2003/09/08

Descubra as diferenças:

Ferro Rodrigues, líder muito provavelmente transitório do PS, apelou, no seu comício de reentré, à unidade da esquerda para contrariar o que ele designou de "um governo de extrema-direita".

Ontem foi a reentré comunista (não renovadora), na Festa do Avante; nela, Carvalhas renovou o empenho comunista "no avanço de convergência de todas as forças de oposição ao Governo".

Na reentré socialista, Ferro Rodrigues preocupou-se em atacar furiosamente o ministro Paulo Portas, numa estratégia enviesada de duvidoso alcance.

Ontem, Paulo Portas, o 'moderno' Ministro da Defesa", foi o membro do Governo mais atacado no discurso do secretário-geral do PCP.

Os itálicos não são meus; tirei-os do "Público".

Aviso ao Senhor Louçã: não sei se já fizeram a vossa reentré, mas, se não a fizeram, não vale a pena - nós já sabemos o que vão dizer!

2003/09/07

Adeus Zambujeira, que eu vou partir!

Já há quase vinte anos que não escolho o Algarve para passar férias; tenho-vos falado já bastante da minha alergia a multidões e às coisas politicamente correctas, para ser necessário explicar esta opção. Como também penso que não será necessário explicar a opção tomada há cerca de quinze anos, de começar a passar as férias na Zambujeira do Mar - que, nessa altura, pouco mais era do que uma simpática aldeia de pescadores. Só que o resto da história é conhecida: veio o raio do festival, que faz tanta falta à terra como uma epidemia de peste, e a antiga mística perdeu-se - ter-se-á, eventualmente, ganho uma nova mística, de gosto discutível, e mais "plastificada" (precisamente o que me irrita no Algarve!), mas não me restam dúvidas sobre quem saíu a perder do "negócio": eu! No entanto, as alternativas eram relativamente poucas, pelo menos até hoje.

Já conhecia São Pedro de Moel (ou Muel?) há vários anos, por força dos vários ralis em que participei com base operacional na zona, mas raramente tinha ido lá passear com o espírito tão descansado como hoje. E o que vi fascinou-me; e, melhor ainda, fascinou também a Lu, já que as decisões cá em casa tomam-se por unanimidade, pelo menos até o Lourenço ter 14 anos, mais ou menos!

Não me preocupa falar aos leitores desta minha nova "descoberta", por duas razões: primeiro, não é de temer uma próxima invasão de leitores a São Pedro, dada a relativa pouca afluência deste blog (se sair alguma citação disto no DN, e o sitemeter "disparar", lá terei que voltar cá atrás para apagar este post), e segundo, porque eu não descobri coisa nenhuma. São Pedro de Moel já é por demais conhecido, mas as coisas que levam hordas para Vilamoura, são as mesmas que afastam essas carneiradas daquela terra: o tempo sempre fresco, a praia oceânica, com um azul maravilhoso, o sossego daquele pinhal, os quilómetros de pistas para ciclistas (eu ouvi esses risos...), o aspecto deliciosamente retro de toda a arquitectura, a (quase) ausência de discotecas e bares - tudo coisas que funcionam como mais-valias para este quase-quase quarentão (a propósito, já pensaram no que me vão dar nos anos? Falta pouco mais de um mês...).

Ou muito me engano ou, depois da promoção que lhe fiz hoje, as próximas férias vão ser passadas em São Pedro; a propósito, ninguém sabe de uma casinha para vender lá, boa (não precisa ser grande - qualquer T1 serve) e, principalmente, barata?

E agora, para não dizerem que me esqueci dos meus leitores melómanos, aqui vão mais três desafios, com sabor a nostalgia:

If man is five
Then the devil is six
Then god is seven
This monkey's gone to heaven


e:

Airport, you've got a smiling face
You took the one I love so far away
Fly her away, fly her away
Airport, you've got a smiling face
You took my lady to another place
Fly her away, fly her away


e, por fim:

And if the world does turn
And if London burns I'll be standing on the beach with my guitar
I wanna be in a band when I get to heaven
Anyone can play guitar
And they won't be anything anymore

Recomendado

Este novo blog parece-me muito bom; e, além de tudo o mais, tem a vantagem de, agora que eu ordenei os links alfabeticamente, impedir que o "Abrupto" seja sempre o primeiro. Um toque alternativo calha sempre bem!

