura?
O mais mainstream do cinema europeu consegue facilmente ser mais alternativo do que o mais alternativo cinema americano; é um estigma deles, e contra isso já nada podem fazer. Parvo sou eu que continuo a acreditar que dali saem bons filmes.
Mas, Alberto, eu até gosto muito do "The Office" e dos "Royles" - já falei disso antes. E só restrinjo ao mínimo possível a minha visualização de televisão, incluindo a TVI, por uma questão de higiene, como diria David Mourão-Ferreira. Terei cura?
2004/02/22
"Ver Veneza e morrer!"
Faz precisamente hoje seis anos, estava a deixar Veneza, depois de ter assistido aos mais bonitos festejos de Carnaval de que tenho memória. Manhã cedo, à medida que o vaporetto nos conduzia até Mestre pelos enevoados canais, íamos vendo os restos das celebrações - foliões tardios, alguns em gôndolas, e os barcos ainda engalanados dos desfiles da véspera.
Ir para Sesimbra, ou coisa que o valha, ver imitações pindéricas de carnavais latino-americanos? Não, obrigado.
2004/02/19
Ocean spray
Há uns dias atrás, por motivos profissionais, tive que me deslocar até à zona de Alfarim; despachei-me mais depressa do que pensava e, estando ali tão perto, resolvi ir até ao Meco, para ver o mar. Estava extraordinário, encapelado, e não resisti a passar uns momentos na esplanada do Bar do Peixe (passe a publicidade) a admirá-lo. Para a tarde ser perfeita faltavam-me três coisas: um livro, um bom par de horas livres pela frente, e que o dia não estivesse tão solarengo!
Sacrilégio? Não, simplesmente prefiro a beleza não óbvia aos clichés estéticos que a toda a hora nos tentam impor - e, na minha modesta opinião, a melhor cor para o mar é o cinzento.
Lembrei-me a propósito de uma entrevista que ouvi há já uns anos, no Canal 2; era um programa supostamente cultural, e Paula Moura Pinheiro entretinha-se a fazer algumas perguntas a um dos maiores arquitectos portugueses, Manuel Graça Dias. A certa altura, para ilustrar à entrevistadora a forma como a beleza pode ser descoberta sem recurso a clichés e a lugares comuns, M.G.D. disse: "Um pôr do sol pode ser tão romântico visto na mais linda das falésias como reflectido numa marquise de Moscavide". É genial; está tudo nesta frase!
Mas a entrevistadora, toda witty, respondeu com qualquer coisa como: "Não percebo como é que uma marquise em Moscavide pode ser romântica, mas adiante...". Com esta frase, mostrou a todos os vinte espectadores que àquela hora provavelmente acompanhavam o programa duas coisas: primeiro, que pensa petulantemente, tal como Manuela Moura Guedes ou Maria Elisa, que os telespectadores estão tão ou mais interessados na sua opinião do que na do entrevistado. Segunda, e mais grave, demonstrou a típica falta de sensibilidade das mentes habituadas a pensar por estereótipos - o sol é bonito e alegre, a chuva é feia e triste.
E mostrou que, tal como muitos dos seus conterrâneos, desconhece um segredo fundamental: o óbvio não vale nada - a verdadeira beleza, como a verdadeira felicidade, têm que ser conquistadas!
Sacrilégio? Não, simplesmente prefiro a beleza não óbvia aos clichés estéticos que a toda a hora nos tentam impor - e, na minha modesta opinião, a melhor cor para o mar é o cinzento.
Lembrei-me a propósito de uma entrevista que ouvi há já uns anos, no Canal 2; era um programa supostamente cultural, e Paula Moura Pinheiro entretinha-se a fazer algumas perguntas a um dos maiores arquitectos portugueses, Manuel Graça Dias. A certa altura, para ilustrar à entrevistadora a forma como a beleza pode ser descoberta sem recurso a clichés e a lugares comuns, M.G.D. disse: "Um pôr do sol pode ser tão romântico visto na mais linda das falésias como reflectido numa marquise de Moscavide". É genial; está tudo nesta frase!
Mas a entrevistadora, toda witty, respondeu com qualquer coisa como: "Não percebo como é que uma marquise em Moscavide pode ser romântica, mas adiante...". Com esta frase, mostrou a todos os vinte espectadores que àquela hora provavelmente acompanhavam o programa duas coisas: primeiro, que pensa petulantemente, tal como Manuela Moura Guedes ou Maria Elisa, que os telespectadores estão tão ou mais interessados na sua opinião do que na do entrevistado. Segunda, e mais grave, demonstrou a típica falta de sensibilidade das mentes habituadas a pensar por estereótipos - o sol é bonito e alegre, a chuva é feia e triste.
E mostrou que, tal como muitos dos seus conterrâneos, desconhece um segredo fundamental: o óbvio não vale nada - a verdadeira beleza, como a verdadeira felicidade, têm que ser conquistadas!
2004/02/14
Inquéritos
Já por diversas vezes confidenciei aos meus leitores alguns dos meus vícios de estimação, pelo que não estranharão agora que vos revele mais um: não consigo resistir a ler aqueles questionários tipo "Questionário de Proust", seja qual for a publicação ou o inquirido. Pode ser a mais pindérica das "revistas-de-sala-de-espera", e o mais pimba dos cantores, que eu devoro sempre até ao fim as suas respostas. Normalmente fico a saber que a viagem de sonho de 99% dos portugueses é ao Brasil, que todas as meninas da moda - apresentadoras, cantoras, actrizes - elegem como prato favorito o bacalhau com natas, e mais um sem número de informações relevantes que rapidamente se perdem nos recantos mais esconsos da minha já muito sobrelotada memória.
Muitas vezes faço até o exercício narcisístico de pensar quais as respostas que eu próprio daria se alguma vez fosse indagado de forma semelhante - mas emperro sempre no mesmo tipo de perguntas: aquelas em que é requerido ao visado que nomeie o livro ou disco da sua vida. Não há, não pode haver, uma tal coisa - há, isso sim, livros ou discos que foram ou são importantes para nós em determinados momentos das nossas vidas. Lembro-me, assim de repente, da pulsão de emoções que senti quando li pela primeira vez "Um amor feliz", de David Mourão-Ferreira; ou das sensações de liberdade que o "London calling", dos Clash, me transmitiu. Mas não são esses os livros ou discos da minha vida, simplesmente porque isso não existe!
Muitas vezes faço até o exercício narcisístico de pensar quais as respostas que eu próprio daria se alguma vez fosse indagado de forma semelhante - mas emperro sempre no mesmo tipo de perguntas: aquelas em que é requerido ao visado que nomeie o livro ou disco da sua vida. Não há, não pode haver, uma tal coisa - há, isso sim, livros ou discos que foram ou são importantes para nós em determinados momentos das nossas vidas. Lembro-me, assim de repente, da pulsão de emoções que senti quando li pela primeira vez "Um amor feliz", de David Mourão-Ferreira; ou das sensações de liberdade que o "London calling", dos Clash, me transmitiu. Mas não são esses os livros ou discos da minha vida, simplesmente porque isso não existe!
ARCO
Mais um ano que passa, mais uma ARCO, e mais uma vez que lá não vou; há já mais de dez anos que ando a dizer: "para o ano é que é!" - e depois, nada. Os sonhos não se podem adiar.
2004/02/10
I can see clearly now!
De regresso do Cabo de São Vicente, dez da noite, eu (pequenino), o mar (enorme) e uma cigarrilha; e haviam tantos anos que eu me indagava do porquê de se chamar Costa Vicentina à dita.
2004/02/05
Dúvida existencial
Alguém me sabe dizer por que raio é que só damos o devido valor às coisas e situações depois de já não as termos - e, muitas vezes, depois de já não as podermos voltar a ter?
2004/02/02
Mensa
Chega de testezinhos inconsequentes; vamos lá todos a fazer o pai dos testes, para ver se temos algum géniozinho entre os leitores deste blog. Depois digam-me quantas respostas certas conseguiram; eu não digo para já quantas acertei, mas sempre vos garanto que foram mais de metade - só que, para se ser um génio, é necessário responder correctamente a mais de 90%!
2004/02/01
Pânico
O que é que se diz a um filho de três anos quando se verifica que o Video avariou - e, consequentemente, que ele não vai poder ver pela 136ª vez a cassete do "Lilo & Stitch" - e que, ao mesmo tempo, o DVD pirata que lhe comprámos do "Finding Nemo" não é lido pelo aparelho cá de casa?
2004/01/31
The difference between men and boys is the price of their toys!
Aqueles que seguem mais atentamente este blog, bem como aqueles que me conhecem (o que coincide, na maioria dos casos), sabem que eu possuo um carrinho destes, o qual se encontra há mais de um ano em processo de restauro. Trata-se de um Alfa Romeo 1750 berlina, de 1972, e a única diferença relativamente ao que surge em cima (que pertence ao Orlando Ferreira, sócio, como eu, mas também dirigente do Alfa Romeo Clube de Portugal) reside na cor que, no caso do meu, é um bellissimo blu ultramarino.
Pois bem, as novidades hoje são que, finalmente, fui levantar o carro ao mecânico, logo de manhã, e era suposto levá-lo de imediato à oficina de bate-chapa para corrigir alguma deficiências do trabalho de restauro da pintura - mas não fui capaz; mal me sentei ao seu volante, e senti o cuore sportivo, intacto ao fim de tantos anos, não consegui largar mais o carro (ainda mal o tinha guiado antes), acabando mesmo por levá-lo para o almoço, e só o entregando para os retoques finais já a meio da tarde.
Che bella macchina, mamma mia!
2004/01/29
Terei sonhado?
Terá sido impressão minha, ou ontem li mesmo aqui um post em que se ansiava pela publicação do Relatório Hutton? É que hoje já lá não encontro nada.
Bom, seja como for, e caso não saibam, o citado documento já é conhecido.
But it's not quite as you expected...
Bom, seja como for, e caso não saibam, o citado documento já é conhecido.
But it's not quite as you expected...
2004/01/28
Will Eisner
Já vos tinha dito que adoro os desenhos de Will Eisner? De acordo, também gosto de Hugo Pratt e Milo Manara, mas desses é politicamente correcto gostar; agora Eisner, artista dum género "menor", como são os comics norte-americanos, passa despercebido a muita gente - e contudo, o seu traço é simplesmente genial.
2004/01/26
Saudade
Gostava de estar sensivelmente no lugar de onde esta foto foi tirada (uns metros mais a sul, está bem).
A morte
Soube ontem, um pouco depois de todos os meus compatriotas, pelos vistos, que um jogador do Benfica tinha morrido logo após um jogo de futebol devido a uma síncope cardíaca. Acreditem ou não, nunca tinha ouvido o nome do jogador em questão, apesar de militar numa das principais equipas portuguesas. Agora já sei: chamava-se Feher, e era húngaro.
A morte deste jovem impressionou-me bastante, como a toda a gente, de resto; mas muito mais me impressionou a autêntica guerra de imagens e títulos que os abutres do costume usaram na sua ânsia por audiências. As imagens do jovem a sorrir, e a cair em seguida na relva, passaram em todas as estações de televisão até à náusea. Todos os jornais de hoje chamavam o tema à primeira página, com títulos a condizer - até o sóbrio "Público" apresentava em destaque o cinematográfico título "Morte no estádio"!
Como já disse antes neste blog, e ao contrário da Ana, convivo mal com a ideia da morte, principalmente quando inesperada e assim injusta; mas convivo pior ainda com este tipo de gente que chafurda na desgraça alheia, arautos de uma espécie de moralismo de pacotilha. Mas compreendo a fobia: morte, directo, futebol, é uma trilogia irresistível - alguns só devem estar a lamentar não ter havido sangue!
