2003/09/10

Esta vem mesmo a calhar:

De que música é este bocadinho de canção, cujo título - mas só o título - se pode aplicar ao dia que eu tive hoje, pelo menos até agora?

Just a perfect day
problems all left alone
Weekenders on our own
it's such fun

Just a perfect day
you made me forget myself
I thought I was
someone else, someone good

Oh, it's such a perfect day
I'm glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on

2003/09/09

Futuristas e Neo-românticos

Não andei com cortes de cabelo "abichanados" - como diria um famoso bloguista - mas também tive a minha fase de fascínio pelos futuristas, confesso. Achava extremamente arrojados todos aqueles adereços, o ar andrógino e o menear sincopado. E gostava das músicas, claro. Vejam lá se se lembram destas duas:

Don't say a word, I know what you're thinking
It's plain to see
I see my opportunities shrinking
In front of me
I know you've made up your mind
But don't say
Although I'm guilty of no crime
It's the same

Guilty, guilty you've found me guilty...


e:

Don't you ever, don't you ever
Stop being dandy, showing me you're handsome
Don't you ever, don't you ever
Stop being dandy, showing me you're handsome

Prince Charming
Prince Charming
Ridicule is nothing to be scared of
Don't you ever, don't you ever
Stop being dandy, showing me you're handsome

Jornal do Incrível

Numa voltinha rápida pela blogosfera, dou com uma mensagem acabadinha de pôr no blog da Charlotte: "liguem depressa para a SIC-notícias!"

Na minha surpresa, pensei que tivesse havido algum golpe de Estado, ou pior; ainda me lembro do dia em que Salazar caíu da cadeira - o que me chateou não ter havido desenhos animados à hora de almoço!

Afinal, estava um tipo esquisitíssimo a falar, um tal de "não-sei-quê" Castelo Branco, a dizer qualquer coisa como: "detesto conduzir (nas férias); deviam fazer umas 'pensõezitas' ao pé dos hotéis para podemos trazer os nossos motoristas!"

A mensagem já lá não está; o humanóide também não. Deve ter sido um sonho...

Pessoas que eu acho que deviam ter um blog:

Pelas melhores razões:

- João Bénard da Costa;
- António Lobo Xavier;
- Miguel Sousa Tavares;
- Daniel Sampaio;
- Sophia de Mello Breyner;
- António Lobo Antunes;
- José Megre;
- Anabela Mota Ribeiro;

Por - como é que hei-de dizer? - outras razões (mas estes com comentários obrigatórios):

- Eduardo Prado Coelho
- Paula Bobone;
- Herman José;
- Margarida Rebelo Pinto;
- Francisco Louçã;
- Amilcar Theias;
- Teresa Guilherme;
- Alberto João Jardim;
- Mário Soares (ou João Soares, me da igual!);

E entre os amigos e relativos:

- Lu;
- Nuno Rodrigues da Silva;
- António Chumbinho;
- Marisa Pinto;
- João Titta Maurício;
- Rita Saldanha;
- Ana Sofia Fonseca;
- João Viegas;
- Paulo Homem;
- Renato Rodrigues;
- José Eduardo Oliveira;
- Mabe Mira;
- Ana Carla Nazaré;

Era para colocar aqui ainda mais uma rubrica, a dos blogs que nem deviam existir, como este, mas não me apetece "comprar" guerras.

Nota: Este post não vai estar nunca encerrado; em qualquer altura poderei fazer updates do mesmo. Para tal, peço também a contribuição dos meus leitores, com sugestões sérias - ou não!

Ó tempo, volta para trás...

Falta pouco mais de um mês para a minha vida mudar; não será uma mudança muito grande em termos práticos, mas para mim - que tenho andado a desenvolver a minha costela negativista - terá reflexos imprevisíveis em termos psicológicos. Eu explico: dia 23 de Outubro, entrarei nos "entas". Ora, dando de barato que não chegarei aos cem, posso dizer que vou entrar na última fase da minha vida, certo?

Nem quero pensar nisso. Entretanto, para a minha legião de fans, deixo aqui uma breve lista com sugestões de presentes que seriam muito apreciados pela gerência. Atenção à especificidade dos artigos - não aceito coisas parecidas (isto é mesmo rabugice dos quarenta, não é?).

1 - Um Porsche 911T ("T" de Targa), versão entre 1971 e 1973, restaurado, e de preferência no laranja original da marca; igual ao do Ric Hochet, alguém se lembra? Em alternativa, também posso aceitar um Morgan, desde que seja em british green.

