2003/11/11
Não lhe digam que fui eu que vos avisei!
A Lu faz hoje 33 Primaveras; não se esqueçam de lhe dar os parabéns!
2003/11/10
Conselho
Se alguma vez pensarem em ter um cão, nunca escolham um basset-hound, como a Fraldas cá de casa; é difícil pensar numa criatura mais teimosa, irra!
Divagações nobelísticas
Li o "Fado alexandrino" duas vezes: uma quando saiu, e outra uns anos depois. Li também "Os cus de Judas", "Memória de elefante", "Explicação dos pássaros" e "Exortação aos crocodilos". Depois, começou a fase lunar do autor e deixei de conseguir ler António Lobo Antunes; já tentei várias vezes "arrancar" com "Não entres tão depressa nessa noite escura", mas aparece-me sempre um Nick Hornby ou um António Tabucchi que me desencaminham.
Pois bem, logo agora que eu estou a perder a admiração sem limites que tinha por A.L.A., e pela sua quinta de Benfica, é que se afigura mais forte o seu lobby para um hipotético Nobel. Não me admiro; li o "Memorial do convento", "Ensaio sobre a cegueira", e foi tudo o que dei para a causa Saramago. Depois, ouvi os desmandos de um velho que, lá por morar nuns penhascos em Lanzarote, pensa que é maior que um homem, e cansei-me. Parece que é preciso escrever algo de ininteligível para se aceder á coisa (a propósito, há tempos li em qualquer lado que os tradutores para sueco da obra de J.S. foram escrupulosos ao ponto de acrescentarem ao texto uma completa pontuação; isso talvez explique a razão pela qual os membros da Academia Sueca, algo equivocados, lhe atribuiram o Nobel).
Mas será mesmo necessário ser-se críptico para se poder ser um putativo laureado? Não poderá toda a gente escrever com a pureza de Dario Fo? Ou serei apenas eu que estou a ficar preguiçoso para ler?
Pois bem, logo agora que eu estou a perder a admiração sem limites que tinha por A.L.A., e pela sua quinta de Benfica, é que se afigura mais forte o seu lobby para um hipotético Nobel. Não me admiro; li o "Memorial do convento", "Ensaio sobre a cegueira", e foi tudo o que dei para a causa Saramago. Depois, ouvi os desmandos de um velho que, lá por morar nuns penhascos em Lanzarote, pensa que é maior que um homem, e cansei-me. Parece que é preciso escrever algo de ininteligível para se aceder á coisa (a propósito, há tempos li em qualquer lado que os tradutores para sueco da obra de J.S. foram escrupulosos ao ponto de acrescentarem ao texto uma completa pontuação; isso talvez explique a razão pela qual os membros da Academia Sueca, algo equivocados, lhe atribuiram o Nobel).
Mas será mesmo necessário ser-se críptico para se poder ser um putativo laureado? Não poderá toda a gente escrever com a pureza de Dario Fo? Ou serei apenas eu que estou a ficar preguiçoso para ler?
2003/11/09
Lembram-se de tudo!
Ora aqui está um blog com mais interesse do que muita pseudo-intelectualidade que por aí grassa.
P.S.: Meninas, abstenham-se de comentar. We know what you're saying!
P.S.: Meninas, abstenham-se de comentar. We know what you're saying!
"Não se ama alguém que não ouve a mesma canção!"
Os meus níveis de nostalgia estão a atingir níveis preocupantes; depois de almoço, num ataque de saudosismo, meti-me no carro, debaixo de um dilúvio, e fui de propósito à FNAC comprar "O melhor de Rui Veloso/ 20 anos depois". Já tinha a maior parte das canções, é verdade, mas em vinyl, e como não tenho prato de gira-discos...
Agora, quem é que me consegue aturar a trautear "Porto Sentido", "Jura", "Todo o tempo do mundo", e tudo o mais?
Agora, quem é que me consegue aturar a trautear "Porto Sentido", "Jura", "Todo o tempo do mundo", e tudo o mais?
Sebastien Loeb será campeão em 2004!