A morte deste jovem impressionou-me bastante, como a toda a gente, de resto; mas muito mais me impressionou a autêntica guerra de imagens e títulos que os abutres do costume usaram na sua ânsia por audiências. As imagens do jovem a sorrir, e a cair em seguida na relva, passaram em todas as estações de televisão até à náusea. Todos os jornais de hoje chamavam o tema à primeira página, com títulos a condizer - até o sóbrio "Público" apresentava em destaque o cinematográfico título "Morte no estádio"!
Como já disse antes neste blog, e ao contrário da Ana, convivo mal com a ideia da morte, principalmente quando inesperada e assim injusta; mas convivo pior ainda com este tipo de gente que chafurda na desgraça alheia, arautos de uma espécie de moralismo de pacotilha. Mas compreendo a fobia: morte, directo, futebol, é uma trilogia irresistível - alguns só devem estar a lamentar não ter havido sangue!
2004/01/25
Preciso de ideias!
Vou sugerir à administração que me comece a remunerar ao quilómetro. Esta semana, por exemplo, conto estar na Praia da Rocha na Terça e Quarta, em Peniche na Quinta, e em Don Benito, Espanha, na Sexta - e depois, tenho como hobby os ralis, uma actividade em que se passa os dias dentro de um carro!
Ora, o que eu precisava dos meus leitores é muito fácil: espero que me dêem sugestões de actividades alternativas (não alternantes!), sabendo que eu quero fazer algo que não me ocupe mais de duas horas diárias, seja muito bem pago, seja agradável e fácil de fazer (tipo "experimentador-de-sofás-com-vista-para-o-mar" ou "comentador-de-televisão-especialista-sobre-tudo"), e que me permita não ir trabalhar quando não me apetecer, sem que por isso seja penalizado.
Muito agradecido.
Ora, o que eu precisava dos meus leitores é muito fácil: espero que me dêem sugestões de actividades alternativas (não alternantes!), sabendo que eu quero fazer algo que não me ocupe mais de duas horas diárias, seja muito bem pago, seja agradável e fácil de fazer (tipo "experimentador-de-sofás-com-vista-para-o-mar" ou "comentador-de-televisão-especialista-sobre-tudo"), e que me permita não ir trabalhar quando não me apetecer, sem que por isso seja penalizado.
Muito agradecido.
Kota
Esta noite caí na asneira de não levar o meu carro para um jantar com amigos, em Lisboa, e acabei por ficar até às quatro da manhã (!) num bar irlandês, a ouvir um brasileiro (!!) a cantar "Karma Chameleon" (!!!), dos Culture Club, e outras coisas do género.
Estou a ficar velho para estas coisas; salvaram-se as pints de Guinness, que me fizeram lembrar que não pode demorar muito para voltar a Londres - e, desta vez, também à Irlanda, espero!
Estou a ficar velho para estas coisas; salvaram-se as pints de Guinness, que me fizeram lembrar que não pode demorar muito para voltar a Londres - e, desta vez, também à Irlanda, espero!
Homer
Lisa: What do you say to a boy to let him know you're not interested?
Marge: Well, honey, when I...
Homer: Let me handle this, Marge, I've heard 'em all. "I like you as a friend." "I think we should see other people." "I don't speak English." "I'm married to the sea." "I don't wanna kill you, but I will." ... Six simple words: "I'm not gay, but I'll learn."
Sunday, bloody Sunday!
Quem concorda comigo, que o Domingo é dia de neura, ponha um dedo no ar!
Já está? Então agora aqueles que gostam do Domingo ponham também um dedo no ar!
Podem baixar; vou contar os dedos e já decido.
Já está? Então agora aqueles que gostam do Domingo ponham também um dedo no ar!
Podem baixar; vou contar os dedos e já decido.
2004/01/24
Sem comentários...
Ontem, num dos meus ocasionais mas felizmente raros zappings televisivos, parei num programa português dito de cultura geral, em que um eufórico apresentador perguntava a uma hesitante concorrente quem havia sido o laureado com o prémio Nobel da literatura em 2003. Para amenizar a transcendente dificuldade da pergunta, a produção propunha-lhe apenas que respondesse entre quatro opções previamente apresentadas, sabendo-se a priori que uma delas era a resposta certa.
As respostas possíveis eram (não me lembro se por esta ordem) Grasse, Saramago, Gordimer e Coetzee. Confusa com a pluralidade de hipóteses, a senhora resolveu recorrer a uma possibilidade de ajuda prevista pelo regulamento da coisa, invocando a sabedoria do público que em estúdio acompanhava a sua performance; este (o público), por sua vez, não se fez rogado e, através de uns aparelhómetros que recolhiam as suas opiniões, informou a dita concorrente de que a "resposta certa" era Nadine Gordimer!
Não fiquei para ver o que a senhora respondeu; o espectáculo já estava a ultrapassar tristemente os limites da ignorância. Mas ainda pensei que foi uma sorte não ter surgido entre as opções possíveis o nome de Paulo Coelho.
As respostas possíveis eram (não me lembro se por esta ordem) Grasse, Saramago, Gordimer e Coetzee. Confusa com a pluralidade de hipóteses, a senhora resolveu recorrer a uma possibilidade de ajuda prevista pelo regulamento da coisa, invocando a sabedoria do público que em estúdio acompanhava a sua performance; este (o público), por sua vez, não se fez rogado e, através de uns aparelhómetros que recolhiam as suas opiniões, informou a dita concorrente de que a "resposta certa" era Nadine Gordimer!
Não fiquei para ver o que a senhora respondeu; o espectáculo já estava a ultrapassar tristemente os limites da ignorância. Mas ainda pensei que foi uma sorte não ter surgido entre as opções possíveis o nome de Paulo Coelho.
E fizeram-no mesmo!
Ainda há dias era apenas um boato, mas agora, vendo os carros que estão a disputar o Rallye de Monte Carlo, podemos confirmar com os nossos olhos a prepotência e estupidez dos senhores da FIA; então não é que estes camelos decidiram mesmo eliminar o nome dos navegadores das janelas dos carros de rali?
A tipos destes, que devem passar um rali inteiro sentados no bar do seu hotel de cinco estrelas, só gostava de poder fazer uma coisa: "amarrá-los" à bacquet direita do carro de Sebastien Loeb ou de Marcus Gronholm, e obrigá-los a percorrer em ritmo de prova uma qualquer classificativa do Mundial!
Novidades na blogosfera?
Acabei de saber pelo Bruno Sena Martins, que existe a possibilidade real de Anabela Mota Ribeiro - de quem, por coincidência, falei no meu último post - ser a autora deste blog; no entanto, no mesmo post, B.S.M. alerta-nos para contradições e desmentidos em toda esta história, inclusive a negação da própria interessada o que, a confirmar-se, seria uma verdadeira pena e uma oportunidade perdida para a blogosfera - até porque a Anabela (vamos acreditar para já que é mesmo ela) teve o bom gosto de escolher para o seu blog um template igual ao da Serra Mãe!
Tal como o Bruno, deixo-te um recado, Anabela: se por acaso fores mesmo tu, e vieres parar a esta serra, menos ventosa que as encostas de Trás os Montes, fica sabendo que também eu gostei do que li - as críticas são só inveja!
Tal como o Bruno, deixo-te um recado, Anabela: se por acaso fores mesmo tu, e vieres parar a esta serra, menos ventosa que as encostas de Trás os Montes, fica sabendo que também eu gostei do que li - as críticas são só inveja!
2004/01/23
Estilo & Classe
Um destes dias, num daqueles almoços de várias horas que de vez em quando faço com o meu amigo J.E., pusémo-nos a dissertar sobre vários assuntos, e chegámos à conclusão de que eu - como muitas pessoas, penso - não estabeleço uma fronteira clara entre o que é "ter-se estilo" e "ter-se classe".
Pode-se muito bem ter estilo, sem ter qualquer tipo de classe, como provam quase todos os jogadores de futebol, a Dr.ª Ana Gomes, ou Catarina Furtado; pode-se ter estilo e classe, como Anabela Mota Ribeiro ou Miguel Sousa Tavares; pode-se não ter estilo, mas ter uma classe arrasadora, como João Bénard da Costa; ou pode-se ainda não ter nem um nem outro, como Ferro Rodrigues - e isto falando só de figuras públicas.
Exercício prático: experimentem olhar para as pessoas que vos rodeiam, e vejam lá se, muitas vezes, não estamos a confundir estilo e classe.
Pode-se muito bem ter estilo, sem ter qualquer tipo de classe, como provam quase todos os jogadores de futebol, a Dr.ª Ana Gomes, ou Catarina Furtado; pode-se ter estilo e classe, como Anabela Mota Ribeiro ou Miguel Sousa Tavares; pode-se não ter estilo, mas ter uma classe arrasadora, como João Bénard da Costa; ou pode-se ainda não ter nem um nem outro, como Ferro Rodrigues - e isto falando só de figuras públicas.
Exercício prático: experimentem olhar para as pessoas que vos rodeiam, e vejam lá se, muitas vezes, não estamos a confundir estilo e classe.
2004/01/22
Interrogação
Às vezes fico a pensar se todas as pessoas têm este tipo de pancada, ou se serei eu o único que, com quarenta anos, continua a fazer caretas sempre que vê um espelho, ou a cantar em altos berros as músicas que passam no rádio do carro (quando estou sozinho, claro).
2004/01/19
Ranking
Se exceptuarmos os blogs em hibernação, deverá ser difícil igualar a minha performance da semana que passou: três míseros posts - três!
Devia haver um prémio para o dono de blog mais preguiçoso.
2004/01/17
Acidente
Ontem, num dos seus habituais malabarismos, o Lourenço teve uma aterragem forçada contra a quina de um móvel. Resultado: um lábio rasgado até ao nariz, e suturado no hospital durante a noite com uma infinidade de pontos.
Uma marca de crescimento, talvez, mas também a prova novamente - se mais vezes fossem precisas - da nossa impotência para proteger permanentemente os que nos são queridos.
Uma marca de crescimento, talvez, mas também a prova novamente - se mais vezes fossem precisas - da nossa impotência para proteger permanentemente os que nos são queridos.
2004/01/16
2004/01/12
Tempo
E lá vem mais uma semana novinha em folha para começar a gastar; não estraguem nenhum bocadinho, porque não há reposição nem devoluções de tempo mal gasto.
Eu vou começar por ir amanhã para o Alentejo profundo e à noite estarei no Algarve, até Quarta-feira; e Sexta, reunião em Peniche todo o dia. Devem haver semanas melhores e semanas piores do que a minha, mas é o que se pode arranjar...
2004/01/11
España me mata!
Amanhã (já é hoje) vou cumprir um dever patriótico: de mansinho, perto da uma, infiltrar-me-ei para lá das muralhas de Olivenza, e tentarei recuperar para território nacional alguns bocados de uma paella que o meu pai me afiança ser deliciosa. Relativamente à forma de a introduzir em solo pátrio, penso utilizar para o efeito a minha capacidade estomacal, coadjuvada na ocasião pela abnegada disponibilidade da Lu e do Lou.
Em breve darei mais notícias sobre o sucesso desta perigosa e temerária missão!
Em breve darei mais notícias sobre o sucesso desta perigosa e temerária missão!
2004/01/09
2004/01/08
Fogareiro (post dispensável para quem não liga muito a automóveis)
Ainda não é oficial, mas ando tão entusiasmado com isto que não resisto a contar-vos: em princípio irei voltar a disputar o Campeonato Nacional de Ralis este ano, sentado na bacquet do lado direito deste Skoda, e inserido numa equipa semi-oficial (que ainda não posso revelar qual é, mas cuja apresentação formal estará para breve, penso...)! Este brinquedo, apesar de poder ser facilmente confundido com aqueles "carrinhos-de-ir-às-compras-ao-Continente", debita a módica potência de 200 cv (evolução 2004, de que nós vamos dispor) e, principalmente, um binário de bomba de tirar água - e tudo isto com um motor a gasóleo!
Se quiserem, posso facultar o calendário das provas a fãs...