2 - Uma casa na zona de São Pedro de Moel; não é preciso que seja muito grande, desde que seja perto do mar. E pode ser por mobilar.

3 - Um patrocínio para disputar a edição do próximo ano do Troféu Datsun 1200, organizado por José Megre y sus muchachos. Será um valor à roda dos 20.000€, mas dedutível no IRC por um valor superior (sem "manigâncias"). E olhem que este é um bom investimento: ainda há cinco anos, fui Campeão Nacional de Clássicos (tinha que ser) na minha classe - e não, não era o único!

Deixo-vos já estas sugestões porque sei que precisam de algum tempo para tratar das coisa; mas se tiverem outras opiniões, não se coíbam de as apresentar; estudo tudo (olha, uma cacofonia)!

Entretanto, estou algo desiludido por não terem identificado ainda a música abaixo, de que eu tanto gosto. Vou-vos dar uma ajuda; aqui vai um excerto de outra canção lindíssima do mesmo álbum:

Pretty women out walking with gorillas down my street
From my window I'm staring while my coffee grows cold
Look over there! (Where?)
There's a lady that I used to know
She's married now, or engaged, or something, so I am told

Is she really going out with him?
Is she really gonna take him home tonight?
Is she really going out with him?
'Cause if my eyes don't deceive me,
There's something going wrong around here

Serviço público

Como disse há uns posts atrás, não fumo, exceptuando umas míseras cigarrilhas açorianas ocasionais (uma caixa de 10 dá-me para mais de um mês!), quando conduzo, e sempre sozinho. Isso dá-me o afastamento e a isenção necessários para comentar a notícia que está neste momento a ser alvo de debate na TSF, no "Fórum", sobre a intenção da Comunidade Europeia, de colocar imagens de choque nos maços de tabaco.

Em boa verdade vos digo que não acredito que haja uma simples alma que vá deixar de fumar por o maço de cigarros ostentar uma imagem de uma garganta cancerosa, ou de um pulmão reduzido a cinzas; o que vai acontecer é que aqueles fumadores compulsivos e mal educados, que não conseguem deixar de fumar, mesmo quando partilham um espaço restrito com outras pessoas - fumadoras ou não - vão continuar a fazê-lo, com uma agravante: como seres pouco sensíveis que são, não os incomodarão por aí além as ditas "imagens de choque" dos maços, até pela imunidade que progressivamente adquirirão. Quem se sentirá incomodado serei eu, e outros como eu, que passarão o almoço a olhar para as tétricas fotos de um maço que alguém fará questão de colocar em cima da mesa, junto às chaves do carro e aos dois telemóveis.

Para os fumadores mais sensíveis, que terão pudor de andar com um portfolio de cirurgia oncológica às costas, sugiro uma medida simples e cool: adquiram uma cigarreira bonita e, assim que comprarem um novo maço, procedam ao transbordo de todos os cigarros. De seguida, desfaçam-se rapidamente do maço obsceno - de preferência num contentor apropriado.

Eu, pela minha parte, já decidi: se a medida em questão for extensiva também às bonitas caixas de cigarrilhas, resgatarei uma linda cigarreira de prata que foi oferecida ao meu avô (que não fumava!) pelos seus colegas de emprego, uma semana depois de eu nascer, e que a minha avó me ofereceu na véspera do meu casamento. Era o "Something old" do poema (para quem não sabe, nos casamentos os protagonistas deverão usar: Something old/ something new/ something borrowed/ and something blue).

Não precisam de agradecer este conselho; basta não fumarem em espaços fechados que partilhem comigo ou com os meus.

Mais uma música

Só uma, mas uma especial; faz parte de um primeiro álbum, que deve ter quase 25 anos, e que eu dancei nas famosas garage parties dos anos setenta e oitenta (eu era muito tímido, e para dançar, já tinha tomado umas misturas explosivas, que nem vos vou contar...). Comprei o álbum na altura, e ainda o tenho aqui, apesar de ter andado por tudo quanto era festa, sempre a "rasgar". Gosto tanto da música, e sei-a de cor de tal maneira, que não resisto a transcrevê-la toda:

Come on you people get your dancing shoes on
Reds and yellow and pinks and blues on
Too late, too late
To stay home and sit around

Purple leopard skin and see-through plastic
Whatever you want, but just make it drastic
Too late, too late, to stay home and sit around

