Venho aqui só para dizer, numa atitude pessoal e de relativa exposição da minha intimidade (espero que apreciem devidamente), que, durante algum tempo, dificilmente postarei mais do que um ou outro comentário rápido e ocasional; isto porque a minha vida profissional deu umas reviravoltas muito rápidas e inesperadas nos últimos dias (para melhor, espero...) e nas próximas semanas poderei andar em formação por sítios tão distantes como Peniche, Braga, Portimão e até Vigo!
Também o concurso sobre identificação de músicas a partir de trechos da respectiva letra acabou! Vocês acertavam tudo, e eu começo a sentir que quem não percebe nada de música sou eu. De qualquer forma, todos os que acertaram, tentaram, ou leram apenas, estão, como calculam, convidados para as famosas tortas e moscatel de Azeitão - temos é que combinar bem a agenda, porque cheira-me que os próximos tempos vão ser frenéticos.
Entretanto, se sentirem a minha falta, aproveitem para fazer algo útil, como pensar numa prenda condigna para o meu aniversário (post: "Ó tempo, volta para trás...", mais abaixo), ou lembrarem-se de alguém - figura pública ou não - que merecesse ter um blog (post: "Pessoas que eu acho que deviam ter um blog:", logo acima daquele). Vou sentir a vossa falta - e vou certamente perder fregueses; que pena, logo agora que o sitemeter ia de vento em popa. Mais, c'est la vie!
Para se entreterem, deixo aqui a última música; vim a ouvir este CD hoje no regresso de Peniche:
I'm a student of just one master
I'm only afraid of one monster
I stand illuminated
All my visions crowd down to one bead of sweat
My whole life bears down on one hour
I stand illuminated
Não se vão todos embora, está bem?
2003/09/11
2003/09/10
Difíceis, não é?
Aguentem-se lá com estas duas:
Be in my video,
Darling, every night
I will rent a cage for you
And mi-j-i-nits dressed in white
(teeny-little-tiny-little...)
Twirl around in a lap dissolve
Pretend to sing the words
I'll rent a gleaming limousine;
Release a flock of ber-herna-herna-herna
Herna-her-nerds
Wear a leather collar
And a dagger in your ear
I will make you smell the glove
And try to look sincere, then we'll
Dance the blues
Let's dance the blues
Let's dance the blues
Under the megawatt moonlight
Pretend to be chinese,
(one-hung-low)
I'll make you wear red shoes
There's a cheesy atom bomb explosion
All the big groups use
Atomic light will shine
Through an old venetian blind
Making patterns on your face,
Then it cuts to outer space
With its billions & billions &
Billions & billions and
Be in my video
Darling, every night
Everyone in cable-land
Will say you're 'outa-site'
You can show your legs
While you're getting in the car, then
I will look repulsive
While i mangle my guitar
Reen-toon-teen-toon-teen-toon
Tee-nu-nee-nu-nee,
Moo-ahhhh
Reen-toon-teen-toon-teen-toon
Tee-nu-nee-nu-nee,
Moo-ahhhh
Reen-toon-teen-toon-teen-toon
Tee-nu-nee-nu-nee,
Moo-ahhhh
Tee-nu-nee----moo-ahhhh
Tee-nu-nee----moo-wah-wah-wah-ooo
Esta era fácil, não era? Então, aqui vai a piéce de resistance:
Walk on by
Walk on through
So sad to beseige your love so head on
Stay this time
Stay tonight in a lie
I'm only asking but I...
I think you know
Come on take me away
Come on take me away
Come on take me home
Home again
And if the mountain should crumble
Or disappear into the sea
Not a tear, no not I
Stay in this time
Stay tonight in...
Ever after, this love in time
And if you save your love
Save it all
Don't push me too far
Don't push me too far
Tonight
Tonight
Tonight...
Be in my video,
Darling, every night
I will rent a cage for you
And mi-j-i-nits dressed in white
(teeny-little-tiny-little...)
Twirl around in a lap dissolve
Pretend to sing the words
I'll rent a gleaming limousine;
Release a flock of ber-herna-herna-herna
Herna-her-nerds
Wear a leather collar
And a dagger in your ear
I will make you smell the glove
And try to look sincere, then we'll
Dance the blues
Let's dance the blues
Let's dance the blues
Under the megawatt moonlight
Pretend to be chinese,
(one-hung-low)
I'll make you wear red shoes
There's a cheesy atom bomb explosion
All the big groups use
Atomic light will shine
Through an old venetian blind
Making patterns on your face,
Then it cuts to outer space
With its billions & billions &
Billions & billions and
Be in my video
Darling, every night
Everyone in cable-land
Will say you're 'outa-site'
You can show your legs
While you're getting in the car, then
I will look repulsive
While i mangle my guitar
Reen-toon-teen-toon-teen-toon
Tee-nu-nee-nu-nee,
Moo-ahhhh
Reen-toon-teen-toon-teen-toon
Tee-nu-nee-nu-nee,
Moo-ahhhh
Reen-toon-teen-toon-teen-toon
Tee-nu-nee-nu-nee,
Moo-ahhhh
Tee-nu-nee----moo-ahhhh
Tee-nu-nee----moo-wah-wah-wah-ooo
Esta era fácil, não era? Então, aqui vai a piéce de resistance:
Walk on by
Walk on through
So sad to beseige your love so head on
Stay this time
Stay tonight in a lie
I'm only asking but I...
I think you know
Come on take me away
Come on take me away
Come on take me home
Home again
And if the mountain should crumble
Or disappear into the sea
Not a tear, no not I
Stay in this time
Stay tonight in...
Ever after, this love in time
And if you save your love
Save it all
Don't push me too far
Don't push me too far
Tonight
Tonight
Tonight...
Esta vem mesmo a calhar:
De que música é este bocadinho de canção, cujo título - mas só o título - se pode aplicar ao dia que eu tive hoje, pelo menos até agora?
Just a perfect day
problems all left alone
Weekenders on our own
it's such fun
Just a perfect day
you made me forget myself
I thought I was
someone else, someone good
Oh, it's such a perfect day
I'm glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on
Just a perfect day
problems all left alone
Weekenders on our own
it's such fun
Just a perfect day
you made me forget myself
I thought I was
someone else, someone good
Oh, it's such a perfect day
I'm glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on
2003/09/09
Futuristas e Neo-românticos
Não andei com cortes de cabelo "abichanados" - como diria um famoso bloguista - mas também tive a minha fase de fascínio pelos futuristas, confesso. Achava extremamente arrojados todos aqueles adereços, o ar andrógino e o menear sincopado. E gostava das músicas, claro. Vejam lá se se lembram destas duas:
Don't say a word, I know what you're thinking
It's plain to see
I see my opportunities shrinking
In front of me
I know you've made up your mind
But don't say
Although I'm guilty of no crime
It's the same
Guilty, guilty you've found me guilty...
e:
Don't you ever, don't you ever
Stop being dandy, showing me you're handsome
Don't you ever, don't you ever
Stop being dandy, showing me you're handsome
Prince Charming
Prince Charming
Ridicule is nothing to be scared of
Don't you ever, don't you ever
Stop being dandy, showing me you're handsome
Don't say a word, I know what you're thinking
It's plain to see
I see my opportunities shrinking
In front of me
I know you've made up your mind
But don't say
Although I'm guilty of no crime
It's the same
Guilty, guilty you've found me guilty...
e:
Don't you ever, don't you ever
Stop being dandy, showing me you're handsome
Don't you ever, don't you ever
Stop being dandy, showing me you're handsome
Prince Charming
Prince Charming
Ridicule is nothing to be scared of
Don't you ever, don't you ever
Stop being dandy, showing me you're handsome
Jornal do Incrível
Numa voltinha rápida pela blogosfera, dou com uma mensagem acabadinha de pôr no blog da Charlotte: "liguem depressa para a SIC-notícias!"
Na minha surpresa, pensei que tivesse havido algum golpe de Estado, ou pior; ainda me lembro do dia em que Salazar caíu da cadeira - o que me chateou não ter havido desenhos animados à hora de almoço!
Afinal, estava um tipo esquisitíssimo a falar, um tal de "não-sei-quê" Castelo Branco, a dizer qualquer coisa como: "detesto conduzir (nas férias); deviam fazer umas 'pensõezitas' ao pé dos hotéis para podemos trazer os nossos motoristas!"
A mensagem já lá não está; o humanóide também não. Deve ter sido um sonho...
Na minha surpresa, pensei que tivesse havido algum golpe de Estado, ou pior; ainda me lembro do dia em que Salazar caíu da cadeira - o que me chateou não ter havido desenhos animados à hora de almoço!
Afinal, estava um tipo esquisitíssimo a falar, um tal de "não-sei-quê" Castelo Branco, a dizer qualquer coisa como: "detesto conduzir (nas férias); deviam fazer umas 'pensõezitas' ao pé dos hotéis para podemos trazer os nossos motoristas!"
A mensagem já lá não está; o humanóide também não. Deve ter sido um sonho...
Pessoas que eu acho que deviam ter um blog:
Pelas melhores razões:
- João Bénard da Costa;
- António Lobo Xavier;
- Miguel Sousa Tavares;
- Daniel Sampaio;
- Sophia de Mello Breyner;
- António Lobo Antunes;
- José Megre;
- Anabela Mota Ribeiro;
Por - como é que hei-de dizer? - outras razões (mas estes com comentários obrigatórios):
- Eduardo Prado Coelho
- Paula Bobone;
- Herman José;
- Margarida Rebelo Pinto;
- Francisco Louçã;
- Amilcar Theias;
- Teresa Guilherme;
- Alberto João Jardim;
- Mário Soares (ou João Soares, me da igual!);
E entre os amigos e relativos:
- Lu;
- Nuno Rodrigues da Silva;
- António Chumbinho;
- Marisa Pinto;
- João Titta Maurício;
- Rita Saldanha;
- Ana Sofia Fonseca;
- João Viegas;
- Paulo Homem;
- Renato Rodrigues;
- José Eduardo Oliveira;
- Mabe Mira;
- Ana Carla Nazaré;
Era para colocar aqui ainda mais uma rubrica, a dos blogs que nem deviam existir, como este, mas não me apetece "comprar" guerras.
Nota: Este post não vai estar nunca encerrado; em qualquer altura poderei fazer updates do mesmo. Para tal, peço também a contribuição dos meus leitores, com sugestões sérias - ou não!
- João Bénard da Costa;
- António Lobo Xavier;
- Miguel Sousa Tavares;
- Daniel Sampaio;
- Sophia de Mello Breyner;
- António Lobo Antunes;
- José Megre;
- Anabela Mota Ribeiro;
Por - como é que hei-de dizer? - outras razões (mas estes com comentários obrigatórios):
- Eduardo Prado Coelho
- Paula Bobone;
- Herman José;
- Margarida Rebelo Pinto;
- Francisco Louçã;
- Amilcar Theias;
- Teresa Guilherme;
- Alberto João Jardim;
- Mário Soares (ou João Soares, me da igual!);
E entre os amigos e relativos:
- Lu;
- Nuno Rodrigues da Silva;
- António Chumbinho;
- Marisa Pinto;
- João Titta Maurício;
- Rita Saldanha;
- Ana Sofia Fonseca;
- João Viegas;
- Paulo Homem;
- Renato Rodrigues;
- José Eduardo Oliveira;
- Mabe Mira;
- Ana Carla Nazaré;
Era para colocar aqui ainda mais uma rubrica, a dos blogs que nem deviam existir, como este, mas não me apetece "comprar" guerras.
Nota: Este post não vai estar nunca encerrado; em qualquer altura poderei fazer updates do mesmo. Para tal, peço também a contribuição dos meus leitores, com sugestões sérias - ou não!
Ó tempo, volta para trás...
Falta pouco mais de um mês para a minha vida mudar; não será uma mudança muito grande em termos práticos, mas para mim - que tenho andado a desenvolver a minha costela negativista - terá reflexos imprevisíveis em termos psicológicos. Eu explico: dia 23 de Outubro, entrarei nos "entas". Ora, dando de barato que não chegarei aos cem, posso dizer que vou entrar na última fase da minha vida, certo?
Nem quero pensar nisso. Entretanto, para a minha legião de fans, deixo aqui uma breve lista com sugestões de presentes que seriam muito apreciados pela gerência. Atenção à especificidade dos artigos - não aceito coisas parecidas (isto é mesmo rabugice dos quarenta, não é?).
1 - Um Porsche 911T ("T" de Targa), versão entre 1971 e 1973, restaurado, e de preferência no laranja original da marca; igual ao do Ric Hochet, alguém se lembra? Em alternativa, também posso aceitar um Morgan, desde que seja em british green.
2 - Uma casa na zona de São Pedro de Moel; não é preciso que seja muito grande, desde que seja perto do mar. E pode ser por mobilar.
3 - Um patrocínio para disputar a edição do próximo ano do Troféu Datsun 1200, organizado por José Megre y sus muchachos. Será um valor à roda dos 20.000€, mas dedutível no IRC por um valor superior (sem "manigâncias"). E olhem que este é um bom investimento: ainda há cinco anos, fui Campeão Nacional de Clássicos (tinha que ser) na minha classe - e não, não era o único!
Deixo-vos já estas sugestões porque sei que precisam de algum tempo para tratar das coisa; mas se tiverem outras opiniões, não se coíbam de as apresentar; estudo tudo (olha, uma cacofonia)!
Entretanto, estou algo desiludido por não terem identificado ainda a música abaixo, de que eu tanto gosto. Vou-vos dar uma ajuda; aqui vai um excerto de outra canção lindíssima do mesmo álbum:
Pretty women out walking with gorillas down my street
From my window I'm staring while my coffee grows cold
Look over there! (Where?)
There's a lady that I used to know
She's married now, or engaged, or something, so I am told
Is she really going out with him?
Is she really gonna take him home tonight?
Is she really going out with him?
'Cause if my eyes don't deceive me,
There's something going wrong around here
Nem quero pensar nisso. Entretanto, para a minha legião de fans, deixo aqui uma breve lista com sugestões de presentes que seriam muito apreciados pela gerência. Atenção à especificidade dos artigos - não aceito coisas parecidas (isto é mesmo rabugice dos quarenta, não é?).
1 - Um Porsche 911T ("T" de Targa), versão entre 1971 e 1973, restaurado, e de preferência no laranja original da marca; igual ao do Ric Hochet, alguém se lembra? Em alternativa, também posso aceitar um Morgan, desde que seja em british green.
2 - Uma casa na zona de São Pedro de Moel; não é preciso que seja muito grande, desde que seja perto do mar. E pode ser por mobilar.
3 - Um patrocínio para disputar a edição do próximo ano do Troféu Datsun 1200, organizado por José Megre y sus muchachos. Será um valor à roda dos 20.000€, mas dedutível no IRC por um valor superior (sem "manigâncias"). E olhem que este é um bom investimento: ainda há cinco anos, fui Campeão Nacional de Clássicos (tinha que ser) na minha classe - e não, não era o único!
Deixo-vos já estas sugestões porque sei que precisam de algum tempo para tratar das coisa; mas se tiverem outras opiniões, não se coíbam de as apresentar; estudo tudo (olha, uma cacofonia)!
Entretanto, estou algo desiludido por não terem identificado ainda a música abaixo, de que eu tanto gosto. Vou-vos dar uma ajuda; aqui vai um excerto de outra canção lindíssima do mesmo álbum:
Pretty women out walking with gorillas down my street
From my window I'm staring while my coffee grows cold
Look over there! (Where?)
There's a lady that I used to know
She's married now, or engaged, or something, so I am told
Is she really going out with him?
Is she really gonna take him home tonight?
Is she really going out with him?
'Cause if my eyes don't deceive me,
There's something going wrong around here
Serviço público
Como disse há uns posts atrás, não fumo, exceptuando umas míseras cigarrilhas açorianas ocasionais (uma caixa de 10 dá-me para mais de um mês!), quando conduzo, e sempre sozinho. Isso dá-me o afastamento e a isenção necessários para comentar a notícia que está neste momento a ser alvo de debate na TSF, no "Fórum", sobre a intenção da Comunidade Europeia, de colocar imagens de choque nos maços de tabaco.
Em boa verdade vos digo que não acredito que haja uma simples alma que vá deixar de fumar por o maço de cigarros ostentar uma imagem de uma garganta cancerosa, ou de um pulmão reduzido a cinzas; o que vai acontecer é que aqueles fumadores compulsivos e mal educados, que não conseguem deixar de fumar, mesmo quando partilham um espaço restrito com outras pessoas - fumadoras ou não - vão continuar a fazê-lo, com uma agravante: como seres pouco sensíveis que são, não os incomodarão por aí além as ditas "imagens de choque" dos maços, até pela imunidade que progressivamente adquirirão. Quem se sentirá incomodado serei eu, e outros como eu, que passarão o almoço a olhar para as tétricas fotos de um maço que alguém fará questão de colocar em cima da mesa, junto às chaves do carro e aos dois telemóveis.
Para os fumadores mais sensíveis, que terão pudor de andar com um portfolio de cirurgia oncológica às costas, sugiro uma medida simples e cool: adquiram uma cigarreira bonita e, assim que comprarem um novo maço, procedam ao transbordo de todos os cigarros. De seguida, desfaçam-se rapidamente do maço obsceno - de preferência num contentor apropriado.
Eu, pela minha parte, já decidi: se a medida em questão for extensiva também às bonitas caixas de cigarrilhas, resgatarei uma linda cigarreira de prata que foi oferecida ao meu avô (que não fumava!) pelos seus colegas de emprego, uma semana depois de eu nascer, e que a minha avó me ofereceu na véspera do meu casamento. Era o "Something old" do poema (para quem não sabe, nos casamentos os protagonistas deverão usar: Something old/ something new/ something borrowed/ and something blue).
Não precisam de agradecer este conselho; basta não fumarem em espaços fechados que partilhem comigo ou com os meus.
Em boa verdade vos digo que não acredito que haja uma simples alma que vá deixar de fumar por o maço de cigarros ostentar uma imagem de uma garganta cancerosa, ou de um pulmão reduzido a cinzas; o que vai acontecer é que aqueles fumadores compulsivos e mal educados, que não conseguem deixar de fumar, mesmo quando partilham um espaço restrito com outras pessoas - fumadoras ou não - vão continuar a fazê-lo, com uma agravante: como seres pouco sensíveis que são, não os incomodarão por aí além as ditas "imagens de choque" dos maços, até pela imunidade que progressivamente adquirirão. Quem se sentirá incomodado serei eu, e outros como eu, que passarão o almoço a olhar para as tétricas fotos de um maço que alguém fará questão de colocar em cima da mesa, junto às chaves do carro e aos dois telemóveis.
Para os fumadores mais sensíveis, que terão pudor de andar com um portfolio de cirurgia oncológica às costas, sugiro uma medida simples e cool: adquiram uma cigarreira bonita e, assim que comprarem um novo maço, procedam ao transbordo de todos os cigarros. De seguida, desfaçam-se rapidamente do maço obsceno - de preferência num contentor apropriado.
Eu, pela minha parte, já decidi: se a medida em questão for extensiva também às bonitas caixas de cigarrilhas, resgatarei uma linda cigarreira de prata que foi oferecida ao meu avô (que não fumava!) pelos seus colegas de emprego, uma semana depois de eu nascer, e que a minha avó me ofereceu na véspera do meu casamento. Era o "Something old" do poema (para quem não sabe, nos casamentos os protagonistas deverão usar: Something old/ something new/ something borrowed/ and something blue).
Não precisam de agradecer este conselho; basta não fumarem em espaços fechados que partilhem comigo ou com os meus.