2004/01/07
Movidas
Há muito que ouço dizer que Lisboa tem uma das melhores movidas da Europa; não duvido, até porque mal conheço as outras. Mas parece-me que se estão aqui a confundir conceitos tão diferentes como a qualidade e a quantidade. Concretizando, a movida lisboeta poderá ser melhor em termos de horas de duração do que as suas congéneres, mas duvido que o seja em termos de qualidade de convívio.
Em Londres, por exemplo (e falo com algum conhecimento de causa), é curioso observar como as pessoas se juntam depois dos seus horários de trabalho, nos afamados pubs. A música não está estupidamente alta, as pessoas podem conversar, conviver, divertir-se, e alguns até irão ficar por ali para jantar. É verdade que o álcool continua a ser o elemento aglutinador destes convívios, mas há males que, pelo menos para já, são incontornáveis.
Em Portugal, o que temos? Um bando de pessoas que, mal saem dos empregos se enfiam rapidamente nas suas "tocas", para ver futebol, refilar com a esposa e outras actividades lúdicas, e que só sai novamente "para a noite" depois das 2 da manhã, porque não é "bem" ser-se visto nos locais da moda antes dessa hora.
E, quando sai, onde vai? A um dos muitos bares que pululam pela cidade, claro; só que, a meu ver, de bares estes estabelecimentos terão muito pouco. Estão, regra geral, apinhados, a música continua em volumes que tornam impraticável qualquer tipo de entabulação de diálogo, e mais parecem uma feira de vaidades e "controles" mútuos e mudos! Depois, passam para uma discoteca - de preferência para uma que tenha saído numa reportagem recente da "Caras" - onde a receita é "mais do mesmo"; mais barulho, mais álcool a rodos, e mais confusão.
O que levará adultos, muitos deles aparentemente maduros, inteligentes e bem sucedidos, a aglomerar-se num local onde já se encontram milhares de outras pessoas, convivendo com toda a sorte de odores e higienes alheias, pagando fortunas por beberricagens de origem mais que duvidosa, e isto depois de se terem humilhado frente a um porteiro musculado? Parece perverso, não parece?
P.S.: Aqueles de vós que me conhecem, devem estar a pensar depois de ler isto: "É preciso teres lata! com o dinheiro que gastaste em bebidas só no Seagull e na Kapital - para não falar de todas as outras - hoje podias andar de Porsche!". Pois podia, digo eu, mas só os burros é que não mudam!
Em Londres, por exemplo (e falo com algum conhecimento de causa), é curioso observar como as pessoas se juntam depois dos seus horários de trabalho, nos afamados pubs. A música não está estupidamente alta, as pessoas podem conversar, conviver, divertir-se, e alguns até irão ficar por ali para jantar. É verdade que o álcool continua a ser o elemento aglutinador destes convívios, mas há males que, pelo menos para já, são incontornáveis.
Em Portugal, o que temos? Um bando de pessoas que, mal saem dos empregos se enfiam rapidamente nas suas "tocas", para ver futebol, refilar com a esposa e outras actividades lúdicas, e que só sai novamente "para a noite" depois das 2 da manhã, porque não é "bem" ser-se visto nos locais da moda antes dessa hora.
E, quando sai, onde vai? A um dos muitos bares que pululam pela cidade, claro; só que, a meu ver, de bares estes estabelecimentos terão muito pouco. Estão, regra geral, apinhados, a música continua em volumes que tornam impraticável qualquer tipo de entabulação de diálogo, e mais parecem uma feira de vaidades e "controles" mútuos e mudos! Depois, passam para uma discoteca - de preferência para uma que tenha saído numa reportagem recente da "Caras" - onde a receita é "mais do mesmo"; mais barulho, mais álcool a rodos, e mais confusão.
O que levará adultos, muitos deles aparentemente maduros, inteligentes e bem sucedidos, a aglomerar-se num local onde já se encontram milhares de outras pessoas, convivendo com toda a sorte de odores e higienes alheias, pagando fortunas por beberricagens de origem mais que duvidosa, e isto depois de se terem humilhado frente a um porteiro musculado? Parece perverso, não parece?
P.S.: Aqueles de vós que me conhecem, devem estar a pensar depois de ler isto: "É preciso teres lata! com o dinheiro que gastaste em bebidas só no Seagull e na Kapital - para não falar de todas as outras - hoje podias andar de Porsche!". Pois podia, digo eu, mas só os burros é que não mudam!
2004/01/05
Pesquisas
A Papoila anda a ser especialmente assediada por pessoas que, nas suas pesquisas internéticas, introduzem a expressão "aprender a fazer manobras de yo-yo", mas os exploradores que chegam a esta serra não são menos originais. Apesar de se verificar um decréscimo do interesse pelo "foclore", surgem agora novos interesses recorrentes, como sejam "Tomás Taveira o filme", "Zézé Camarinha", e o já clássico "Dobrar guardanapos".
Pelo meio, vão surgindo algumas variações mais ou menos vulgares sobre "Alexandra Lencastre", e outras, menos vulgares mas reveladoras de bom gosto, sobre "Anabela Mota Ribeiro".
Vou tentar aprender a dobrar guardanapos, prometo, agora que já os sei desdobrar na perfeição!
Pelo meio, vão surgindo algumas variações mais ou menos vulgares sobre "Alexandra Lencastre", e outras, menos vulgares mas reveladoras de bom gosto, sobre "Anabela Mota Ribeiro".
Vou tentar aprender a dobrar guardanapos, prometo, agora que já os sei desdobrar na perfeição!
Actualização
Havia já algum tempo que não acrescentava links na minha lista aqui do lado, mas este merece - mais que não seja, pelas fantásticas fotos do Porto!
Adorei esta (e desde já peço desculpa pelo "empréstimo"):
Adorei esta (e desde já peço desculpa pelo "empréstimo"):
2004/01/04
Gargalhadas
Esta é só para vos fazer inveja, pois a última representação será esta noita e, se não estiver já esgotada, não deverá andar longe disso. Informo-vos de que fui ontem ao S. Luiz, ver as "Manobras completas" (devia ser o único na blogosfera que ainda não o tinha feito), e diverti-me como há muito não me lembrava de me divertir!
2004/01/02
Descentralização?
O "Homem a dias" bem avisou, mas não me serviu de nada: na terça passada, por mais 14,00€, o "Blitz" distribuia uma reedição do "Escrítica Pop", pérola do Miguel Esteves Cardoso que persigo há muito; contudo, e apesar de me encontrar a uns míseros trinta quilómetrozecos de Lisboa, não encontrei desde aquele dia um único posto de venda aqui à volta onde tivesse chegado o livreco, bolas!
Tótó passa para Zézé, Zézé remata...
Digam-me por favor que sou eu que estou a ficar estupidamente exigente, e que o mundo continua normal, mas há bocado fiquei siderado quando vi que o tema de uma peça de alguns minutos, num jornal televisivo (penso que da SIC, mas não garanto, pois raramente vejo televisão), era a história de uma provecta senhora, à beira de festejar o seu primeiro centenário, e cujo maior gosto era ouvir relatos radiofónicos de futebol!
É então isto uma notícia? Bom, a minha mãe tem 61 anos e gosta de ir à pastelaria, enquanto que o meu pai, já com 63, adora touradas. Talvez possamos desenvolver algo de interessante a partir destes dados, não vos parece?
É então isto uma notícia? Bom, a minha mãe tem 61 anos e gosta de ir à pastelaria, enquanto que o meu pai, já com 63, adora touradas. Talvez possamos desenvolver algo de interessante a partir destes dados, não vos parece?
2004/01/01
Profecias
Foi só isto? Já passou? Já estamos em 2004? Não noto assim nada de especial. Mas também ainda agora o ano começou, não é?
E este ano, fiquem sabendo, Portugal não vai ter retoma económica coisíssima nenhuma, a selecção não vai ganhar o Euro, não vão haver sentenças do caso Casa Pia, a Margarida Rebelo Pinto vai lançar três livros, Cavaco e Guterres anunciarão as suas candidaturas presidenciais, João Pedro Pais continuará a cantar (ou a pensar que canta...), Fevereiro terá mais um dia e Francisco Louçã continuará a ter tempo de antena.
Mas também surgirão coisas boas, tenho a certeza!
E este ano, fiquem sabendo, Portugal não vai ter retoma económica coisíssima nenhuma, a selecção não vai ganhar o Euro, não vão haver sentenças do caso Casa Pia, a Margarida Rebelo Pinto vai lançar três livros, Cavaco e Guterres anunciarão as suas candidaturas presidenciais, João Pedro Pais continuará a cantar (ou a pensar que canta...), Fevereiro terá mais um dia e Francisco Louçã continuará a ter tempo de antena.
Mas também surgirão coisas boas, tenho a certeza!
2003/12/31
Não resisti...
Bom, está bem; prometo reconsiderar. Até lá, desejo-vos um ano de 2004, bem como os que se seguirem, com toda a felicidade do mundo!
And now, it's party time!
And now, it's party time!
2003/12/29
"O fim ou tende misericórdia de nós"
Tudo tem um tempo de vida útil, mesmo que esse tempo seja "para sempre"; não é o caso deste blog, no qual, apesar da sua tenra idade, vou descobrindo uma progressiva perda de qualidade que só me pode ser imputada a mim.
Os motivos para tal não terão interesse para os meus leitores, mas a verdade é que também eles o devem sentir, e a prova disso está nos decréscimos do site meter e dos comentários.
Por isso, aproveitando o fim do ano, e com um título "roubado" a um livro lindíssimo de Jorge Silva Melo, também este blog vai findar esta fase da sua existência. Se voltará ou não, logo se verá.
Obrigado por tudo!
Os motivos para tal não terão interesse para os meus leitores, mas a verdade é que também eles o devem sentir, e a prova disso está nos decréscimos do site meter e dos comentários.
Por isso, aproveitando o fim do ano, e com um título "roubado" a um livro lindíssimo de Jorge Silva Melo, também este blog vai findar esta fase da sua existência. Se voltará ou não, logo se verá.
Obrigado por tudo!
2003/12/25
O nível da esquerda
Fernando Rosas tem um aspecto patusco; não sei se é do cachimbo, mas aquele putativo candidato a Presidente da República desperta-me normalmente sentimentos parecidos com os que me desperta o Avô Cantigas, cada vez que vejo um ou outro - o que, felizmente, é raro.
F.R. faz parte de uma associação de partidos de extrema-esquerda, admiradores de Estaline e quejandos, que conseguiu eleger alguns deputados à Assembleia da República. Chama-se, esse pequeno grupo, Bloco de Esquerda, mas, tirando a menção à dita na designação, têm comportamentos sociais mais equiparados aos de pequenos-burgueses e nouveaux riches. Há até uma deputada que, pelas declarações que dela li, faz perfeitamente jus ao estereótipo da "loura-burra", e que magnanimamente dispensa os auxílios que a instituição prevê para a sua deslocação em transporte público, preferindo locomover-se no seu proletário Mercedes-Benz.
Bom, mas com isto tudo desviamo-nos de F.R.. Pois bem, o Avô Cantigas esteve de maus fígados esta semana, e publicou ontem no "Público" um artigo de opinião carregado de bílis e azedume contra Paulo Portas, a quem, entre outras coisas pouco edificantes, epitetava de "trauliteiro de extrema-direita" e, mais cripticamente, de "Pato Donald". En passant, Rosas referia-se ao C.D.S. como "um partido de extrema-direita", e ao seu eleitorado como "franjas menos exigentes do eleitorado". Ofender-me-ia, e a mais umas centenas de milhares de portugueses, se o impropério tivesse sido proferido por alguém com nível intelectual e cívico para o fazer - vindo de quem vem, pouco mais poderá merecer do que o profundo desprezo que se confere a quem se pôe em bicos de pés, porque doutra forma não será visto.
Talvez o tom do discurso surpreenda os mais distraídos; para mim, no entanto, é tristemente típico da esquerda deste país.
