Não me lembro se já tinha utilizado este título - acho que sim - mas, como é por uma boa causa, não importa a repetição.
Nas minhas deambulações pela blogosfera vou "descobrindo" novas coisas e, como não sou egoísta, gosto de as partilhar com o leitor. É o caso do "Encalhado", um blog de histórias simples mas, simultaneamente, tão profundas e humanas. Fiquei cliente!
O link já está na respectiva secção; mas não me peçam para ordenar aquilo tudo por ordem alfabética. Talvez na noite de Natal...
2003/08/27
Marte ataca!
Dói-me a cabeça, o meu carro tem os médios demasiado altos, os esguichos demasiado baixos, a minha caixa de e-mail está a receber mais de cinquenta (!) mensagens com vírus por hora e o meu blog não tem comentários (quero dizer, só de vez em quando). Terá isto alguma coisa a ver com a passagem de Marte perto da terra?
Empatia
Este jovem (que eu não conheço) tem 22 anos, mora em Ermesinde e comprou, sem os pais saberem, um Citröen GS Pallas com 24 anos, igual a centenas de outros que apodrecem em sucatas. Depois, durante meses a fio, restaurou-o da melhor forma que soube, e agora utiliza-o no seu dia-a-dia. A paixão pelos automóveis antigos - no meu caso os da década de 70, principalmente - não se consegue explicar nem compreender, mas ao menos consegue-se ver!
Vómito
Dando mostras de uma intolerância espantosa, pelo menos no que toca ao respeito devido às opções de outrem - no caso, as religiosas - esta senhora deu-se ao trabalho de escrever ao jornal "Público" para dizer que "estas imagens (de Paulo Portas ajoelhado, durante as cerimónias do funeral do tenente-coronel Maggiolo Gouveia)(...) cobrem-no irremediavelmente de ridículo".
A falta de respeito e de educação da esquerda já não é novidade para ninguém, e esta carta não deveria merecer mais do que um olímpico desprezo, pelo que revela de má formação de quem a escreveu. No entanto, considerei-a útil para demonstrar uma coisa: o que mais incomoda a esquerda no Dr. Paulo Portas não são as suas políticas ou convicções - é o seu aspecto, e a sua forma de estar. E, provado que está este facto, não posso deixar de considerar, por extrapolação, que toda a esquerda é fútil e falha de ideias!
A falta de respeito e de educação da esquerda já não é novidade para ninguém, e esta carta não deveria merecer mais do que um olímpico desprezo, pelo que revela de má formação de quem a escreveu. No entanto, considerei-a útil para demonstrar uma coisa: o que mais incomoda a esquerda no Dr. Paulo Portas não são as suas políticas ou convicções - é o seu aspecto, e a sua forma de estar. E, provado que está este facto, não posso deixar de considerar, por extrapolação, que toda a esquerda é fútil e falha de ideias!
Com dedicatória especial à rapaziada do "País Relativo"
O meu amigo João Titta Maurício enviou-me um mail onde, como de costume, escreve tudo aquilo que eu gostaria de saber escrever sobre este PS. Sem mais delongas, deixo-vos com o seu excelente texto - é longo, mas vale a pena:
Ferro Rodrigues, o cabalista...
Uma vez mais (e é de temer que não seja a última), tivemos uma amostra do descontrolo político da actual gerência do PS, agora entregue a retardados soixante-huitards. A política em Portugal atravessa momentos de crispação e conflito, pois o partido da esquerda democrática é hoje liderado por uma não reciclada “guarda revolucionária”, que vive na ilusão de um tempo que já passou. O triste espectáculo de uma verborreia de “quinta categoria”, começou com Ferro Rodrigues (os célebres “palermas”...), passou por Mário Soares (“o extirpador implacável”), continuou com Ana Gomes (a “passionária-de-trazer-por-casa”...), culminando, de novo, no actual Secretário-Geral do PS que, entusiamado pelas palmas daqueles que o querem substituír, impante proclamou que, no Governo de Portugal, «há tiques de nacionalismo, por vezes com contornos serôdios» [e] fotografias típicas do Estado Novo e do neofascismo»!?!
A “linguagem de caserna” usada por políticos com altas responsabilidades demonstra não só o baixo nível cultural e moral dos seus protagonistas, como revela a sua impreparação e o seu elevado desconhecimento da História (onde poderiam colher alguns bons exemplos – e nem seria grande o esforço: qualquer razoável dicionário de citações é uma boa fonte de inspiração)! Mas não: o Dr. Ferro Rodrigues fala como se estivesse numa RGA. Diz umas palavras difíceis, dá uns berros, espuminha marota ao canto da boca, faz “cara-de-mau” e, perante os aplausos encomendados pelos “pontos” do costume, satisfeito, sorri: julga que é líder da oposição... e quase Primeiro-ministro! Coitado!
“Cada Povo [e cada partido] tem os líderes que merece”. E “quem semeia ventos colhe tempestades”!