Mais uma música
Só uma, mas uma especial; faz parte de um primeiro álbum, que deve ter quase 25 anos, e que eu dancei nas famosas garage parties dos anos setenta e oitenta (eu era muito tímido, e para dançar, já tinha tomado umas misturas explosivas, que nem vos vou contar...). Comprei o álbum na altura, e ainda o tenho aqui, apesar de ter andado por tudo quanto era festa, sempre a "rasgar". Gosto tanto da música, e sei-a de cor de tal maneira, que não resisto a transcrevê-la toda:
Come on you people get your dancing shoes on
Reds and yellow and pinks and blues on
Too late, too late
To stay home and sit around
Purple leopard skin and see-through plastic
Whatever you want, but just make it drastic
Too late, too late, to stay home and sit around
What you wanna bet
We ain't started yet
Baby stick around
Baby stick around
Pushin' and shovin' and sweat wet leather
Up and down we go chained together
Too late, too late
To stay home and sit around
Somebody tellin' me the latest scandals
Somebody steppin' on my plastic sandals
Too late, too late
To stay home and sit around
What you wanna bet
We ain't started yet
Baby stick around
Baby stick around
Too late, too late
To stay home and sit around
What you wanna bet
We ain't started yet
Baby stick around
Baby stick around
Quem estiver, como eu, à beira dos quarenta, e conseguir ouvir isto sem sentir nostalgia, está morto!
Come on you people get your dancing shoes on
Reds and yellow and pinks and blues on
Too late, too late
To stay home and sit around
Purple leopard skin and see-through plastic
Whatever you want, but just make it drastic
Too late, too late, to stay home and sit around
What you wanna bet
We ain't started yet
Baby stick around
Baby stick around
Pushin' and shovin' and sweat wet leather
Up and down we go chained together
Too late, too late
To stay home and sit around
Somebody tellin' me the latest scandals
Somebody steppin' on my plastic sandals
Too late, too late
To stay home and sit around
What you wanna bet
We ain't started yet
Baby stick around
Baby stick around
Too late, too late
To stay home and sit around
What you wanna bet
We ain't started yet
Baby stick around
Baby stick around
Quem estiver, como eu, à beira dos quarenta, e conseguir ouvir isto sem sentir nostalgia, está morto!
É por isto que eu às vezes penso em "fechar a loja"!
Anda um tipo a pensar que até dá "uns toques" com a caneta, e depois, de repente, vê textos ao pé dos quais os seus parecem contas de merceeiro. Isto para dizer que dois dos melhores blogs da blogosfera foram hoje actualizados:
O "Umbigo" voltou aos seus melhores dias (para provável satisfação de Ana Sá Lopes), e colocou hoje no seu blog uma rábula deliciosa aos textos de Daniel Sampaio; mesmo um admirador confesso - como eu sou - dos escritos de D.S., não poderia resistir a sorrir ao ler aquilo. Sorrir? Que digo eu? Rir, rir a bandeiras desfraldadas!
Quanto ao outro, é um caso mais complicado. Há um tipo, que eu já mencionei aqui várias vezes, que tem o dom de escrever textos lindos, com a facilidade com que eu bebo um copo de água. Tem um blog, chamado "Encalhado", e desconheço o seu nome (o que não é importante). Ora, acontece que eu publiquei, aqui há dias, um post neste pasquim a dar conta da beleza da coisa, e a aconselhar os meus leitores a fazerem-lhe uma visita; mas este meu amigo, que é um caso evidente de falta de noção do seu valor, resolveu escrever um post no seu blog a agradecer-me a consideração de o ter mencionado, e a retribuir-me - imaginem - o elogio!
Caro amigo: agradeço-lhe muito o agradecimento (que redundante...), mas parece-me que não deveria ocupar espaço do seu blog com tais coisas. Todo o espaço é pouco para publicar as suas maravilhosas histórias (sempre embirrei um bocadinho com o "estórias", que me parece um brasileirismo...). Se muita gente que anda por aí, a vender milhões de livros em Portugal, a escrever em revistas, e até a dar aulas de escrita criativa, se muita dessa gente, dizia, tivesse metade do seu talento, então estaríamos muito melhor servidos!
E fico sinceramente zangado se perder uma linha que seja a agradecer-me. Não se agradecem os actos de justiça!
O "Umbigo" voltou aos seus melhores dias (para provável satisfação de Ana Sá Lopes), e colocou hoje no seu blog uma rábula deliciosa aos textos de Daniel Sampaio; mesmo um admirador confesso - como eu sou - dos escritos de D.S., não poderia resistir a sorrir ao ler aquilo. Sorrir? Que digo eu? Rir, rir a bandeiras desfraldadas!
Quanto ao outro, é um caso mais complicado. Há um tipo, que eu já mencionei aqui várias vezes, que tem o dom de escrever textos lindos, com a facilidade com que eu bebo um copo de água. Tem um blog, chamado "Encalhado", e desconheço o seu nome (o que não é importante). Ora, acontece que eu publiquei, aqui há dias, um post neste pasquim a dar conta da beleza da coisa, e a aconselhar os meus leitores a fazerem-lhe uma visita; mas este meu amigo, que é um caso evidente de falta de noção do seu valor, resolveu escrever um post no seu blog a agradecer-me a consideração de o ter mencionado, e a retribuir-me - imaginem - o elogio!
Caro amigo: agradeço-lhe muito o agradecimento (que redundante...), mas parece-me que não deveria ocupar espaço do seu blog com tais coisas. Todo o espaço é pouco para publicar as suas maravilhosas histórias (sempre embirrei um bocadinho com o "estórias", que me parece um brasileirismo...). Se muita gente que anda por aí, a vender milhões de livros em Portugal, a escrever em revistas, e até a dar aulas de escrita criativa, se muita dessa gente, dizia, tivesse metade do seu talento, então estaríamos muito melhor servidos!
E fico sinceramente zangado se perder uma linha que seja a agradecer-me. Não se agradecem os actos de justiça!
2003/09/08
O questionário do "Avatares de um Desejo"
Sob o título "Manual do Blogger/Blogador", publicou o Bruno Sena Martins, há já uns dias, um post em que nos dava algumas indicações sobre comportamentos politicamente correctos na blogosfera. Na altura dei respostas mentais ao supra citado questionário, e conclui desde logo que não tenho os mínimos - nem de perto nem de longe!
No entanto, como o B.S.M. está agora a fazer o levantamento dos "colegas" que responderam ao post, aqui deixo a minha modesta contribuição para um estudo estatístico da blogosfera:
1 - Ler a coluna de opinião do público e do Dn
R - Leio diariamente o "Público", incluindo a maior parte das colunas de opinião; a propósito, as ladainhas de EPC são "artigo de opinião"?
2 - Usar o google com perícia para se armar nas discussões em curso
R - Uso, mas sem perícia nenhuma; e quando chego às discussões, elas já acabaram!
3 - Conhecer a biografia de pelo menos um destes famosos: JPP, FJV, PM
R - Conheço mais ou menos a do PM, desde a fase do MRPP, até ser cherne. Serve?
4 - Utilizar o Pedro Rolo Duarte como o anto-cristo local
R - Coitado; o gajo nem tem muita piada, mas já lhe basta ter a Amélia sempre à perna!
5 - Ter um clube de afeição para poder postar às segundas-feiras (Conselho pessoal:o porto permite saír sempre por cima)
R - Simpatizo com o Vitória de Setúbal, mas não sei o nome de um único jogador. E, além disso, ninguém discute os seus jogos à Segunda (excepto os velhotes do Bairro dos Pescadores, mas esses não têm blog).
6 - Ter um poema de reserva para citar quando o site-meter der mostras de fragilidade
R - Sim, arranja-se qualquer coisa; pode ser W.H. Auden?
7 - Tratar por "tu" a vida e obra de Tolstoi
R - De quem?
8 - Fingir ardor nas discussões mesmo que o tema seja indiferente
R - Eu gostava era de saber fingir que não estou empolgado!
9 - Saber onde é que o Iraque fica no mapa
R - Essa é fácil; fica ali, na direcção da Itália, um bocadinho mais para lá (tem que se virar à direita).
10 - Falar d@s respectiv@s apenas quando já se tem uma reputação consolidada ou mais de 30 anos
R - A minha reputação não deverá ser das melhores, mas já tenho mais de trinta anos.
11 - Fazer periodicamente a ode de um cineasta de que ninguém ouviu falar
R - Impossível. Aqui toda a gente conhece tudo: quem é que nunca ouviu falar de Jim Jarmusch?
12 - fazer alusão à fnac uma vez em cada 15 dias
R - Estou-me a atrasar, é verdade; custos de morar fora da cidade...
13 - tentar juntar copos e livros no mesmo post para dar prova de excentricidade
R - Tipo: "estava eu a beber o meu bagaço, e a ler o 'Sei lá'..."?
14 - dizer uma asneira de vez em quando (mostra inconformismo)
R - Porra, que esta merda deste questionário nunca mais acaba!
15 - Utilizar o dicionário online para apoiar a escrita
R - Dicionário online? Is there such a thing? E ninguém me dizia nada?
16 - Inventar mails recebidos para dar um ar de interactividade ao blogue
R - Também estou a falhar; só me escrevem (e não é invenção) os tipos todos do "Público" a darem-me "Your details", ou coisa do género.
17 - Dar algumas gralhas ara mostrar um certo negligé
R - Dar u qê?
Está bom assim? Tenho aproveitamento?
No entanto, como o B.S.M. está agora a fazer o levantamento dos "colegas" que responderam ao post, aqui deixo a minha modesta contribuição para um estudo estatístico da blogosfera:
1 - Ler a coluna de opinião do público e do Dn
R - Leio diariamente o "Público", incluindo a maior parte das colunas de opinião; a propósito, as ladainhas de EPC são "artigo de opinião"?
2 - Usar o google com perícia para se armar nas discussões em curso
R - Uso, mas sem perícia nenhuma; e quando chego às discussões, elas já acabaram!
3 - Conhecer a biografia de pelo menos um destes famosos: JPP, FJV, PM
R - Conheço mais ou menos a do PM, desde a fase do MRPP, até ser cherne. Serve?
4 - Utilizar o Pedro Rolo Duarte como o anto-cristo local
R - Coitado; o gajo nem tem muita piada, mas já lhe basta ter a Amélia sempre à perna!
5 - Ter um clube de afeição para poder postar às segundas-feiras (Conselho pessoal:o porto permite saír sempre por cima)
R - Simpatizo com o Vitória de Setúbal, mas não sei o nome de um único jogador. E, além disso, ninguém discute os seus jogos à Segunda (excepto os velhotes do Bairro dos Pescadores, mas esses não têm blog).
6 - Ter um poema de reserva para citar quando o site-meter der mostras de fragilidade
R - Sim, arranja-se qualquer coisa; pode ser W.H. Auden?
7 - Tratar por "tu" a vida e obra de Tolstoi
R - De quem?
8 - Fingir ardor nas discussões mesmo que o tema seja indiferente
R - Eu gostava era de saber fingir que não estou empolgado!
9 - Saber onde é que o Iraque fica no mapa
R - Essa é fácil; fica ali, na direcção da Itália, um bocadinho mais para lá (tem que se virar à direita).
10 - Falar d@s respectiv@s apenas quando já se tem uma reputação consolidada ou mais de 30 anos
R - A minha reputação não deverá ser das melhores, mas já tenho mais de trinta anos.
11 - Fazer periodicamente a ode de um cineasta de que ninguém ouviu falar
R - Impossível. Aqui toda a gente conhece tudo: quem é que nunca ouviu falar de Jim Jarmusch?
12 - fazer alusão à fnac uma vez em cada 15 dias
R - Estou-me a atrasar, é verdade; custos de morar fora da cidade...
13 - tentar juntar copos e livros no mesmo post para dar prova de excentricidade
R - Tipo: "estava eu a beber o meu bagaço, e a ler o 'Sei lá'..."?
14 - dizer uma asneira de vez em quando (mostra inconformismo)
R - Porra, que esta merda deste questionário nunca mais acaba!
15 - Utilizar o dicionário online para apoiar a escrita
R - Dicionário online? Is there such a thing? E ninguém me dizia nada?
16 - Inventar mails recebidos para dar um ar de interactividade ao blogue
R - Também estou a falhar; só me escrevem (e não é invenção) os tipos todos do "Público" a darem-me "Your details", ou coisa do género.
17 - Dar algumas gralhas ara mostrar um certo negligé
R - Dar u qê?
Está bom assim? Tenho aproveitamento?
Pronto, está bem; não tenho mais nada para dizer!
Eu sei que vocês gostam disto; e eu também gosto. So, why not? Mais três:
És cruel
Meteste a tua filha num bordel
Enforcaste o caniche com cordel
És cruel
És tarado
Pintaste o sexo cor de rebuçado
No circo tu serias um achado
És tarado
És um porco imundo
Quando queres vais até ao fundo
Não sei onde vais parar
e:
In this world as we know it
Sorrows come and go
Now we see the satellite's gone up to the sky
But it's not as nice as looking in your eyes
Woh, take it for a little while
No, i could watch it on tv, yeah
Satellite of love, oh, satellite of love
Satellite of love, satellite of...
e também:
Looking like a born again
Living like a heretic
Listening to arthur lee records
Making all your friends feel so guilty
About their cynicism
And the rest of their generation
Not even the government are gonna stop you now
But are you ready to be heartbroken?
Are you ready to be heartbroken?
És cruel
Meteste a tua filha num bordel
Enforcaste o caniche com cordel
És cruel
És tarado
Pintaste o sexo cor de rebuçado
No circo tu serias um achado
És tarado
És um porco imundo
Quando queres vais até ao fundo
Não sei onde vais parar
e:
In this world as we know it
Sorrows come and go
Now we see the satellite's gone up to the sky
But it's not as nice as looking in your eyes
Woh, take it for a little while
No, i could watch it on tv, yeah
Satellite of love, oh, satellite of love
Satellite of love, satellite of...
e também:
Looking like a born again
Living like a heretic
Listening to arthur lee records
Making all your friends feel so guilty
About their cynicism
And the rest of their generation
Not even the government are gonna stop you now
But are you ready to be heartbroken?
Are you ready to be heartbroken?
Não precisam de agradecer!
É uma vergonha: os deputados da Nação, nata da nossa inteligência, supra-sumo da cultura, e motivo de orgulho pátrio de todo e cada português, vêm-nos dizer que trabalham em "condições miseráveis"! Não se faz, realmente. Pela minha parte, pouco posso fazer para ajudar, mas desde já humildemente me ofereço para substituir um desses esforçados e sacrificados servidores do povo, se isso contribuir, de alguma forma, para o alívio do seu pesado fardo.
Aliás, dentro das minhas modestas possibilidades, gostaria de aproveitar para criar um movimento de solidariedade na blogosfera, com o seguinte lema: "um blogger por um deputado!" Os voluntários para substituição de deputados deverão contactar os Serviços da Assembleia da República, mencionando a iniciativa desinteressada deste blog - mas, antes de se decidirem, lembro-vos que é um trabalho (?) árduo, com apenas uma secretária (penso que estamos a falar de mobiliário...) para cada oito deputados, e miseravelmente pago.
Aliás, dentro das minhas modestas possibilidades, gostaria de aproveitar para criar um movimento de solidariedade na blogosfera, com o seguinte lema: "um blogger por um deputado!" Os voluntários para substituição de deputados deverão contactar os Serviços da Assembleia da República, mencionando a iniciativa desinteressada deste blog - mas, antes de se decidirem, lembro-vos que é um trabalho (?) árduo, com apenas uma secretária (penso que estamos a falar de mobiliário...) para cada oito deputados, e miseravelmente pago.
Vá lá...
Eu sei que estão mortinhos por adivinhar mais canções; aqui vão duas preciosidades - tratem-nas bem:
There's always been Ethel:
Jacob, wake up! You've got to tidy your room now
And then Mister Lewis:
Isn't it time that he was out on his own?
Over the garden wall, two little lovebirds: cuckoo to you!
Keep them mowing blades sharp
I know what I like, and I like what I know;
getting better in your wardrobe, stepping one beyond your show.
e:
Hide in your shell 'cause the world is out to bleed you for a ride
What will you gain making your life a little longer?
Heaven or Hell, was the journey cold that gave your eyes of steel?
Shelter behind painting your mind and playing joker
Too frightening to listen to a stranger
Too beautiful to put your pride in danger
You're waiting for someone to understand you
But you've got demons in your closet
And you're screaming out to stop it
Saying life's begun to cheat you
Friends are out to beat you
Grab on to what you can scramble for
(o que eu adorava esta música; o vinyl até deve ter as espirais mais fundas no lugar dela...)
There's always been Ethel:
Jacob, wake up! You've got to tidy your room now
And then Mister Lewis:
Isn't it time that he was out on his own?
Over the garden wall, two little lovebirds: cuckoo to you!
Keep them mowing blades sharp
I know what I like, and I like what I know;
getting better in your wardrobe, stepping one beyond your show.
e:
Hide in your shell 'cause the world is out to bleed you for a ride
What will you gain making your life a little longer?
Heaven or Hell, was the journey cold that gave your eyes of steel?
Shelter behind painting your mind and playing joker
Too frightening to listen to a stranger
Too beautiful to put your pride in danger
You're waiting for someone to understand you
But you've got demons in your closet
And you're screaming out to stop it
Saying life's begun to cheat you
Friends are out to beat you
Grab on to what you can scramble for
(o que eu adorava esta música; o vinyl até deve ter as espirais mais fundas no lugar dela...)
Descubra as diferenças:
Ferro Rodrigues, líder muito provavelmente transitório do PS, apelou, no seu comício de reentré, à unidade da esquerda para contrariar o que ele designou de "um governo de extrema-direita".
Ontem foi a reentré comunista (não renovadora), na Festa do Avante; nela, Carvalhas renovou o empenho comunista "no avanço de convergência de todas as forças de oposição ao Governo".
Na reentré socialista, Ferro Rodrigues preocupou-se em atacar furiosamente o ministro Paulo Portas, numa estratégia enviesada de duvidoso alcance.
Ontem, Paulo Portas, o 'moderno' Ministro da Defesa", foi o membro do Governo mais atacado no discurso do secretário-geral do PCP.
Os itálicos não são meus; tirei-os do "Público".
Aviso ao Senhor Louçã: não sei se já fizeram a vossa reentré, mas, se não a fizeram, não vale a pena - nós já sabemos o que vão dizer!
Ontem foi a reentré comunista (não renovadora), na Festa do Avante; nela, Carvalhas renovou o empenho comunista "no avanço de convergência de todas as forças de oposição ao Governo".
Na reentré socialista, Ferro Rodrigues preocupou-se em atacar furiosamente o ministro Paulo Portas, numa estratégia enviesada de duvidoso alcance.
Ontem, Paulo Portas, o 'moderno' Ministro da Defesa", foi o membro do Governo mais atacado no discurso do secretário-geral do PCP.
Os itálicos não são meus; tirei-os do "Público".
Aviso ao Senhor Louçã: não sei se já fizeram a vossa reentré, mas, se não a fizeram, não vale a pena - nós já sabemos o que vão dizer!
2003/09/07
Adeus Zambujeira, que eu vou partir!