Tabagismo

Não fumo, excepto uma ou outra cigarrilha ocasional, em viagens maiores, de uma caixa que anda sempre no carro. Mas não posso deixar de empatizar, até certo ponto, com os fumadores no que toca à medida agora tomada, referente às inscrições nos maços de tabaco. Já tinha visto uma fotografia num jornal, mas nem liguei, e até pensei que fosse montagem. No entanto, só quando um destes dias vi o maço de tabaco de um amigo em cima da mesa é que percebi a dimensão do ridículo; ninguém deixará de fumar - ainda não perceberam? - mesmo que todo o maço passe a ser preto, e a ter como única inscrição uma caveira e duas tíbias!

Já agora, também não percebo por aí além a preocupação dos fumadores, com algo que, objectivamente, não interfere com a saciedade dos seus vícios; seria bem pior se cada pessoa, ao puxar de um cigarro, tivesse que colocar antes umas placas, daquelas tipo homem-sandwich, com os dizeres: "Atenção! Aqui vai um parvalhão que pensa que é chaminé!" - ou então, dever-se-ia pôr antes nos maços: "Desculpem, mas sou um alarve, que não consegue estar uma hora num restaurante sem fumar a merda dum cigarro, mesmo vendo que está bastante gente a comer!"

2003/09/06

Novos critérios editoriais

Telefonei há pouco ao meu grande amigo Nuno (um dos raros campeões do mundo portugueses, para mais numa difícil modalidade desportiva), para lhe falar de um outro assunto, mas ele aproveitou logo para "desviar" o assunto para este blog; confessou-me que, devido a mim, já se encontra também viciado na "voltinha" diária pela blogosfera, e depois, com a frontalidade que sempre lhe conheci, aproveitou para fazer uma série de críticas a este conjunto de reflexões esparsas - mas críticas construtivas, entenda-se.

Diz o Nuno que o tom deste blog anda a ficar demasiado pessoal, para não dizer umbiguista, e que, em muitos dos posts, se nota perfeitamente que não tenho nada para dizer. Revejo-me inteiramente nessas críticas, feitas com a imparcialidade que só a amizade verdadeira confere; no entanto, e apesar de não querer justificar o que quer que seja, sei que existem vários motivos para que o faça:

1 - É-me imensamente mais fácil falar de algo que conheça e, de preferência, que conheça melhor que qualquer outra pessoa - e o único tema que conheço que cumpre essas premissas sou eu!

2 - A blogosfera, e o acto de criar um blog são, por definição, exercícios de narcisismo; quem escreve deseja, de alguma forma, que os seus "rabiscos" sejam lidos por alguém. E eu, por insondáveis desígnios, sou especialmente vulnerável aos milagres da interacção, só possível num meio deste tipo. Daí que assuma que - por vezes - seja tentado a "forçar a nota" para manter o ritmo produtivo, mesmo quando não existe nenhum tema relevante subjacente ao post (e isto, para não dizer que, muitas vezes, não existe mesmo tema algum!).

3 - Tenho uma compulsão para escrever desde que me recordo de existir. Já escrevi em vários jornais e revistas, mas saio sempre pelo mesmo motivo: tenho que ganhar a vida, if you know what I mean! Actualmente escrevo apenas para o "Jornal de Azeitão", de que sou orgulhoso sub-director (e co-fundador, com o meu amigo António Chumbinho, já lá vão sete anos), num exercício gracioso e, de certa forma, por espírito de missão.

4 - Volto ao tom pessoal, mas não será de todo irrelevante mencionar, ainda que não sirva de desculpa, que sou especialmente sensível à existência - ou não - de um conjunto de situações estáveis à minha volta. E, nas últimas semanas, tive desenvolvimentos negativos inesperados na minha vida profissional, felizmente já em fase de resolução, e até de provável up-grade; mas, enquanto não via "a luz no fundo do túnel", tudo o que me apetecia fazer era escrever, tivesse assunto ou não!

5 - Descobri que os leitores respondem melhor (nas caixas de comentários) aos posts mais curtos e, porventura, mais inconsequentes; isso talvez me tenha levado, ainda que algo inconscientemente, a "abusar" do truque, já que, como disse antes, sou um viciado em feed-backs!

Não obstante tudo o que ficou exposto, não deixo de dar toda a razão ao Nuno (ainda que gostasse de ouvir - ou ler - mais opiniões sobre este assunto) e, em conformidade com esta tomada de consciência, tomei algumas decisões:

1 - Vou deixar, na medida do possível, de publicar coisas inconsequentes e gratuitas.