Quando o ouço, eufórico e vibrante, bradando tão insano discurso, imagino-lhe a vontade de (embraçado com a Dra. Ana Gomes) cantarolar(em), com toda a convicção, “força, força companheiro Vasco! Nós seremos a muralha de aço...” Então, recordo as consequências, ainda presentes, da insana loucura desse “Verão Quente” de 75. E só uma coisa fazer se pode: chorar! Não por nostalgia desses tempos. Antes um pranto de raiva ante a tresloucada (mas premeditada) acção que, em meia dúzia de meses, conduziu à destruição de nações, à fome e à morte que tantos povos, ao desbaratar de um capital de crédito, de seriedade, de honestidade, de orgulho pátrio, de valorização do trabalho. Uma destruição perpetrada por Vasco Gonçalves (ao ritmo de uma pauta ditada pelo PCP) que teve úteis “compagnons de route” (onde estavam Ferro Rodrigues, Jorge Sampaio, João Cravinho e outros...?).
Alimentados a ódio e inveja, estes “esquerdóides” nunca se deram conta do mal que a todos fizeram (e cujas consequências ainda hoje estamos a padecer): esbulharam bens aos proprietários, arruinaram empresas que eram bastiões do país económico (e a procedência do pão dos seus trabalhadores). Desse “feito” o algoz-mor reafirma o orgulho na obra que pariu! Os seus ajudantes nem sequer pediram desculpa! Pelo contrário: na sua última passagem pelo governo de Portugal, de novo encharcaram a administração pública com nova colheita de boys e girls. E a um ritmo tal que (porque o dinheiro da Fazenda Pública não é alforbe sem fundo) fizeram disparar o deficit público. Uma vez mais, os mesmos imbecis revolucionários, são autores de um saque com consequências tão negativas que perdurarão nas próximas décadas.
Nas últimas semanas, vários foram os casos de “incontinência discursiva”. Há alguns meses atrás, o discurso era «demita-se Dr. Portas: o caso Moderna exige-o!» Como foi “chão-que-já-deu-uva”, agora o que importa é afastar a “direita radical” do poder: os alvos são os mesmos?!? O CDS-PP e o seu presidente. Assim se vê como é boa a convicção daqueles que (como eu) sempre afirmaram que a questão “Moderna-Portas” era uma inventona... Sabem a quem aproveitaria? Então conhecem quem a criou!
Interrogou-se o Dr. Ferro Rodrigues: «como é possível que se deixe governar a Defesa em conflito permanente contra meio mundo»... Preferiria o modelo PS quando, em nome de Portugal, dialogou e agachou-se ao mundo inteiro!?! Mais, exigiu a demissão do Dr. Paulo Portas, pois (disse) para exercer a pasta da Defesa é necessário «rigor, serenidade e sentido de Estado». Estará de novo convencido que o modelo PS é melhor? É que no seu tempo como ministro os chefes militares mantiveram-se mas, em 6 anos, foram os 5 ministros... Num país democrático, a hierarquia é feita com subordinação do poder militar aos representantes eleitos pelo Povo ou designados por aqueles. Faria sentido que um Ministro se demitisse por pressão de um dos seus subordinados?
Alguém que lhe recorde: Dr. Ferro Rodrigues, manda quem pode e obedece quem deve!
Não contente, virou a mira e acusou o Dr. Bagão Félix de ser um «agente da direita radical» (é tão mau quando as pessoas há muito perderam a noção do ridículo...) e de ter retirado «a palavra solidariedade do Ministério». É bem verdade que se procedeu à mudança no nome do Ministério. Porém, ninguém o acusa de ter rimado Solidariedade com Desperdício, Subsídio à preguiça ou à fraude! Esse prémio é merecidamente atribuído os Drs. Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso.
Já a celeuma criada pela Dra. Ana Gomes aquando do justo, merecido e tardio funeral do Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia é bem prova da má-consciência com que vivem alguns dos actuais dirigentes do PS: enlameados até aos ossos com os trágicos acontecimentos desse vergonhoso “Verão Quente”, querem esconder as suas pessoais responsabilidades político-históricas atrás do biombo das “especiais relações”. São as mesmas que, durante décadas, acoitaram os sangrentos e cleptomaníacos totalitarismos que flagelaram povos e riquezas dos PALOP, e outros.
Mal vai a esquerda democrática portuguesa quando continua a recusar aprender com os erros e a não agir em conformidade. Mal vai quando continua a dar ouvidos a extremistas travestidos de “bons democratas” e “devotos do mercado”, mas que continuam à procura de vítimas para as suas alucinadas propostas, frutos das suas desvairadas teses pseudo-marxistas e do relativismo e desregramento moral a que sempre acabam por conduzir.
Sim, é verdade: eles andam por aí!
“Dêem-lhes trela” e depois queixem-se!!!
Só mais uma dúvida. Como a liderança do Dr. Ferro Rodrigues balança entre a postura pseudo-responsável e um “passionarismo” militante, é justo que se pergunte: Que PS é este? Afinal quem manda no PS? É o Dr. Ferro Rodrigues ou é a Dra. Ana Gomes? Ou será o Dr. Mário Soares?!?...
Ferro Rodrigues, o cabalista...