Já há quase vinte anos que não escolho o Algarve para passar férias; tenho-vos falado já bastante da minha alergia a multidões e às coisas politicamente correctas, para ser necessário explicar esta opção. Como também penso que não será necessário explicar a opção tomada há cerca de quinze anos, de começar a passar as férias na Zambujeira do Mar - que, nessa altura, pouco mais era do que uma simpática aldeia de pescadores. Só que o resto da história é conhecida: veio o raio do festival, que faz tanta falta à terra como uma epidemia de peste, e a antiga mística perdeu-se - ter-se-á, eventualmente, ganho uma nova mística, de gosto discutível, e mais "plastificada" (precisamente o que me irrita no Algarve!), mas não me restam dúvidas sobre quem saíu a perder do "negócio": eu! No entanto, as alternativas eram relativamente poucas, pelo menos até hoje.
Já conhecia São Pedro de Moel (ou Muel?) há vários anos, por força dos vários ralis em que participei com base operacional na zona, mas raramente tinha ido lá passear com o espírito tão descansado como hoje. E o que vi fascinou-me; e, melhor ainda, fascinou também a Lu, já que as decisões cá em casa tomam-se por unanimidade, pelo menos até o Lourenço ter 14 anos, mais ou menos!
Não me preocupa falar aos leitores desta minha nova "descoberta", por duas razões: primeiro, não é de temer uma próxima invasão de leitores a São Pedro, dada a relativa pouca afluência deste blog (se sair alguma citação disto no DN, e o sitemeter "disparar", lá terei que voltar cá atrás para apagar este post), e segundo, porque eu não descobri coisa nenhuma. São Pedro de Moel já é por demais conhecido, mas as coisas que levam hordas para Vilamoura, são as mesmas que afastam essas carneiradas daquela terra: o tempo sempre fresco, a praia oceânica, com um azul maravilhoso, o sossego daquele pinhal, os quilómetros de pistas para ciclistas (eu ouvi esses risos...), o aspecto deliciosamente retro de toda a arquitectura, a (quase) ausência de discotecas e bares - tudo coisas que funcionam como mais-valias para este quase-quase quarentão (a propósito, já pensaram no que me vão dar nos anos? Falta pouco mais de um mês...).
Ou muito me engano ou, depois da promoção que lhe fiz hoje, as próximas férias vão ser passadas em São Pedro; a propósito, ninguém sabe de uma casinha para vender lá, boa (não precisa ser grande - qualquer T1 serve) e, principalmente, barata?
E agora, para não dizerem que me esqueci dos meus leitores melómanos, aqui vão mais três desafios, com sabor a nostalgia:
If man is five
Then the devil is six
Then god is seven
This monkey's gone to heaven
e:
Airport, you've got a smiling face
You took the one I love so far away
Fly her away, fly her away
Airport, you've got a smiling face
You took my lady to another place
Fly her away, fly her away
e, por fim:
And if the world does turn
And if London burns I'll be standing on the beach with my guitar
I wanna be in a band when I get to heaven
Anyone can play guitar
And they won't be anything anymore
Já conhecia São Pedro de Moel (ou Muel?) há vários anos, por força dos vários ralis em que participei com base operacional na zona, mas raramente tinha ido lá passear com o espírito tão descansado como hoje. E o que vi fascinou-me; e, melhor ainda, fascinou também a Lu, já que as decisões cá em casa tomam-se por unanimidade, pelo menos até o Lourenço ter 14 anos, mais ou menos!
Não me preocupa falar aos leitores desta minha nova "descoberta", por duas razões: primeiro, não é de temer uma próxima invasão de leitores a São Pedro, dada a relativa pouca afluência deste blog (se sair alguma citação disto no DN, e o sitemeter "disparar", lá terei que voltar cá atrás para apagar este post), e segundo, porque eu não descobri coisa nenhuma. São Pedro de Moel já é por demais conhecido, mas as coisas que levam hordas para Vilamoura, são as mesmas que afastam essas carneiradas daquela terra: o tempo sempre fresco, a praia oceânica, com um azul maravilhoso, o sossego daquele pinhal, os quilómetros de pistas para ciclistas (eu ouvi esses risos...), o aspecto deliciosamente retro de toda a arquitectura, a (quase) ausência de discotecas e bares - tudo coisas que funcionam como mais-valias para este quase-quase quarentão (a propósito, já pensaram no que me vão dar nos anos? Falta pouco mais de um mês...).
Ou muito me engano ou, depois da promoção que lhe fiz hoje, as próximas férias vão ser passadas em São Pedro; a propósito, ninguém sabe de uma casinha para vender lá, boa (não precisa ser grande - qualquer T1 serve) e, principalmente, barata?
E agora, para não dizerem que me esqueci dos meus leitores melómanos, aqui vão mais três desafios, com sabor a nostalgia:
If man is five
Then the devil is six
Then god is seven
This monkey's gone to heaven
e:
Airport, you've got a smiling face
You took the one I love so far away
Fly her away, fly her away
Airport, you've got a smiling face
You took my lady to another place
Fly her away, fly her away
e, por fim:
And if the world does turn
And if London burns I'll be standing on the beach with my guitar
I wanna be in a band when I get to heaven
Anyone can play guitar
And they won't be anything anymore
Recomendado
Tabagismo
Não fumo, excepto uma ou outra cigarrilha ocasional, em viagens maiores, de uma caixa que anda sempre no carro. Mas não posso deixar de empatizar, até certo ponto, com os fumadores no que toca à medida agora tomada, referente às inscrições nos maços de tabaco. Já tinha visto uma fotografia num jornal, mas nem liguei, e até pensei que fosse montagem. No entanto, só quando um destes dias vi o maço de tabaco de um amigo em cima da mesa é que percebi a dimensão do ridículo; ninguém deixará de fumar - ainda não perceberam? - mesmo que todo o maço passe a ser preto, e a ter como única inscrição uma caveira e duas tíbias!
Já agora, também não percebo por aí além a preocupação dos fumadores, com algo que, objectivamente, não interfere com a saciedade dos seus vícios; seria bem pior se cada pessoa, ao puxar de um cigarro, tivesse que colocar antes umas placas, daquelas tipo homem-sandwich, com os dizeres: "Atenção! Aqui vai um parvalhão que pensa que é chaminé!" - ou então, dever-se-ia pôr antes nos maços: "Desculpem, mas sou um alarve, que não consegue estar uma hora num restaurante sem fumar a merda dum cigarro, mesmo vendo que está bastante gente a comer!"
Já agora, também não percebo por aí além a preocupação dos fumadores, com algo que, objectivamente, não interfere com a saciedade dos seus vícios; seria bem pior se cada pessoa, ao puxar de um cigarro, tivesse que colocar antes umas placas, daquelas tipo homem-sandwich, com os dizeres: "Atenção! Aqui vai um parvalhão que pensa que é chaminé!" - ou então, dever-se-ia pôr antes nos maços: "Desculpem, mas sou um alarve, que não consegue estar uma hora num restaurante sem fumar a merda dum cigarro, mesmo vendo que está bastante gente a comer!"
2003/09/06
Novos critérios editoriais
Telefonei há pouco ao meu grande amigo Nuno (um dos raros campeões do mundo portugueses, para mais numa difícil modalidade desportiva), para lhe falar de um outro assunto, mas ele aproveitou logo para "desviar" o assunto para este blog; confessou-me que, devido a mim, já se encontra também viciado na "voltinha" diária pela blogosfera, e depois, com a frontalidade que sempre lhe conheci, aproveitou para fazer uma série de críticas a este conjunto de reflexões esparsas - mas críticas construtivas, entenda-se.
Diz o Nuno que o tom deste blog anda a ficar demasiado pessoal, para não dizer umbiguista, e que, em muitos dos posts, se nota perfeitamente que não tenho nada para dizer. Revejo-me inteiramente nessas críticas, feitas com a imparcialidade que só a amizade verdadeira confere; no entanto, e apesar de não querer justificar o que quer que seja, sei que existem vários motivos para que o faça:
1 - É-me imensamente mais fácil falar de algo que conheça e, de preferência, que conheça melhor que qualquer outra pessoa - e o único tema que conheço que cumpre essas premissas sou eu!
2 - A blogosfera, e o acto de criar um blog são, por definição, exercícios de narcisismo; quem escreve deseja, de alguma forma, que os seus "rabiscos" sejam lidos por alguém. E eu, por insondáveis desígnios, sou especialmente vulnerável aos milagres da interacção, só possível num meio deste tipo. Daí que assuma que - por vezes - seja tentado a "forçar a nota" para manter o ritmo produtivo, mesmo quando não existe nenhum tema relevante subjacente ao post (e isto, para não dizer que, muitas vezes, não existe mesmo tema algum!).
3 - Tenho uma compulsão para escrever desde que me recordo de existir. Já escrevi em vários jornais e revistas, mas saio sempre pelo mesmo motivo: tenho que ganhar a vida, if you know what I mean! Actualmente escrevo apenas para o "Jornal de Azeitão", de que sou orgulhoso sub-director (e co-fundador, com o meu amigo António Chumbinho, já lá vão sete anos), num exercício gracioso e, de certa forma, por espírito de missão.
4 - Volto ao tom pessoal, mas não será de todo irrelevante mencionar, ainda que não sirva de desculpa, que sou especialmente sensível à existência - ou não - de um conjunto de situações estáveis à minha volta. E, nas últimas semanas, tive desenvolvimentos negativos inesperados na minha vida profissional, felizmente já em fase de resolução, e até de provável up-grade; mas, enquanto não via "a luz no fundo do túnel", tudo o que me apetecia fazer era escrever, tivesse assunto ou não!
5 - Descobri que os leitores respondem melhor (nas caixas de comentários) aos posts mais curtos e, porventura, mais inconsequentes; isso talvez me tenha levado, ainda que algo inconscientemente, a "abusar" do truque, já que, como disse antes, sou um viciado em feed-backs!
Não obstante tudo o que ficou exposto, não deixo de dar toda a razão ao Nuno (ainda que gostasse de ouvir - ou ler - mais opiniões sobre este assunto) e, em conformidade com esta tomada de consciência, tomei algumas decisões:
1 - Vou deixar, na medida do possível, de publicar coisas inconsequentes e gratuitas.
2 - Vou deixar de falar tanto de mim, não por pudor (porque só me exponho até onde quero), mas porque reconheço que esse é um tema sem qualquer interesse para o leitor, principalmente quando me ponho a divagar sobre o meu humor instantâneo. Abro, no entanto, uma excepção neste ponto, para informar que continuarei, sempre que se justificar, a escrever sobre o milagre que é o crescimento e a tomada de consciência do mundo do meu filho Lourenço!
3 - O concurso "Musical quiz", apesar de ter servido para passar momentos divertidos, provavelmente não passou de um truque meu para chamar mais leitores a este blog. Não sei se foi assim ou não - não tenho consciência do facto - mas, decidi mudar um pouco a mecânica da coisa: a partir de agora, deixa de haver pontos para quem acerte nas músicas. Sempre que me lembrar (e estou sempre a lembrar-me) continuarei a publicar um excerto de uma música que tenha algum significado para mim, para ver quem a reconhece. Encarem isto, a partir de agora, como uma forma honesta de procurar empatias. Deixam de haver pontos para os vencedores, mas, como prémio, todos estarão convidados para, quando quiserem, comer uma torta e um moscatel comigo em Azeitão, inclusive os que, até aqui, já deram as suas respostas - certas, erradas, a tempo, atrasadas, whatever!
E, para finalizar este (demasiado?) longo exercício de introspecção, deixo-vos com mais um excerto de uma belíssima canção:
This is our last goodbye
I hate to feel the love between us died
But it's over
Just hear this and then I'll go
You gave me more to live for
More than you'll ever know
Diz o Nuno que o tom deste blog anda a ficar demasiado pessoal, para não dizer umbiguista, e que, em muitos dos posts, se nota perfeitamente que não tenho nada para dizer. Revejo-me inteiramente nessas críticas, feitas com a imparcialidade que só a amizade verdadeira confere; no entanto, e apesar de não querer justificar o que quer que seja, sei que existem vários motivos para que o faça:
1 - É-me imensamente mais fácil falar de algo que conheça e, de preferência, que conheça melhor que qualquer outra pessoa - e o único tema que conheço que cumpre essas premissas sou eu!
2 - A blogosfera, e o acto de criar um blog são, por definição, exercícios de narcisismo; quem escreve deseja, de alguma forma, que os seus "rabiscos" sejam lidos por alguém. E eu, por insondáveis desígnios, sou especialmente vulnerável aos milagres da interacção, só possível num meio deste tipo. Daí que assuma que - por vezes - seja tentado a "forçar a nota" para manter o ritmo produtivo, mesmo quando não existe nenhum tema relevante subjacente ao post (e isto, para não dizer que, muitas vezes, não existe mesmo tema algum!).
3 - Tenho uma compulsão para escrever desde que me recordo de existir. Já escrevi em vários jornais e revistas, mas saio sempre pelo mesmo motivo: tenho que ganhar a vida, if you know what I mean! Actualmente escrevo apenas para o "Jornal de Azeitão", de que sou orgulhoso sub-director (e co-fundador, com o meu amigo António Chumbinho, já lá vão sete anos), num exercício gracioso e, de certa forma, por espírito de missão.
4 - Volto ao tom pessoal, mas não será de todo irrelevante mencionar, ainda que não sirva de desculpa, que sou especialmente sensível à existência - ou não - de um conjunto de situações estáveis à minha volta. E, nas últimas semanas, tive desenvolvimentos negativos inesperados na minha vida profissional, felizmente já em fase de resolução, e até de provável up-grade; mas, enquanto não via "a luz no fundo do túnel", tudo o que me apetecia fazer era escrever, tivesse assunto ou não!
5 - Descobri que os leitores respondem melhor (nas caixas de comentários) aos posts mais curtos e, porventura, mais inconsequentes; isso talvez me tenha levado, ainda que algo inconscientemente, a "abusar" do truque, já que, como disse antes, sou um viciado em feed-backs!
Não obstante tudo o que ficou exposto, não deixo de dar toda a razão ao Nuno (ainda que gostasse de ouvir - ou ler - mais opiniões sobre este assunto) e, em conformidade com esta tomada de consciência, tomei algumas decisões:
1 - Vou deixar, na medida do possível, de publicar coisas inconsequentes e gratuitas.
2 - Vou deixar de falar tanto de mim, não por pudor (porque só me exponho até onde quero), mas porque reconheço que esse é um tema sem qualquer interesse para o leitor, principalmente quando me ponho a divagar sobre o meu humor instantâneo. Abro, no entanto, uma excepção neste ponto, para informar que continuarei, sempre que se justificar, a escrever sobre o milagre que é o crescimento e a tomada de consciência do mundo do meu filho Lourenço!
3 - O concurso "Musical quiz", apesar de ter servido para passar momentos divertidos, provavelmente não passou de um truque meu para chamar mais leitores a este blog. Não sei se foi assim ou não - não tenho consciência do facto - mas, decidi mudar um pouco a mecânica da coisa: a partir de agora, deixa de haver pontos para quem acerte nas músicas. Sempre que me lembrar (e estou sempre a lembrar-me) continuarei a publicar um excerto de uma música que tenha algum significado para mim, para ver quem a reconhece. Encarem isto, a partir de agora, como uma forma honesta de procurar empatias. Deixam de haver pontos para os vencedores, mas, como prémio, todos estarão convidados para, quando quiserem, comer uma torta e um moscatel comigo em Azeitão, inclusive os que, até aqui, já deram as suas respostas - certas, erradas, a tempo, atrasadas, whatever!
E, para finalizar este (demasiado?) longo exercício de introspecção, deixo-vos com mais um excerto de uma belíssima canção:
This is our last goodbye
I hate to feel the love between us died
But it's over
Just hear this and then I'll go
You gave me more to live for
More than you'll ever know
2003/09/05
Musical quiz #19
Também é difícil, a 18? E eu a pensar que não. Estou a ver que vocês preferem os eighties. Então tomem lá:
The feeling has gone only you and I
It means nothing to me
This means nothing to me
Oh Vienna
The feeling has gone only you and I
It means nothing to me
This means nothing to me
Oh Vienna
Musical quiz #18
Vamos lá então a fazer um ponto da situação, para ver quem é que leva o prémio (mas o concurso ainda não acabou!). Em primeiro lugar está o Nelson, com 13 pontos, em segundo o jcd, com 11, em terceira a Papoila, com 6, em quarta a ElsaTS, com 2 (boas notícias: o júri deferiu o protesto no post dos Pink Floyd), e em quintas ex-aequo, a Lu (que conhece muitas, eu sei, mas que não tem tempo para vir cá...), e a Shyznogud, com 1 ponto cada.
Em relação às respostas que valiam pontos, mas ainda não tinham sido dadas, o álbum dos Ramones chama-se "End of the Century", O dos Aztec Camera é "Knife" (uma capa lindíssima - ainda tenho aqui o vinyl, apesar de já não ter prato para o ouvir), o dos Tubes é "White Punks on dope", e a música mistério do post "M.q. #16", a única que ficou sem resposta até agora, chama-se "Five strings serenade", cantam-na os Mazzy Star (cuja vocalista, Hope Sandoval, já cantou com os Jesus and Mary Chain), e pode ser encontrada no álbum "So tonight that I might see". Naturalmente que nenhuma das perguntas contidas nos posts anteriores conta mais, mas as regras mantêm-se: 1 ponto para o intérprete, 1 para a canção, e 1 para o álbum ("e vamos agora ouvir a votação da França; 10 pontos para a canção portuguesa!").
Para agora, fica outra, não muito difícil, acho:
Roses in the hospital
Try to pull my finger nails out
Roses in the hospital
I want to cling to something soft
Roses in the hospital
Progressing like a constant war
Roses in the hospital
There’s no one to feel ashamed for
Em relação às respostas que valiam pontos, mas ainda não tinham sido dadas, o álbum dos Ramones chama-se "End of the Century", O dos Aztec Camera é "Knife" (uma capa lindíssima - ainda tenho aqui o vinyl, apesar de já não ter prato para o ouvir), o dos Tubes é "White Punks on dope", e a música mistério do post "M.q. #16", a única que ficou sem resposta até agora, chama-se "Five strings serenade", cantam-na os Mazzy Star (cuja vocalista, Hope Sandoval, já cantou com os Jesus and Mary Chain), e pode ser encontrada no álbum "So tonight that I might see". Naturalmente que nenhuma das perguntas contidas nos posts anteriores conta mais, mas as regras mantêm-se: 1 ponto para o intérprete, 1 para a canção, e 1 para o álbum ("e vamos agora ouvir a votação da França; 10 pontos para a canção portuguesa!").
Para agora, fica outra, não muito difícil, acho:
Roses in the hospital
Try to pull my finger nails out
Roses in the hospital
I want to cling to something soft
Roses in the hospital
Progressing like a constant war
Roses in the hospital
There’s no one to feel ashamed for
Sondagem
Estou a pensar tirar o "Pipi" da minha lista de links; aquilo já chateia, é sempre igual, e até dá má imagem à blogosfera (há muitos amigos meus que mal sabem o que é um blog, mas que já conhecem o animal).
Gostava de ouvir mais opiniões - depois decidirei de forma democrática: conto os vosso votos, e faço o que me apetecer!
Gostava de ouvir mais opiniões - depois decidirei de forma democrática: conto os vosso votos, e faço o que me apetecer!
Desvantagens de não morar num centro urbano
Há muitos pequenos prazeres que me fazem sentir melhor; um deles é, às Sextas-feiras comprar "O Independente" no Sad, e depois ocupar uma mesa inteira, no "Forno da Vila", a ler o jornal todo "esparramado" e a tomar o pequeno almoço com vagar. Este exercício, para produzir efeitos visíveis, não poderá ter uma duração inferior a vinte minutos.
Mas hoje, que eu até tinha tempo, "O Independente" ainda não chegou a Azeitão; que balde de água fria!
Mas hoje, que eu até tinha tempo, "O Independente" ainda não chegou a Azeitão; que balde de água fria!