F.R. faz parte de uma associação de partidos de extrema-esquerda, admiradores de Estaline e quejandos, que conseguiu eleger alguns deputados à Assembleia da República. Chama-se, esse pequeno grupo, Bloco de Esquerda, mas, tirando a menção à dita na designação, têm comportamentos sociais mais equiparados aos de pequenos-burgueses e nouveaux riches. Há até uma deputada que, pelas declarações que dela li, faz perfeitamente jus ao estereótipo da "loura-burra", e que magnanimamente dispensa os auxílios que a instituição prevê para a sua deslocação em transporte público, preferindo locomover-se no seu proletário Mercedes-Benz.
Bom, mas com isto tudo desviamo-nos de F.R.. Pois bem, o Avô Cantigas esteve de maus fígados esta semana, e publicou ontem no "Público" um artigo de opinião carregado de bílis e azedume contra Paulo Portas, a quem, entre outras coisas pouco edificantes, epitetava de "trauliteiro de extrema-direita" e, mais cripticamente, de "Pato Donald". En passant, Rosas referia-se ao C.D.S. como "um partido de extrema-direita", e ao seu eleitorado como "franjas menos exigentes do eleitorado". Ofender-me-ia, e a mais umas centenas de milhares de portugueses, se o impropério tivesse sido proferido por alguém com nível intelectual e cívico para o fazer - vindo de quem vem, pouco mais poderá merecer do que o profundo desprezo que se confere a quem se pôe em bicos de pés, porque doutra forma não será visto.
Talvez o tom do discurso surpreenda os mais distraídos; para mim, no entanto, é tristemente típico da esquerda deste país.
Bonjour tristesse
Há já alguns anos que acho o 25 de Dezembro um feriado muito pouco civilizado; uma pessoa sai de manhã, não encontra nenhum jornal do dia, todas as pastelarias onde se pode tomar um pequeno almoço decente estão encerradas (porque ontem e anteontem ficaram "até às trezentas" a fazer filhós, troncos de Natal e outras coisas especialmente indigestas), e as pessoas com quem se gostaria de beber um café estão resgatadas e tornadas incomunicáveis pelas famílias (quase me apetece dizer famiglias). E, daqui a bocado, os restaurantes terão filas centopeicas de gente, todos vestidos com a "roupinha dos Domingos"!
Bom Natal. Pois...
Bom Natal. Pois...
2003/12/23
Quem empresta não melhora!
Quando procuro determinado CD ou livro e não o encontro (acontece mais com os primeiros do que com os segundos) é que eu sinto como fui estúpido em não ter conseguido dizer um redondo "não!" a quem mos pedia sempre emprestados, e nunca tinha a boa educação de os devolver!
2003/12/21
Resoluções de ano novo
Há tantas coisas que eu gostaria de mudar ou melhorar em mim, mas para quê fazer resoluções? Apenas para, lá para meados de Janeiro, sentir a frustração de já me estar a desviar da maior parte dos objectivos traçados?
A menos que nomeie, como primeira resolução, passar a ter uma maior força de vontade; e também pensar que, se acreditarmos naquilo que desejamos, Deus recompensar-nos-á. Mas há tanta gente a pedinchar-Lhe...
A menos que nomeie, como primeira resolução, passar a ter uma maior força de vontade; e também pensar que, se acreditarmos naquilo que desejamos, Deus recompensar-nos-á. Mas há tanta gente a pedinchar-Lhe...
2003/12/18
Namoros
Não tinha muita vontade de voltar a politizar este espaço, que considero essencialmente de lazer e boa disposição, mas factos recentes na vida política nacional a isso me obrigam. Numa estratégia de divisão com base na insinuação maldosa, há já muito que o Partido Socialista tem vindo a atacar o C.D.S./P.P., acusando-o de "radicalismo de direita", e de ser o cérebro deste governo de coligação. O objectivo parece pouco menos que óbvio: minar a confiança e o respeito mútuo entre os dois partidos da coligação, induzindo no P.S.D. a ideia de que está a passar a imagem de ser conduzido pelo seu parceiro mais pequeno, e de estar, em suma, a fazer "figura de idiota útil". Esperarão, então, os iluminados socialistas que Durão Barroso dê um murro na mesa, e exclame: "Chega! A partir de agora mando eu nesta coisa!"
Novamente o referendo sobre o aborto surge em cima da mesa, como cavalo de batalha a jeito; independentemente de se concordar ou não com a penalização de tal actividade, e dando de barato os esforços de aproximação que os responsáveis dos partidos do poder estão a evidenciar, parece-me contudo que há aqui um facto incontornável: a despenalização do aborto já foi referendada e venceram os apologistas do "não"! Esperarão, pois, os defensores doutras opiniões, que se façam tantos referendos quantos os necessários para que o resultado seja a seu contento?
Não sou apologista de teses da conspiração, mas parece-me que, com tanta sanha ao C.D.S., com "jeitos" destes - que o "País relativo" não perdeu tempo a salientar - e com um discurso brando em relação ao P.S.D., já faltou mais para Ferro Rodrigues, à semelhança do seu sebastiânico antecessor, "pôr o socialismo na gaveta" e começar a pensar em termos de bloco central.
Paranóico, eu? Falaremos de novo disto dentro de um ano.
Novamente o referendo sobre o aborto surge em cima da mesa, como cavalo de batalha a jeito; independentemente de se concordar ou não com a penalização de tal actividade, e dando de barato os esforços de aproximação que os responsáveis dos partidos do poder estão a evidenciar, parece-me contudo que há aqui um facto incontornável: a despenalização do aborto já foi referendada e venceram os apologistas do "não"! Esperarão, pois, os defensores doutras opiniões, que se façam tantos referendos quantos os necessários para que o resultado seja a seu contento?
Não sou apologista de teses da conspiração, mas parece-me que, com tanta sanha ao C.D.S., com "jeitos" destes - que o "País relativo" não perdeu tempo a salientar - e com um discurso brando em relação ao P.S.D., já faltou mais para Ferro Rodrigues, à semelhança do seu sebastiânico antecessor, "pôr o socialismo na gaveta" e começar a pensar em termos de bloco central.
Paranóico, eu? Falaremos de novo disto dentro de um ano.
2003/12/17
David e Golias
Não gosto de futebol - já aqui o disse muitas vezes - mas há uma equipa pela qual não posso deixar de sentir simpatia: o Vitória de Setúbal. Gosto do "Vitórria", se bem que não conheça o nome de nenhum jogador, ou sequer do treinador, e apenas saiba quem são alguns dirigentes por serem meus amigos.
Foi por isso com alegria que li, há uns minutos, que a "minha" equipa eliminou, na corrida para a taça, o Sporting. Ora, ora, pensavam que eram "favas contadas", não?
Foi por isso com alegria que li, há uns minutos, que a "minha" equipa eliminou, na corrida para a taça, o Sporting. Ora, ora, pensavam que eram "favas contadas", não?
Que azar dos diabos!
Poderão não acreditar, mas a verdade é que até me considero uma pessoa asseada, e que preza a higiene nas pessoas com quem convive e nos sítios que frequenta. Ora, esta atitude aplica-se com especial veemência nas casas de banho públicas que, por natureza e definição, são espaços especialmente propícios a situações de sujidade diversas.
Mas eu sou um tipo com azar; eu quero que as casas de banho dos centros comerciais e das áreas de serviço onde paro estejam limpas, sim, mas bolas - é preciso que estejam sempre a limpá-las (e indisponíveis, portanto) quando eu mais urgência tenho para me servir delas?
Mas eu sou um tipo com azar; eu quero que as casas de banho dos centros comerciais e das áreas de serviço onde paro estejam limpas, sim, mas bolas - é preciso que estejam sempre a limpá-las (e indisponíveis, portanto) quando eu mais urgência tenho para me servir delas?
Tiro e queda!
Este tal de Panda é fenomenal. Muito obrigado, Papoila e Senhor Carne; que o menino Jesus ignore o vosso presépio herege e vos cumule de prendas, são os meus votos!
Quanto aos outros leitores, "me aguardem"; estou de volta, em versão renovada e sem vírus!
Quanto aos outros leitores, "me aguardem"; estou de volta, em versão renovada e sem vírus!
2003/12/13
Socorro!
O meu teclado n~~ao esta bom; de cada vez que tento colocar um acento qualquer, ele coloca logo dois, sem esperar que eu escreva a respectiva vogal, e assim n~~ao consigo escrever em condiç~~oes!
Quem me ajuda?
Quem me ajuda?
2003/12/10
Terapia
Não há coisa melhor para nos devolver - a nós e aos nossos problemas - à nossa insignificância, do que passar um bocadinho no Cabo de São Vicente, noite escura, junto ao farol, só a ouvir o rumor do mar e a sentir o frio de Dezembro.
Quero dizer, deve haver outras coisas melhores, mas esta funciona; foi o que comprovei há uns minutos atrás!
Quero dizer, deve haver outras coisas melhores, mas esta funciona; foi o que comprovei há uns minutos atrás!
2003/12/09
Let it roll, baby, roll!
Estive por um triz para ir ver estes Doors do século XXI; um grupo de amigos foi, e insistiram bastante para que os acompanhasse. Mas alguma coisa cá dentro me dizia que não devia ir...
Não vi, obviamente, nenhum concerto dos Doors ao vivo - tinha oito aninhos quando Jim Morrison foi encontrado morto num apartamento em Paris - mas cresci a saber que o rock n'roll era aquilo; mais, que a verdadeira música alternativa e independente passava por ali, se bem que ninguém soubesse bem o que era música alternativa (há quase trinta anos, bastava gostar de Pink Floyd ou The Police para se ser rotulado de subversivo e alienado - já para não falar em The Clash).
Também gosto de The Cult, e até tenho alguns discos da banda; mas ver Ian Astbury a mimetizar Morrison, e a ajoelhar-se frente ao seu túmulo no cemitério Père-Lachaise (aconteceu ontem), não bate certo. Há aqui algo de extremamente oportunista e até de profano. Não funciona...
Não vi, obviamente, nenhum concerto dos Doors ao vivo - tinha oito aninhos quando Jim Morrison foi encontrado morto num apartamento em Paris - mas cresci a saber que o rock n'roll era aquilo; mais, que a verdadeira música alternativa e independente passava por ali, se bem que ninguém soubesse bem o que era música alternativa (há quase trinta anos, bastava gostar de Pink Floyd ou The Police para se ser rotulado de subversivo e alienado - já para não falar em The Clash).
Também gosto de The Cult, e até tenho alguns discos da banda; mas ver Ian Astbury a mimetizar Morrison, e a ajoelhar-se frente ao seu túmulo no cemitério Père-Lachaise (aconteceu ontem), não bate certo. Há aqui algo de extremamente oportunista e até de profano. Não funciona...
2003/12/08
2003/12/05
Off-line
Fim de semana grande, de partida para o Portugal profundo (mas profundo mesmo!), actualizar leituras, retiro espiritual.
Portem-se bem que eu já venho!
Portem-se bem que eu já venho!
2003/12/03
Lista de Natal
A Ana fez já uma extensa e refinada lista de Natal, o que me fez lembrar como gosto de fazer listas. Assim, ainda que mais modesto, aqui vai um pequeno rol dos bens e serviços que gostaria de receber nesta quadra:
- Uma quinta na serra - podia ser a de Nossa Senhora d'El Carmen, acompanhada pelo respectivo orçamento para remodelação, restauro e decoração;
- Uma casa para passar férias em São Pedro de Moel, com piscina e vista para o mar, obviously;
- Uma carrinha Audi A4 2.5 tdi quattro;
- Um Porsche 911 targa, de 1971, mais ou menos;
- Um Mitsubishi Lancer Evo 8 Gatmo, e respectivo budget, para fazer o Campeonato Nacional de Ralis;
- Uma moto 4 e uma mota de água, ambos Bombardier;
- Um jantar no Ribamar com todos os meus amigos, para compensá-los do relativo flop que foi a festa do meu quadragésimo aniversário;
- Uma viagem a Veneza, com hotel na Piazza San Marco, e saída directa para os canais (de caminho, gostava de regressar a Rapallo, Porto Fino e Florença);
- Uma reforma vitalícia, com um número composto por não menos de seis algarismos à esquerda da vírgula;
- A viagem à Irlanda, finalmente - conhecer todas aquelas falésias e os pubs nas terriolas, de que o meu amigo J. (onde andará?) me falou um dia;
- O Brett Anderson a juntar-se de novo ao Bernard Butler, e a fazerem um concerto privativo dos Suede só para mim e para quem eu quisesse, onde eu quisesse;
- Um curso de golfe, e um equipamento completo - dos bons! - para o jogar;
- Um mano para o Lourenço;
- E, principalmente, trocava todos os anteriores pela total recuperação da minha sobrinha Vera!