Uma vez mais (e é de temer que não seja a última), tivemos uma amostra do descontrolo político da actual gerência do PS, agora entregue a retardados soixante-huitards. A política em Portugal atravessa momentos de crispação e conflito, pois o partido da esquerda democrática é hoje liderado por uma não reciclada “guarda revolucionária”, que vive na ilusão de um tempo que já passou. O triste espectáculo de uma verborreia de “quinta categoria”, começou com Ferro Rodrigues (os célebres “palermas”...), passou por Mário Soares (“o extirpador implacável”), continuou com Ana Gomes (a “passionária-de-trazer-por-casa”...), culminando, de novo, no actual Secretário-Geral do PS que, entusiamado pelas palmas daqueles que o querem substituír, impante proclamou que, no Governo de Portugal, «há tiques de nacionalismo, por vezes com contornos serôdios» [e] fotografias típicas do Estado Novo e do neofascismo»!?!
A “linguagem de caserna” usada por políticos com altas responsabilidades demonstra não só o baixo nível cultural e moral dos seus protagonistas, como revela a sua impreparação e o seu elevado desconhecimento da História (onde poderiam colher alguns bons exemplos – e nem seria grande o esforço: qualquer razoável dicionário de citações é uma boa fonte de inspiração)! Mas não: o Dr. Ferro Rodrigues fala como se estivesse numa RGA. Diz umas palavras difíceis, dá uns berros, espuminha marota ao canto da boca, faz “cara-de-mau” e, perante os aplausos encomendados pelos “pontos” do costume, satisfeito, sorri: julga que é líder da oposição... e quase Primeiro-ministro! Coitado!
“Cada Povo [e cada partido] tem os líderes que merece”. E “quem semeia ventos colhe tempestades”!
Quando o ouço, eufórico e vibrante, bradando tão insano discurso, imagino-lhe a vontade de (embraçado com a Dra. Ana Gomes) cantarolar(em), com toda a convicção, “força, força companheiro Vasco! Nós seremos a muralha de aço...” Então, recordo as consequências, ainda presentes, da insana loucura desse “Verão Quente” de 75. E só uma coisa fazer se pode: chorar! Não por nostalgia desses tempos. Antes um pranto de raiva ante a tresloucada (mas premeditada) acção que, em meia dúzia de meses, conduziu à destruição de nações, à fome e à morte que tantos povos, ao desbaratar de um capital de crédito, de seriedade, de honestidade, de orgulho pátrio, de valorização do trabalho. Uma destruição perpetrada por Vasco Gonçalves (ao ritmo de uma pauta ditada pelo PCP) que teve úteis “compagnons de route” (onde estavam Ferro Rodrigues, Jorge Sampaio, João Cravinho e outros...?).
Alimentados a ódio e inveja, estes “esquerdóides” nunca se deram conta do mal que a todos fizeram (e cujas consequências ainda hoje estamos a padecer): esbulharam bens aos proprietários, arruinaram empresas que eram bastiões do país económico (e a procedência do pão dos seus trabalhadores). Desse “feito” o algoz-mor reafirma o orgulho na obra que pariu! Os seus ajudantes nem sequer pediram desculpa! Pelo contrário: na sua última passagem pelo governo de Portugal, de novo encharcaram a administração pública com nova colheita de boys e girls. E a um ritmo tal que (porque o dinheiro da Fazenda Pública não é alforbe sem fundo) fizeram disparar o deficit público. Uma vez mais, os mesmos imbecis revolucionários, são autores de um saque com consequências tão negativas que perdurarão nas próximas décadas.
Nas últimas semanas, vários foram os casos de “incontinência discursiva”. Há alguns meses atrás, o discurso era «demita-se Dr. Portas: o caso Moderna exige-o!» Como foi “chão-que-já-deu-uva”, agora o que importa é afastar a “direita radical” do poder: os alvos são os mesmos?!? O CDS-PP e o seu presidente. Assim se vê como é boa a convicção daqueles que (como eu) sempre afirmaram que a questão “Moderna-Portas” era uma inventona... Sabem a quem aproveitaria? Então conhecem quem a criou!
Interrogou-se o Dr. Ferro Rodrigues: «como é possível que se deixe governar a Defesa em conflito permanente contra meio mundo»... Preferiria o modelo PS quando, em nome de Portugal, dialogou e agachou-se ao mundo inteiro!?! Mais, exigiu a demissão do Dr. Paulo Portas, pois (disse) para exercer a pasta da Defesa é necessário «rigor, serenidade e sentido de Estado». Estará de novo convencido que o modelo PS é melhor? É que no seu tempo como ministro os chefes militares mantiveram-se mas, em 6 anos, foram os 5 ministros... Num país democrático, a hierarquia é feita com subordinação do poder militar aos representantes eleitos pelo Povo ou designados por aqueles. Faria sentido que um Ministro se demitisse por pressão de um dos seus subordinados?
Alguém que lhe recorde: Dr. Ferro Rodrigues, manda quem pode e obedece quem deve!