Musical quiz #17
Será que finalmente arranjei uma canção difícil, no "M.q. #16"? Ou os "craques" ainda não chegaram? De qualquer forma, tenho a certeza de que até já a ouvi na rádio. Entretanto, aqui fica outro trecho, para que, os que não conhecem aquela, possam ir puxando os cabelos:
Talk to you later
Don't want to hear it again tonight
I'll talk to you later
Just save it for another guy
I'll talk to you later
Don't want to hear it again tonight
I'll just see you around
Talk to you later
Don't want to hear it again tonight
I'll talk to you later
Just save it for another guy
I'll talk to you later
Don't want to hear it again tonight
I'll just see you around
Musical quiz #16
Fica esta então para se "esgatanharem". Já sabem: intérprete, título, álbum!
This is my five string serenade
Beneath the water played
And while I'm playing for you
It could be raining there too
This is my five string serenade
Beneath the water played
And while I'm playing for you
It could be raining there too
2003/09/04
Dois pedidos ao jornal "Público"
Primeiro pedido: poder-me-iam os senhores emprestar durante uns dias o vosso colunista, Sr. Eduardo Prado Coelho, para que ele me arranje uma discussão sobre cultura "de-trazer-por-casa" com o meu vizinho do lado? É que o prédio tem andado tão sossegado...
Segundo pedido: seria possível passar a publicar, aos Domingos, uma pequena memória descritiva a explicar e contextualizar os cartoons do vosso colaborador Vasco? Eu peço humildemente desculpas por ser tão estúpido, mas a verdade é que não consigo perceber nem uma das piadas (são piadas, não são?).
Grato.
Segundo pedido: seria possível passar a publicar, aos Domingos, uma pequena memória descritiva a explicar e contextualizar os cartoons do vosso colaborador Vasco? Eu peço humildemente desculpas por ser tão estúpido, mas a verdade é que não consigo perceber nem uma das piadas (são piadas, não são?).
Grato.
"Grande Reportagem"
A última edição da revista "Grande Reportagem" foi mesmo a última - passe a redundância - pelo menos com periodicidade mensal; a partir de agora será editada semanalmente, e "oferecida" como suplemento do "Diário de Notícias" de Sábado.
Sinto já uma certa nostalgia, confesso. Ainda que nem sempre apreciasse algum "chico-espertismo" mal disfarçado, de jornalistas "esquerdalhos" que se acham exemplos de subtileza, já tinha aquirido o hábito, e agora vai-me ser difícil desenraizá-lo. Por outro lado, a experiência deste país em publicações semanais generalistas mostra-nos à saciedade que só conseguem sobreviver neste meio as que adoptam uma postura "rasca" e/ou de "faca e alguidar". Basta observar o jornal "Expresso", e a curva descendente da sua dignidade, para perceber onde quero chegar (está bem, "O Independente" é semanal e bom, mas não consegue sobreviver facilmente - vejam lá aquele encarte que lá vem agora com a "dança das tias"; nem para papel higiénico serve, porque é rijo, mas ajuda, certamente, a vender o papel).
Espero que o mesmo não aconteça à "Grande Reportagem", sinceramente. Para já, conto com a qualidade dos textos de Pedro Mexia (bela peça sobre cultura, na última edição mensal), bem como com a lucidez apaixonada de Francisco José Viegas (pode-se ser, simultaneamente, lúcido e apaixonado?), para me garantirem a qualidade da coisa. A ver vamos...
Sinto já uma certa nostalgia, confesso. Ainda que nem sempre apreciasse algum "chico-espertismo" mal disfarçado, de jornalistas "esquerdalhos" que se acham exemplos de subtileza, já tinha aquirido o hábito, e agora vai-me ser difícil desenraizá-lo. Por outro lado, a experiência deste país em publicações semanais generalistas mostra-nos à saciedade que só conseguem sobreviver neste meio as que adoptam uma postura "rasca" e/ou de "faca e alguidar". Basta observar o jornal "Expresso", e a curva descendente da sua dignidade, para perceber onde quero chegar (está bem, "O Independente" é semanal e bom, mas não consegue sobreviver facilmente - vejam lá aquele encarte que lá vem agora com a "dança das tias"; nem para papel higiénico serve, porque é rijo, mas ajuda, certamente, a vender o papel).
Espero que o mesmo não aconteça à "Grande Reportagem", sinceramente. Para já, conto com a qualidade dos textos de Pedro Mexia (bela peça sobre cultura, na última edição mensal), bem como com a lucidez apaixonada de Francisco José Viegas (pode-se ser, simultaneamente, lúcido e apaixonado?), para me garantirem a qualidade da coisa. A ver vamos...
Musical quiz #15
As contas estão um bocadinho mais complicadas, para mais com estas novas regras; talvez para o fim de semana. Lembro que ainda há títulos de músicas (a dos Ramones e a dos Orchestral Manoeuvres in the Dark), e de álbuns (o dos Ramones), para descobrir. Entretanto, aqui vai mais uma pérola revivalista:
I wish myself into your arms
To know that all I need is everything
The size of the sea and the sun in my eyes
And the line in my head
Yearning for more, only for more
These days are as bright as the days I have seen
In the wildest of dreams
Yearning for more, only for more
I wish myself into your arms
To know that all I need is everything
The size of the sea and the sun in my eyes
And the line in my head
Yearning for more, only for more
These days are as bright as the days I have seen
In the wildest of dreams
Yearning for more, only for more
Musical quiz #14
Yeap, os cantores misteriosos do "M.q. #13" são os Ramones, grupo de quatro "básicos" manos (agora são só três...) que puseram muita gente da minha geração a "abanar a carola" - mas atenção que, de acordo com as novas regras, falta definir o nome da canção e o álbum em que saíu originalmente, respostas essas que valerão mais um ponto cada.
Agora passamos a mais uma sessão dupla, com uma ligeira variante: estas duas canções pertencem à banda sonora do mesmo filme (cujo CD, por acaso, eu vinha agora a ouvir no carro), apesar de não serem cantadas pelas mesmas bandas. As respostas que valem pontos são os nomes das bandas, os nomes das canções, e o título do filme (em lugar dos álbuns originais), à razão de um ponto cada. Vamos lá:
If you leave
I won't cry
I won't waste one single day
But if you leave don't look back
I'll be running the other way
e:
Caroline laughs and it's raining all day
She loves to be one of the girls
She lives in the place in the side of our lives
Where nothing is ever put straight
She turns herself round and she smiles and she says
This is it, that's the end of the joke
And loses herself in her dreaming and sleep
And her lovers walk through in their coats
Agora passamos a mais uma sessão dupla, com uma ligeira variante: estas duas canções pertencem à banda sonora do mesmo filme (cujo CD, por acaso, eu vinha agora a ouvir no carro), apesar de não serem cantadas pelas mesmas bandas. As respostas que valem pontos são os nomes das bandas, os nomes das canções, e o título do filme (em lugar dos álbuns originais), à razão de um ponto cada. Vamos lá:
If you leave
I won't cry
I won't waste one single day
But if you leave don't look back
I'll be running the other way
e:
Caroline laughs and it's raining all day
She loves to be one of the girls
She lives in the place in the side of our lives
Where nothing is ever put straight
She turns herself round and she smiles and she says
This is it, that's the end of the joke
And loses herself in her dreaming and sleep
And her lovers walk through in their coats
Musical quiz #13
Tenho que me deixar destas "doses múltiplas", porque isto dá muita vantagem a quem chega primeiro (e sabe, claro!). Então, praticamente às quinze horas de hoje (hora a que eu tenho que sair), a classificação é a seguinte: para o primeiro lugar continua uma encarniçada - mas sadia - disputa entre jcd e Nelson, ambos com 8 pontos; em terceiro lugar, autora de uma espectacular recuperação, está agora isolada a Papoila, com 5 pontos; em quarto lugar, com algum azar e falta de oportunidade à mistura, estão a ElsaTS (o júri está a deliberar ainda sobre o protesto apresentado no post "M.q. #11"), a Lu, e a Shyznogud, com 1 ponto cada; não classificado, por enquanto, encontra-se o PAS, com duas nice tries - continua a mandar postais, que o concurso está para durar!
Entretanto, há aqui umas ligeiras alterações às regras, de que o grande júri se lembrou agora: cada música correctamente identificada passa a valer três pontos - um para o intérprete, um para o título, e ainda mais um para o nome do álbum onde ela foi originalmente publicada. Estas novas regras passar-se-ão a aplicar apenas daqui para a frente (incluindo nesta canção que está já aqui em baixo), excepto quando surgir uma indicação diferente.
E pronto; depois desta lenga-lenga, vamos lá a mais uma - esta é fácil:
When you kiss me I just gotta
Kiss me I just gotta
Kiss me I just gotta say :
Baby, I love you
Come on baby
Baby, I love you
Baby I love, I love only you
O que eu cantei isto; e já lá vão mais de vinte anos. Do you remember garage parties?
Entretanto, há aqui umas ligeiras alterações às regras, de que o grande júri se lembrou agora: cada música correctamente identificada passa a valer três pontos - um para o intérprete, um para o título, e ainda mais um para o nome do álbum onde ela foi originalmente publicada. Estas novas regras passar-se-ão a aplicar apenas daqui para a frente (incluindo nesta canção que está já aqui em baixo), excepto quando surgir uma indicação diferente.
E pronto; depois desta lenga-lenga, vamos lá a mais uma - esta é fácil:
When you kiss me I just gotta
Kiss me I just gotta
Kiss me I just gotta say :
Baby, I love you
Come on baby
Baby, I love you
Baby I love, I love only you
O que eu cantei isto; e já lá vão mais de vinte anos. Do you remember garage parties?
Musical quiz #12
Mais uma pergunta "duas-em-uma"; uma fácil, e outra acho que nem por isso, se bem que eu já a tenha cantarolado - e até cantado aos berros, que vergonha - milhares de vezes:
I know it's out of fashion
And a trifle uncool
But I can't help it
I'm a romantic fool
It's a habit of mine
To watch the sun go down
On Echo beach I watch the sun go down
e:
If it's true a rich man leads a sad life
That's what they say from day to day
Then what do all the poor do with their lives?
Have nothing to say on judgment day?
I know it's out of fashion
And a trifle uncool
But I can't help it
I'm a romantic fool
It's a habit of mine
To watch the sun go down
On Echo beach I watch the sun go down
e:
If it's true a rich man leads a sad life
That's what they say from day to day
Then what do all the poor do with their lives?
Have nothing to say on judgment day?
Lamechas?
Acabei de comprar o meu exemplar de "O quarto do filho" e resolvi passar os olhos pela sinopse e pelas fotos da caixa. Asneira! Só de me lembrar das imagens que vi no "King", veio-me uma lágrima ao olho - uma lágrima que, estou certo, todos os pais sentem - uma lágrima pelo medo, pela impotência, pela vulnerabilidade, por sabermos que os nossos filhos não nos pertencem e que, por mais que façamos, nunca poderemos dar-lhes tudo o que eles merecem, nem protegê-los para sempre...
Não sei se conseguirei ver este filme outra vez!
Não sei se conseguirei ver este filme outra vez!
Estigmas
Acho de um egoísmo extremo o gesto de muitos pais, de colocarem aos filhos os nomes invulgares de antepassados, de actores, ou até dos seus ídolos em quaisquer outras áreas. Esquecem-se de que o filho se tornará um adulto, e que carregará para sempre o peso de um nome impronunciável.
Eu sei por experiência própria; chamo-me Aldino, como o meu pai. Sempre que tenho que dar o nome a alguém, tenho que o soletrar e, mesmo assim, na maior parte das vezes escrevem Albino. A minha correspondência vem em nome de Alcino, Altino, Adelino ou até Aldina. As pessoas que não me vêem há algum tempo chamam-me Alcides. Ainda se eu fosse Aldino Manuel, ou Aldino Pedro, podia usar outro nome - mas não, só Aldino, bolas. Por isso, fiz uma "fita" para que todos os meus filhos tenham dois nomes; para já só tenho um, que se não gostar de Lourenço pode ser Miguel, e vice-versa.
Este é, normalmente, um drama pouco compreendido por quem não o sofre, mas se se chamassem Benilde, Eufrásia ou Austrincliniano (sim, sim, conheci uma pessoa assim chamada), estou certo de que reveriam a posição!
Eu sei por experiência própria; chamo-me Aldino, como o meu pai. Sempre que tenho que dar o nome a alguém, tenho que o soletrar e, mesmo assim, na maior parte das vezes escrevem Albino. A minha correspondência vem em nome de Alcino, Altino, Adelino ou até Aldina. As pessoas que não me vêem há algum tempo chamam-me Alcides. Ainda se eu fosse Aldino Manuel, ou Aldino Pedro, podia usar outro nome - mas não, só Aldino, bolas. Por isso, fiz uma "fita" para que todos os meus filhos tenham dois nomes; para já só tenho um, que se não gostar de Lourenço pode ser Miguel, e vice-versa.
Este é, normalmente, um drama pouco compreendido por quem não o sofre, mas se se chamassem Benilde, Eufrásia ou Austrincliniano (sim, sim, conheci uma pessoa assim chamada), estou certo de que reveriam a posição!
Musical quiz #11
Não sei o que mais vos hei-de arranjar; tenho que ir remexer no baú. Experimentem lá esta:
Big man, pig man, ha ha, charade you are
You well heeled big wheel, ha ha, charade you are
And when your hand is on your heart
You're nearly a good laugh
Almost a joker
Big man, pig man, ha ha, charade you are
You well heeled big wheel, ha ha, charade you are
And when your hand is on your heart
You're nearly a good laugh
Almost a joker
Musical quiz #10
Bom, então estamos assim: em primeiro jcd, com 8 pontos, em segundo Nelson, com 7, e em terceiros ex-aequo, ElsaTS, Lu e Papoila. Vamos lá a ver agora esta; vocês é que estão a pedir mais dificuldade...
It's Monday morning, 5:19
And I'm still wondering where she's been
'cause everytime I try to call
I just get her machine.
And now it's almost six a.m.
And I don't want to try again
'cause if she's still not back
Then this must be the end
It's Monday morning, 5:19
And I'm still wondering where she's been
'cause everytime I try to call
I just get her machine.
And now it's almost six a.m.
And I don't want to try again
'cause if she's still not back
Then this must be the end
Musical quiz #9
Nova música, nova voltinha:
Rent a flat above a shop, cut your hair and get a job
Smoke some fags and play some pool, pretend you never went to school
But still you'll never get it right
'cos when you're laid in bed at night, watching roaches climb the wall
If you call your dad he could stop it all
Rent a flat above a shop, cut your hair and get a job
Smoke some fags and play some pool, pretend you never went to school
But still you'll never get it right
'cos when you're laid in bed at night, watching roaches climb the wall
If you call your dad he could stop it all
Desconvocada a jornada de luta
Por diversos motivos, entre os quais não foi despiciendo o facto de já ter sido inaugurada a caixa de comentários do post a que aludi mais abaixo, mas também porque, como muito bem diz a Neurótica, eu não estou sindicalizado ainda como bloguista, decidiu a Comissão de Trabalhadores desta casa desconvocar a greve agendada para hoje. Assim, bem ou mal, vão ter que me aturar de novo!
E começo por vos avisar de que hoje (o Pedro Adão e Silva anunciou-o ontem, mas penso que ele tem o relógio adiantado - pelo menos cá a Azeitão não chegou) o DVD que sai com o "Público", por mais 8,90€, é "O quarto do filho", de Nanni Moretti; se não comprarem este, escusam de cá voltar, é só o que vos digo!
E, dentro de momentos, mais um "Musical quiz"!
E começo por vos avisar de que hoje (o Pedro Adão e Silva anunciou-o ontem, mas penso que ele tem o relógio adiantado - pelo menos cá a Azeitão não chegou) o DVD que sai com o "Público", por mais 8,90€, é "O quarto do filho", de Nanni Moretti; se não comprarem este, escusam de cá voltar, é só o que vos digo!
E, dentro de momentos, mais um "Musical quiz"!
Falharam as negociações!
Lamento informar os meus prezados leitores de que, devido à falta de consenso, manter-se-á a greve geral agendada para amanhã. Esta jornada de luta servirá para protestar contra a preguiça dos meus leitores, que apenas lêem os últimos posts colocados, deixando sem resposta milhares de outros.
Mais informo que, devido à irredutibilidade das partes envolvidas nas negociações, os serviços mínimos garantidos para amanhã se cingirão, apenas e exclusivamente, a responder a comentários que venham a ser colocados nas respectivas caixas. Assim, actividades como o "Musical quiz", que vinha entusiasmando milhões de portugueses, verá a afixação de novos trechos musicais interrompida durante todo o dia, para grande alívio dos produtores do "Big Brother".
Tudo indica que a adesão a esta iniciativa deverá rondar os 100%, mas existe ainda a possibilidade de a Comissão de Trabalhadores rever a sua posição se, no decorrer do dia, forem satisfeitas as suas reivindicações, isto é, se forem condignamente visitados todos os posts da primeira página do blog, principalmente aqueles que apresentam no fim, a azul, a inscrição "pronto a estrear"; esta pretensão tem especial acutilância para o post em que o autor descreve a aquisição de uma viatura Mercedes por parte do seu filho, em pleno centro da Zambujeira do Mar, e que foi injustamente ignorado pelos leitores.
Um piquete de greve, composto por cem voluntários, impedirá o acesso às instalações a eventuais "fura-greves" que pretendam pensar pela própria cabeça!
O delegado sindical.
Mais informo que, devido à irredutibilidade das partes envolvidas nas negociações, os serviços mínimos garantidos para amanhã se cingirão, apenas e exclusivamente, a responder a comentários que venham a ser colocados nas respectivas caixas. Assim, actividades como o "Musical quiz", que vinha entusiasmando milhões de portugueses, verá a afixação de novos trechos musicais interrompida durante todo o dia, para grande alívio dos produtores do "Big Brother".
Tudo indica que a adesão a esta iniciativa deverá rondar os 100%, mas existe ainda a possibilidade de a Comissão de Trabalhadores rever a sua posição se, no decorrer do dia, forem satisfeitas as suas reivindicações, isto é, se forem condignamente visitados todos os posts da primeira página do blog, principalmente aqueles que apresentam no fim, a azul, a inscrição "pronto a estrear"; esta pretensão tem especial acutilância para o post em que o autor descreve a aquisição de uma viatura Mercedes por parte do seu filho, em pleno centro da Zambujeira do Mar, e que foi injustamente ignorado pelos leitores.
Um piquete de greve, composto por cem voluntários, impedirá o acesso às instalações a eventuais "fura-greves" que pretendam pensar pela própria cabeça!
O delegado sindical.
Andamos a arranjar desculpas; andamos, andamos...
Ana Sá Lopes e João Pedro Henriques dizem que foram hoje almoçar com JMF, do "Terras do Nunca"; este, contudo, diz que foi almoçar à sua tia Clotilde, e não cita outra companhia durante a degustação dos chicharros para além da simpática (mas, pelos vistos, sionista) velhota. A.S.L. e J.P.H. até dizem que a máquina não aceitou o Visa de JMF, esperando que nós acreditemos que a tia Clotilde seria capaz de cobrar alguma coisa pela refeição.
Em suma, ainda que isso não tenha grande importância, alguém anda aqui a tentar "enfiar o barrete" a alguém!
Em suma, ainda que isso não tenha grande importância, alguém anda aqui a tentar "enfiar o barrete" a alguém!