O desporto só tem a perder com atitudes destas; os responsáveis da Citröen, depois da desistência de Carlos Sainz logo no princípio do Rali de Gales (antigo RAC), deram ordens a Sebastien Loeb e Daniel Elena para refrearem o andamento no resto da prova, por forma a garantir o título de construtores para a marca. O reverso da medalha é que, com esta decisão, "cortaram as pernas" a Loeb que era um dos poucos pilotos que podia lutar pelo título mundial de pilotos, e que, assim, nada pôde fazer para impedir Petter Solberg de vencer a prova, e de se sagrar Campeão Mundial.
É meritório para Solberg, que também é um excelente piloto, mas é cretino por parte da Citröen!
P.S.: Que saudades dos ralis; a adrenalina do princípio do troço, a respiração do piloto nos meus intercomunicadores, o motor no regime máximo, os dedos do controlador a encolherem-se junto ao vidro segundo a segundo, e eu, com o dedo no botão do cronómetro, caderno aberto na outra mão, a entoar: "cinquenta direita média menos longa atenção entra tarde e fecha no fim não corta!" (escreve-se "50 DM-Lg Att! Ett FxF NC"). Parece que para o ano já há para aí umas hipóteses em estudo.
Vantagem de cá
Para todos os que, como eu, apreciam as proezas de "Guga" Kuerten e companhia, eis aqui uma nova e espectacular forma de jogar ténis virtual!
Depois digam-me quem ganhou.
Depois digam-me quem ganhou.
2003/11/08
Uma velinha
O título de Campeão Mundial de Ralis está ao rubro, e decide-se amanhã, no País de Gales, entre o norueguês Petter Solberg e o francês Sebastien Loeb. Neste momento, P.S. comanda o rali, com uma vantagem razoável sobre S.L., e este já teve ordens de equipa para controlar o andamento, por forma a garantir o título de marcas para a Citröen, pelo que é altamente provável que "Hollywood Solberg" venha a ser o novo Campeão do Mundo - o que, diga-se de passagem, será perfeitamente merecido.
Mas, se me permitem, prefiro o virtuosisimo de Sebastien Loeb, e ainda acredito que, amanhã, ele se irá sagrar o novo Campeão do Mundo. Novidades daqui a pouco.
Mas, se me permitem, prefiro o virtuosisimo de Sebastien Loeb, e ainda acredito que, amanhã, ele se irá sagrar o novo Campeão do Mundo. Novidades daqui a pouco.
A Ribeira
Já aqui falei disto há algum tempo, mas hoje voltou a acontecer: quase a chegar a casa, passa o "Porto sentido", do Rui Veloso, na rádio. E eu, que nem sou especial admirador da terra, fico com um respeito enorme, de repente, por uma cidade que consegue ser descrita de forma tão bela.
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa
Apetece-me voltar ao Porto!
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa
Apetece-me voltar ao Porto!
2003/11/07
Quem diria?
Fui citado por João Pereira Coutinho, com cujos escritos não raras vezes embirro - mas aos quais, a maior parte das vezes, teria de tirar o chapéu, se o usasse - na sua extensa lista de agradecimentos.
De nada, rapaz; welcome back!
De nada, rapaz; welcome back!
Raindrops keep falling on my head...
Eu já vos tinha avisado; em determinadas circunstâncias, a minha tendência para o kitsch é assustadora e patológica. Em alturas de maior desespero, até já cheguei a ler um livro de Margarida Rebelo Pinto, vejam lá!
Desta vez não cheguei a tanto; contudo, na passada Quarta-feira à noite, sozinho em Portimão e sem saber bem o que fazer, decidi-me por ir ao cinema. Menos mal; o filme era piroso, sim, mas de uma piroseira politicamente correcta, se é que existe o termo: "Kill Bill", o último da saga do genial Quentin Tarantino que, no entanto, nunca mais recuperou a mão para os flashbacks e desmontagens temporais de "Pulp Fiction" (que outro filme acaba com os protagonistas a sairem de um café onde acabaram de tomar o pequeno almoço, e de evitar um assalto, quando sabemos de antemão que um deles - Vincent Vega, a personagem de John Travolta - morreu a meio do filme?).
Mas o pior não foi isso; depois de comer uma sopa da "Companhia das sopas" (será isto kitsch?), resolvi visitar a Worten, uma espécie de bazar de quinquilharias no que a CDs diz respeito. E adivinharão os meus queridos leitores que CD comprei? Não precisam, eu digo-vos: uma colectânea com cinquenta temas - cinquenta! - de Burt Bacharach, interpretados por pirosos que vão de Dionne Warwick a Elvis Costello. E o pior é que ando com as músicas na cabeça; não paro de cantar "I say a little prayer for you", que no CD surge pela voz de Aretha Franklin, ainda que eu prefira a versão dos Gene.