Aceitam-se sugestões e donativos (work in progress).
- Uma quinta na serra - podia ser a de Nossa Senhora d'El Carmen, acompanhada pelo respectivo orçamento para remodelação, restauro e decoração;
- Uma casa para passar férias em São Pedro de Moel, com piscina e vista para o mar, obviously;
- Uma carrinha Audi A4 2.5 tdi quattro;
- Um Porsche 911 targa, de 1971, mais ou menos;
- Um Mitsubishi Lancer Evo 8 Gatmo, e respectivo budget, para fazer o Campeonato Nacional de Ralis;
- Uma moto 4 e uma mota de água, ambos Bombardier;
- Um jantar no Ribamar com todos os meus amigos, para compensá-los do relativo flop que foi a festa do meu quadragésimo aniversário;
- Uma viagem a Veneza, com hotel na Piazza San Marco, e saída directa para os canais (de caminho, gostava de regressar a Rapallo, Porto Fino e Florença);
- Uma reforma vitalícia, com um número composto por não menos de seis algarismos à esquerda da vírgula;
- A viagem à Irlanda, finalmente - conhecer todas aquelas falésias e os pubs nas terriolas, de que o meu amigo J. (onde andará?) me falou um dia;
- O Brett Anderson a juntar-se de novo ao Bernard Butler, e a fazerem um concerto privativo dos Suede só para mim e para quem eu quisesse, onde eu quisesse;
- Um curso de golfe, e um equipamento completo - dos bons! - para o jogar;
- Um mano para o Lourenço;
- E, principalmente, trocava todos os anteriores pela total recuperação da minha sobrinha Vera!
Aceitam-se sugestões e donativos (work in progress).
Os luxos pagam-se!
Se há coisa que não compreendo, são as pessoas que querem ter acesso a um determinado luxo sem pagar por isso. Fazem-me impressão os caçadores que defendem o regime livre, e o alegado direito a devassarem propriedade alheia impunemente. A caça já foi uma actividade imprescindível à sobrevivência da espécie, mas isso foi há muitos séculos atrás. Hoje em dia, é uma actividade de lazer, praticada maioritariamente por gente sem formação, que destrói os sítios por onde passa, que abandona e abate os cães que "não servem", e, principalmente, que muitas vezes anda bêbeda e com uma arma nas mãos. Querem caçar? Pois paguem por esse direito, e façam-no em coutadas próprias.
De forma análoga, defendo o aumento cada vez maior do preço do tabaco e do álcool - e olhem que, neste caso, até fumo e bebo, ainda que moderadamente. Pois se não são bens essenciais, e se são comprovadamente danosos para a saúde e segurança, que sentido faz que sejam baratos?
Os jovens estudantes, que vão de carro para a Universidade, que faltam semanas a fio, a pretexto de eternas "queimas das fitas", "festivais de tunas" e quejandos, e que subsistem exclusivamente através da mesada dos pais - que também pagam por inteiro a propina académica, seja ela qual for - têm tanta razão para protestar contra o preço daquelas, como razão tem o elefante quando diz à formiga: "pisaste-me!"
Se se pode exigir assim, levianamente, que quem tem poder para tal satisfaça as nossas necessidades, gostaria de pedir ao Governo, por este meio, que me providencie os meios necessários para dar a volta ao mundo num veleiro, durante um ano. Muito agradecido.
De forma análoga, defendo o aumento cada vez maior do preço do tabaco e do álcool - e olhem que, neste caso, até fumo e bebo, ainda que moderadamente. Pois se não são bens essenciais, e se são comprovadamente danosos para a saúde e segurança, que sentido faz que sejam baratos?
Os jovens estudantes, que vão de carro para a Universidade, que faltam semanas a fio, a pretexto de eternas "queimas das fitas", "festivais de tunas" e quejandos, e que subsistem exclusivamente através da mesada dos pais - que também pagam por inteiro a propina académica, seja ela qual for - têm tanta razão para protestar contra o preço daquelas, como razão tem o elefante quando diz à formiga: "pisaste-me!"
Se se pode exigir assim, levianamente, que quem tem poder para tal satisfaça as nossas necessidades, gostaria de pedir ao Governo, por este meio, que me providencie os meios necessários para dar a volta ao mundo num veleiro, durante um ano. Muito agradecido.
2003/11/29
God is in the details
Não há como a língua inglesa para resumir numa pequena frase toda uma filosofia de vida. A de cima, por exemplo; se não andarmos atentos aos pedacinhos especiais de vida, o que andaremos cá a fazer?
2003/11/28
Um raio que parta o futebol!
Passo o dia a ouvir que o Sporting perdeu com uma equipa húngara, ou coisa que o valha; ontem era porque uma cambada de miúdos estúpidos e mimados partiram as instalações de uns balneários em França; anteontem era porque o Vitor Baía não tinha sido convocado para o Mundial; amanhã será porque o defesa direita do Santa Eulália de Baixo tem uma tendinite aguda na parte exterior do menisco, e a mulher gasta muito dinheiro em roupa. Eu que abomino futebol, sou obrigado, até à estupidificação, a ouvir falar de futebol, e penso: mas se os nossos jogadores e equipas perdem tudo, e só dão desgostos aos sócios, é porque jogam mal - e, se jogam mal, por que raio é que hão-de receber salários pornográficos? Para mais, demonstrando indíces de cultura e educação apenas comparáveis ao de grunhos pré-históricos.
E lembro-me de, em 1995, ter ido receber os meus amigos Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva ao aeroporto de Lisboa, depois de eles terem garantido o título mundial de Ralis, grupo N. Estávamos apenas alguns amigos e familiares - nem televisões, nem jornais. O Rui passou ao lado de uma magnífica carreira mundial, vendo pilotos como Freddy Loix - que ele "aviava" com uma perna às costas - promovidos ao estatuto de top-drivers.
O mesmo se prepara para acontecer com Armindo Araújo, um dos melhores pilotos que já surgiram em Portugal, que cometeu apenas a proeza de, desde que se iniciou, ter ganho todas as competições que disputou - incluindo o Campeonato Nacional de 2003. Mas, neste país redondo, não haverá nunca lugar para nenhum desporto que não seja jogado com onze palermas de calções e uma bola.
E querem que eu goste de futebol? Mandasse eu, e não haveria um estádio de pé!
E lembro-me de, em 1995, ter ido receber os meus amigos Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva ao aeroporto de Lisboa, depois de eles terem garantido o título mundial de Ralis, grupo N. Estávamos apenas alguns amigos e familiares - nem televisões, nem jornais. O Rui passou ao lado de uma magnífica carreira mundial, vendo pilotos como Freddy Loix - que ele "aviava" com uma perna às costas - promovidos ao estatuto de top-drivers.
O mesmo se prepara para acontecer com Armindo Araújo, um dos melhores pilotos que já surgiram em Portugal, que cometeu apenas a proeza de, desde que se iniciou, ter ganho todas as competições que disputou - incluindo o Campeonato Nacional de 2003. Mas, neste país redondo, não haverá nunca lugar para nenhum desporto que não seja jogado com onze palermas de calções e uma bola.
E querem que eu goste de futebol? Mandasse eu, e não haveria um estádio de pé!
2003/11/27
Neo-românticos
Mais uma machadada na minha desgraçada nostalgia: lá em baixo está a passar na televisão o teledisco dos Visage, "Fade to grey". O tempo não espera por nós...
2003/11/26
Sem culpa nem remorso
Não compreendo aquelas pessoas que não são capazes de deixar um livro a meio, mesmo que o estejam a achar detestável; se um livro não presta, vai directamente para a estante (ou pior), e pronto - fica mais tempo livre para lermos outro livro!
2003/11/24
Novos links
Não tenho actualizado a minha lista de links aqui ao lado muito assiduamente, mas isso é apenas um sinal da minha atávica preguiça, e não de falta de interesse pelo que vai aparecendo. A verdade é que tenho recebido alguns simpáticos mails de colegas bloguistas, dando-me conta das suas novas criações, as quais tenho todo o gosto em divulgar, ainda que aprecie os respectivos conteúdos de formas diferentes.
Já falei antes no "Jóias da Coroa", que me pareceu bastante bem elaborado, e que mereceu até o link da praxe aqui ao lado; hoje falar-vos-ei de alguns outros, tais como o "Mais ou menos virgem", um conceito sui generis de blog, elaborado a partir de um anúncio fictício colocado na net, e desenvolvido com base nas subsequentes respostas recebidas. A seguir com moderado interesse, mas alguma curiosidade voyeurística.
Depois, recebi também um mail de 'Morrissey' (há só um...), dando conta da criação do "There is a light that never goes out" (por acaso há um erro no nome do blog: escreve-se "light", e não "ligth", mas agora já está); a par com "L'écume des jours", deve ser um dos nomes de blogs mais lindos da blogosfera. Quanto ao estilo, está-se a afinar, mas promete.
Por fim (last but not the least), recebi um mail do Pedro Adão e Silva, informando de que se prepara para jogar em múltiplos tabuleiros, e que, para tal, criou - com alguns amigos - um novo blog dedicado exclusivamente a uma das suas declaradas paixões: o surf. Tenho pena de nunca ter sentido o apelo das ondas, mas tenho grandes amigos entre a tribo, e admiro, sem ironia, o seu modus vivendi. Aconselho a visita, e o link vai ser colocado muito em breve aqui ao lado, fica prometido!
Terminada a ronda pelos mails recentes, não queria deixar de chamar a atenção para um fenómeno de universo paralelo na blogosfera: alguém, com muita paciência e razoável talento, anda a copiar, post por post, alguns dos blogs mais populares cá do burgo, alterando, no entanto, o sentido e a linha de raciocínio dos originais. Para já descobri dois: o "Bimba ininteligível", que, como facilmente se depreenderá, parodia o blog da Charlotte, e o "Parola consulta", que glosa... adivinhem quem (desculpa, Ana)!
Para já tenho-me rido um bocado; se o tom não descambar demasiado, continuarei freguês.
Já falei antes no "Jóias da Coroa", que me pareceu bastante bem elaborado, e que mereceu até o link da praxe aqui ao lado; hoje falar-vos-ei de alguns outros, tais como o "Mais ou menos virgem", um conceito sui generis de blog, elaborado a partir de um anúncio fictício colocado na net, e desenvolvido com base nas subsequentes respostas recebidas. A seguir com moderado interesse, mas alguma curiosidade voyeurística.
Depois, recebi também um mail de 'Morrissey' (há só um...), dando conta da criação do "There is a light that never goes out" (por acaso há um erro no nome do blog: escreve-se "light", e não "ligth", mas agora já está); a par com "L'écume des jours", deve ser um dos nomes de blogs mais lindos da blogosfera. Quanto ao estilo, está-se a afinar, mas promete.
Por fim (last but not the least), recebi um mail do Pedro Adão e Silva, informando de que se prepara para jogar em múltiplos tabuleiros, e que, para tal, criou - com alguns amigos - um novo blog dedicado exclusivamente a uma das suas declaradas paixões: o surf. Tenho pena de nunca ter sentido o apelo das ondas, mas tenho grandes amigos entre a tribo, e admiro, sem ironia, o seu modus vivendi. Aconselho a visita, e o link vai ser colocado muito em breve aqui ao lado, fica prometido!