2003/09/03
Musical quiz #8
Não quero entrar nas músicas mais esotéricas - aquelas que eu cantarolo e ninguém conhece - mas penso que, com estas duas, talvez dificulte um bocadinho a coisa:
There's a disease
Goin' round the hospital
Green, green leaves
Fallin' from the trees
e:
Far above the ocean, deep under the sea
There's a river runnin' dry because of you and me
She's a goddess on a highway, a goddess in a car
A goddess goin' faster than she's ever gone before
There's a disease
Goin' round the hospital
Green, green leaves
Fallin' from the trees
e:
Far above the ocean, deep under the sea
There's a river runnin' dry because of you and me
She's a goddess on a highway, a goddess in a car
A goddess goin' faster than she's ever gone before
Cavalheirismo
Venho agora de um restaurante onde jantei. Enquanto estava à mesa, reparei num casal de jovens namorados que chegou a uma mesa perto; ela dirigiu-se para uma das cadeiras - a que ficava de frente para o resto da sala - e sentou-se. No entanto, o rapaz, visivelmente incomodado, pediu-lhe que se levantasse e trocasse com ele, pois não gostava de ficar virado para a parede. Humildemente ela obedeceu, e jantou de frente para a parede e, claro, para o namorado. Desconheço se ela preferia olhar para uma ou para outro, mas também não me parece que essa seja uma informação relevante.
Relatei aqui este pequeno episódio, mesmo correndo o risco de ser acusado de "fura-greves", porque achei o gesto do rapaz imbuído de um cavalheirismo que já não se usa. Reparem bem que ele a deixou escolher primeiro, e só depois pediu para trocar - se, por acaso, a namorada tivesse escolhido o outro lugar, aquele em que efectivamente ficou, ele nem precisaria de lhe pedir nada, e consumar-se-ia assim um brilharete. De facto, na maioria dos casais que conheço, o homem entra primeiro no restaurante (assim como no cinema, no teatro - aqueles que lá vão - ou até em casa), senta-se primeiro, e pega na ementa mal ela "aterra" na mesa. E ainda há quem diga que esta juventude já não preza os valores da boa educação - o mal educado sou eu, que estava no restaurante a observar outros clientes!
Relatei aqui este pequeno episódio, mesmo correndo o risco de ser acusado de "fura-greves", porque achei o gesto do rapaz imbuído de um cavalheirismo que já não se usa. Reparem bem que ele a deixou escolher primeiro, e só depois pediu para trocar - se, por acaso, a namorada tivesse escolhido o outro lugar, aquele em que efectivamente ficou, ele nem precisaria de lhe pedir nada, e consumar-se-ia assim um brilharete. De facto, na maioria dos casais que conheço, o homem entra primeiro no restaurante (assim como no cinema, no teatro - aqueles que lá vão - ou até em casa), senta-se primeiro, e pega na ementa mal ela "aterra" na mesa. E ainda há quem diga que esta juventude já não preza os valores da boa educação - o mal educado sou eu, que estava no restaurante a observar outros clientes!
Amanhã sempre há greve!
Não se iludam; hoje distraí-me e postei mais do que devia, mas a greve para amanhã não foi desconvocada. Mais, se não forem visitados todos os posts que ainda estão em branco, nem sequer os serviços mínimos serão garantidos!
Olha, isso é que me dá um jeitão!
O "Desejo casar" lançou a questão, e o "Glória fácil" vem-nos hoje confirmar que é possível utilizar o blog como página de classificados. Não me interessa por aí além a marcação recíproca entre estes dois blogs, mas não quero deixar de aproveitar a ocasião para vender o meu peixe:
Vende-se:
Range Rover, a gasóleo, de 1993, parado há quase dois anos, porque uns sacanas quaisquer me assaltaram o carro, na noite de Natal, e me levaram os documentos, e o antigo dono foi morar para o Brasil, e o carro ainda não estava em meu nome, e tem sido uma "carga de trabalhos" para resolver as coisas, e entretanto comprei outro carro, e já não preciso daquele, apesar de estar em muito bom estado. Resposta a este blog.
Vende-se:
Range Rover, a gasóleo, de 1993, parado há quase dois anos, porque uns sacanas quaisquer me assaltaram o carro, na noite de Natal, e me levaram os documentos, e o antigo dono foi morar para o Brasil, e o carro ainda não estava em meu nome, e tem sido uma "carga de trabalhos" para resolver as coisas, e entretanto comprei outro carro, e já não preciso daquele, apesar de estar em muito bom estado. Resposta a este blog.
Musical quiz #7
Vá lá; só mais este trechozinho para adivinharem:
He said:
I don't care if you're black or blue
Me and the stars stay up for you
I don't care who's wrong or right
And I don't care for the U.K. tonight
So stay
He said:
I don't care if you're black or blue
Me and the stars stay up for you
I don't care who's wrong or right
And I don't care for the U.K. tonight
So stay
Pensei que isto fosse mais emocionante...
Então uma pessoa passa assim o dia, em greve, e nem sequer aparece a SIC? Para a próxima tenho que arranjar uns cartazes...
Serviços mínimos assegurados
Musical quiz #6
A ver então se aumentamos a dificuldade; mais quatro:
Born in the very same year
Alive at a similar time
It gave me something small that I could feel
e:
My girl, my girl, don't lie to me
Tell me where did you sleep last night
e também:
Dos amores do Redentor
Não reza a História Sagrada
Mas diz uma lenda encantada
Que o Bom Jesus sofreu de amor
(nota: dado que este fado foi interpretado por várias pessoas, considerarei certa uma resposta que me indique apenas o seu nome)
e, por fim:
All the times that I´ve cried
Keeping all the thing I knew inside
It was hard, but it´s harder to ignore them
Born in the very same year
Alive at a similar time
It gave me something small that I could feel
e:
My girl, my girl, don't lie to me
Tell me where did you sleep last night
e também:
Dos amores do Redentor
Não reza a História Sagrada
Mas diz uma lenda encantada
Que o Bom Jesus sofreu de amor
(nota: dado que este fado foi interpretado por várias pessoas, considerarei certa uma resposta que me indique apenas o seu nome)
e, por fim:
All the times that I´ve cried
Keeping all the thing I knew inside
It was hard, but it´s harder to ignore them
Continuamos em greve!
Apesar de ser uma expressão que não me é nada simpática, a verdade é que me encontro constituído em piquete de greve, para protestar contra o facto de os leitores só lerem - e comentarem - os posts de cima; no entanto, e ao contrário de Carvalho da Silva e Jerónimo de Sousa, não impeço ninguém de aceder às instalações deste blog, mais que não seja para negociar condições para o levantamento da paralisação.
Entretanto, eu vou estando por aqui a ver quem entra e quem sai.
Entretanto, eu vou estando por aqui a ver quem entra e quem sai.
Musical quiz #5
Apesar de estar em greve - pelo menos até que os meus leitores percorram todo o blog, e não apenas os posts "cá de cima" - não deixo de assegurar os serviços mínimos. Assim, aqui vão mais duas fracções de canções para adivinharem (lembro que no post "M.Q. #4" ainda se encontra uma música para identificar):
(...)
You don't have to wear that dress tonight
Walk the streets for money
You don't care if it's wrong or if it's right
e:
Give me a reason to love you
Give me a reason to be a woman
(...)
You don't have to wear that dress tonight
Walk the streets for money
You don't care if it's wrong or if it's right
e:
Give me a reason to love you
Give me a reason to be a woman
2003/09/02
Posts a mais
Tenho cá uma teoria: as pessoas que aqui chegam, com alguma preguiça, dão uma olhadela aos últimos posts publicados - os que se encontram mais acima - e não descem muito mais que isso. Assim, como eu escrevo compulsivamente, alguns dos meus textos arriscam-se a ser ignorados, apesar de recentes, como foi o caso da maravilhosa história que contei anteontem sobre o meu Lou a comprar um Mercedes!
Para comprovar esta teoria, vou fazer um esforço, e tentar não postar nada durante algum tempo - quanto, logo se vê!
A bientôt!
Para comprovar esta teoria, vou fazer um esforço, e tentar não postar nada durante algum tempo - quanto, logo se vê!
A bientôt!
Musical quiz #4
Isto está a ficar renhido; e estas três?
Generation Sex
Respects
The rights
Of girls
Who wanna take their clothes off
As long as we can all watch
That´s OK
e:
Give me back my broken night
My secret room, my secret life
It´s lonely here
There´s no one left to torture
e ainda:
Ring, ring
It´s Seven A.M.
Pull yourself
To go again
Cold water
In the face
Brings you back
To this owful place.
Generation Sex
Respects
The rights
Of girls
Who wanna take their clothes off
As long as we can all watch
That´s OK
e:
Give me back my broken night
My secret room, my secret life
It´s lonely here
There´s no one left to torture
e ainda:
Ring, ring
It´s Seven A.M.
Pull yourself
To go again
Cold water
In the face
Brings you back
To this owful place.
Musical quiz #3
Musical quiz #2
Bom, vamos então considerar que jcd, dos "Jaquinzinhos", identificou correctamente as canções a que pertenciam os trechos transcritos no post "Musical quiz #1". Dois pontos para ele. Eram elas, para quem ainda não descobriu, respectivamente, "I want you to want me", dos Cheap Trick, e "Don´t stop", dos Fleetwood Mac. Passemos então, sem mais delongas, a novo "bocadinho" de canção:
Corpo de linho
lábios de mosto
meu corpo lindo
meu fogo posto.
Eira de milho
luar de Agosto
quem faz um filho
fá-lo por gosto.
Como se chama, e quem cantava?
Corpo de linho
lábios de mosto
meu corpo lindo
meu fogo posto.
Eira de milho
luar de Agosto
quem faz um filho
fá-lo por gosto.
Como se chama, e quem cantava?
Pesquisas
O folclore, nas suas mais diversas variações, continua a ser a chave através da qual mais gente cá vem parar, vindos dos motores de busca. Mas hoje tivémos aqui uma ilustre visita que procurava "criação de caracóis em Espanha".
Musical quiz #1
Sempre com os olhos postos na satisfação dos nossos leitores, a equipa que realiza e produz diariamente este blog vem, mais uma vez, inovar no campo da interacção entre as diversas partes da blogosfera (se isto não vos convencer a escrever comentários, não sei o que convencerá...). Numa iniciativa original, e com todos os contornos de ilegalidade (não li os estatutos do Blogger, confesso, mas calculo que não haja lá enquadramento legal para isto), o "Serra-mãe" lança, a partir de hoje, um concurso com participação restringida aos seus leitores.
A mecânica disto é muito simples: sem periodicidade garantida, irei postando aqui excertos de letras de canções. O leitor(a) que primeiro identificar correctamente a música e o intérprete em causa ganha um ponto. Ao fim de algum tempo - que também ainda não decidi quanto será - faremos as contas e teremos um vencedor, vencedor esse que ganhará um prémio a definir (provavelmente um saco de caramelos "Viuda Solano").
Dúvidas? Escrevam para o endereço de e-mail supra, ou usem as caixas de comentários, se fizerem o favor.
Posto isto, passamos desde já às duas primeiras canções, dois clássicos das noites mágicas do "Seagull":
Feeling all alone without a friend you know it feels like dying
Oh, didn't I, didn't I, didn't I see you cry?
e:
If you wake up and don't want to smile
If it takes just a little while
Open your eyes and look at the day
You'll see things in a different way
Então?
A mecânica disto é muito simples: sem periodicidade garantida, irei postando aqui excertos de letras de canções. O leitor(a) que primeiro identificar correctamente a música e o intérprete em causa ganha um ponto. Ao fim de algum tempo - que também ainda não decidi quanto será - faremos as contas e teremos um vencedor, vencedor esse que ganhará um prémio a definir (provavelmente um saco de caramelos "Viuda Solano").
Dúvidas? Escrevam para o endereço de e-mail supra, ou usem as caixas de comentários, se fizerem o favor.
Posto isto, passamos desde já às duas primeiras canções, dois clássicos das noites mágicas do "Seagull":
Feeling all alone without a friend you know it feels like dying
Oh, didn't I, didn't I, didn't I see you cry?
e:
If you wake up and don't want to smile
If it takes just a little while
Open your eyes and look at the day
You'll see things in a different way
Então?
2003/09/01
Ele lá sabe...
Num noticiário da hora de almoço (não me lembro qual o canal) ouvi "de raspão" o dono ou empregado de um café, situado perto do local onde deveriam ser inquiridas algumas das testemunhas do caso Casa Pia, dizer:
"Chegam a estar aqui mais jornalistas do que pessoas!"
"Chegam a estar aqui mais jornalistas do que pessoas!"
Um dia duplamente especial!
Já não bastava a filha do José Carlos Soares fazer dez anos hoje; era preciso aparecer outra aniversariante para iniciar Setembro. Mas o Pedro Cid tratou disso; há bocado enviou-me uma SMS a dizer que esta madrugada, no Porto, nasceu a Joana.
Aos pais babados, os meus parabéns sinceros; vocês merecem!
Aos pais babados, os meus parabéns sinceros; vocês merecem!
Requerimento à Dr.ª Maria José Nogueira Pinto
Cara Senhora:
Venho, por este meio, solicitar a V.ª Ex.ª que, na sua qualidade de Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, interceda de forma a que me seja concedido o primeiro prémio no Concurso do Totoloto, no prazo máximo de uma semana.
O motivo desta pretensão prende-se com o facto de eu me encontrar farto de estar aqui, no escritório, e de pretender pegar na minha família e, sem remorsos ou sentimentos de irresponsabilidade, voltar para a Zambujeira do Mar por, pelo menos, mais um mês.
Permito-me ainda chamar especialmente a atenção de V.ª Ex.ª para a informação complementar de que o prémio a atribuir não deverá ser, em caso algum, inferior a um milhão de euros.
Peço deferimento.
Venho, por este meio, solicitar a V.ª Ex.ª que, na sua qualidade de Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, interceda de forma a que me seja concedido o primeiro prémio no Concurso do Totoloto, no prazo máximo de uma semana.
O motivo desta pretensão prende-se com o facto de eu me encontrar farto de estar aqui, no escritório, e de pretender pegar na minha família e, sem remorsos ou sentimentos de irresponsabilidade, voltar para a Zambujeira do Mar por, pelo menos, mais um mês.
Permito-me ainda chamar especialmente a atenção de V.ª Ex.ª para a informação complementar de que o prémio a atribuir não deverá ser, em caso algum, inferior a um milhão de euros.
Peço deferimento.
Lido no "Alice no País dos matraquilhos"
Puta de merda...
No meu périplo diário pelos blogs alheios, leio, não sei em qual, algo que me deixa à beira de ter um ataque de nervos... Leio que a Paula Bobone, no programa do Herman, disse que a Pastelaria Suiça não era um sítio in por ser muito frequentado por gente de cor. É absolutamente inacreditável ! Mas porque é que uma puta destas (cujo sonho secreto deve ser ser enrabada por um matulão qualquer bem ordinário) tem tempo de antena num programa de televisão? Mas quem é a Paula Bobone? O que fez na vida? Porque é que não a fuzilam, a ela, a todas as mulheres que fazem nuances e se mostram nessas revistas e às sopeiras que as compram? E o idiota do Herman José - que por ter um carro inglês, usar mocassins sem meia, umas camisas muito pirosas e falar sobre o que comeu nos restaurantes no Mónaco, também acha que é do jet set - ? O que lhe disse? Ouviu e calou? Prá puta que os pariu...
Bravo! Nem uma palavra a menos ou a mais!
No meu périplo diário pelos blogs alheios, leio, não sei em qual, algo que me deixa à beira de ter um ataque de nervos... Leio que a Paula Bobone, no programa do Herman, disse que a Pastelaria Suiça não era um sítio in por ser muito frequentado por gente de cor. É absolutamente inacreditável ! Mas porque é que uma puta destas (cujo sonho secreto deve ser ser enrabada por um matulão qualquer bem ordinário) tem tempo de antena num programa de televisão? Mas quem é a Paula Bobone? O que fez na vida? Porque é que não a fuzilam, a ela, a todas as mulheres que fazem nuances e se mostram nessas revistas e às sopeiras que as compram? E o idiota do Herman José - que por ter um carro inglês, usar mocassins sem meia, umas camisas muito pirosas e falar sobre o que comeu nos restaurantes no Mónaco, também acha que é do jet set - ? O que lhe disse? Ouviu e calou? Prá puta que os pariu...
Bravo! Nem uma palavra a menos ou a mais!
Crónica estival
Por motivos que me transcendem, as minhas férias deste ano limitaram-se a três fins de semana e mais uma noite passados na Zambujeira do Mar; veremos em breve se a aposta valeu o sacrifício. Mas deu para ver que, infelizmente, a Zambujeira está "na moda", que o outrora pacato "Bar Oceano", do Carlos, parece agora um qualquer bar das Docas ao Sábado à noite, que o bar do Sargo continua bastante aceitável (se bem que muito mais "de plástico" do que o defunto "Monte da Lua Cheia", do mesmo Sargo e da Teresa Albarran), e que o "Clube da Praia" continua moribundo, muito longe dos seus tempos de glória - e tudo isto numa única incursão nocturna!
Mas deu para ver, principalmente, que Setembro, se não o era já, passou definitivamente a ser o melhor mês da terra. Primeiro, porque o aluguer das casas custa metade do preço; segundo, porque já se pode comer uns filetes de peixe aranha decentes no "Sacas" (e os percebes no "Manel da Estibeira"); terceiro, porque já não está tanto calor; quarto, porque a esplanada do "Café Fresco" fica vazia; quinto (e redundante), porque não está lá ninguém; e muitas mais razões haveria. Talvez para o ano...
Mas deu para ver, principalmente, que Setembro, se não o era já, passou definitivamente a ser o melhor mês da terra. Primeiro, porque o aluguer das casas custa metade do preço; segundo, porque já se pode comer uns filetes de peixe aranha decentes no "Sacas" (e os percebes no "Manel da Estibeira"); terceiro, porque já não está tanto calor; quarto, porque a esplanada do "Café Fresco" fica vazia; quinto (e redundante), porque não está lá ninguém; e muitas mais razões haveria. Talvez para o ano...
Conheço um óptimo psiquiatra para essas crises!
O assunto não é novo, e nem sequer sou visado nestas coisas; no entanto, não deixarão nunca de me impressionar os ferozes ataques que a esquerda faz recorrentemente a Paulo Portas. E impressionam-me particularmente porque, para lá das políticas ou ideias do estadista, os detractores de P.P. preocupam-se eminentemente em visar o carácter ou a atitude do homem. Volta a suceder hoje no - adivinhem onde... - País Relativo, claro!
A peça em questão, com uma enviesada dedicatória ao "Quinto dos Impérios" que acusa de roçar "o rasteiro e o insulto do pior gosto", não se coíbe, no entanto, de explorar aspectos tão pessoais de uma pessoa como as suas opções religiosas. Ficamos assim na dúvida sobre os epítetos a aplicar ao texto em causa, sabendo apenas que, por uma questão de coerência, se deverão situar abaixo de "rasteiro"!
Quando tudo o que se tem para dizer de mal sobre uma pessoa se limita a vasculhar no seu passado, na esperança de encontrar algum "esqueleto no armário" (desulpem desiludir-vos, mas parece-me que o facto de P.P. ter sido director d'"O Independente" não será propriamente uma novidade para ninguém), ou a estafadas considerações deturpadas sobre o seu estatuto de testemunha (friso: de testemunha, e não mais do que isso!) num determinado caso judicial - por acaso, o mesmo caso em que um conhecido socialista foi repreendido por não ter esclarecido cabalmente os factos dúbios em que se envolveu - se tudo se limita a isso, dizia, então nada mais nos resta concluir senão que o ataque é pessoal e, por inerência, que a imaginação política da esquerda morreu!