Que vergonha!
Desta vez não cheguei a tanto; contudo, na passada Quarta-feira à noite, sozinho em Portimão e sem saber bem o que fazer, decidi-me por ir ao cinema. Menos mal; o filme era piroso, sim, mas de uma piroseira politicamente correcta, se é que existe o termo: "Kill Bill", o último da saga do genial Quentin Tarantino que, no entanto, nunca mais recuperou a mão para os flashbacks e desmontagens temporais de "Pulp Fiction" (que outro filme acaba com os protagonistas a sairem de um café onde acabaram de tomar o pequeno almoço, e de evitar um assalto, quando sabemos de antemão que um deles - Vincent Vega, a personagem de John Travolta - morreu a meio do filme?).
Mas o pior não foi isso; depois de comer uma sopa da "Companhia das sopas" (será isto kitsch?), resolvi visitar a Worten, uma espécie de bazar de quinquilharias no que a CDs diz respeito. E adivinharão os meus queridos leitores que CD comprei? Não precisam, eu digo-vos: uma colectânea com cinquenta temas - cinquenta! - de Burt Bacharach, interpretados por pirosos que vão de Dionne Warwick a Elvis Costello. E o pior é que ando com as músicas na cabeça; não paro de cantar "I say a little prayer for you", que no CD surge pela voz de Aretha Franklin, ainda que eu prefira a versão dos Gene.
Que vergonha!
2003/11/06
Revolucionário, avant la lettre!
A vida tem destas coisas; nasci e passei a minha infância no Barreiro, (então) vila com fortes tradições de resistência anti-fascista. Lembro-me bem dos conselhos que se davam amiúde entre os adultos: "não dês muita conversa a fulano, porque me parece que ele é da PIDE!". E, antes de 1974, toda a gente que se prezava participava em encontros, mais ou menos clandestinos, nos quais eram divulgados e/ou transaccionados diversos produtos que, de outra forma, rapidamente sucumbiriam ao traço azul - e os meus inconformados pais não eram excepção!
Foi por esse meio que, desde a mais tenra idade, comecei o meu processo de familiarização com os temas de José Mário Branco, Francisco Fanhais - que foi o padre que baptizou a minha irmã - ou José (só se tornou "Zeca" depois do 25 de Abril) Afonso, que ainda tive o grato prazer de conhecer pessoalmente, entre muitos outros.
Foi também por esses longínquos tempos que fiz a minha primeira viagem a Madrid. Lá chegado, em plena Plaza Mayor, apaixonei-me por uma guitarra que devia ter aproximadamente o meu tamanho. Tanto fiz, que me ofereceram a dita guitarra, com a condição de, mal chegasse a Portugal, iniciar a minha formação musical.
Assim foi; passei semanas a dedilhar e a tentar ganhar calo suficiente nos dedos para conseguir apreender todas as notas que podiam compor uma melodia - isto, até ao dia em que, finalmente, o meu professor me achou apto a tentar tocar sequências mais complexas, e me pediu para escolher uma música de que gostasse para tentar tocá-la no instrumento.
Era a minha oportunidade, e eu, pirralho de oito ou nove anos, não a deixei fugir; aclarei a garganta e, meio desafinado, cantei tão alto quanto podia:
Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Ceifeiras viram-na em vida
Baleizão a viu morrer!
E o professor, boquiaberto: "não preferes cantar a 'Mamy blue'?"
Ontem passei por Baleizão, mas nunca consegui aprender a tocar guitarra; some things never change!
2003/11/05
Para apreciadores
Há coisas que sempre terei dificuldade em compreender, por mais que me tentem sensibilizar; encontram-se entre estas a suposta beleza que existe no futebol. Não consigo, por mais que me esforce, ver qualquer tipo de sentido estético nas corridas e pontapés de um grupo de adultos em calções.