Terminada a ronda pelos mails recentes, não queria deixar de chamar a atenção para um fenómeno de universo paralelo na blogosfera: alguém, com muita paciência e razoável talento, anda a copiar, post por post, alguns dos blogs mais populares cá do burgo, alterando, no entanto, o sentido e a linha de raciocínio dos originais. Para já descobri dois: o "Bimba ininteligível", que, como facilmente se depreenderá, parodia o blog da Charlotte, e o "Parola consulta", que glosa... adivinhem quem (desculpa, Ana)!
Para já tenho-me rido um bocado; se o tom não descambar demasiado, continuarei freguês.
2003/11/21
O regresso do herói
Já estava a desesperar sem as corridas, bolas!
No próximo Sábado, dia 29, disputa-se o Rallye Casino de Espinho; se os meus leitores lá quiserem dar um salto, façam o favor de procurar entre as viaturas participantes o carro de cima. Lá dentro, sentado na bacquet do lado direito, com um ar concentrado e agarrado a um molho de papéis, há-de estar, se Deus quiser, este vosso escriba.
Update: São 21 horas de Domingo, e acabei, há minutos, de chegar de Vale de Cambra, dos reconhecimentos do rallye. Estou com uma enxaqueca das antigas, cansadíssimo, mas feliz: estou de volta ao que gosto de fazer!
2003/11/20
"Oportunidades que perdi e não voltarei a ter" ou "Carpe diem"
- De ir ouvir os Nirvana numa tarde de Outono, em Cascais;
- De pedir um autógrafo a Ayrton Senna, quando estive a um metro dele, numa conferência de imprensa (e ele disse-me "boa tarde", caraças!);
- De passar noites mágicas no Seagull;
- De passar tardes não menos mágicas no bar do Carvalhal;
- De receber mimos da Madalena, e de lhe dizer o quanto gostava dela;
- De ter sido melhor;
- De pedir um autógrafo a Ayrton Senna, quando estive a um metro dele, numa conferência de imprensa (e ele disse-me "boa tarde", caraças!);
- De passar noites mágicas no Seagull;
- De passar tardes não menos mágicas no bar do Carvalhal;
- De receber mimos da Madalena, e de lhe dizer o quanto gostava dela;
- De ter sido melhor;
2003/11/19
Novidade
O ourives da coroa enviou-me um simpático e-mail, convidando-me a visitar o seu blog; acedi, e fiquei surpreendido com a qualidade. Recomendo, e actualizaria desde já a lista de links aqui ao lado, não fora o facto de estar a escrever num cibercafé, algures no reino dos Algarves, e estar com o tempo contado (até porque, daqui a nada, vou ao cinema ver "Love actually" - "O amor acontece" em português").
Mas, voltando ao "Jóias da coroa", o que eu me ri ao revisitar o sketch do "spam", dos Monthy Python; e o curioso é que ainda há dias estive a reler o do "Dead parrot", talvez o mais genial de todos, num calendário que trouxe de Londres, há já muitos anos. Aí está uma boa sugestão de prenda para a quadra natalícia: um (ou mais) DVD(s) com o conjunto dos episódios do "Monthy Python's Flying Circus" (com o Swatch do Manoel de Oliveira funcionou...).
E, já agora, tal como o João, e ao contrário da Charlotte, também idolatro "The Office", talvez por ser tão... como nós!
Mas, voltando ao "Jóias da coroa", o que eu me ri ao revisitar o sketch do "spam", dos Monthy Python; e o curioso é que ainda há dias estive a reler o do "Dead parrot", talvez o mais genial de todos, num calendário que trouxe de Londres, há já muitos anos. Aí está uma boa sugestão de prenda para a quadra natalícia: um (ou mais) DVD(s) com o conjunto dos episódios do "Monthy Python's Flying Circus" (com o Swatch do Manoel de Oliveira funcionou...).
E, já agora, tal como o João, e ao contrário da Charlotte, também idolatro "The Office", talvez por ser tão... como nós!
2003/11/18
Pausa
Desculpem lá, mas por estes dias não me tem ocorrido nada de relevante sobre o que escrever, e também não tenho tido muito tempo para o fazer. Entretanto, acabei por ser convencido a fazer o download do Messenger, e agora ando entretido com aquilo. O que é que se há-de fazer?
P.S.: Se quiserem, posso acrescentar-vos à minha lista de contactos do Messenger; basta enviarem-me um e-mail com o vosso endereço hotmail ou msn.
P.S.: Se quiserem, posso acrescentar-vos à minha lista de contactos do Messenger; basta enviarem-me um e-mail com o vosso endereço hotmail ou msn.
2003/11/16
Apagão
Foi do computador aqui de casa, ou a blogosfera esteve mesmo inacessível durante mais de meia hora? Poderão os blogs, um destes dias, ser completamente apagados deste emaranhado de impulsos eléctricos? Se sim, perderá todo o sentido o tempo que passamos aqui, a desabafar, a dizer coisas sérias ou não, a procurar empatias ou discussões, a viver as nossas vidas.
Mas, pela parte que me toca, não me arrependo; vale sempre a pena tentarmos construir algo em que acreditamos!
Mas, pela parte que me toca, não me arrependo; vale sempre a pena tentarmos construir algo em que acreditamos!
Pertenço a este filme:
Fiz este teste, sugerido pela Charlotte, e fiquei a saber que o filme da minha vida é este:
E os vossos, quais são?
E os vossos, quais são?
Três sugestões:
1 - Para quem gosta de música - e não de RFM, "O homem que mordeu o cão", e outras banalidades do género - recomendo vivamente o novo (penso que é o primeiro) CD dos The Postal Service, de nome "Give up". Eu ainda não me cansei de ouvir "Such great heights" e "Sleeping in".
2 - Não sei se será sacrilégio ou heresia escrever isto, mas estou-me a divertir de morte a ler o romance de um dos novos valores da literatura inglesa, de nome Glen Duncan; quanto ao livro, chama-se "Eu, Lúcifer".
3 - Não vos tenho maçado muito com os títulos de DVD que saem à Quinta-feira com o jornal "Público", até porque considero que os desta terceira série são de uma qualidade bastante mais heterogénea do que os da segunda, que era excelente; no entanto, não posso deixar de vos chamar a atenção para o filme desta semana: "Toda a gente diz que te amo!", um dos filmes da minha vida, de e com Woody Allen. As imagens de Veneza de madrugada (o jogging), de Paris junto ao Sena, e de Woody Allen, himself, a cantar! Imperdível!
Uma boa semana!
2003/11/15
Pesquisas
Há já algum tempo que não vos maço com as chaves que alguns leitores colocam nos seus motores de busca para virem parar a este cantinho da blogosfera; mas isso não quer dizer que não continuem a surgir interesses - como dizer? - curiosos entre os internautas. Um dos temas mais recorrentes à procura do qual os leitores têm aparecido continua a ser o "folclore", nas suas infinitas declinações; no entanto, ultimamente tem-se assistido a um galopante aumento do número de pessoas em busca de "quintas para casar em Azeitão", e de "Alexandra Lencastre" (esta última, em situações mais ou menos comprometedoras).
No entanto, vão aparecendo outras situações com interesse: "Rei de Mónaco Ayrton Senna da Silva" (sim, porque Rainier é só príncipe!), "Francesinhas", "Venda de Ford Cortina", "Sistemas de contagem de automóveis" (não sei sequer o que será isto, mas torna-se preocupante que o assunto "automóveis" seja tão comum nestas pesquisas), "Imagens de Emanuelle Seigner" (pois, eu também andei à procura, mas as que encontrei...), "Ferro Rodrigues" (saia do prédio, por favor, e entre numa porta ao lado), "Céu vermelho" (isso não se procura na Internet, caro leitor, mas sim numa falésia), "Luís Filipe Borges" (também algumas portas ao lado), "José Sócrates gostos" (não conheço nem me interessam), "Fotos de Patrick Depailler" (grande piloto!), "Dedicatória para uma mãe que está a casar" (sem comentários), "Campeões de matraquilhos", "Catarina Tallon" (também não a vi por aqui), "Zezé Camarinha videos" (quando estiver com o Zezé eu peço-lhos, pá!), e isto entre muitos outros!
Mas um dos mais originais será, talvez, um freguês que ainda deve estar online, e que "Procura Portuguesa para cara metade". Boa sorte!
No entanto, vão aparecendo outras situações com interesse: "Rei de Mónaco Ayrton Senna da Silva" (sim, porque Rainier é só príncipe!), "Francesinhas", "Venda de Ford Cortina", "Sistemas de contagem de automóveis" (não sei sequer o que será isto, mas torna-se preocupante que o assunto "automóveis" seja tão comum nestas pesquisas), "Imagens de Emanuelle Seigner" (pois, eu também andei à procura, mas as que encontrei...), "Ferro Rodrigues" (saia do prédio, por favor, e entre numa porta ao lado), "Céu vermelho" (isso não se procura na Internet, caro leitor, mas sim numa falésia), "Luís Filipe Borges" (também algumas portas ao lado), "José Sócrates gostos" (não conheço nem me interessam), "Fotos de Patrick Depailler" (grande piloto!), "Dedicatória para uma mãe que está a casar" (sem comentários), "Campeões de matraquilhos", "Catarina Tallon" (também não a vi por aqui), "Zezé Camarinha videos" (quando estiver com o Zezé eu peço-lhos, pá!), e isto entre muitos outros!
Mas um dos mais originais será, talvez, um freguês que ainda deve estar online, e que "Procura Portuguesa para cara metade". Boa sorte!
2003/11/14
À janela do escritório...
Vejo o dia cinzento. Vejo as vinhas acabadas de vindimar. E vejo, lá bem ao fundo, a auto-estrada para o Alentejo.
Passam centenas de carros, milhares de pessoas, milhões de pensamentos. Fascina-me pensar na paleta de emoções que segue junta - e contudo tão distante - naquele pedaço de alcatrão: ali, a poucos metros de distância, convivem a alegria, a tristeza, a angústia, a paixão, o medo, e todas as emoções que se possam imaginar.
Tudo à janela do meu escritório. Como num filme.
Passam centenas de carros, milhares de pessoas, milhões de pensamentos. Fascina-me pensar na paleta de emoções que segue junta - e contudo tão distante - naquele pedaço de alcatrão: ali, a poucos metros de distância, convivem a alegria, a tristeza, a angústia, a paixão, o medo, e todas as emoções que se possam imaginar.
Tudo à janela do meu escritório. Como num filme.
2003/11/12
"Os imortais"
Acabei há minutos de ver o filme acima mencionado, de António Pedro Vasconcelos, e recomendo; apesar de alguns anacronismos simplesmente impressionantes (por exemplo, a acção principal da história passa-se em 1985, mas todas as viaturas que surgem são para aí da década de sessenta!), o filme vale pelo enredo, pela imagem, mas, sobretudo, pela genial interpretação de Nicolau Breyner, uma espécie de Columbo (alguém se lembra?) à portuguesa, o melhor papel que eu já o vi alguma vez representar - e eu até o achava um bocado canastrão!
É claro que também há a Emanuelle Seigner, mas aí todos os comentários que eu pudesse fazer seriam redundantes; a propósito, tenho que procurar, para ver de novo, "Bitter Moon", realizado pelo marido, Roman Polanski, e também com uma grande interpretação de Peter Coyotte.
É claro que também há a Emanuelle Seigner, mas aí todos os comentários que eu pudesse fazer seriam redundantes; a propósito, tenho que procurar, para ver de novo, "Bitter Moon", realizado pelo marido, Roman Polanski, e também com uma grande interpretação de Peter Coyotte.
2003/11/11
Que mais desilusões me reservarão estes dias?