What you wanna bet
We ain't started yet
Baby stick around
Baby stick around

Pushin' and shovin' and sweat wet leather
Up and down we go chained together
Too late, too late
To stay home and sit around

Somebody tellin' me the latest scandals
Somebody steppin' on my plastic sandals
Too late, too late
To stay home and sit around

What you wanna bet
We ain't started yet
Baby stick around
Baby stick around

Too late, too late
To stay home and sit around

What you wanna bet
We ain't started yet
Baby stick around
Baby stick around


Quem estiver, como eu, à beira dos quarenta, e conseguir ouvir isto sem sentir nostalgia, está morto!

É por isto que eu às vezes penso em "fechar a loja"!

Anda um tipo a pensar que até dá "uns toques" com a caneta, e depois, de repente, vê textos ao pé dos quais os seus parecem contas de merceeiro. Isto para dizer que dois dos melhores blogs da blogosfera foram hoje actualizados:

O "Umbigo" voltou aos seus melhores dias (para provável satisfação de Ana Sá Lopes), e colocou hoje no seu blog uma rábula deliciosa aos textos de Daniel Sampaio; mesmo um admirador confesso - como eu sou - dos escritos de D.S., não poderia resistir a sorrir ao ler aquilo. Sorrir? Que digo eu? Rir, rir a bandeiras desfraldadas!

Quanto ao outro, é um caso mais complicado. Há um tipo, que eu já mencionei aqui várias vezes, que tem o dom de escrever textos lindos, com a facilidade com que eu bebo um copo de água. Tem um blog, chamado "Encalhado", e desconheço o seu nome (o que não é importante). Ora, acontece que eu publiquei, aqui há dias, um post neste pasquim a dar conta da beleza da coisa, e a aconselhar os meus leitores a fazerem-lhe uma visita; mas este meu amigo, que é um caso evidente de falta de noção do seu valor, resolveu escrever um post no seu blog a agradecer-me a consideração de o ter mencionado, e a retribuir-me - imaginem - o elogio!

Caro amigo: agradeço-lhe muito o agradecimento (que redundante...), mas parece-me que não deveria ocupar espaço do seu blog com tais coisas. Todo o espaço é pouco para publicar as suas maravilhosas histórias (sempre embirrei um bocadinho com o "estórias", que me parece um brasileirismo...). Se muita gente que anda por aí, a vender milhões de livros em Portugal, a escrever em revistas, e até a dar aulas de escrita criativa, se muita dessa gente, dizia, tivesse metade do seu talento, então estaríamos muito melhor servidos!

E fico sinceramente zangado se perder uma linha que seja a agradecer-me. Não se agradecem os actos de justiça!

2003/09/08

O questionário do "Avatares de um Desejo"

Sob o título "Manual do Blogger/Blogador", publicou o Bruno Sena Martins, há já uns dias, um post em que nos dava algumas indicações sobre comportamentos politicamente correctos na blogosfera. Na altura dei respostas mentais ao supra citado questionário, e conclui desde logo que não tenho os mínimos - nem de perto nem de longe!

No entanto, como o B.S.M. está agora a fazer o levantamento dos "colegas" que responderam ao post, aqui deixo a minha modesta contribuição para um estudo estatístico da blogosfera:

1 - Ler a coluna de opinião do público e do Dn
R - Leio diariamente o "Público", incluindo a maior parte das colunas de opinião; a propósito, as ladainhas de EPC são "artigo de opinião"?
2 - Usar o google com perícia para se armar nas discussões em curso
R - Uso, mas sem perícia nenhuma; e quando chego às discussões, elas já acabaram!
3 - Conhecer a biografia de pelo menos um destes famosos: JPP, FJV, PM
R - Conheço mais ou menos a do PM, desde a fase do MRPP, até ser cherne. Serve?
4 - Utilizar o Pedro Rolo Duarte como o anto-cristo local
R - Coitado; o gajo nem tem muita piada, mas já lhe basta ter a Amélia sempre à perna!
5 - Ter um clube de afeição para poder postar às segundas-feiras (Conselho pessoal:o porto permite saír sempre por cima)
R - Simpatizo com o Vitória de Setúbal, mas não sei o nome de um único jogador. E, além disso, ninguém discute os seus jogos à Segunda (excepto os velhotes do Bairro dos Pescadores, mas esses não têm blog).
6 - Ter um poema de reserva para citar quando o site-meter der mostras de fragilidade
R - Sim, arranja-se qualquer coisa; pode ser W.H. Auden?
7 - Tratar por "tu" a vida e obra de Tolstoi
R - De quem?
8 - Fingir ardor nas discussões mesmo que o tema seja indiferente
R - Eu gostava era de saber fingir que não estou empolgado!
9 - Saber onde é que o Iraque fica no mapa
R - Essa é fácil; fica ali, na direcção da Itália, um bocadinho mais para lá (tem que se virar à direita).
10 - Falar d@s respectiv@s apenas quando já se tem uma reputação consolidada ou mais de 30 anos
R - A minha reputação não deverá ser das melhores, mas já tenho mais de trinta anos.
11 - Fazer periodicamente a ode de um cineasta de que ninguém ouviu falar
R - Impossível. Aqui toda a gente conhece tudo: quem é que nunca ouviu falar de Jim Jarmusch?
12 - fazer alusão à fnac uma vez em cada 15 dias
R - Estou-me a atrasar, é verdade; custos de morar fora da cidade...
13 - tentar juntar copos e livros no mesmo post para dar prova de excentricidade
R - Tipo: "estava eu a beber o meu bagaço, e a ler o 'Sei lá'..."?
14 - dizer uma asneira de vez em quando (mostra inconformismo)
R - Porra, que esta merda deste questionário nunca mais acaba!
15 - Utilizar o dicionário online para apoiar a escrita
R - Dicionário online? Is there such a thing? E ninguém me dizia nada?
16 - Inventar mails recebidos para dar um ar de interactividade ao blogue
R - Também estou a falhar; só me escrevem (e não é invenção) os tipos todos do "Público" a darem-me "Your details", ou coisa do género.
17 - Dar algumas gralhas ara mostrar um certo negligé
R - Dar u qê?

Está bom assim? Tenho aproveitamento?

Pronto, está bem; não tenho mais nada para dizer!

Eu sei que vocês gostam disto; e eu também gosto. So, why not? Mais três:

És cruel
Meteste a tua filha num bordel
Enforcaste o caniche com cordel
És cruel

És tarado
Pintaste o sexo cor de rebuçado
No circo tu serias um achado
És tarado

És um porco imundo
Quando queres vais até ao fundo
Não sei onde vais parar


e:

In this world as we know it
Sorrows come and go
Now we see the satellite's gone up to the sky
But it's not as nice as looking in your eyes

Woh, take it for a little while
No, i could watch it on tv, yeah

Satellite of love, oh, satellite of love
Satellite of love, satellite of...


e também:

Looking like a born again
Living like a heretic
Listening to arthur lee records
Making all your friends feel so guilty
About their cynicism
And the rest of their generation
Not even the government are gonna stop you now
But are you ready to be heartbroken?
Are you ready to be heartbroken?

Não precisam de agradecer!

É uma vergonha: os deputados da Nação, nata da nossa inteligência, supra-sumo da cultura, e motivo de orgulho pátrio de todo e cada português, vêm-nos dizer que trabalham em "condições miseráveis"! Não se faz, realmente. Pela minha parte, pouco posso fazer para ajudar, mas desde já humildemente me ofereço para substituir um desses esforçados e sacrificados servidores do povo, se isso contribuir, de alguma forma, para o alívio do seu pesado fardo.

Aliás, dentro das minhas modestas possibilidades, gostaria de aproveitar para criar um movimento de solidariedade na blogosfera, com o seguinte lema: "um blogger por um deputado!" Os voluntários para substituição de deputados deverão contactar os Serviços da Assembleia da República, mencionando a iniciativa desinteressada deste blog - mas, antes de se decidirem, lembro-vos que é um trabalho (?) árduo, com apenas uma secretária (penso que estamos a falar de mobiliário...) para cada oito deputados, e miseravelmente pago.

Vá lá...

Eu sei que estão mortinhos por adivinhar mais canções; aqui vão duas preciosidades - tratem-nas bem:

There's always been Ethel:
Jacob, wake up! You've got to tidy your room now
And then Mister Lewis:
Isn't it time that he was out on his own?
Over the garden wall, two little lovebirds: cuckoo to you!
Keep them mowing blades sharp

I know what I like, and I like what I know;
getting better in your wardrobe, stepping one beyond your show.


e:

Hide in your shell 'cause the world is out to bleed you for a ride
What will you gain making your life a little longer?
Heaven or Hell, was the journey cold that gave your eyes of steel?
Shelter behind painting your mind and playing joker

Too frightening to listen to a stranger
Too beautiful to put your pride in danger
You're waiting for someone to understand you
But you've got demons in your closet
And you're screaming out to stop it
Saying life's begun to cheat you
Friends are out to beat you
Grab on to what you can scramble for


(o que eu adorava esta música; o vinyl até deve ter as espirais mais fundas no lugar dela...)