Não contente, virou a mira e acusou o Dr. Bagão Félix de ser um «agente da direita radical» (é tão mau quando as pessoas há muito perderam a noção do ridículo...) e de ter retirado «a palavra solidariedade do Ministério». É bem verdade que se procedeu à mudança no nome do Ministério. Porém, ninguém o acusa de ter rimado Solidariedade com Desperdício, Subsídio à preguiça ou à fraude! Esse prémio é merecidamente atribuído os Drs. Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso.
Já a celeuma criada pela Dra. Ana Gomes aquando do justo, merecido e tardio funeral do Tenente-Coronel Maggiolo Gouveia é bem prova da má-consciência com que vivem alguns dos actuais dirigentes do PS: enlameados até aos ossos com os trágicos acontecimentos desse vergonhoso “Verão Quente”, querem esconder as suas pessoais responsabilidades político-históricas atrás do biombo das “especiais relações”. São as mesmas que, durante décadas, acoitaram os sangrentos e cleptomaníacos totalitarismos que flagelaram povos e riquezas dos PALOP, e outros.
Mal vai a esquerda democrática portuguesa quando continua a recusar aprender com os erros e a não agir em conformidade. Mal vai quando continua a dar ouvidos a extremistas travestidos de “bons democratas” e “devotos do mercado”, mas que continuam à procura de vítimas para as suas alucinadas propostas, frutos das suas desvairadas teses pseudo-marxistas e do relativismo e desregramento moral a que sempre acabam por conduzir.
Sim, é verdade: eles andam por aí!
“Dêem-lhes trela” e depois queixem-se!!!
Só mais uma dúvida. Como a liderança do Dr. Ferro Rodrigues balança entre a postura pseudo-responsável e um “passionarismo” militante, é justo que se pergunte: Que PS é este? Afinal quem manda no PS? É o Dr. Ferro Rodrigues ou é a Dra. Ana Gomes? Ou será o Dr. Mário Soares?!?...
Onde é que eu já ouvi isto?
"Yasser Arafat vai tomar medidas contra grupos extremistas palestinianos, desde que Israel suspenda os ataques aos líderes destes grupos", ouvi na TSF quando vinha para o escritório. Logo de seguida o comentador vermelho mais "independente" da casa, José Goulão, dizia aos microfones da mesma estação que sim, que era uma medida positiva, desde que Israel colaborasse - talvez, digo eu, concedendo passes sociais aos terroristas para estes entrarem livremente nos autocarros, ou comparticipando nos prémios atribuídos aos familiares dos suicidas!
Não me lixem - o velho, além de criminoso, é um tratante e um interesseiro; só veio com esta conversa porque Israel lhe está a abater os criminosos que organizam as células terroristas! Imagine-se o capitão dos piratas a dizer aos guardas da Rainha, que acabaram de lhe arrestar o barco: "Se não incomodarem os meus homens, eu prometo dar-lhes uma valente reprimenda quando vocês se forem embora!"
Não me lixem - o velho, além de criminoso, é um tratante e um interesseiro; só veio com esta conversa porque Israel lhe está a abater os criminosos que organizam as células terroristas! Imagine-se o capitão dos piratas a dizer aos guardas da Rainha, que acabaram de lhe arrestar o barco: "Se não incomodarem os meus homens, eu prometo dar-lhes uma valente reprimenda quando vocês se forem embora!"
2003/08/26
Peixeirada
Em muitos dos blogs, os seus redactores inventam expressões curiosas para agrupar e subagrupar os links de outros blogs que recomendam. Não é o caso do "Serra Mãe", que se ficou por um fraquinho "lugares com interesse" (memo: pensar em mudar isso), mas é certamente o caso do "Jaquinzinhos", divertido e inteligente blog que leio com assiduidade.
O "Jaquinzinhos" aconselha muitos blogs, e divide-os por diversos grupos, presumo que de acordo com as suas características. No entanto, os títulos são algo crípticos, e não fora conhecermos previamente os blogs em questão, dificilmente descobriríamos o que significam os nomes dos grupos. Mas lá que são divertidos, isso ninguém pode negar. Ora vejam: temos a "Piscicultura", "Peixe livre", "Chocos com tinta", "Peixe fresco", "Lingueirão da Ria Formosa", "Peixinhos coloridos", "Palmeta congelada", "Ovas de palmeta", "Garoupas", "Peixe prata", "Azevias e encharrocos", "Golfinhos e toninhas", "Águas calmas", "Caldeirada", "Peixes variados", "Mar alto", "Em salmoura" e "Fora de prazo".
Agora um desafio: sem ir lá espreitar, em que grupo se encontra o "Serra Mãe"? Não, não há nenhum grupo de "Tubarões"!