A peça em questão, com uma enviesada dedicatória ao "Quinto dos Impérios" que acusa de roçar "o rasteiro e o insulto do pior gosto", não se coíbe, no entanto, de explorar aspectos tão pessoais de uma pessoa como as suas opções religiosas. Ficamos assim na dúvida sobre os epítetos a aplicar ao texto em causa, sabendo apenas que, por uma questão de coerência, se deverão situar abaixo de "rasteiro"!
Quando tudo o que se tem para dizer de mal sobre uma pessoa se limita a vasculhar no seu passado, na esperança de encontrar algum "esqueleto no armário" (desulpem desiludir-vos, mas parece-me que o facto de P.P. ter sido director d'"O Independente" não será propriamente uma novidade para ninguém), ou a estafadas considerações deturpadas sobre o seu estatuto de testemunha (friso: de testemunha, e não mais do que isso!) num determinado caso judicial - por acaso, o mesmo caso em que um conhecido socialista foi repreendido por não ter esclarecido cabalmente os factos dúbios em que se envolveu - se tudo se limita a isso, dizia, então nada mais nos resta concluir senão que o ataque é pessoal e, por inerência, que a imaginação política da esquerda morreu!
Condição sine qua non
Neste país devia ser liminarmente proibido a qualquer cidadão ser pai, se não fizesse prova de já ter lido pelo menos um texto de Daniel Sampaio!
2003/08/31
Dicionário parental
O meu filho Lou tem dois anos e meio; está na altura de começar a descobrir as vantagens (e desvantagens) de conseguir produzir um conjunto de sons minimamente inteligíveis por quem o rodeia, vulgo a falar. Ele bem se esforça, mas a fonética ainda não é o seu ponto mais forte. No entanto, com algum esforço de compreensão, e doses maciças de amor, é perfeitamente possível perceber tudo o que ele quer dizer. Mesmo um leigo poderá facilmente depreender que "ruia" significa "rua", ou que "Lodendo Miguelo" é o seu próprio nome (Lourenço Miguel). Já será, contudo, necessária mais alguma habituação para descortinar o sentido exacto de, por exemplo, "ôtabadê" ("outra vez").
Como, pelos vistos, sucede a várias crianças nestas idades, uma das suas maiores fixações são os carros e suas marcas; identifica com facilidade as mais diversas marcas, seja de viaturas reais, ou das miniaturas que adora. Desde o "Ópia" (Opel) do pai, ao "Ondabidique" (Honda Civic) da mãe, passando pelos "Moquemaguém" (Volkswagen) de ambos os avôs, ou pelos milhares de viaturas que encontra na rua, todos ele identifica e memoriza.
Esta manhã, na Zambujeira do Mar, quando fui comprar o jornal, o Lou perdeu-se de amores pela miniatura de um Mercedes 300 SL, de 1957, que se encontrava estrategicamente colocada junto aos diários; diga-se, em abono da verdade, que o pai também gostou do modelo (se bem que preferisse o original...) pelo que lhe fez a vontade e o comprou. Mas, para que se concretizasse o negócio, era necessário que o Lou fosse dizer à senhora do balcão que queria o carro. Nada que o incomodasse; sem atrapalhações, aquele "setenta-e-tal-centímetros-de-gente" furou por entre os muitos veraneantes que tentavam pagar os jornais e revistas e, chegado ao balcão, tentou dizer: "Senhora, eu quero um Mercedes!" - só que o que saíu, perante uma série de pessoas em expectativa, foi "Cinôra, quer putedo!".
Como, pelos vistos, sucede a várias crianças nestas idades, uma das suas maiores fixações são os carros e suas marcas; identifica com facilidade as mais diversas marcas, seja de viaturas reais, ou das miniaturas que adora. Desde o "Ópia" (Opel) do pai, ao "Ondabidique" (Honda Civic) da mãe, passando pelos "Moquemaguém" (Volkswagen) de ambos os avôs, ou pelos milhares de viaturas que encontra na rua, todos ele identifica e memoriza.
Esta manhã, na Zambujeira do Mar, quando fui comprar o jornal, o Lou perdeu-se de amores pela miniatura de um Mercedes 300 SL, de 1957, que se encontrava estrategicamente colocada junto aos diários; diga-se, em abono da verdade, que o pai também gostou do modelo (se bem que preferisse o original...) pelo que lhe fez a vontade e o comprou. Mas, para que se concretizasse o negócio, era necessário que o Lou fosse dizer à senhora do balcão que queria o carro. Nada que o incomodasse; sem atrapalhações, aquele "setenta-e-tal-centímetros-de-gente" furou por entre os muitos veraneantes que tentavam pagar os jornais e revistas e, chegado ao balcão, tentou dizer: "Senhora, eu quero um Mercedes!" - só que o que saíu, perante uma série de pessoas em expectativa, foi "Cinôra, quer putedo!".
2003/08/29
Adivinha
"Esta universidade tem 450 anos. A primeira universidade do Brasil foi fundada nos anos 20, no século vinte. Isso mostra que a colonização portuguesa foi muito eficaz no nosso país..."
Pergunta: quem fez estas declarações, em tom irónico e fazendo rir a plateia, enquanto era homenageado numa Universidade peruana? Algumas pistas: usa barba, é brasileiro, a intelligentsia esquerdista cá do burgo idolatra-o, e esteve em Portugal há pouco tempo, acompanhado de generoso séquito; neste pontificava um (ex?) cantor de MPB, agora "promovido" a ministro (paradigma do princípio de Peter), que nos fez o favor de informar que a nossa imagem na Europa não é das melhores.
Outra ajuda: ficou muito ofendido por, no discurso de recepção, o Dr. Mota Amaral ter tecido algumas considerações sobre a exequibilidade das sua propostas políticas para o Brasil.
Se não conseguiu adivinhar, poderá ver a resposta aqui.
Pergunta: quem fez estas declarações, em tom irónico e fazendo rir a plateia, enquanto era homenageado numa Universidade peruana? Algumas pistas: usa barba, é brasileiro, a intelligentsia esquerdista cá do burgo idolatra-o, e esteve em Portugal há pouco tempo, acompanhado de generoso séquito; neste pontificava um (ex?) cantor de MPB, agora "promovido" a ministro (paradigma do princípio de Peter), que nos fez o favor de informar que a nossa imagem na Europa não é das melhores.
Outra ajuda: ficou muito ofendido por, no discurso de recepção, o Dr. Mota Amaral ter tecido algumas considerações sobre a exequibilidade das sua propostas políticas para o Brasil.
Se não conseguiu adivinhar, poderá ver a resposta aqui.
Patriotismo
Era suposto sentir orgulho por um tal de Cristiano Reinaldo (que eu só soube que era português e jogava cá há pouco mais de uma semana) ter ido jogar para uma equipa de futebol inglesa?
Não sinto nada, desculpem lá!
Não sinto nada, desculpem lá!
Cinema
São engraçadas as empatias que por vezes, sem querer, se geram. Às pessoas que não conhecem, sempre tenho utilizado a expressão "um murro no estômago" para definir o filme "O quarto do filho", de Nanni Moretti. Agora, o "Público", na publicidade que antecipa o próximo lançamento do filme, Quinta-feira que vem, utiliza precisamente essa mesma expressão para designar a citada obra-prima.
Escusado será dizer que este é, novamente, um DVD imperdível, assim como o era o de ontem, "O fabuloso destino de Amélie" (a propósito, na semana passada enganei-me ao dizer que o Café Trois Moulins, onde "trabalhava" Amélie Poulain, se situava no bairro parisiense de Montparnasse, quando na realidade se situa em Montmartre; as minhas desculpas pelo lapso). Não vos avisei ontem, primeiro porque tive pouco tempo para vir aqui, e segundo porque me parece que já não deve ser preciso - quem gosta de bom cinema, já não se deve esquecer.
Aproveitando a embalagem, e como sei que este blog é razoavelmente visto a partir do jornal "Público", aqui aproveito para deixar uma "cunha" para que a "colecção Y" seja prolongada com uma terceira série, e até tenho o atrevimento de sugerir alguns filmes que, na minha modesta opinião, mereceriam publicação:
"Cinema Paraíso", de Giuseppe Tornatore (versão uncut);
"O cowboy da meia noite", de John Schlesinger;
"A mulher do lado", de François Truffaut;
"Trainspotting", de Danny Boyle;
"O carteiro de Pablo Neruda", de Michael Radford;
"Toda a gente diz que te amo", de Woody Allen;
"Agosto", de Jorge Silva Melo;
"Lua de mel, lua de fel", de Roman Polanski;
"Quatro casamentos e um funeral", de Mike Newell;
"E a tua mãe também", de Alfonso Cuarón;
"Saltos altos", de Pedro Almodôvar;
"Corte de cabelo", de Joaquim Sapinho;
"Às segundas ao sol", de Fernando Léon de Aranoa;
"Cães danados", de Quentin Tarantino;
"Noite na terra", de Jim Jarmusch;
"The commitments", de Alan Parker;
"O monstro", de Roberto Benigni;
Bom, vamos ficar por aqui, porque isto é como as cerejas: enquanto escrevo o nome de um, já me estou a lembrar de mais dois ou três, e, por este andar, nunca mais parava! De qualquer forma - e sem nenhuma garantia de que esta sugestão seja seguida pelo "Público" - convido os meus leitores a deixarem, nas caixas de comentários (se elas funcionarem), mais sugestões de filmes que os marcaram, e que gostariam de possuir.
P.S.: Não sei se repararam, mas aquela conversa de sugerir estes filmes ao "Público" serviu apenas como pretexto para este exercício de catarse, de mencionar filmes de que gosto. Quer eles os publiquem ou não, penso vir a adquiri-los a todos, e a muitos outros, ainda que paulatinamente.
Escusado será dizer que este é, novamente, um DVD imperdível, assim como o era o de ontem, "O fabuloso destino de Amélie" (a propósito, na semana passada enganei-me ao dizer que o Café Trois Moulins, onde "trabalhava" Amélie Poulain, se situava no bairro parisiense de Montparnasse, quando na realidade se situa em Montmartre; as minhas desculpas pelo lapso). Não vos avisei ontem, primeiro porque tive pouco tempo para vir aqui, e segundo porque me parece que já não deve ser preciso - quem gosta de bom cinema, já não se deve esquecer.
Aproveitando a embalagem, e como sei que este blog é razoavelmente visto a partir do jornal "Público", aqui aproveito para deixar uma "cunha" para que a "colecção Y" seja prolongada com uma terceira série, e até tenho o atrevimento de sugerir alguns filmes que, na minha modesta opinião, mereceriam publicação:
"Cinema Paraíso", de Giuseppe Tornatore (versão uncut);
"O cowboy da meia noite", de John Schlesinger;
"A mulher do lado", de François Truffaut;
"Trainspotting", de Danny Boyle;
"O carteiro de Pablo Neruda", de Michael Radford;
"Toda a gente diz que te amo", de Woody Allen;
"Agosto", de Jorge Silva Melo;
"Lua de mel, lua de fel", de Roman Polanski;
"Quatro casamentos e um funeral", de Mike Newell;
"E a tua mãe também", de Alfonso Cuarón;
"Saltos altos", de Pedro Almodôvar;
"Corte de cabelo", de Joaquim Sapinho;
"Às segundas ao sol", de Fernando Léon de Aranoa;
"Cães danados", de Quentin Tarantino;
"Noite na terra", de Jim Jarmusch;
"The commitments", de Alan Parker;
"O monstro", de Roberto Benigni;
Bom, vamos ficar por aqui, porque isto é como as cerejas: enquanto escrevo o nome de um, já me estou a lembrar de mais dois ou três, e, por este andar, nunca mais parava! De qualquer forma - e sem nenhuma garantia de que esta sugestão seja seguida pelo "Público" - convido os meus leitores a deixarem, nas caixas de comentários (se elas funcionarem), mais sugestões de filmes que os marcaram, e que gostariam de possuir.
P.S.: Não sei se repararam, mas aquela conversa de sugerir estes filmes ao "Público" serviu apenas como pretexto para este exercício de catarse, de mencionar filmes de que gosto. Quer eles os publiquem ou não, penso vir a adquiri-los a todos, e a muitos outros, ainda que paulatinamente.
BD
A banda desenhada nunca foi propriamente o meu forte, mas, mesmo assim, houve personagens e autores que me marcaram. Lembro-me de comprar o "Tintin" ("revista para os jovens dos 8 aos 88 anos") em fascículos a suivre, e de ler todos os meses, na secção do "correio dos leitores", acesas polémicas sobre a qualidade de Corto Maltese, de Hugo Pratt; havia quem o achasse genial, e quem dissesse que não passava de um embuste, desenhado "às três pancadas". Hesitei na minha apreciação durante anos, e só mais tarde, na faculdade, o Miguel Mira me conseguiu mostrar a genialidade do traço.
Mas havia uma outra personagem, esta dos comics americanos, que sempre me fascinou pela singeleza do traço, pela inovação nas perspectivas e até pela inverosimilhança dos próprios argumentos: refiro-me ao Spirit, de Will Eisner. Por que raio é que eu me fui lembrar disto agora?
Mas havia uma outra personagem, esta dos comics americanos, que sempre me fascinou pela singeleza do traço, pela inovação nas perspectivas e até pela inverosimilhança dos próprios argumentos: refiro-me ao Spirit, de Will Eisner. Por que raio é que eu me fui lembrar disto agora?
2003/08/28
De bestial a besta
Ana Sá Lopes diz-nos que "afinal, o Umbigo é um bronco"; não nos são prestados mais esclarecimentos sobre os motivos que levaram A.S.L. a esta conclusão, mas penso que não andarei muito longe da verdade se presumir que tal se ficou a dever a um deslize para a brejeirice do U., ao sugerir que Filipa Melo deveria levar o seu VW Polo à "oficina camoniana", e aí ser "assistida" pelos respectivos mecânicos.
Também eu fiquei um bocadinho desiludido, confesso, mas daí a achar que o autor (ou autora) daquela prosa é "bronco", ainda vai um passo razoável - e o que fazer a todos os escritos brilhantes que já postou? Compreendo que U., algo deslumbrado com a boa recepção que teve na blogosfera com os seus primeiros posts, tenha sentido a tentação de "esticar um pouco a corda". Mas Pipi há só um - as cópias (e elas também abundam na blogosfera) já não são admissíveis.
Também há outro problema subjacente às estreias fantásticas: é que depois é muito difícil manter o nível. Isto verifica-se frequentemente, por exemplo, na música; por mais álbuns que Grant Lee Buffalo publique (enquanto vos escrevo, estou a ouvir "Copperopolis", que também é excelente) nenhum chega ou chegará aos calcanhares de "Fuzzy", a sua estreia mágica em 1992, se não me engano. E também podem perguntar a Possidónio Cachapa se tal não é verdade; os seus livros recentes são muito bons (ainda há pouco terminei "O mar por cima"), mas parece-me difícil que alguma vez venha a conseguir atingir o nível estratosférico de "A materna doçura"!
Também eu fiquei um bocadinho desiludido, confesso, mas daí a achar que o autor (ou autora) daquela prosa é "bronco", ainda vai um passo razoável - e o que fazer a todos os escritos brilhantes que já postou? Compreendo que U., algo deslumbrado com a boa recepção que teve na blogosfera com os seus primeiros posts, tenha sentido a tentação de "esticar um pouco a corda". Mas Pipi há só um - as cópias (e elas também abundam na blogosfera) já não são admissíveis.
Também há outro problema subjacente às estreias fantásticas: é que depois é muito difícil manter o nível. Isto verifica-se frequentemente, por exemplo, na música; por mais álbuns que Grant Lee Buffalo publique (enquanto vos escrevo, estou a ouvir "Copperopolis", que também é excelente) nenhum chega ou chegará aos calcanhares de "Fuzzy", a sua estreia mágica em 1992, se não me engano. E também podem perguntar a Possidónio Cachapa se tal não é verdade; os seus livros recentes são muito bons (ainda há pouco terminei "O mar por cima"), mas parece-me difícil que alguma vez venha a conseguir atingir o nível estratosférico de "A materna doçura"!
Chateado
Não, a culpa não é da chuva - de que até gosto - mas de um conjunto de situações (mainly business) que me tira a vontade de escrever. Estou aqui, mas não estou!
Mas vocês também têm culpa; farto-me eu de postar, e ninguém escreve um comentáriozinho sequer. Assim qualquer um desmoraliza...
Mas vocês também têm culpa; farto-me eu de postar, e ninguém escreve um comentáriozinho sequer. Assim qualquer um desmoraliza...
2003/08/27
Recomendado
Não me lembro se já tinha utilizado este título - acho que sim - mas, como é por uma boa causa, não importa a repetição.
Nas minhas deambulações pela blogosfera vou "descobrindo" novas coisas e, como não sou egoísta, gosto de as partilhar com o leitor. É o caso do "Encalhado", um blog de histórias simples mas, simultaneamente, tão profundas e humanas. Fiquei cliente!
O link já está na respectiva secção; mas não me peçam para ordenar aquilo tudo por ordem alfabética. Talvez na noite de Natal...
Nas minhas deambulações pela blogosfera vou "descobrindo" novas coisas e, como não sou egoísta, gosto de as partilhar com o leitor. É o caso do "Encalhado", um blog de histórias simples mas, simultaneamente, tão profundas e humanas. Fiquei cliente!
O link já está na respectiva secção; mas não me peçam para ordenar aquilo tudo por ordem alfabética. Talvez na noite de Natal...
Marte ataca!
Dói-me a cabeça, o meu carro tem os médios demasiado altos, os esguichos demasiado baixos, a minha caixa de e-mail está a receber mais de cinquenta (!) mensagens com vírus por hora e o meu blog não tem comentários (quero dizer, só de vez em quando). Terá isto alguma coisa a ver com a passagem de Marte perto da terra?
Empatia
Este jovem (que eu não conheço) tem 22 anos, mora em Ermesinde e comprou, sem os pais saberem, um Citröen GS Pallas com 24 anos, igual a centenas de outros que apodrecem em sucatas. Depois, durante meses a fio, restaurou-o da melhor forma que soube, e agora utiliza-o no seu dia-a-dia. A paixão pelos automóveis antigos - no meu caso os da década de 70, principalmente - não se consegue explicar nem compreender, mas ao menos consegue-se ver!
Vómito
Dando mostras de uma intolerância espantosa, pelo menos no que toca ao respeito devido às opções de outrem - no caso, as religiosas - esta senhora deu-se ao trabalho de escrever ao jornal "Público" para dizer que "estas imagens (de Paulo Portas ajoelhado, durante as cerimónias do funeral do tenente-coronel Maggiolo Gouveia)(...) cobrem-no irremediavelmente de ridículo".
A falta de respeito e de educação da esquerda já não é novidade para ninguém, e esta carta não deveria merecer mais do que um olímpico desprezo, pelo que revela de má formação de quem a escreveu. No entanto, considerei-a útil para demonstrar uma coisa: o que mais incomoda a esquerda no Dr. Paulo Portas não são as suas políticas ou convicções - é o seu aspecto, e a sua forma de estar. E, provado que está este facto, não posso deixar de considerar, por extrapolação, que toda a esquerda é fútil e falha de ideias!
A falta de respeito e de educação da esquerda já não é novidade para ninguém, e esta carta não deveria merecer mais do que um olímpico desprezo, pelo que revela de má formação de quem a escreveu. No entanto, considerei-a útil para demonstrar uma coisa: o que mais incomoda a esquerda no Dr. Paulo Portas não são as suas políticas ou convicções - é o seu aspecto, e a sua forma de estar. E, provado que está este facto, não posso deixar de considerar, por extrapolação, que toda a esquerda é fútil e falha de ideias!