Descubra as diferenças:

Ferro Rodrigues, líder muito provavelmente transitório do PS, apelou, no seu comício de reentré, à unidade da esquerda para contrariar o que ele designou de "um governo de extrema-direita".

Ontem foi a reentré comunista (não renovadora), na Festa do Avante; nela, Carvalhas renovou o empenho comunista "no avanço de convergência de todas as forças de oposição ao Governo".

Na reentré socialista, Ferro Rodrigues preocupou-se em atacar furiosamente o ministro Paulo Portas, numa estratégia enviesada de duvidoso alcance.

Ontem, Paulo Portas, o 'moderno' Ministro da Defesa", foi o membro do Governo mais atacado no discurso do secretário-geral do PCP.

Os itálicos não são meus; tirei-os do "Público".

Aviso ao Senhor Louçã: não sei se já fizeram a vossa reentré, mas, se não a fizeram, não vale a pena - nós já sabemos o que vão dizer!

2003/09/07

Adeus Zambujeira, que eu vou partir!

Já há quase vinte anos que não escolho o Algarve para passar férias; tenho-vos falado já bastante da minha alergia a multidões e às coisas politicamente correctas, para ser necessário explicar esta opção. Como também penso que não será necessário explicar a opção tomada há cerca de quinze anos, de começar a passar as férias na Zambujeira do Mar - que, nessa altura, pouco mais era do que uma simpática aldeia de pescadores. Só que o resto da história é conhecida: veio o raio do festival, que faz tanta falta à terra como uma epidemia de peste, e a antiga mística perdeu-se - ter-se-á, eventualmente, ganho uma nova mística, de gosto discutível, e mais "plastificada" (precisamente o que me irrita no Algarve!), mas não me restam dúvidas sobre quem saíu a perder do "negócio": eu! No entanto, as alternativas eram relativamente poucas, pelo menos até hoje.

Já conhecia São Pedro de Moel (ou Muel?) há vários anos, por força dos vários ralis em que participei com base operacional na zona, mas raramente tinha ido lá passear com o espírito tão descansado como hoje. E o que vi fascinou-me; e, melhor ainda, fascinou também a Lu, já que as decisões cá em casa tomam-se por unanimidade, pelo menos até o Lourenço ter 14 anos, mais ou menos!

Não me preocupa falar aos leitores desta minha nova "descoberta", por duas razões: primeiro, não é de temer uma próxima invasão de leitores a São Pedro, dada a relativa pouca afluência deste blog (se sair alguma citação disto no DN, e o sitemeter "disparar", lá terei que voltar cá atrás para apagar este post), e segundo, porque eu não descobri coisa nenhuma. São Pedro de Moel já é por demais conhecido, mas as coisas que levam hordas para Vilamoura, são as mesmas que afastam essas carneiradas daquela terra: o tempo sempre fresco, a praia oceânica, com um azul maravilhoso, o sossego daquele pinhal, os quilómetros de pistas para ciclistas (eu ouvi esses risos...), o aspecto deliciosamente retro de toda a arquitectura, a (quase) ausência de discotecas e bares - tudo coisas que funcionam como mais-valias para este quase-quase quarentão (a propósito, já pensaram no que me vão dar nos anos? Falta pouco mais de um mês...).

Ou muito me engano ou, depois da promoção que lhe fiz hoje, as próximas férias vão ser passadas em São Pedro; a propósito, ninguém sabe de uma casinha para vender lá, boa (não precisa ser grande - qualquer T1 serve) e, principalmente, barata?

E agora, para não dizerem que me esqueci dos meus leitores melómanos, aqui vão mais três desafios, com sabor a nostalgia:

If man is five
Then the devil is six
Then god is seven
This monkey's gone to heaven


e:

Airport, you've got a smiling face
You took the one I love so far away
Fly her away, fly her away
Airport, you've got a smiling face
You took my lady to another place
Fly her away, fly her away


e, por fim:

And if the world does turn
And if London burns I'll be standing on the beach with my guitar
I wanna be in a band when I get to heaven
Anyone can play guitar
And they won't be anything anymore

Recomendado

Este novo blog parece-me muito bom; e, além de tudo o mais, tem a vantagem de, agora que eu ordenei os links alfabeticamente, impedir que o "Abrupto" seja sempre o primeiro. Um toque alternativo calha sempre bem!