O "Jaquinzinhos" aconselha muitos blogs, e divide-os por diversos grupos, presumo que de acordo com as suas características. No entanto, os títulos são algo crípticos, e não fora conhecermos previamente os blogs em questão, dificilmente descobriríamos o que significam os nomes dos grupos. Mas lá que são divertidos, isso ninguém pode negar. Ora vejam: temos a "Piscicultura", "Peixe livre", "Chocos com tinta", "Peixe fresco", "Lingueirão da Ria Formosa", "Peixinhos coloridos", "Palmeta congelada", "Ovas de palmeta", "Garoupas", "Peixe prata", "Azevias e encharrocos", "Golfinhos e toninhas", "Águas calmas", "Caldeirada", "Peixes variados", "Mar alto", "Em salmoura" e "Fora de prazo".
Agora um desafio: sem ir lá espreitar, em que grupo se encontra o "Serra Mãe"? Não, não há nenhum grupo de "Tubarões"!
Desilusão
Num blog como o "Serra Mãe", de qualidade mediana, passe a pretensão, uma coisa destas até passaria despercebida - mais que não fosse pelo incomparavelmente menor número de visitas. Mas num blog como o "Glória fácil", que só nos habituou ao melhor, e que nem sequer olhou a custos na hora de contratar Ana Sá Lopes, confesso que me desiludiu um bocadinho.
Já havia sido anunciada há uns dias uma secção de "Sobe e desce" para classificar os comportamentos de pessoas ou entidades, à semelhança de diversos jornais e revistas. E finalmente chegou o dia: hoje. Só que o problema é que, em quatro hipóteses possíveis de nomeações, não se lembraram de nada mais importante para monopolizar os lugares do "sobe" do que de dois futebolistas, ou assimilados. Bolas, parece que não há mais nada neste país senão futebol!
Também não queria um decalque do que se faz no lugar de emprego destes jornalistas, em que, Sábado após Sábado, alguém se esquece de dizer ao paginador para retirar a fotografia de Paulo Portas que saíu na semana anterior do "desce"; mas tanta banalidade?
Já havia sido anunciada há uns dias uma secção de "Sobe e desce" para classificar os comportamentos de pessoas ou entidades, à semelhança de diversos jornais e revistas. E finalmente chegou o dia: hoje. Só que o problema é que, em quatro hipóteses possíveis de nomeações, não se lembraram de nada mais importante para monopolizar os lugares do "sobe" do que de dois futebolistas, ou assimilados. Bolas, parece que não há mais nada neste país senão futebol!
Também não queria um decalque do que se faz no lugar de emprego destes jornalistas, em que, Sábado após Sábado, alguém se esquece de dizer ao paginador para retirar a fotografia de Paulo Portas que saíu na semana anterior do "desce"; mas tanta banalidade?
Eu sei que vocês não têm nada a ver com isso, mas deixem-me desabafar!
Acabei de receber um fax da "Autoeuropa" com mais de cem páginas em inglês e letra minúscula, para ler, preencher, anexar documentos e devolver até daqui a uma semana. E isto no meu próprio interesse (profissional, claro). Logo a mim, que lido tão mal com o stress, é que acontece isto!
E o que é que eu estou a fazer aqui no blog, com tanta coisa para fazer?
E o que é que eu estou a fazer aqui no blog, com tanta coisa para fazer?
Quanto mais me bates...
"Eu e o José Maria (Tallon) somos muito amigos"
Catarina Fortunato de Almeida à VIP, citada pelo "Público"
Catarina Fortunato de Almeida à VIP, citada pelo "Público"
Isto acontece-vos?
A mim acontece-me recorrentemente isto: tive uma importante reunião esta manhã, com uma pessoa que pensava desconhecer e, antes de iniciar a dita, a minha interlocutora diz: "nós já nos conhecemos de algum lado, não conhecemos?"
Eu, sem estar realmente a reconhecer qualquer traço distintivo na pessoa, lá balbucio: "pois, a sua cara também não me é estranha..." Mas este é apenas o capítulo 4.893 da história da minha vida; isto sem contar as inumeráveis pessoas com quem me cruzo, me cumprimentam - por vezes efusivamente, como aconteceu ainda ontem em Palmela - e que eu não faço a mínima ideia sobre quem são.
Dando de barato que as pessoas não me podem reconhecer por ser figura pública - pelo simples facto de que não sou! - restam-me duas hipóteses: ou conheço gente demais, e excedi a minha capacidade de armazenamento de informação, ou a minha memória fotográfica necessita de reparação.
Eu, sem estar realmente a reconhecer qualquer traço distintivo na pessoa, lá balbucio: "pois, a sua cara também não me é estranha..." Mas este é apenas o capítulo 4.893 da história da minha vida; isto sem contar as inumeráveis pessoas com quem me cruzo, me cumprimentam - por vezes efusivamente, como aconteceu ainda ontem em Palmela - e que eu não faço a mínima ideia sobre quem são.
Dando de barato que as pessoas não me podem reconhecer por ser figura pública - pelo simples facto de que não sou! - restam-me duas hipóteses: ou conheço gente demais, e excedi a minha capacidade de armazenamento de informação, ou a minha memória fotográfica necessita de reparação.