Com dedicatória especial à rapaziada do "País Relativo"
O meu amigo João Titta Maurício enviou-me um mail onde, como de costume, escreve tudo aquilo que eu gostaria de saber escrever sobre este PS. Sem mais delongas, deixo-vos com o seu excelente texto - é longo, mas vale a pena:
Ferro Rodrigues, o cabalista...
Uma vez mais (e é de temer que não seja a última), tivemos uma amostra do descontrolo político da actual gerência do PS, agora entregue a retardados soixante-huitards. A política em Portugal atravessa momentos de crispação e conflito, pois o partido da esquerda democrática é hoje liderado por uma não reciclada “guarda revolucionária”, que vive na ilusão de um tempo que já passou. O triste espectáculo de uma verborreia de “quinta categoria”, começou com Ferro Rodrigues (os célebres “palermas”...), passou por Mário Soares (“o extirpador implacável”), continuou com Ana Gomes (a “passionária-de-trazer-por-casa”...), culminando, de novo, no actual Secretário-Geral do PS que, entusiamado pelas palmas daqueles que o querem substituír, impante proclamou que, no Governo de Portugal, «há tiques de nacionalismo, por vezes com contornos serôdios» [e] fotografias típicas do Estado Novo e do neofascismo»!?!
A “linguagem de caserna” usada por políticos com altas responsabilidades demonstra não só o baixo nível cultural e moral dos seus protagonistas, como revela a sua impreparação e o seu elevado desconhecimento da História (onde poderiam colher alguns bons exemplos – e nem seria grande o esforço: qualquer razoável dicionário de citações é uma boa fonte de inspiração)! Mas não: o Dr. Ferro Rodrigues fala como se estivesse numa RGA. Diz umas palavras difíceis, dá uns berros, espuminha marota ao canto da boca, faz “cara-de-mau” e, perante os aplausos encomendados pelos “pontos” do costume, satisfeito, sorri: julga que é líder da oposição... e quase Primeiro-ministro! Coitado!
“Cada Povo [e cada partido] tem os líderes que merece”. E “quem semeia ventos colhe tempestades”!
Quando o ouço, eufórico e vibrante, bradando tão insano discurso, imagino-lhe a vontade de (embraçado com a Dra. Ana Gomes) cantarolar(em), com toda a convicção, “força, força companheiro Vasco! Nós seremos a muralha de aço...” Então, recordo as consequências, ainda presentes, da insana loucura desse “Verão Quente” de 75. E só uma coisa fazer se pode: chorar! Não por nostalgia desses tempos. Antes um pranto de raiva ante a tresloucada (mas premeditada) acção que, em meia dúzia de meses, conduziu à destruição de nações, à fome e à morte que tantos povos, ao desbaratar de um capital de crédito, de seriedade, de honestidade, de orgulho pátrio, de valorização do trabalho. Uma destruição perpetrada por Vasco Gonçalves (ao ritmo de uma pauta ditada pelo PCP) que teve úteis “compagnons de route” (onde estavam Ferro Rodrigues, Jorge Sampaio, João Cravinho e outros...?).
Alimentados a ódio e inveja, estes “esquerdóides” nunca se deram conta do mal que a todos fizeram (e cujas consequências ainda hoje estamos a padecer): esbulharam bens aos proprietários, arruinaram empresas que eram bastiões do país económico (e a procedência do pão dos seus trabalhadores). Desse “feito” o algoz-mor reafirma o orgulho na obra que pariu! Os seus ajudantes nem sequer pediram desculpa! Pelo contrário: na sua última passagem pelo governo de Portugal, de novo encharcaram a administração pública com nova colheita de boys e girls. E a um ritmo tal que (porque o dinheiro da Fazenda Pública não é alforbe sem fundo) fizeram disparar o deficit público. Uma vez mais, os mesmos imbecis revolucionários, são autores de um saque com consequências tão negativas que perdurarão nas próximas décadas.
Nas últimas semanas, vários foram os casos de “incontinência discursiva”. Há alguns meses atrás, o discurso era «demita-se Dr. Portas: o caso Moderna exige-o!» Como foi “chão-que-já-deu-uva”, agora o que importa é afastar a “direita radical” do poder: os alvos são os mesmos?!? O CDS-PP e o seu presidente. Assim se vê como é boa a convicção daqueles que (como eu) sempre afirmaram que a questão “Moderna-Portas” era uma inventona... Sabem a quem aproveitaria? Então conhecem quem a criou!
Interrogou-se o Dr. Ferro Rodrigues: «como é possível que se deixe governar a Defesa em conflito permanente contra meio mundo»... Preferiria o modelo PS quando, em nome de Portugal, dialogou e agachou-se ao mundo inteiro!?! Mais, exigiu a demissão do Dr. Paulo Portas, pois (disse) para exercer a pasta da Defesa é necessário «rigor, serenidade e sentido de Estado». Estará de novo convencido que o modelo PS é melhor? É que no seu tempo como ministro os chefes militares mantiveram-se mas, em 6 anos, foram os 5 ministros... Num país democrático, a hierarquia é feita com subordinação do poder militar aos representantes eleitos pelo Povo ou designados por aqueles. Faria sentido que um Ministro se demitisse por pressão de um dos seus subordinados?
Alguém que lhe recorde: Dr. Ferro Rodrigues, manda quem pode e obedece quem deve!
Não contente, virou a mira e acusou o Dr. Bagão Félix de ser um «agente da direita radical» (é tão mau quando as pessoas há muito perderam a noção do ridículo...) e de ter retirado «a palavra solidariedade do Ministério». É bem verdade que se procedeu à mudança no nome do Ministério. Porém, ninguém o acusa de ter rimado Solidariedade com Desperdício, Subsídio à preguiça ou à fraude! Esse prémio é merecidamente atribuído os Drs. Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso.
Já a celeuma criada pela Dra. Ana Gomes aquando do justo, merecido e tardio funeral do Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia é bem prova da má-consciência com que vivem alguns dos actuais dirigentes do PS: enlameados até aos ossos com os trágicos acontecimentos desse vergonhoso “Verão Quente”, querem esconder as suas pessoais responsabilidades político-históricas atrás do biombo das “especiais relações”. São as mesmas que, durante décadas, acoitaram os sangrentos e cleptomaníacos totalitarismos que flagelaram povos e riquezas dos PALOP, e outros.
Mal vai a esquerda democrática portuguesa quando continua a recusar aprender com os erros e a não agir em conformidade. Mal vai quando continua a dar ouvidos a extremistas travestidos de “bons democratas” e “devotos do mercado”, mas que continuam à procura de vítimas para as suas alucinadas propostas, frutos das suas desvairadas teses pseudo-marxistas e do relativismo e desregramento moral a que sempre acabam por conduzir.
Sim, é verdade: eles andam por aí!
“Dêem-lhes trela” e depois queixem-se!!!
Só mais uma dúvida. Como a liderança do Dr. Ferro Rodrigues balança entre a postura pseudo-responsável e um “passionarismo” militante, é justo que se pergunte: Que PS é este? Afinal quem manda no PS? É o Dr. Ferro Rodrigues ou é a Dra. Ana Gomes? Ou será o Dr. Mário Soares?!?...
Ferro Rodrigues, o cabalista...
Uma vez mais (e é de temer que não seja a última), tivemos uma amostra do descontrolo político da actual gerência do PS, agora entregue a retardados soixante-huitards. A política em Portugal atravessa momentos de crispação e conflito, pois o partido da esquerda democrática é hoje liderado por uma não reciclada “guarda revolucionária”, que vive na ilusão de um tempo que já passou. O triste espectáculo de uma verborreia de “quinta categoria”, começou com Ferro Rodrigues (os célebres “palermas”...), passou por Mário Soares (“o extirpador implacável”), continuou com Ana Gomes (a “passionária-de-trazer-por-casa”...), culminando, de novo, no actual Secretário-Geral do PS que, entusiamado pelas palmas daqueles que o querem substituír, impante proclamou que, no Governo de Portugal, «há tiques de nacionalismo, por vezes com contornos serôdios» [e] fotografias típicas do Estado Novo e do neofascismo»!?!
A “linguagem de caserna” usada por políticos com altas responsabilidades demonstra não só o baixo nível cultural e moral dos seus protagonistas, como revela a sua impreparação e o seu elevado desconhecimento da História (onde poderiam colher alguns bons exemplos – e nem seria grande o esforço: qualquer razoável dicionário de citações é uma boa fonte de inspiração)! Mas não: o Dr. Ferro Rodrigues fala como se estivesse numa RGA. Diz umas palavras difíceis, dá uns berros, espuminha marota ao canto da boca, faz “cara-de-mau” e, perante os aplausos encomendados pelos “pontos” do costume, satisfeito, sorri: julga que é líder da oposição... e quase Primeiro-ministro! Coitado!
“Cada Povo [e cada partido] tem os líderes que merece”. E “quem semeia ventos colhe tempestades”!
Quando o ouço, eufórico e vibrante, bradando tão insano discurso, imagino-lhe a vontade de (embraçado com a Dra. Ana Gomes) cantarolar(em), com toda a convicção, “força, força companheiro Vasco! Nós seremos a muralha de aço...” Então, recordo as consequências, ainda presentes, da insana loucura desse “Verão Quente” de 75. E só uma coisa fazer se pode: chorar! Não por nostalgia desses tempos. Antes um pranto de raiva ante a tresloucada (mas premeditada) acção que, em meia dúzia de meses, conduziu à destruição de nações, à fome e à morte que tantos povos, ao desbaratar de um capital de crédito, de seriedade, de honestidade, de orgulho pátrio, de valorização do trabalho. Uma destruição perpetrada por Vasco Gonçalves (ao ritmo de uma pauta ditada pelo PCP) que teve úteis “compagnons de route” (onde estavam Ferro Rodrigues, Jorge Sampaio, João Cravinho e outros...?).
Alimentados a ódio e inveja, estes “esquerdóides” nunca se deram conta do mal que a todos fizeram (e cujas consequências ainda hoje estamos a padecer): esbulharam bens aos proprietários, arruinaram empresas que eram bastiões do país económico (e a procedência do pão dos seus trabalhadores). Desse “feito” o algoz-mor reafirma o orgulho na obra que pariu! Os seus ajudantes nem sequer pediram desculpa! Pelo contrário: na sua última passagem pelo governo de Portugal, de novo encharcaram a administração pública com nova colheita de boys e girls. E a um ritmo tal que (porque o dinheiro da Fazenda Pública não é alforbe sem fundo) fizeram disparar o deficit público. Uma vez mais, os mesmos imbecis revolucionários, são autores de um saque com consequências tão negativas que perdurarão nas próximas décadas.
Nas últimas semanas, vários foram os casos de “incontinência discursiva”. Há alguns meses atrás, o discurso era «demita-se Dr. Portas: o caso Moderna exige-o!» Como foi “chão-que-já-deu-uva”, agora o que importa é afastar a “direita radical” do poder: os alvos são os mesmos?!? O CDS-PP e o seu presidente. Assim se vê como é boa a convicção daqueles que (como eu) sempre afirmaram que a questão “Moderna-Portas” era uma inventona... Sabem a quem aproveitaria? Então conhecem quem a criou!
Interrogou-se o Dr. Ferro Rodrigues: «como é possível que se deixe governar a Defesa em conflito permanente contra meio mundo»... Preferiria o modelo PS quando, em nome de Portugal, dialogou e agachou-se ao mundo inteiro!?! Mais, exigiu a demissão do Dr. Paulo Portas, pois (disse) para exercer a pasta da Defesa é necessário «rigor, serenidade e sentido de Estado». Estará de novo convencido que o modelo PS é melhor? É que no seu tempo como ministro os chefes militares mantiveram-se mas, em 6 anos, foram os 5 ministros... Num país democrático, a hierarquia é feita com subordinação do poder militar aos representantes eleitos pelo Povo ou designados por aqueles. Faria sentido que um Ministro se demitisse por pressão de um dos seus subordinados?
Alguém que lhe recorde: Dr. Ferro Rodrigues, manda quem pode e obedece quem deve!
Não contente, virou a mira e acusou o Dr. Bagão Félix de ser um «agente da direita radical» (é tão mau quando as pessoas há muito perderam a noção do ridículo...) e de ter retirado «a palavra solidariedade do Ministério». É bem verdade que se procedeu à mudança no nome do Ministério. Porém, ninguém o acusa de ter rimado Solidariedade com Desperdício, Subsídio à preguiça ou à fraude! Esse prémio é merecidamente atribuído os Drs. Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso.
Já a celeuma criada pela Dra. Ana Gomes aquando do justo, merecido e tardio funeral do Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia é bem prova da má-consciência com que vivem alguns dos actuais dirigentes do PS: enlameados até aos ossos com os trágicos acontecimentos desse vergonhoso “Verão Quente”, querem esconder as suas pessoais responsabilidades político-históricas atrás do biombo das “especiais relações”. São as mesmas que, durante décadas, acoitaram os sangrentos e cleptomaníacos totalitarismos que flagelaram povos e riquezas dos PALOP, e outros.
Mal vai a esquerda democrática portuguesa quando continua a recusar aprender com os erros e a não agir em conformidade. Mal vai quando continua a dar ouvidos a extremistas travestidos de “bons democratas” e “devotos do mercado”, mas que continuam à procura de vítimas para as suas alucinadas propostas, frutos das suas desvairadas teses pseudo-marxistas e do relativismo e desregramento moral a que sempre acabam por conduzir.
Sim, é verdade: eles andam por aí!
“Dêem-lhes trela” e depois queixem-se!!!
Só mais uma dúvida. Como a liderança do Dr. Ferro Rodrigues balança entre a postura pseudo-responsável e um “passionarismo” militante, é justo que se pergunte: Que PS é este? Afinal quem manda no PS? É o Dr. Ferro Rodrigues ou é a Dra. Ana Gomes? Ou será o Dr. Mário Soares?!?...
Onde é que eu já ouvi isto?
"Yasser Arafat vai tomar medidas contra grupos extremistas palestinianos, desde que Israel suspenda os ataques aos líderes destes grupos", ouvi na TSF quando vinha para o escritório. Logo de seguida o comentador vermelho mais "independente" da casa, José Goulão, dizia aos microfones da mesma estação que sim, que era uma medida positiva, desde que Israel colaborasse - talvez, digo eu, concedendo passes sociais aos terroristas para estes entrarem livremente nos autocarros, ou comparticipando nos prémios atribuídos aos familiares dos suicidas!
Não me lixem - o velho, além de criminoso, é um tratante e um interesseiro; só veio com esta conversa porque Israel lhe está a abater os criminosos que organizam as células terroristas! Imagine-se o capitão dos piratas a dizer aos guardas da Rainha, que acabaram de lhe arrestar o barco: "Se não incomodarem os meus homens, eu prometo dar-lhes uma valente reprimenda quando vocês se forem embora!"
Não me lixem - o velho, além de criminoso, é um tratante e um interesseiro; só veio com esta conversa porque Israel lhe está a abater os criminosos que organizam as células terroristas! Imagine-se o capitão dos piratas a dizer aos guardas da Rainha, que acabaram de lhe arrestar o barco: "Se não incomodarem os meus homens, eu prometo dar-lhes uma valente reprimenda quando vocês se forem embora!"
2003/08/26
Peixeirada
Em muitos dos blogs, os seus redactores inventam expressões curiosas para agrupar e subagrupar os links de outros blogs que recomendam. Não é o caso do "Serra Mãe", que se ficou por um fraquinho "lugares com interesse" (memo: pensar em mudar isso), mas é certamente o caso do "Jaquinzinhos", divertido e inteligente blog que leio com assiduidade.
O "Jaquinzinhos" aconselha muitos blogs, e divide-os por diversos grupos, presumo que de acordo com as suas características. No entanto, os títulos são algo crípticos, e não fora conhecermos previamente os blogs em questão, dificilmente descobriríamos o que significam os nomes dos grupos. Mas lá que são divertidos, isso ninguém pode negar. Ora vejam: temos a "Piscicultura", "Peixe livre", "Chocos com tinta", "Peixe fresco", "Lingueirão da Ria Formosa", "Peixinhos coloridos", "Palmeta congelada", "Ovas de palmeta", "Garoupas", "Peixe prata", "Azevias e encharrocos", "Golfinhos e toninhas", "Águas calmas", "Caldeirada", "Peixes variados", "Mar alto", "Em salmoura" e "Fora de prazo".
Agora um desafio: sem ir lá espreitar, em que grupo se encontra o "Serra Mãe"? Não, não há nenhum grupo de "Tubarões"!
O "Jaquinzinhos" aconselha muitos blogs, e divide-os por diversos grupos, presumo que de acordo com as suas características. No entanto, os títulos são algo crípticos, e não fora conhecermos previamente os blogs em questão, dificilmente descobriríamos o que significam os nomes dos grupos. Mas lá que são divertidos, isso ninguém pode negar. Ora vejam: temos a "Piscicultura", "Peixe livre", "Chocos com tinta", "Peixe fresco", "Lingueirão da Ria Formosa", "Peixinhos coloridos", "Palmeta congelada", "Ovas de palmeta", "Garoupas", "Peixe prata", "Azevias e encharrocos", "Golfinhos e toninhas", "Águas calmas", "Caldeirada", "Peixes variados", "Mar alto", "Em salmoura" e "Fora de prazo".
Agora um desafio: sem ir lá espreitar, em que grupo se encontra o "Serra Mãe"? Não, não há nenhum grupo de "Tubarões"!
Desilusão
Num blog como o "Serra Mãe", de qualidade mediana, passe a pretensão, uma coisa destas até passaria despercebida - mais que não fosse pelo incomparavelmente menor número de visitas. Mas num blog como o "Glória fácil", que só nos habituou ao melhor, e que nem sequer olhou a custos na hora de contratar Ana Sá Lopes, confesso que me desiludiu um bocadinho.
Já havia sido anunciada há uns dias uma secção de "Sobe e desce" para classificar os comportamentos de pessoas ou entidades, à semelhança de diversos jornais e revistas. E finalmente chegou o dia: hoje. Só que o problema é que, em quatro hipóteses possíveis de nomeações, não se lembraram de nada mais importante para monopolizar os lugares do "sobe" do que de dois futebolistas, ou assimilados. Bolas, parece que não há mais nada neste país senão futebol!
Também não queria um decalque do que se faz no lugar de emprego destes jornalistas, em que, Sábado após Sábado, alguém se esquece de dizer ao paginador para retirar a fotografia de Paulo Portas que saíu na semana anterior do "desce"; mas tanta banalidade?
Já havia sido anunciada há uns dias uma secção de "Sobe e desce" para classificar os comportamentos de pessoas ou entidades, à semelhança de diversos jornais e revistas. E finalmente chegou o dia: hoje. Só que o problema é que, em quatro hipóteses possíveis de nomeações, não se lembraram de nada mais importante para monopolizar os lugares do "sobe" do que de dois futebolistas, ou assimilados. Bolas, parece que não há mais nada neste país senão futebol!
Também não queria um decalque do que se faz no lugar de emprego destes jornalistas, em que, Sábado após Sábado, alguém se esquece de dizer ao paginador para retirar a fotografia de Paulo Portas que saíu na semana anterior do "desce"; mas tanta banalidade?
Eu sei que vocês não têm nada a ver com isso, mas deixem-me desabafar!
Acabei de receber um fax da "Autoeuropa" com mais de cem páginas em inglês e letra minúscula, para ler, preencher, anexar documentos e devolver até daqui a uma semana. E isto no meu próprio interesse (profissional, claro). Logo a mim, que lido tão mal com o stress, é que acontece isto!