Tabagismo

Não fumo, excepto uma ou outra cigarrilha ocasional, em viagens maiores, de uma caixa que anda sempre no carro. Mas não posso deixar de empatizar, até certo ponto, com os fumadores no que toca à medida agora tomada, referente às inscrições nos maços de tabaco. Já tinha visto uma fotografia num jornal, mas nem liguei, e até pensei que fosse montagem. No entanto, só quando um destes dias vi o maço de tabaco de um amigo em cima da mesa é que percebi a dimensão do ridículo; ninguém deixará de fumar - ainda não perceberam? - mesmo que todo o maço passe a ser preto, e a ter como única inscrição uma caveira e duas tíbias!

Já agora, também não percebo por aí além a preocupação dos fumadores, com algo que, objectivamente, não interfere com a saciedade dos seus vícios; seria bem pior se cada pessoa, ao puxar de um cigarro, tivesse que colocar antes umas placas, daquelas tipo homem-sandwich, com os dizeres: "Atenção! Aqui vai um parvalhão que pensa que é chaminé!" - ou então, dever-se-ia pôr antes nos maços: "Desculpem, mas sou um alarve, que não consegue estar uma hora num restaurante sem fumar a merda dum cigarro, mesmo vendo que está bastante gente a comer!"

2003/09/06

Novos critérios editoriais

Telefonei há pouco ao meu grande amigo Nuno (um dos raros campeões do mundo portugueses, para mais numa difícil modalidade desportiva), para lhe falar de um outro assunto, mas ele aproveitou logo para "desviar" o assunto para este blog; confessou-me que, devido a mim, já se encontra também viciado na "voltinha" diária pela blogosfera, e depois, com a frontalidade que sempre lhe conheci, aproveitou para fazer uma série de críticas a este conjunto de reflexões esparsas - mas críticas construtivas, entenda-se.

Diz o Nuno que o tom deste blog anda a ficar demasiado pessoal, para não dizer umbiguista, e que, em muitos dos posts, se nota perfeitamente que não tenho nada para dizer. Revejo-me inteiramente nessas críticas, feitas com a imparcialidade que só a amizade verdadeira confere; no entanto, e apesar de não querer justificar o que quer que seja, sei que existem vários motivos para que o faça:

1 - É-me imensamente mais fácil falar de algo que conheça e, de preferência, que conheça melhor que qualquer outra pessoa - e o único tema que conheço que cumpre essas premissas sou eu!

2 - A blogosfera, e o acto de criar um blog são, por definição, exercícios de narcisismo; quem escreve deseja, de alguma forma, que os seus "rabiscos" sejam lidos por alguém. E eu, por insondáveis desígnios, sou especialmente vulnerável aos milagres da interacção, só possível num meio deste tipo. Daí que assuma que - por vezes - seja tentado a "forçar a nota" para manter o ritmo produtivo, mesmo quando não existe nenhum tema relevante subjacente ao post (e isto, para não dizer que, muitas vezes, não existe mesmo tema algum!).

3 - Tenho uma compulsão para escrever desde que me recordo de existir. Já escrevi em vários jornais e revistas, mas saio sempre pelo mesmo motivo: tenho que ganhar a vida, if you know what I mean! Actualmente escrevo apenas para o "Jornal de Azeitão", de que sou orgulhoso sub-director (e co-fundador, com o meu amigo António Chumbinho, já lá vão sete anos), num exercício gracioso e, de certa forma, por espírito de missão.

4 - Volto ao tom pessoal, mas não será de todo irrelevante mencionar, ainda que não sirva de desculpa, que sou especialmente sensível à existência - ou não - de um conjunto de situações estáveis à minha volta. E, nas últimas semanas, tive desenvolvimentos negativos inesperados na minha vida profissional, felizmente já em fase de resolução, e até de provável up-grade; mas, enquanto não via "a luz no fundo do túnel", tudo o que me apetecia fazer era escrever, tivesse assunto ou não!