Addicted to music
A minha relação com a música já vem de há muito tempo atrás; no entanto, desde adolescente que recusei algum "encarneiramento" nos gostos, e sempre me lembro de revelar alguma alergia ao mainstream. Ia regularmente a uma discoteca (de vender discos, não de dançar...) em Setúbal, a "Vitrola", na qual o dono, um "castiço" de que não me lembro o nome, me mostrava tudo aquilo que havia chegado e não se encontrava na montra por não ser vendável, apesar de bom. Nessa altura tive um "trabalhão" para encontrar LPs de Lloyd Cole, Til' Tuesday ou Microdisney, só para citar alguns.
Mais tarde comecei a ir com alguma frequência a Londres e, para grande gáudio meu, descobri que, na "Tower Records" (em Picadilly), havia uma secção exclusivamente destinada a "alternative music" - sim, eu sei que esse tipo de secção agora se banalizou, mas acreditem-me: há quase quinze anos não era assim, nem mesmo em Londres.
Desenvolvi então uma técnica muito curiosa de seleccionar os meus CDs: sabia que gostava do britpop mais alternativo, também de algum experimentalismo, e passei a escolher os CDs pela capa. Sim, pela capa!
Os mais conhecidos já existiam cá ao mesmo preço, pelo que, se ia à "Meca da música", tinha que aproveitar para comprar algo de completamente novo. Assim via a capa, o tipo de instrumentos, quando podia ouvia um bocadinho, e zás - Portugal com o CD!
Comprei assim primeiros álbuns de bandas hoje famosíssimas, mas que na altura ninguém conhecia; quem tinha já ouvido falar de Portishead ou Suede em 1992? Isto já para não mencionar Sleeper, Stereolab, Drugstore ou Elastica. Também comprei coisas completamente desconhecidas, mas muito boas: alguém sabe o que é Khaya? Canta "We've got rhymes for times like these", mas não sei mais nada.
Entretanto o ritmo das minhas travessias da Mancha, infelizmente, começou a diminuir, mas em contrapartida já se encontra cá muita e boa música alternativa. Mas agora há outro vício que me assola: não posso entrar num hipermercado (também não o faço muitas vezes), sem ir ver se, na secção dos CDs há algum "saldo" de restos de colecção, e se sim, se lá se encontra alguma "pérola" esquecida. Foi o que aconteceu ontem: estou cá sozinho, passei pelo "Jumbo" de Setúbal para comprar jantar, e encontrei, a seis euros e tal, "Way beyond blue", álbum de 1996 dos Catatonia, banda da qual, imperdoavelmente, ainda não tinha nem uma gravação!
Já foi promovido a powerplay da semana no meu carro, claro!
Mais tarde comecei a ir com alguma frequência a Londres e, para grande gáudio meu, descobri que, na "Tower Records" (em Picadilly), havia uma secção exclusivamente destinada a "alternative music" - sim, eu sei que esse tipo de secção agora se banalizou, mas acreditem-me: há quase quinze anos não era assim, nem mesmo em Londres.
Desenvolvi então uma técnica muito curiosa de seleccionar os meus CDs: sabia que gostava do britpop mais alternativo, também de algum experimentalismo, e passei a escolher os CDs pela capa. Sim, pela capa!
Os mais conhecidos já existiam cá ao mesmo preço, pelo que, se ia à "Meca da música", tinha que aproveitar para comprar algo de completamente novo. Assim via a capa, o tipo de instrumentos, quando podia ouvia um bocadinho, e zás - Portugal com o CD!
Comprei assim primeiros álbuns de bandas hoje famosíssimas, mas que na altura ninguém conhecia; quem tinha já ouvido falar de Portishead ou Suede em 1992? Isto já para não mencionar Sleeper, Stereolab, Drugstore ou Elastica. Também comprei coisas completamente desconhecidas, mas muito boas: alguém sabe o que é Khaya? Canta "We've got rhymes for times like these", mas não sei mais nada.
Entretanto o ritmo das minhas travessias da Mancha, infelizmente, começou a diminuir, mas em contrapartida já se encontra cá muita e boa música alternativa. Mas agora há outro vício que me assola: não posso entrar num hipermercado (também não o faço muitas vezes), sem ir ver se, na secção dos CDs há algum "saldo" de restos de colecção, e se sim, se lá se encontra alguma "pérola" esquecida. Foi o que aconteceu ontem: estou cá sozinho, passei pelo "Jumbo" de Setúbal para comprar jantar, e encontrei, a seis euros e tal, "Way beyond blue", álbum de 1996 dos Catatonia, banda da qual, imperdoavelmente, ainda não tinha nem uma gravação!
Já foi promovido a powerplay da semana no meu carro, claro!
2003/08/25
Agora coisas sérias:
Foi iniciado hoje um novo, anónimo e assustador blog. Vão lá, e depois digam-me em quem devemos acreditar. Isto é muito sério - e grave!
Ele há com cada coisa...
Eu a dizer que nenhum dos meus amigos tem (ainda) um blog, e não é que, numa inocente "voltinha" antes de dormir, descubro o José Carlos Soares?
Sim, sim, esse mesmo dos "futebóis" e do "Perdoa-me", ou lá o que era (toda a gente tem direito a errar). Está bem instalado na blogosfera, o rapaz; até tem uma Universidade e tudo!