2 - Vou deixar de falar tanto de mim, não por pudor (porque só me exponho até onde quero), mas porque reconheço que esse é um tema sem qualquer interesse para o leitor, principalmente quando me ponho a divagar sobre o meu humor instantâneo. Abro, no entanto, uma excepção neste ponto, para informar que continuarei, sempre que se justificar, a escrever sobre o milagre que é o crescimento e a tomada de consciência do mundo do meu filho Lourenço!

3 - O concurso "Musical quiz", apesar de ter servido para passar momentos divertidos, provavelmente não passou de um truque meu para chamar mais leitores a este blog. Não sei se foi assim ou não - não tenho consciência do facto - mas, decidi mudar um pouco a mecânica da coisa: a partir de agora, deixa de haver pontos para quem acerte nas músicas. Sempre que me lembrar (e estou sempre a lembrar-me) continuarei a publicar um excerto de uma música que tenha algum significado para mim, para ver quem a reconhece. Encarem isto, a partir de agora, como uma forma honesta de procurar empatias. Deixam de haver pontos para os vencedores, mas, como prémio, todos estarão convidados para, quando quiserem, comer uma torta e um moscatel comigo em Azeitão, inclusive os que, até aqui, já deram as suas respostas - certas, erradas, a tempo, atrasadas, whatever!

E, para finalizar este (demasiado?) longo exercício de introspecção, deixo-vos com mais um excerto de uma belíssima canção:

This is our last goodbye
I hate to feel the love between us died
But it's over
Just hear this and then I'll go
You gave me more to live for
More than you'll ever know

2003/09/05

Musical quiz #19

Também é difícil, a 18? E eu a pensar que não. Estou a ver que vocês preferem os eighties. Então tomem lá:

The feeling has gone only you and I
It means nothing to me
This means nothing to me
Oh Vienna

Musical quiz #18

Vamos lá então a fazer um ponto da situação, para ver quem é que leva o prémio (mas o concurso ainda não acabou!). Em primeiro lugar está o Nelson, com 13 pontos, em segundo o jcd, com 11, em terceira a Papoila, com 6, em quarta a ElsaTS, com 2 (boas notícias: o júri deferiu o protesto no post dos Pink Floyd), e em quintas ex-aequo, a Lu (que conhece muitas, eu sei, mas que não tem tempo para vir cá...), e a Shyznogud, com 1 ponto cada.

Em relação às respostas que valiam pontos, mas ainda não tinham sido dadas, o álbum dos Ramones chama-se "End of the Century", O dos Aztec Camera é "Knife" (uma capa lindíssima - ainda tenho aqui o vinyl, apesar de já não ter prato para o ouvir), o dos Tubes é "White Punks on dope", e a música mistério do post "M.q. #16", a única que ficou sem resposta até agora, chama-se "Five strings serenade", cantam-na os Mazzy Star (cuja vocalista, Hope Sandoval, já cantou com os Jesus and Mary Chain), e pode ser encontrada no álbum "So tonight that I might see". Naturalmente que nenhuma das perguntas contidas nos posts anteriores conta mais, mas as regras mantêm-se: 1 ponto para o intérprete, 1 para a canção, e 1 para o álbum ("e vamos agora ouvir a votação da França; 10 pontos para a canção portuguesa!").

Para agora, fica outra, não muito difícil, acho:

Roses in the hospital
Try to pull my finger nails out
Roses in the hospital
I want to cling to something soft
Roses in the hospital
Progressing like a constant war
Roses in the hospital
There’s no one to feel ashamed for

Sondagem

Estou a pensar tirar o "Pipi" da minha lista de links; aquilo já chateia, é sempre igual, e até dá má imagem à blogosfera (há muitos amigos meus que mal sabem o que é um blog, mas que já conhecem o animal).

Gostava de ouvir mais opiniões - depois decidirei de forma democrática: conto os vosso votos, e faço o que me apetecer!

Desvantagens de não morar num centro urbano

Há muitos pequenos prazeres que me fazem sentir melhor; um deles é, às Sextas-feiras comprar "O Independente" no Sad, e depois ocupar uma mesa inteira, no "Forno da Vila", a ler o jornal todo "esparramado" e a tomar o pequeno almoço com vagar. Este exercício, para produzir efeitos visíveis, não poderá ter uma duração inferior a vinte minutos.