O Ferro Rodrigues não se demite;
Os Suede separaram-se;
Já acabei de ler "High Fidelity", de Nick Hornby, que é daqueles livros em que estamos sempre a rezar para que não acabe;
Amanhã vou outra vez para o raio do Algarve (e a minha sobrinha faz anos, e eu não estou cá!);
A Margarida Rebelo Pinto escreveu mais um livro;
Ando cheio de saudades de Veneza, Portobello, Triana e S. Pedro de Moel, e não sei quando lá voltarei (Sexta-feira devo ir a Peniche, mas não é bem a mesma coisa);
O Totoloto não me saiu na semana passada;
Não consigo encontrar o CD dos Postal Service em lado nenhum;
Ainda ninguém me confirmou um patrocínio para fazer o Campeonato Nacional de Ralis no próximo ano;
Cada vez escrevem menos comentários neste blog;
And so on...
Os Suede separaram-se;
Já acabei de ler "High Fidelity", de Nick Hornby, que é daqueles livros em que estamos sempre a rezar para que não acabe;
Amanhã vou outra vez para o raio do Algarve (e a minha sobrinha faz anos, e eu não estou cá!);
A Margarida Rebelo Pinto escreveu mais um livro;
Ando cheio de saudades de Veneza, Portobello, Triana e S. Pedro de Moel, e não sei quando lá voltarei (Sexta-feira devo ir a Peniche, mas não é bem a mesma coisa);
O Totoloto não me saiu na semana passada;
Não consigo encontrar o CD dos Postal Service em lado nenhum;
Ainda ninguém me confirmou um patrocínio para fazer o Campeonato Nacional de Ralis no próximo ano;
Cada vez escrevem menos comentários neste blog;
And so on...
Não lhe digam que fui eu que vos avisei!
A Lu faz hoje 33 Primaveras; não se esqueçam de lhe dar os parabéns!
2003/11/10
Conselho
Se alguma vez pensarem em ter um cão, nunca escolham um basset-hound, como a Fraldas cá de casa; é difícil pensar numa criatura mais teimosa, irra!
Divagações nobelísticas
Li o "Fado alexandrino" duas vezes: uma quando saiu, e outra uns anos depois. Li também "Os cus de Judas", "Memória de elefante", "Explicação dos pássaros" e "Exortação aos crocodilos". Depois, começou a fase lunar do autor e deixei de conseguir ler António Lobo Antunes; já tentei várias vezes "arrancar" com "Não entres tão depressa nessa noite escura", mas aparece-me sempre um Nick Hornby ou um António Tabucchi que me desencaminham.
Pois bem, logo agora que eu estou a perder a admiração sem limites que tinha por A.L.A., e pela sua quinta de Benfica, é que se afigura mais forte o seu lobby para um hipotético Nobel. Não me admiro; li o "Memorial do convento", "Ensaio sobre a cegueira", e foi tudo o que dei para a causa Saramago. Depois, ouvi os desmandos de um velho que, lá por morar nuns penhascos em Lanzarote, pensa que é maior que um homem, e cansei-me. Parece que é preciso escrever algo de ininteligível para se aceder á coisa (a propósito, há tempos li em qualquer lado que os tradutores para sueco da obra de J.S. foram escrupulosos ao ponto de acrescentarem ao texto uma completa pontuação; isso talvez explique a razão pela qual os membros da Academia Sueca, algo equivocados, lhe atribuiram o Nobel).
Mas será mesmo necessário ser-se críptico para se poder ser um putativo laureado? Não poderá toda a gente escrever com a pureza de Dario Fo? Ou serei apenas eu que estou a ficar preguiçoso para ler?
Pois bem, logo agora que eu estou a perder a admiração sem limites que tinha por A.L.A., e pela sua quinta de Benfica, é que se afigura mais forte o seu lobby para um hipotético Nobel. Não me admiro; li o "Memorial do convento", "Ensaio sobre a cegueira", e foi tudo o que dei para a causa Saramago. Depois, ouvi os desmandos de um velho que, lá por morar nuns penhascos em Lanzarote, pensa que é maior que um homem, e cansei-me. Parece que é preciso escrever algo de ininteligível para se aceder á coisa (a propósito, há tempos li em qualquer lado que os tradutores para sueco da obra de J.S. foram escrupulosos ao ponto de acrescentarem ao texto uma completa pontuação; isso talvez explique a razão pela qual os membros da Academia Sueca, algo equivocados, lhe atribuiram o Nobel).
Mas será mesmo necessário ser-se críptico para se poder ser um putativo laureado? Não poderá toda a gente escrever com a pureza de Dario Fo? Ou serei apenas eu que estou a ficar preguiçoso para ler?
2003/11/09
Lembram-se de tudo!
Ora aqui está um blog com mais interesse do que muita pseudo-intelectualidade que por aí grassa.
P.S.: Meninas, abstenham-se de comentar. We know what you're saying!
P.S.: Meninas, abstenham-se de comentar. We know what you're saying!
"Não se ama alguém que não ouve a mesma canção!"
Os meus níveis de nostalgia estão a atingir níveis preocupantes; depois de almoço, num ataque de saudosismo, meti-me no carro, debaixo de um dilúvio, e fui de propósito à FNAC comprar "O melhor de Rui Veloso/ 20 anos depois". Já tinha a maior parte das canções, é verdade, mas em vinyl, e como não tenho prato de gira-discos...
Agora, quem é que me consegue aturar a trautear "Porto Sentido", "Jura", "Todo o tempo do mundo", e tudo o mais?
Agora, quem é que me consegue aturar a trautear "Porto Sentido", "Jura", "Todo o tempo do mundo", e tudo o mais?
Sebastien Loeb será campeão em 2004!
O desporto só tem a perder com atitudes destas; os responsáveis da Citröen, depois da desistência de Carlos Sainz logo no princípio do Rali de Gales (antigo RAC), deram ordens a Sebastien Loeb e Daniel Elena para refrearem o andamento no resto da prova, por forma a garantir o título de construtores para a marca. O reverso da medalha é que, com esta decisão, "cortaram as pernas" a Loeb que era um dos poucos pilotos que podia lutar pelo título mundial de pilotos, e que, assim, nada pôde fazer para impedir Petter Solberg de vencer a prova, e de se sagrar Campeão Mundial.
É meritório para Solberg, que também é um excelente piloto, mas é cretino por parte da Citröen!
P.S.: Que saudades dos ralis; a adrenalina do princípio do troço, a respiração do piloto nos meus intercomunicadores, o motor no regime máximo, os dedos do controlador a encolherem-se junto ao vidro segundo a segundo, e eu, com o dedo no botão do cronómetro, caderno aberto na outra mão, a entoar: "cinquenta direita média menos longa atenção entra tarde e fecha no fim não corta!" (escreve-se "50 DM-Lg Att! Ett FxF NC"). Parece que para o ano já há para aí umas hipóteses em estudo.
Vantagem de cá
Para todos os que, como eu, apreciam as proezas de "Guga" Kuerten e companhia, eis aqui uma nova e espectacular forma de jogar ténis virtual!
Depois digam-me quem ganhou.
Depois digam-me quem ganhou.
2003/11/08
Uma velinha
O título de Campeão Mundial de Ralis está ao rubro, e decide-se amanhã, no País de Gales, entre o norueguês Petter Solberg e o francês Sebastien Loeb. Neste momento, P.S. comanda o rali, com uma vantagem razoável sobre S.L., e este já teve ordens de equipa para controlar o andamento, por forma a garantir o título de marcas para a Citröen, pelo que é altamente provável que "Hollywood Solberg" venha a ser o novo Campeão do Mundo - o que, diga-se de passagem, será perfeitamente merecido.
Mas, se me permitem, prefiro o virtuosisimo de Sebastien Loeb, e ainda acredito que, amanhã, ele se irá sagrar o novo Campeão do Mundo. Novidades daqui a pouco.
Mas, se me permitem, prefiro o virtuosisimo de Sebastien Loeb, e ainda acredito que, amanhã, ele se irá sagrar o novo Campeão do Mundo. Novidades daqui a pouco.
A Ribeira
Já aqui falei disto há algum tempo, mas hoje voltou a acontecer: quase a chegar a casa, passa o "Porto sentido", do Rui Veloso, na rádio. E eu, que nem sou especial admirador da terra, fico com um respeito enorme, de repente, por uma cidade que consegue ser descrita de forma tão bela.
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa
Apetece-me voltar ao Porto!
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa
Apetece-me voltar ao Porto!
2003/11/07
Quem diria?
Fui citado por João Pereira Coutinho, com cujos escritos não raras vezes embirro - mas aos quais, a maior parte das vezes, teria de tirar o chapéu, se o usasse - na sua extensa lista de agradecimentos.
De nada, rapaz; welcome back!
De nada, rapaz; welcome back!
Raindrops keep falling on my head...
Eu já vos tinha avisado; em determinadas circunstâncias, a minha tendência para o kitsch é assustadora e patológica. Em alturas de maior desespero, até já cheguei a ler um livro de Margarida Rebelo Pinto, vejam lá!
Desta vez não cheguei a tanto; contudo, na passada Quarta-feira à noite, sozinho em Portimão e sem saber bem o que fazer, decidi-me por ir ao cinema. Menos mal; o filme era piroso, sim, mas de uma piroseira politicamente correcta, se é que existe o termo: "Kill Bill", o último da saga do genial Quentin Tarantino que, no entanto, nunca mais recuperou a mão para os flashbacks e desmontagens temporais de "Pulp Fiction" (que outro filme acaba com os protagonistas a sairem de um café onde acabaram de tomar o pequeno almoço, e de evitar um assalto, quando sabemos de antemão que um deles - Vincent Vega, a personagem de John Travolta - morreu a meio do filme?).
Mas o pior não foi isso; depois de comer uma sopa da "Companhia das sopas" (será isto kitsch?), resolvi visitar a Worten, uma espécie de bazar de quinquilharias no que a CDs diz respeito. E adivinharão os meus queridos leitores que CD comprei? Não precisam, eu digo-vos: uma colectânea com cinquenta temas - cinquenta! - de Burt Bacharach, interpretados por pirosos que vão de Dionne Warwick a Elvis Costello. E o pior é que ando com as músicas na cabeça; não paro de cantar "I say a little prayer for you", que no CD surge pela voz de Aretha Franklin, ainda que eu prefira a versão dos Gene.
Que vergonha!
Desta vez não cheguei a tanto; contudo, na passada Quarta-feira à noite, sozinho em Portimão e sem saber bem o que fazer, decidi-me por ir ao cinema. Menos mal; o filme era piroso, sim, mas de uma piroseira politicamente correcta, se é que existe o termo: "Kill Bill", o último da saga do genial Quentin Tarantino que, no entanto, nunca mais recuperou a mão para os flashbacks e desmontagens temporais de "Pulp Fiction" (que outro filme acaba com os protagonistas a sairem de um café onde acabaram de tomar o pequeno almoço, e de evitar um assalto, quando sabemos de antemão que um deles - Vincent Vega, a personagem de John Travolta - morreu a meio do filme?).
Mas o pior não foi isso; depois de comer uma sopa da "Companhia das sopas" (será isto kitsch?), resolvi visitar a Worten, uma espécie de bazar de quinquilharias no que a CDs diz respeito. E adivinharão os meus queridos leitores que CD comprei? Não precisam, eu digo-vos: uma colectânea com cinquenta temas - cinquenta! - de Burt Bacharach, interpretados por pirosos que vão de Dionne Warwick a Elvis Costello. E o pior é que ando com as músicas na cabeça; não paro de cantar "I say a little prayer for you", que no CD surge pela voz de Aretha Franklin, ainda que eu prefira a versão dos Gene.
Que vergonha!
2003/11/06
Revolucionário, avant la lettre!
A vida tem destas coisas; nasci e passei a minha infância no Barreiro, (então) vila com fortes tradições de resistência anti-fascista. Lembro-me bem dos conselhos que se davam amiúde entre os adultos: "não dês muita conversa a fulano, porque me parece que ele é da PIDE!". E, antes de 1974, toda a gente que se prezava participava em encontros, mais ou menos clandestinos, nos quais eram divulgados e/ou transaccionados diversos produtos que, de outra forma, rapidamente sucumbiriam ao traço azul - e os meus inconformados pais não eram excepção!