Vão lá visitá-lo e digam que vão da minha parte. Eu vou-lhe já mandar um mail, para ele vos receber como me recebia (a mim e ao Vítor) na "Belle Epoque"!
Sim, sim, esse mesmo dos "futebóis" e do "Perdoa-me", ou lá o que era (toda a gente tem direito a errar). Está bem instalado na blogosfera, o rapaz; até tem uma Universidade e tudo!
Vão lá visitá-lo e digam que vão da minha parte. Eu vou-lhe já mandar um mail, para ele vos receber como me recebia (a mim e ao Vítor) na "Belle Epoque"!
A nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros!
Este talvez seja o título mais longo que já escolhi até agora para um post, mas o assunto justifica. Como alguns sabem, tenho uma cadela; chama-se "Fraldas" e é uma basset hound. Quem conhece a raça sabe quão pachorrentos são estes cães. E a "Fraldas" faz jus à raça: é a cadela menos agressiva que eu já alguma vez vi. O meu filho Lou, antes de fazer um ano de idade, já se montava no seu dorso e puxava-lhe as grandes orelhas. Nunca vi ou ouvi da "Fraldas" mais do que um simples resmungo.
Não obstante tudo o que acabei de dizer, sempre que a "Fraldas" vai à rua, fá-lo pela trela (excepto situações muito pontuais, de visitas à praia no Inverno). Insisto nisto, não evidentemente porque ache que a cadela se vá atirar a alguém, mas porque sei perfeitamente que existe quem se sinta incomodado com cães, e até quem tenha dos mesmos um pânico de morte. Mais do que discutir este tipo de atitudes, é fundamental ressalvar uma coisa: é absolutamente legítimo que quem não goste de cães possa andar na rua sem ser incomodado por cães alheios (os vadios já levantam uma questão colateral)!
Contudo, há quem assim não pense. Ainda este fim de semana vi uma cena na Zambujeira que me revoltou e chocou: uma menina, com não mais de cinco anos, brincava com uma trotinete frente a várias esplanadas. De repente, um cão bem tratado, de porte médio e coleira, começou a correr atrás da menina, provavelmente para brincar. A menina ficou assustadíssima e começou a chorar, mas pensam que o "educado" dono do cão se levantou e chamou o animalzinho? "É o chamas"! Não tentasse este vosso amigo enxotar o cão e, principalmente, não se distraísse o bicho com qualquer outra coisa, e ainda a menina lá estaria a chorar. Mais tarde, uma madame com uma mini-saia que já lhe deve ter ficado bem há uns vinte anos, levantou-se discretamente e assobiou ao animal que prontamente obedeceu.
Não me interessam argumentos do tipo: "ele não faz mal nenhum!" Eu - e qualquer pessoa - não sou obrigado a "levar" com os cães dos outros, principalmente de uma nova cretinice emergente que se dedica a criar raças perigosas, como rottweillers ou dobermans, e a passeá-los - sem trela! - em parques infantis, como sucede, por exemplo, em Setúbal.
Ainda há dias um amigo me contou que uma conhecida cantora, mais famosa pela sua alegada sexualidade alternativa, patuscava alegremente com umas "amigas", enquanto o seu encantador doberman investigava entre as mesas do Bar do Peixe, no Meco, incomodando todos os clientes, principalmente os que tinham crianças.
O civismo não é uma característica comum a todos, mas existe gente que deveria ser exemplarmente punida pela sua falta!
Não obstante tudo o que acabei de dizer, sempre que a "Fraldas" vai à rua, fá-lo pela trela (excepto situações muito pontuais, de visitas à praia no Inverno). Insisto nisto, não evidentemente porque ache que a cadela se vá atirar a alguém, mas porque sei perfeitamente que existe quem se sinta incomodado com cães, e até quem tenha dos mesmos um pânico de morte. Mais do que discutir este tipo de atitudes, é fundamental ressalvar uma coisa: é absolutamente legítimo que quem não goste de cães possa andar na rua sem ser incomodado por cães alheios (os vadios já levantam uma questão colateral)!
Contudo, há quem assim não pense. Ainda este fim de semana vi uma cena na Zambujeira que me revoltou e chocou: uma menina, com não mais de cinco anos, brincava com uma trotinete frente a várias esplanadas. De repente, um cão bem tratado, de porte médio e coleira, começou a correr atrás da menina, provavelmente para brincar. A menina ficou assustadíssima e começou a chorar, mas pensam que o "educado" dono do cão se levantou e chamou o animalzinho? "É o chamas"! Não tentasse este vosso amigo enxotar o cão e, principalmente, não se distraísse o bicho com qualquer outra coisa, e ainda a menina lá estaria a chorar. Mais tarde, uma madame com uma mini-saia que já lhe deve ter ficado bem há uns vinte anos, levantou-se discretamente e assobiou ao animal que prontamente obedeceu.