Por oposição, tenho dificuldade em explicar a quem não apreciar a coisa, toda a magia duma imagem de carros de Ralis. Ainda ontem, enquanto esperava que o Lou se despachasse para o levar à escola, via de novo as espectaculares imagens do Rali da Catalunha, disputado na semana passada e vencido por Gilles Panizzi. Como é que se pode explicar por palavras o fascínio que me provocou ver a forma alucinada e temerária como Carlos Sainz conduzia frente ao seu público, ou o olhar apreensivo de Marc Marti, ao seu lado? Como é que posso traduzir o respeito que me provoca ver Sebastien Loeb a conduzir, sem nunca "tirar pé", aconteça o que acontecer? E o minimalismo, a pureza da condução de Richard Burns?
Para quem me lê, todos estes devem ser pilotos mais ou menos iguais uns aos outros, apenas diferenciáveis pelos números apostos nas portas das suas viaturas - mais ou menos o que eu acho dos jogadores de futebol, com a diferença de que estes trazem o número nas costas!
Por oposição, tenho dificuldade em explicar a quem não apreciar a coisa, toda a magia duma imagem de carros de Ralis. Ainda ontem, enquanto esperava que o Lou se despachasse para o levar à escola, via de novo as espectaculares imagens do Rali da Catalunha, disputado na semana passada e vencido por Gilles Panizzi. Como é que se pode explicar por palavras o fascínio que me provocou ver a forma alucinada e temerária como Carlos Sainz conduzia frente ao seu público, ou o olhar apreensivo de Marc Marti, ao seu lado? Como é que posso traduzir o respeito que me provoca ver Sebastien Loeb a conduzir, sem nunca "tirar pé", aconteça o que acontecer? E o minimalismo, a pureza da condução de Richard Burns?
Para quem me lê, todos estes devem ser pilotos mais ou menos iguais uns aos outros, apenas diferenciáveis pelos números apostos nas portas das suas viaturas - mais ou menos o que eu acho dos jogadores de futebol, com a diferença de que estes trazem o número nas costas!
2003/11/02
Outra semana que começa!
A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Esconde-se á espreita
Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo
E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto
De modo que a vida
É um circo de feras
E os entretantos
São as minhas esperas
E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto.
(Nota: post um bocadinho surrealista e muito neura)
Conhecem isto?
Como diz a M., manual de sobrevivência para pais com filhos adolescentes; hei-de lá chegar, se Deus quiser!
Custa-me perceber...
Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, inaugurou um destes dias (penso que ontem), uma nova artéria da cidade que servirá para aceder ao novo Estádio do F.C.P.. Durante a cerimónia foi constantemente vaiado, ao que parece, por adeptos portistas. Também ouviu alguns elogios, como nos conta Jorge Marmelo, na reportagem que elaborou para o "Público", mas isso, normalmente, não constitui notícia (a propósito, hei-de falar um dia destes de uma conversa recente com um Secretário de Estado, em que se falava do "que era e do que não era notícia", na opinião de uma jornalista desse exercício de masturbação intelectual chamado "Expresso").
Custa-me perceber a mentalidade de pessoas que apoiam incondicionalmente o presidente de um clube desportivo que é, objectivamente, malcriado, mal formado, arruaceiro, arrogante e ordinário (no sentido pejorativo do termo) - em suma, um autêntico escroque. E custa-me perceber pessoas que, morando numa cidade em que o edil tenta fazer alguma coisa pela mesma lutando contra mafiosos lobbies futebolísticos, se colocam do lado do clube, e contra o autarca e, por inerência, contra a sua própria qualidade de vida e das suas famílias. Tudo para que esse oportunista, que dá pelo nome de Pinto da Costa, e que - para utilizar uma expressão agora muito em voga - se está "cagando" para eles, possa embolsar mais uns milhares - ele e o seu inner circle sem escrúpulos!
Já me custa menos perceber que um autarca vizinho, especialista em "tiros no pé", e ressabiado com umas eleições autàrquicas atípicas, se ponha constantemente em bicos de pés para se poder candidatar a alguns ossos que P.C. de vez em quando lhe lança por cima do rio. Mas lá voltaremos.
Custa-me perceber a mentalidade de pessoas que apoiam incondicionalmente o presidente de um clube desportivo que é, objectivamente, malcriado, mal formado, arruaceiro, arrogante e ordinário (no sentido pejorativo do termo) - em suma, um autêntico escroque. E custa-me perceber pessoas que, morando numa cidade em que o edil tenta fazer alguma coisa pela mesma lutando contra mafiosos lobbies futebolísticos, se colocam do lado do clube, e contra o autarca e, por inerência, contra a sua própria qualidade de vida e das suas famílias. Tudo para que esse oportunista, que dá pelo nome de Pinto da Costa, e que - para utilizar uma expressão agora muito em voga - se está "cagando" para eles, possa embolsar mais uns milhares - ele e o seu inner circle sem escrúpulos!