Foi por esse meio que, desde a mais tenra idade, comecei o meu processo de familiarização com os temas de José Mário Branco, Francisco Fanhais - que foi o padre que baptizou a minha irmã - ou José (só se tornou "Zeca" depois do 25 de Abril) Afonso, que ainda tive o grato prazer de conhecer pessoalmente, entre muitos outros.
Foi também por esses longínquos tempos que fiz a minha primeira viagem a Madrid. Lá chegado, em plena Plaza Mayor, apaixonei-me por uma guitarra que devia ter aproximadamente o meu tamanho. Tanto fiz, que me ofereceram a dita guitarra, com a condição de, mal chegasse a Portugal, iniciar a minha formação musical.
Assim foi; passei semanas a dedilhar e a tentar ganhar calo suficiente nos dedos para conseguir apreender todas as notas que podiam compor uma melodia - isto, até ao dia em que, finalmente, o meu professor me achou apto a tentar tocar sequências mais complexas, e me pediu para escolher uma música de que gostasse para tentar tocá-la no instrumento.
Era a minha oportunidade, e eu, pirralho de oito ou nove anos, não a deixei fugir; aclarei a garganta e, meio desafinado, cantei tão alto quanto podia:
Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Ceifeiras viram-na em vida
Baleizão a viu morrer!
E o professor, boquiaberto: "não preferes cantar a 'Mamy blue'?"
Ontem passei por Baleizão, mas nunca consegui aprender a tocar guitarra; some things never change!
2003/11/05
Para apreciadores
Há coisas que sempre terei dificuldade em compreender, por mais que me tentem sensibilizar; encontram-se entre estas a suposta beleza que existe no futebol. Não consigo, por mais que me esforce, ver qualquer tipo de sentido estético nas corridas e pontapés de um grupo de adultos em calções.
Por oposição, tenho dificuldade em explicar a quem não apreciar a coisa, toda a magia duma imagem de carros de Ralis. Ainda ontem, enquanto esperava que o Lou se despachasse para o levar à escola, via de novo as espectaculares imagens do Rali da Catalunha, disputado na semana passada e vencido por Gilles Panizzi. Como é que se pode explicar por palavras o fascínio que me provocou ver a forma alucinada e temerária como Carlos Sainz conduzia frente ao seu público, ou o olhar apreensivo de Marc Marti, ao seu lado? Como é que posso traduzir o respeito que me provoca ver Sebastien Loeb a conduzir, sem nunca "tirar pé", aconteça o que acontecer? E o minimalismo, a pureza da condução de Richard Burns?
Para quem me lê, todos estes devem ser pilotos mais ou menos iguais uns aos outros, apenas diferenciáveis pelos números apostos nas portas das suas viaturas - mais ou menos o que eu acho dos jogadores de futebol, com a diferença de que estes trazem o número nas costas!
Por oposição, tenho dificuldade em explicar a quem não apreciar a coisa, toda a magia duma imagem de carros de Ralis. Ainda ontem, enquanto esperava que o Lou se despachasse para o levar à escola, via de novo as espectaculares imagens do Rali da Catalunha, disputado na semana passada e vencido por Gilles Panizzi. Como é que se pode explicar por palavras o fascínio que me provocou ver a forma alucinada e temerária como Carlos Sainz conduzia frente ao seu público, ou o olhar apreensivo de Marc Marti, ao seu lado? Como é que posso traduzir o respeito que me provoca ver Sebastien Loeb a conduzir, sem nunca "tirar pé", aconteça o que acontecer? E o minimalismo, a pureza da condução de Richard Burns?
Para quem me lê, todos estes devem ser pilotos mais ou menos iguais uns aos outros, apenas diferenciáveis pelos números apostos nas portas das suas viaturas - mais ou menos o que eu acho dos jogadores de futebol, com a diferença de que estes trazem o número nas costas!
2003/11/02
Outra semana que começa!
A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Esconde-se á espreita
Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo
E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto
De modo que a vida
É um circo de feras
E os entretantos
São as minhas esperas
E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto.
(Nota: post um bocadinho surrealista e muito neura)
Conhecem isto?
Como diz a M., manual de sobrevivência para pais com filhos adolescentes; hei-de lá chegar, se Deus quiser!
Custa-me perceber...
Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, inaugurou um destes dias (penso que ontem), uma nova artéria da cidade que servirá para aceder ao novo Estádio do F.C.P.. Durante a cerimónia foi constantemente vaiado, ao que parece, por adeptos portistas. Também ouviu alguns elogios, como nos conta Jorge Marmelo, na reportagem que elaborou para o "Público", mas isso, normalmente, não constitui notícia (a propósito, hei-de falar um dia destes de uma conversa recente com um Secretário de Estado, em que se falava do "que era e do que não era notícia", na opinião de uma jornalista desse exercício de masturbação intelectual chamado "Expresso").
Custa-me perceber a mentalidade de pessoas que apoiam incondicionalmente o presidente de um clube desportivo que é, objectivamente, malcriado, mal formado, arruaceiro, arrogante e ordinário (no sentido pejorativo do termo) - em suma, um autêntico escroque. E custa-me perceber pessoas que, morando numa cidade em que o edil tenta fazer alguma coisa pela mesma lutando contra mafiosos lobbies futebolísticos, se colocam do lado do clube, e contra o autarca e, por inerência, contra a sua própria qualidade de vida e das suas famílias. Tudo para que esse oportunista, que dá pelo nome de Pinto da Costa, e que - para utilizar uma expressão agora muito em voga - se está "cagando" para eles, possa embolsar mais uns milhares - ele e o seu inner circle sem escrúpulos!
Já me custa menos perceber que um autarca vizinho, especialista em "tiros no pé", e ressabiado com umas eleições autàrquicas atípicas, se ponha constantemente em bicos de pés para se poder candidatar a alguns ossos que P.C. de vez em quando lhe lança por cima do rio. Mas lá voltaremos.
Custa-me perceber a mentalidade de pessoas que apoiam incondicionalmente o presidente de um clube desportivo que é, objectivamente, malcriado, mal formado, arruaceiro, arrogante e ordinário (no sentido pejorativo do termo) - em suma, um autêntico escroque. E custa-me perceber pessoas que, morando numa cidade em que o edil tenta fazer alguma coisa pela mesma lutando contra mafiosos lobbies futebolísticos, se colocam do lado do clube, e contra o autarca e, por inerência, contra a sua própria qualidade de vida e das suas famílias. Tudo para que esse oportunista, que dá pelo nome de Pinto da Costa, e que - para utilizar uma expressão agora muito em voga - se está "cagando" para eles, possa embolsar mais uns milhares - ele e o seu inner circle sem escrúpulos!
Já me custa menos perceber que um autarca vizinho, especialista em "tiros no pé", e ressabiado com umas eleições autàrquicas atípicas, se ponha constantemente em bicos de pés para se poder candidatar a alguns ossos que P.C. de vez em quando lhe lança por cima do rio. Mas lá voltaremos.
2003/11/01
Máquina do tempo
Quem me conhece, e/ou acompanha regularmente este blog, sabe da fase nostálgica que ando a atravessar; começou quando vi que tinha acabado de fazer trinta anos e, no dia seguinte, já estava a fazer quarenta. Esta melancolia agrava-se mais quando, por vezes, encontro coisas que me são especialmente familiares e descubro que as conheci há vinte e tal anos.
Quem estiver atento ao blog também sabe da minha compulsão para comprar CDs e livros, seja onde for - e assim sucedeu hoje de novo: fui ao Jumbo de Setúbal fazer umas compritas domésticas mas, como de costume, não consegui resistir áqueles cestos de promoção com CDs "fundo de catálogo". E, bem lá no fundo, lá estava isto: "Pyramid", álbum conceptual de Alan Parsons Project que, a par com o maravilhoso "Flesh and Blood", dos Roxy Music, me ajudou a crescer.
E já lá vão vinte e quatro anos!
Crise de meia idade
Já vi os Blur actuarem ao vivo duas vezes mas, mesmo assim, continuo a gostar dos falsetes do Damon Albarn - e até comprei o "Think tank", se bem que não o consiga ouvir no carro (aproveito aqui para lançar uma praga sobre quem inventou esses CDs à prova de cópia, bem como sobre os tipos que embrulham aquilo num celofane tão intrincado que demoramos horas para tirá-lo!).
Não sei se isto será aceitável, principalmente num tipo que já passou dos quarenta anos, mas ando com vontade de ir vê-los de novo ao Coliseu, na Quarta-feira. Haverá cura para isto?
2003/10/31
Redacção: os blogs
Costumo ler as revistas portuguesas de livros com algumas reservas; de entre elas, confesso a minha particular preferência pela "Ler", se bem que já tenha detectado nas suas prosas erros de ortografia dificilmente desculpáveis num blog, quanto mais numa revista literária. Mas a habitual qualidade dos artigos e crónicas lá ia compensando a coisa - até hoje!
Hoje, precisamente, comprei a edição Outono 2003 e, ao ver na capa uma chamada para uma peça sobre blogs, logo corri a ler o supra citado texto. Que desilusão; ao melhor estilo "eu-gosto-muito-da-vaca-porque-a-vaca-nos-dá-o-leite", o jornalista limita-se a debitar alguns lugares comuns sobre a blogosfera, tão banais e incipientes que mais pareceriam uma introdução ao assunto - até pelo tamanho: duas páginas - duas! - quando a média de páginas por artigo ultrapassa frequentemente as seis páginas!
Em adenda surge ainda uma lista de blogs da moda, mas, mais uma vez, nada de novo: os suspeitos do costume. Enfim...
Hoje, precisamente, comprei a edição Outono 2003 e, ao ver na capa uma chamada para uma peça sobre blogs, logo corri a ler o supra citado texto. Que desilusão; ao melhor estilo "eu-gosto-muito-da-vaca-porque-a-vaca-nos-dá-o-leite", o jornalista limita-se a debitar alguns lugares comuns sobre a blogosfera, tão banais e incipientes que mais pareceriam uma introdução ao assunto - até pelo tamanho: duas páginas - duas! - quando a média de páginas por artigo ultrapassa frequentemente as seis páginas!
Em adenda surge ainda uma lista de blogs da moda, mas, mais uma vez, nada de novo: os suspeitos do costume. Enfim...
Gazeta
Eu sei, eu sei; tenho estado a falhar. Ainda que não me sirva de desculpa, sempre vos digo, no entanto, que tenho andado em viagem (profissional, claro), e que os cibercafés que tenho encontrado têm ligações mais lentas do que as que D. Afonso Henriques usava. Serve como desculpa?
2003/10/28
2003/10/26
"Agosto"
A queda de Trujillo, e da sua tirânica ditadura na República Dominicana (não são só praias...), magistralmente romanceada por Mário Vargas Llosa no romance "A festa do chibo", não mereceram um único comentário.
Vejamos agora o que se passará com "Agosto", filme de 1988, de Jorge Silva Melo, filmado aqui na Serra Mãe, e que também é um dos filmes da minha vida. A propósito, recomendo, também de J.S.M., os livros (guiões) "O fim ou tende misericórdia de nós" e "António, um rapaz de Lisboa"; deste último título recomendaria também a peça, se ainda estivesse em exibição. Uma das melhores peças de teatro que já vi, e na qual, para mais, entrava a minha amiga Sandra Reis Silva.
Vejamos agora o que se passará com "Agosto", filme de 1988, de Jorge Silva Melo, filmado aqui na Serra Mãe, e que também é um dos filmes da minha vida. A propósito, recomendo, também de J.S.M., os livros (guiões) "O fim ou tende misericórdia de nós" e "António, um rapaz de Lisboa"; deste último título recomendaria também a peça, se ainda estivesse em exibição. Uma das melhores peças de teatro que já vi, e na qual, para mais, entrava a minha amiga Sandra Reis Silva.
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