Mas hoje, que eu até tinha tempo, "O Independente" ainda não chegou a Azeitão; que balde de água fria!

Musical quiz #17

Será que finalmente arranjei uma canção difícil, no "M.q. #16"? Ou os "craques" ainda não chegaram? De qualquer forma, tenho a certeza de que até já a ouvi na rádio. Entretanto, aqui fica outro trecho, para que, os que não conhecem aquela, possam ir puxando os cabelos:

Talk to you later
Don't want to hear it again tonight
I'll talk to you later
Just save it for another guy
I'll talk to you later
Don't want to hear it again tonight
I'll just see you around

Musical quiz #16

Fica esta então para se "esgatanharem". Já sabem: intérprete, título, álbum!

This is my five string serenade
Beneath the water played
And while I'm playing for you
It could be raining there too

2003/09/04

Ainda aí estão?

O "Encalhado" já regressou de férias. E ainda bem!

Dois pedidos ao jornal "Público"

Primeiro pedido: poder-me-iam os senhores emprestar durante uns dias o vosso colunista, Sr. Eduardo Prado Coelho, para que ele me arranje uma discussão sobre cultura "de-trazer-por-casa" com o meu vizinho do lado? É que o prédio tem andado tão sossegado...

Segundo pedido: seria possível passar a publicar, aos Domingos, uma pequena memória descritiva a explicar e contextualizar os cartoons do vosso colaborador Vasco? Eu peço humildemente desculpas por ser tão estúpido, mas a verdade é que não consigo perceber nem uma das piadas (são piadas, não são?).

Grato.

"Grande Reportagem"

A última edição da revista "Grande Reportagem" foi mesmo a última - passe a redundância - pelo menos com periodicidade mensal; a partir de agora será editada semanalmente, e "oferecida" como suplemento do "Diário de Notícias" de Sábado.

Sinto já uma certa nostalgia, confesso. Ainda que nem sempre apreciasse algum "chico-espertismo" mal disfarçado, de jornalistas "esquerdalhos" que se acham exemplos de subtileza, já tinha aquirido o hábito, e agora vai-me ser difícil desenraizá-lo. Por outro lado, a experiência deste país em publicações semanais generalistas mostra-nos à saciedade que só conseguem sobreviver neste meio as que adoptam uma postura "rasca" e/ou de "faca e alguidar". Basta observar o jornal "Expresso", e a curva descendente da sua dignidade, para perceber onde quero chegar (está bem, "O Independente" é semanal e bom, mas não consegue sobreviver facilmente - vejam lá aquele encarte que lá vem agora com a "dança das tias"; nem para papel higiénico serve, porque é rijo, mas ajuda, certamente, a vender o papel).

Espero que o mesmo não aconteça à "Grande Reportagem", sinceramente. Para já, conto com a qualidade dos textos de Pedro Mexia (bela peça sobre cultura, na última edição mensal), bem como com a lucidez apaixonada de Francisco José Viegas (pode-se ser, simultaneamente, lúcido e apaixonado?), para me garantirem a qualidade da coisa. A ver vamos...

Musical quiz #15

As contas estão um bocadinho mais complicadas, para mais com estas novas regras; talvez para o fim de semana. Lembro que ainda há títulos de músicas (a dos Ramones e a dos Orchestral Manoeuvres in the Dark), e de álbuns (o dos Ramones), para descobrir. Entretanto, aqui vai mais uma pérola revivalista:

I wish myself into your arms
To know that all I need is everything

The size of the sea and the sun in my eyes
And the line in my head
Yearning for more, only for more
These days are as bright as the days I have seen
In the wildest of dreams
Yearning for more, only for more

Musical quiz #14

Yeap, os cantores misteriosos do "M.q. #13" são os Ramones, grupo de quatro "básicos" manos (agora são só três...) que puseram muita gente da minha geração a "abanar a carola" - mas atenção que, de acordo com as novas regras, falta definir o nome da canção e o álbum em que saíu originalmente, respostas essas que valerão mais um ponto cada.