5 - Descobri que os leitores respondem melhor (nas caixas de comentários) aos posts mais curtos e, porventura, mais inconsequentes; isso talvez me tenha levado, ainda que algo inconscientemente, a "abusar" do truque, já que, como disse antes, sou um viciado em feed-backs!

Não obstante tudo o que ficou exposto, não deixo de dar toda a razão ao Nuno (ainda que gostasse de ouvir - ou ler - mais opiniões sobre este assunto) e, em conformidade com esta tomada de consciência, tomei algumas decisões:

1 - Vou deixar, na medida do possível, de publicar coisas inconsequentes e gratuitas.

2 - Vou deixar de falar tanto de mim, não por pudor (porque só me exponho até onde quero), mas porque reconheço que esse é um tema sem qualquer interesse para o leitor, principalmente quando me ponho a divagar sobre o meu humor instantâneo. Abro, no entanto, uma excepção neste ponto, para informar que continuarei, sempre que se justificar, a escrever sobre o milagre que é o crescimento e a tomada de consciência do mundo do meu filho Lourenço!

3 - O concurso "Musical quiz", apesar de ter servido para passar momentos divertidos, provavelmente não passou de um truque meu para chamar mais leitores a este blog. Não sei se foi assim ou não - não tenho consciência do facto - mas, decidi mudar um pouco a mecânica da coisa: a partir de agora, deixa de haver pontos para quem acerte nas músicas. Sempre que me lembrar (e estou sempre a lembrar-me) continuarei a publicar um excerto de uma música que tenha algum significado para mim, para ver quem a reconhece. Encarem isto, a partir de agora, como uma forma honesta de procurar empatias. Deixam de haver pontos para os vencedores, mas, como prémio, todos estarão convidados para, quando quiserem, comer uma torta e um moscatel comigo em Azeitão, inclusive os que, até aqui, já deram as suas respostas - certas, erradas, a tempo, atrasadas, whatever!

E, para finalizar este (demasiado?) longo exercício de introspecção, deixo-vos com mais um excerto de uma belíssima canção:

This is our last goodbye
I hate to feel the love between us died
But it's over
Just hear this and then I'll go
You gave me more to live for
More than you'll ever know

2003/09/05

Musical quiz #19

Também é difícil, a 18? E eu a pensar que não. Estou a ver que vocês preferem os eighties. Então tomem lá:

The feeling has gone only you and I
It means nothing to me
This means nothing to me
Oh Vienna

Musical quiz #18

Vamos lá então a fazer um ponto da situação, para ver quem é que leva o prémio (mas o concurso ainda não acabou!). Em primeiro lugar está o Nelson, com 13 pontos, em segundo o jcd, com 11, em terceira a Papoila, com 6, em quarta a ElsaTS, com 2 (boas notícias: o júri deferiu o protesto no post dos Pink Floyd), e em quintas ex-aequo, a Lu (que conhece muitas, eu sei, mas que não tem tempo para vir cá...), e a Shyznogud, com 1 ponto cada.

Em relação às respostas que valiam pontos, mas ainda não tinham sido dadas, o álbum dos Ramones chama-se "End of the Century", O dos Aztec Camera é "Knife" (uma capa lindíssima - ainda tenho aqui o vinyl, apesar de já não ter prato para o ouvir), o dos Tubes é "White Punks on dope", e a música mistério do post "M.q. #16", a única que ficou sem resposta até agora, chama-se "Five strings serenade", cantam-na os Mazzy Star (cuja vocalista, Hope Sandoval, já cantou com os Jesus and Mary Chain), e pode ser encontrada no álbum "So tonight that I might see". Naturalmente que nenhuma das perguntas contidas nos posts anteriores conta mais, mas as regras mantêm-se: 1 ponto para o intérprete, 1 para a canção, e 1 para o álbum ("e vamos agora ouvir a votação da França; 10 pontos para a canção portuguesa!").

Para agora, fica outra, não muito difícil, acho:

Roses in the hospital
Try to pull my finger nails out
Roses in the hospital
I want to cling to something soft
Roses in the hospital
Progressing like a constant war
Roses in the hospital
There’s no one to feel ashamed for

Sondagem

Estou a pensar tirar o "Pipi" da minha lista de links; aquilo já chateia, é sempre igual, e até dá má imagem à blogosfera (há muitos amigos meus que mal sabem o que é um blog, mas que já conhecem o animal).

Gostava de ouvir mais opiniões - depois decidirei de forma democrática: conto os vosso votos, e faço o que me apetecer!