Já me custa menos perceber que um autarca vizinho, especialista em "tiros no pé", e ressabiado com umas eleições autàrquicas atípicas, se ponha constantemente em bicos de pés para se poder candidatar a alguns ossos que P.C. de vez em quando lhe lança por cima do rio. Mas lá voltaremos.
2003/11/01
Máquina do tempo
Quem me conhece, e/ou acompanha regularmente este blog, sabe da fase nostálgica que ando a atravessar; começou quando vi que tinha acabado de fazer trinta anos e, no dia seguinte, já estava a fazer quarenta. Esta melancolia agrava-se mais quando, por vezes, encontro coisas que me são especialmente familiares e descubro que as conheci há vinte e tal anos.
Quem estiver atento ao blog também sabe da minha compulsão para comprar CDs e livros, seja onde for - e assim sucedeu hoje de novo: fui ao Jumbo de Setúbal fazer umas compritas domésticas mas, como de costume, não consegui resistir áqueles cestos de promoção com CDs "fundo de catálogo". E, bem lá no fundo, lá estava isto: "Pyramid", álbum conceptual de Alan Parsons Project que, a par com o maravilhoso "Flesh and Blood", dos Roxy Music, me ajudou a crescer.
E já lá vão vinte e quatro anos!
Crise de meia idade
Já vi os Blur actuarem ao vivo duas vezes mas, mesmo assim, continuo a gostar dos falsetes do Damon Albarn - e até comprei o "Think tank", se bem que não o consiga ouvir no carro (aproveito aqui para lançar uma praga sobre quem inventou esses CDs à prova de cópia, bem como sobre os tipos que embrulham aquilo num celofane tão intrincado que demoramos horas para tirá-lo!).
Não sei se isto será aceitável, principalmente num tipo que já passou dos quarenta anos, mas ando com vontade de ir vê-los de novo ao Coliseu, na Quarta-feira. Haverá cura para isto?
2003/10/31
Redacção: os blogs
Costumo ler as revistas portuguesas de livros com algumas reservas; de entre elas, confesso a minha particular preferência pela "Ler", se bem que já tenha detectado nas suas prosas erros de ortografia dificilmente desculpáveis num blog, quanto mais numa revista literária. Mas a habitual qualidade dos artigos e crónicas lá ia compensando a coisa - até hoje!
Hoje, precisamente, comprei a edição Outono 2003 e, ao ver na capa uma chamada para uma peça sobre blogs, logo corri a ler o supra citado texto. Que desilusão; ao melhor estilo "eu-gosto-muito-da-vaca-porque-a-vaca-nos-dá-o-leite", o jornalista limita-se a debitar alguns lugares comuns sobre a blogosfera, tão banais e incipientes que mais pareceriam uma introdução ao assunto - até pelo tamanho: duas páginas - duas! - quando a média de páginas por artigo ultrapassa frequentemente as seis páginas!
Em adenda surge ainda uma lista de blogs da moda, mas, mais uma vez, nada de novo: os suspeitos do costume. Enfim...
Hoje, precisamente, comprei a edição Outono 2003 e, ao ver na capa uma chamada para uma peça sobre blogs, logo corri a ler o supra citado texto. Que desilusão; ao melhor estilo "eu-gosto-muito-da-vaca-porque-a-vaca-nos-dá-o-leite", o jornalista limita-se a debitar alguns lugares comuns sobre a blogosfera, tão banais e incipientes que mais pareceriam uma introdução ao assunto - até pelo tamanho: duas páginas - duas! - quando a média de páginas por artigo ultrapassa frequentemente as seis páginas!
Em adenda surge ainda uma lista de blogs da moda, mas, mais uma vez, nada de novo: os suspeitos do costume. Enfim...
Gazeta
Eu sei, eu sei; tenho estado a falhar. Ainda que não me sirva de desculpa, sempre vos digo, no entanto, que tenho andado em viagem (profissional, claro), e que os cibercafés que tenho encontrado têm ligações mais lentas do que as que D. Afonso Henriques usava. Serve como desculpa?
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