Agora passamos a mais uma sessão dupla, com uma ligeira variante: estas duas canções pertencem à banda sonora do mesmo filme (cujo CD, por acaso, eu vinha agora a ouvir no carro), apesar de não serem cantadas pelas mesmas bandas. As respostas que valem pontos são os nomes das bandas, os nomes das canções, e o título do filme (em lugar dos álbuns originais), à razão de um ponto cada. Vamos lá:

If you leave
I won't cry
I won't waste one single day
But if you leave don't look back
I'll be running the other way


e:

Caroline laughs and it's raining all day
She loves to be one of the girls
She lives in the place in the side of our lives
Where nothing is ever put straight
She turns herself round and she smiles and she says
This is it, that's the end of the joke
And loses herself in her dreaming and sleep
And her lovers walk through in their coats

Musical quiz #13

Tenho que me deixar destas "doses múltiplas", porque isto dá muita vantagem a quem chega primeiro (e sabe, claro!). Então, praticamente às quinze horas de hoje (hora a que eu tenho que sair), a classificação é a seguinte: para o primeiro lugar continua uma encarniçada - mas sadia - disputa entre jcd e Nelson, ambos com 8 pontos; em terceiro lugar, autora de uma espectacular recuperação, está agora isolada a Papoila, com 5 pontos; em quarto lugar, com algum azar e falta de oportunidade à mistura, estão a ElsaTS (o júri está a deliberar ainda sobre o protesto apresentado no post "M.q. #11"), a Lu, e a Shyznogud, com 1 ponto cada; não classificado, por enquanto, encontra-se o PAS, com duas nice tries - continua a mandar postais, que o concurso está para durar!

Entretanto, há aqui umas ligeiras alterações às regras, de que o grande júri se lembrou agora: cada música correctamente identificada passa a valer três pontos - um para o intérprete, um para o título, e ainda mais um para o nome do álbum onde ela foi originalmente publicada. Estas novas regras passar-se-ão a aplicar apenas daqui para a frente (incluindo nesta canção que está já aqui em baixo), excepto quando surgir uma indicação diferente.

E pronto; depois desta lenga-lenga, vamos lá a mais uma - esta é fácil:

When you kiss me I just gotta
Kiss me I just gotta
Kiss me I just gotta say :

Baby, I love you
Come on baby
Baby, I love you
Baby I love, I love only you


O que eu cantei isto; e já lá vão mais de vinte anos. Do you remember garage parties?

Musical quiz #12

Mais uma pergunta "duas-em-uma"; uma fácil, e outra acho que nem por isso, se bem que eu já a tenha cantarolado - e até cantado aos berros, que vergonha - milhares de vezes:

I know it's out of fashion
And a trifle uncool
But I can't help it
I'm a romantic fool
It's a habit of mine
To watch the sun go down
On Echo beach I watch the sun go down


e:

If it's true a rich man leads a sad life
That's what they say from day to day
Then what do all the poor do with their lives?
Have nothing to say on judgment day?

Lamechas?

Acabei de comprar o meu exemplar de "O quarto do filho" e resolvi passar os olhos pela sinopse e pelas fotos da caixa. Asneira! Só de me lembrar das imagens que vi no "King", veio-me uma lágrima ao olho - uma lágrima que, estou certo, todos os pais sentem - uma lágrima pelo medo, pela impotência, pela vulnerabilidade, por sabermos que os nossos filhos não nos pertencem e que, por mais que façamos, nunca poderemos dar-lhes tudo o que eles merecem, nem protegê-los para sempre...

Não sei se conseguirei ver este filme outra vez!

Estigmas

Acho de um egoísmo extremo o gesto de muitos pais, de colocarem aos filhos os nomes invulgares de antepassados, de actores, ou até dos seus ídolos em quaisquer outras áreas. Esquecem-se de que o filho se tornará um adulto, e que carregará para sempre o peso de um nome impronunciável.

Eu sei por experiência própria; chamo-me Aldino, como o meu pai. Sempre que tenho que dar o nome a alguém, tenho que o soletrar e, mesmo assim, na maior parte das vezes escrevem Albino. A minha correspondência vem em nome de Alcino, Altino, Adelino ou até Aldina. As pessoas que não me vêem há algum tempo chamam-me Alcides. Ainda se eu fosse Aldino Manuel, ou Aldino Pedro, podia usar outro nome - mas não, só Aldino, bolas. Por isso, fiz uma "fita" para que todos os meus filhos tenham dois nomes; para já só tenho um, que se não gostar de Lourenço pode ser Miguel, e vice-versa.

Este é, normalmente, um drama pouco compreendido por quem não o sofre, mas se se chamassem Benilde, Eufrásia ou Austrincliniano (sim, sim, conheci uma pessoa assim chamada), estou certo de que reveriam a posição!