E o que é que eu estou a fazer aqui no blog, com tanta coisa para fazer?
E o que é que eu estou a fazer aqui no blog, com tanta coisa para fazer?
Quanto mais me bates...
"Eu e o José Maria (Tallon) somos muito amigos"
Catarina Fortunato de Almeida à VIP, citada pelo "Público"
Catarina Fortunato de Almeida à VIP, citada pelo "Público"
Isto acontece-vos?
A mim acontece-me recorrentemente isto: tive uma importante reunião esta manhã, com uma pessoa que pensava desconhecer e, antes de iniciar a dita, a minha interlocutora diz: "nós já nos conhecemos de algum lado, não conhecemos?"
Eu, sem estar realmente a reconhecer qualquer traço distintivo na pessoa, lá balbucio: "pois, a sua cara também não me é estranha..." Mas este é apenas o capítulo 4.893 da história da minha vida; isto sem contar as inumeráveis pessoas com quem me cruzo, me cumprimentam - por vezes efusivamente, como aconteceu ainda ontem em Palmela - e que eu não faço a mínima ideia sobre quem são.
Dando de barato que as pessoas não me podem reconhecer por ser figura pública - pelo simples facto de que não sou! - restam-me duas hipóteses: ou conheço gente demais, e excedi a minha capacidade de armazenamento de informação, ou a minha memória fotográfica necessita de reparação.
Eu, sem estar realmente a reconhecer qualquer traço distintivo na pessoa, lá balbucio: "pois, a sua cara também não me é estranha..." Mas este é apenas o capítulo 4.893 da história da minha vida; isto sem contar as inumeráveis pessoas com quem me cruzo, me cumprimentam - por vezes efusivamente, como aconteceu ainda ontem em Palmela - e que eu não faço a mínima ideia sobre quem são.
Dando de barato que as pessoas não me podem reconhecer por ser figura pública - pelo simples facto de que não sou! - restam-me duas hipóteses: ou conheço gente demais, e excedi a minha capacidade de armazenamento de informação, ou a minha memória fotográfica necessita de reparação.
Addicted to music
A minha relação com a música já vem de há muito tempo atrás; no entanto, desde adolescente que recusei algum "encarneiramento" nos gostos, e sempre me lembro de revelar alguma alergia ao mainstream. Ia regularmente a uma discoteca (de vender discos, não de dançar...) em Setúbal, a "Vitrola", na qual o dono, um "castiço" de que não me lembro o nome, me mostrava tudo aquilo que havia chegado e não se encontrava na montra por não ser vendável, apesar de bom. Nessa altura tive um "trabalhão" para encontrar LPs de Lloyd Cole, Til' Tuesday ou Microdisney, só para citar alguns.
Mais tarde comecei a ir com alguma frequência a Londres e, para grande gáudio meu, descobri que, na "Tower Records" (em Picadilly), havia uma secção exclusivamente destinada a "alternative music" - sim, eu sei que esse tipo de secção agora se banalizou, mas acreditem-me: há quase quinze anos não era assim, nem mesmo em Londres.
Desenvolvi então uma técnica muito curiosa de seleccionar os meus CDs: sabia que gostava do britpop mais alternativo, também de algum experimentalismo, e passei a escolher os CDs pela capa. Sim, pela capa!
Os mais conhecidos já existiam cá ao mesmo preço, pelo que, se ia à "Meca da música", tinha que aproveitar para comprar algo de completamente novo. Assim via a capa, o tipo de instrumentos, quando podia ouvia um bocadinho, e zás - Portugal com o CD!
Comprei assim primeiros álbuns de bandas hoje famosíssimas, mas que na altura ninguém conhecia; quem tinha já ouvido falar de Portishead ou Suede em 1992? Isto já para não mencionar Sleeper, Stereolab, Drugstore ou Elastica. Também comprei coisas completamente desconhecidas, mas muito boas: alguém sabe o que é Khaya? Canta "We've got rhymes for times like these", mas não sei mais nada.
Entretanto o ritmo das minhas travessias da Mancha, infelizmente, começou a diminuir, mas em contrapartida já se encontra cá muita e boa música alternativa. Mas agora há outro vício que me assola: não posso entrar num hipermercado (também não o faço muitas vezes), sem ir ver se, na secção dos CDs há algum "saldo" de restos de colecção, e se sim, se lá se encontra alguma "pérola" esquecida. Foi o que aconteceu ontem: estou cá sozinho, passei pelo "Jumbo" de Setúbal para comprar jantar, e encontrei, a seis euros e tal, "Way beyond blue", álbum de 1996 dos Catatonia, banda da qual, imperdoavelmente, ainda não tinha nem uma gravação!
Já foi promovido a powerplay da semana no meu carro, claro!
Mais tarde comecei a ir com alguma frequência a Londres e, para grande gáudio meu, descobri que, na "Tower Records" (em Picadilly), havia uma secção exclusivamente destinada a "alternative music" - sim, eu sei que esse tipo de secção agora se banalizou, mas acreditem-me: há quase quinze anos não era assim, nem mesmo em Londres.
Desenvolvi então uma técnica muito curiosa de seleccionar os meus CDs: sabia que gostava do britpop mais alternativo, também de algum experimentalismo, e passei a escolher os CDs pela capa. Sim, pela capa!
Os mais conhecidos já existiam cá ao mesmo preço, pelo que, se ia à "Meca da música", tinha que aproveitar para comprar algo de completamente novo. Assim via a capa, o tipo de instrumentos, quando podia ouvia um bocadinho, e zás - Portugal com o CD!
Comprei assim primeiros álbuns de bandas hoje famosíssimas, mas que na altura ninguém conhecia; quem tinha já ouvido falar de Portishead ou Suede em 1992? Isto já para não mencionar Sleeper, Stereolab, Drugstore ou Elastica. Também comprei coisas completamente desconhecidas, mas muito boas: alguém sabe o que é Khaya? Canta "We've got rhymes for times like these", mas não sei mais nada.
Entretanto o ritmo das minhas travessias da Mancha, infelizmente, começou a diminuir, mas em contrapartida já se encontra cá muita e boa música alternativa. Mas agora há outro vício que me assola: não posso entrar num hipermercado (também não o faço muitas vezes), sem ir ver se, na secção dos CDs há algum "saldo" de restos de colecção, e se sim, se lá se encontra alguma "pérola" esquecida. Foi o que aconteceu ontem: estou cá sozinho, passei pelo "Jumbo" de Setúbal para comprar jantar, e encontrei, a seis euros e tal, "Way beyond blue", álbum de 1996 dos Catatonia, banda da qual, imperdoavelmente, ainda não tinha nem uma gravação!
Já foi promovido a powerplay da semana no meu carro, claro!
2003/08/25
Agora coisas sérias:
Foi iniciado hoje um novo, anónimo e assustador blog. Vão lá, e depois digam-me em quem devemos acreditar. Isto é muito sério - e grave!
Ele há com cada coisa...
Eu a dizer que nenhum dos meus amigos tem (ainda) um blog, e não é que, numa inocente "voltinha" antes de dormir, descubro o José Carlos Soares?
Sim, sim, esse mesmo dos "futebóis" e do "Perdoa-me", ou lá o que era (toda a gente tem direito a errar). Está bem instalado na blogosfera, o rapaz; até tem uma Universidade e tudo!
Vão lá visitá-lo e digam que vão da minha parte. Eu vou-lhe já mandar um mail, para ele vos receber como me recebia (a mim e ao Vítor) na "Belle Epoque"!
Sim, sim, esse mesmo dos "futebóis" e do "Perdoa-me", ou lá o que era (toda a gente tem direito a errar). Está bem instalado na blogosfera, o rapaz; até tem uma Universidade e tudo!
Vão lá visitá-lo e digam que vão da minha parte. Eu vou-lhe já mandar um mail, para ele vos receber como me recebia (a mim e ao Vítor) na "Belle Epoque"!
A nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros!
Este talvez seja o título mais longo que já escolhi até agora para um post, mas o assunto justifica. Como alguns sabem, tenho uma cadela; chama-se "Fraldas" e é uma basset hound. Quem conhece a raça sabe quão pachorrentos são estes cães. E a "Fraldas" faz jus à raça: é a cadela menos agressiva que eu já alguma vez vi. O meu filho Lou, antes de fazer um ano de idade, já se montava no seu dorso e puxava-lhe as grandes orelhas. Nunca vi ou ouvi da "Fraldas" mais do que um simples resmungo.
Não obstante tudo o que acabei de dizer, sempre que a "Fraldas" vai à rua, fá-lo pela trela (excepto situações muito pontuais, de visitas à praia no Inverno). Insisto nisto, não evidentemente porque ache que a cadela se vá atirar a alguém, mas porque sei perfeitamente que existe quem se sinta incomodado com cães, e até quem tenha dos mesmos um pânico de morte. Mais do que discutir este tipo de atitudes, é fundamental ressalvar uma coisa: é absolutamente legítimo que quem não goste de cães possa andar na rua sem ser incomodado por cães alheios (os vadios já levantam uma questão colateral)!
Contudo, há quem assim não pense. Ainda este fim de semana vi uma cena na Zambujeira que me revoltou e chocou: uma menina, com não mais de cinco anos, brincava com uma trotinete frente a várias esplanadas. De repente, um cão bem tratado, de porte médio e coleira, começou a correr atrás da menina, provavelmente para brincar. A menina ficou assustadíssima e começou a chorar, mas pensam que o "educado" dono do cão se levantou e chamou o animalzinho? "É o chamas"! Não tentasse este vosso amigo enxotar o cão e, principalmente, não se distraísse o bicho com qualquer outra coisa, e ainda a menina lá estaria a chorar. Mais tarde, uma madame com uma mini-saia que já lhe deve ter ficado bem há uns vinte anos, levantou-se discretamente e assobiou ao animal que prontamente obedeceu.
Não me interessam argumentos do tipo: "ele não faz mal nenhum!" Eu - e qualquer pessoa - não sou obrigado a "levar" com os cães dos outros, principalmente de uma nova cretinice emergente que se dedica a criar raças perigosas, como rottweillers ou dobermans, e a passeá-los - sem trela! - em parques infantis, como sucede, por exemplo, em Setúbal.
Ainda há dias um amigo me contou que uma conhecida cantora, mais famosa pela sua alegada sexualidade alternativa, patuscava alegremente com umas "amigas", enquanto o seu encantador doberman investigava entre as mesas do Bar do Peixe, no Meco, incomodando todos os clientes, principalmente os que tinham crianças.
O civismo não é uma característica comum a todos, mas existe gente que deveria ser exemplarmente punida pela sua falta!
Não obstante tudo o que acabei de dizer, sempre que a "Fraldas" vai à rua, fá-lo pela trela (excepto situações muito pontuais, de visitas à praia no Inverno). Insisto nisto, não evidentemente porque ache que a cadela se vá atirar a alguém, mas porque sei perfeitamente que existe quem se sinta incomodado com cães, e até quem tenha dos mesmos um pânico de morte. Mais do que discutir este tipo de atitudes, é fundamental ressalvar uma coisa: é absolutamente legítimo que quem não goste de cães possa andar na rua sem ser incomodado por cães alheios (os vadios já levantam uma questão colateral)!
Contudo, há quem assim não pense. Ainda este fim de semana vi uma cena na Zambujeira que me revoltou e chocou: uma menina, com não mais de cinco anos, brincava com uma trotinete frente a várias esplanadas. De repente, um cão bem tratado, de porte médio e coleira, começou a correr atrás da menina, provavelmente para brincar. A menina ficou assustadíssima e começou a chorar, mas pensam que o "educado" dono do cão se levantou e chamou o animalzinho? "É o chamas"! Não tentasse este vosso amigo enxotar o cão e, principalmente, não se distraísse o bicho com qualquer outra coisa, e ainda a menina lá estaria a chorar. Mais tarde, uma madame com uma mini-saia que já lhe deve ter ficado bem há uns vinte anos, levantou-se discretamente e assobiou ao animal que prontamente obedeceu.
Não me interessam argumentos do tipo: "ele não faz mal nenhum!" Eu - e qualquer pessoa - não sou obrigado a "levar" com os cães dos outros, principalmente de uma nova cretinice emergente que se dedica a criar raças perigosas, como rottweillers ou dobermans, e a passeá-los - sem trela! - em parques infantis, como sucede, por exemplo, em Setúbal.
Ainda há dias um amigo me contou que uma conhecida cantora, mais famosa pela sua alegada sexualidade alternativa, patuscava alegremente com umas "amigas", enquanto o seu encantador doberman investigava entre as mesas do Bar do Peixe, no Meco, incomodando todos os clientes, principalmente os que tinham crianças.
O civismo não é uma característica comum a todos, mas existe gente que deveria ser exemplarmente punida pela sua falta!
"Pás" à sua alma!
O "Guerra e pás" morreu; não era dos blogs que eu mais visitava, confesso, até porque o seu autor (o jornalista Pedro Boucherie Mendes - corrijam-me se estiver enganado) não era dos mais profícuos a postar. Mas, de cada vez que lá ia, lia com grande interesse os textos publicados, escritos com evidente conhecimento de causa.
Não sei - ninguém sabe? - as razões de tal decisão, mas vamos certamente sentir a sua falta.
Não sei - ninguém sabe? - as razões de tal decisão, mas vamos certamente sentir a sua falta.
Injustiça
E pensar que, há pouco mais de doze horas estava no Carvalhal, vazio (não há sol, não interessa...) com aqueles de que gosto, e agora estou aqui stressado até mais não; isto devia ser proibido.
Sugestão ao ministro Morais Sarmento
No meio da "sangria desatada" que deve ser a lista de despesas da RTP, talvez a que vou referir seja apenas uma gota; no entanto, e como "grão a grão enche a galinha o papo", não será de todo descabida a sua revisão. Por que raio de carga de água é que são necessários dois jornalistas - dois! - para comentar cada Grande Prémio de fórmula 1?
Se os homens ainda percebessem alguma coisa do assunto... Mas não - limitam-se a tentar adivinhar o nome dos pilotos de cada carro e, principalmente, a debitar abalizadas estratégias para o desenrolar das corridas. Não sei mesmo se Jean Todt ou Frank Williams não estarão permanentemente a ouvir, nos seus headphones, as importantes opiniões de Carlos Blanco e companhia, para decidirem em consonância.
Outra peculiariedade destes comentadores, que todos os telespectadores de fórmula 1 já devem ter notado, é que, apesar de se encontrarem no local, só começam a relatar qualquer ocorrência que se passe em pista alguns minutos depois de nós a termos visto no pequeno ecrã, e com o tom sensacionalista de quem acabou de descobrir a pedra filosofal!
Agora pergunto eu: com tamanha competência, não seria a coisa muito melhor resolvida com um comentador nos estúdios em Lisboa, e um simples terminal de computador online?
Por mim, prefiro ver as corridas de fórmula 1 no RTL, não porque perceba alguma coisa de alemão, mas porque assim não me enervo tanto.
E já me ia embora sem falar da magnífica vitória de Fernando Alonso; aquele "puto" vai longe; vai, vai!
Se os homens ainda percebessem alguma coisa do assunto... Mas não - limitam-se a tentar adivinhar o nome dos pilotos de cada carro e, principalmente, a debitar abalizadas estratégias para o desenrolar das corridas. Não sei mesmo se Jean Todt ou Frank Williams não estarão permanentemente a ouvir, nos seus headphones, as importantes opiniões de Carlos Blanco e companhia, para decidirem em consonância.
Outra peculiariedade destes comentadores, que todos os telespectadores de fórmula 1 já devem ter notado, é que, apesar de se encontrarem no local, só começam a relatar qualquer ocorrência que se passe em pista alguns minutos depois de nós a termos visto no pequeno ecrã, e com o tom sensacionalista de quem acabou de descobrir a pedra filosofal!
Agora pergunto eu: com tamanha competência, não seria a coisa muito melhor resolvida com um comentador nos estúdios em Lisboa, e um simples terminal de computador online?
Por mim, prefiro ver as corridas de fórmula 1 no RTL, não porque perceba alguma coisa de alemão, mas porque assim não me enervo tanto.
E já me ia embora sem falar da magnífica vitória de Fernando Alonso; aquele "puto" vai longe; vai, vai!
2003/08/22
Fim de semana
Até Segunda-feira, o Serra Mãe está de folga; vou à Zambujeira, ver se já não há "restos" de festival e, principalmente, passar o fim de semana com o meu Lou e a minha Lu. Também tenho direito, não? Ainda por cima, nem sequer tive férias este ano!
Mas isso não quer dizer que não me visitem e, principalmente, que não me escrevam aqui nos feedbacks; enquanto estiver a beber os meus galões com espuma e a ouvir o jazz, no Café Fresco frente ao mar, pensarei em vós, prometo!
Mas isso não quer dizer que não me visitem e, principalmente, que não me escrevam aqui nos feedbacks; enquanto estiver a beber os meus galões com espuma e a ouvir o jazz, no Café Fresco frente ao mar, pensarei em vós, prometo!
Despeito
Alguém me poderá explicar porque é que os blogs que são citados na imprensa escrita são sempre os mesmos?
Pesquisas
Já há algum tempo que não tomava atenção às palavras chave que alguns leitores introduziam nos seus motores de busca para vir parar a esta área protegida. Fazendo agora uma ronda muito superficial, constato que continuam a ser muitas e variadas as dúvidas de alguns internautas: desde o aceitável "Zaha Hadid" (memo: tenho que falar de arquitectura), até um mais improvável "como dobrar guardanapos" (eu dobro-os ao meio...), de tudo tem surgido aqui um pouco. Mas, ultimamente, uma das chaves mais recorrentes, tem sido a expressão "folclore", nas suas mais diversas combinações: "folclore bonito", "folclore nordestino", "trajes de folclore", and so on...
Para que quem procura folclore na Internet (e são muitos, acreditem) possa vir a encontrar nesta serra um agradável sítio de repouso entre as suas demandas, deixo aqui - absolutamente grátis! - mais uma série de sugestões afins: folclore do Burkina Faso, roupa interior de folclore, gostos folcóricos, folclore chato, folclore político (procurar também aqui), e folclore experimental. Entretanto eu vou estudar qualquer coisa sobre o assunto, prometo.
Para que quem procura folclore na Internet (e são muitos, acreditem) possa vir a encontrar nesta serra um agradável sítio de repouso entre as suas demandas, deixo aqui - absolutamente grátis! - mais uma série de sugestões afins: folclore do Burkina Faso, roupa interior de folclore, gostos folcóricos, folclore chato, folclore político (procurar também aqui), e folclore experimental. Entretanto eu vou estudar qualquer coisa sobre o assunto, prometo.
Irvine Welsh
Há bocado estava a passar numa estação de rádio (nunca sei em que posto está o rádio-despertador) uma peça sobre o novo livro de Irvine Welsh, "Porno"; no entanto, só a ouvi já no fim, ainda por cima ensonado, e não consegui perceber se se dizia bem ou mal da citada obra. A verdade é que já estive com o calhamaço na mão, anteontem, e mesmo disposto a comprá-lo; mas depois lembrei-me das duas obras anteriores que li do mesmo autor, e hesitei. Se é verdade que apreciei o estilo desabrido de "Trainspotting", principalmente nas descrições que não foram incluídas no filme, já achei que "Ecstasy", não sendo mau, era de certa forma "mais do mesmo".
Algum leitor simpático, que já tenha lido "Porno", me saberá aconselhar?
Algum leitor simpático, que já tenha lido "Porno", me saberá aconselhar?
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