Não me interessam argumentos do tipo: "ele não faz mal nenhum!" Eu - e qualquer pessoa - não sou obrigado a "levar" com os cães dos outros, principalmente de uma nova cretinice emergente que se dedica a criar raças perigosas, como rottweillers ou dobermans, e a passeá-los - sem trela! - em parques infantis, como sucede, por exemplo, em Setúbal.
Ainda há dias um amigo me contou que uma conhecida cantora, mais famosa pela sua alegada sexualidade alternativa, patuscava alegremente com umas "amigas", enquanto o seu encantador doberman investigava entre as mesas do Bar do Peixe, no Meco, incomodando todos os clientes, principalmente os que tinham crianças.
O civismo não é uma característica comum a todos, mas existe gente que deveria ser exemplarmente punida pela sua falta!
"Pás" à sua alma!
O "Guerra e pás" morreu; não era dos blogs que eu mais visitava, confesso, até porque o seu autor (o jornalista Pedro Boucherie Mendes - corrijam-me se estiver enganado) não era dos mais profícuos a postar. Mas, de cada vez que lá ia, lia com grande interesse os textos publicados, escritos com evidente conhecimento de causa.
Não sei - ninguém sabe? - as razões de tal decisão, mas vamos certamente sentir a sua falta.
Não sei - ninguém sabe? - as razões de tal decisão, mas vamos certamente sentir a sua falta.
Injustiça
E pensar que, há pouco mais de doze horas estava no Carvalhal, vazio (não há sol, não interessa...) com aqueles de que gosto, e agora estou aqui stressado até mais não; isto devia ser proibido.
Sugestão ao ministro Morais Sarmento
No meio da "sangria desatada" que deve ser a lista de despesas da RTP, talvez a que vou referir seja apenas uma gota; no entanto, e como "grão a grão enche a galinha o papo", não será de todo descabida a sua revisão. Por que raio de carga de água é que são necessários dois jornalistas - dois! - para comentar cada Grande Prémio de fórmula 1?
Se os homens ainda percebessem alguma coisa do assunto... Mas não - limitam-se a tentar adivinhar o nome dos pilotos de cada carro e, principalmente, a debitar abalizadas estratégias para o desenrolar das corridas. Não sei mesmo se Jean Todt ou Frank Williams não estarão permanentemente a ouvir, nos seus headphones, as importantes opiniões de Carlos Blanco e companhia, para decidirem em consonância.
Outra peculiariedade destes comentadores, que todos os telespectadores de fórmula 1 já devem ter notado, é que, apesar de se encontrarem no local, só começam a relatar qualquer ocorrência que se passe em pista alguns minutos depois de nós a termos visto no pequeno ecrã, e com o tom sensacionalista de quem acabou de descobrir a pedra filosofal!
Agora pergunto eu: com tamanha competência, não seria a coisa muito melhor resolvida com um comentador nos estúdios em Lisboa, e um simples terminal de computador online?
Por mim, prefiro ver as corridas de fórmula 1 no RTL, não porque perceba alguma coisa de alemão, mas porque assim não me enervo tanto.
E já me ia embora sem falar da magnífica vitória de Fernando Alonso; aquele "puto" vai longe; vai, vai!
Se os homens ainda percebessem alguma coisa do assunto... Mas não - limitam-se a tentar adivinhar o nome dos pilotos de cada carro e, principalmente, a debitar abalizadas estratégias para o desenrolar das corridas. Não sei mesmo se Jean Todt ou Frank Williams não estarão permanentemente a ouvir, nos seus headphones, as importantes opiniões de Carlos Blanco e companhia, para decidirem em consonância.
Outra peculiariedade destes comentadores, que todos os telespectadores de fórmula 1 já devem ter notado, é que, apesar de se encontrarem no local, só começam a relatar qualquer ocorrência que se passe em pista alguns minutos depois de nós a termos visto no pequeno ecrã, e com o tom sensacionalista de quem acabou de descobrir a pedra filosofal!
Agora pergunto eu: com tamanha competência, não seria a coisa muito melhor resolvida com um comentador nos estúdios em Lisboa, e um simples terminal de computador online?
Por mim, prefiro ver as corridas de fórmula 1 no RTL, não porque perceba alguma coisa de alemão, mas porque assim não me enervo tanto.
E já me ia embora sem falar da magnífica vitória de Fernando Alonso; aquele "puto" vai longe; vai, vai!
2003/08/22
Fim de semana
Até Segunda-feira, o Serra Mãe está de folga; vou à Zambujeira, ver se já não há "restos" de festival e, principalmente, passar o fim de semana com o meu Lou e a minha Lu. Também tenho direito, não? Ainda por cima, nem sequer tive férias este ano!
Mas isso não quer dizer que não me visitem e, principalmente, que não me escrevam aqui nos feedbacks; enquanto estiver a beber os meus galões com espuma e a ouvir o jazz, no Café Fresco frente ao mar, pensarei em vós, prometo!
Mas isso não quer dizer que não me visitem e, principalmente, que não me escrevam aqui nos feedbacks; enquanto estiver a beber os meus galões com espuma e a ouvir o jazz, no Café Fresco frente ao mar, pensarei em vós, prometo!
Despeito
Alguém me poderá explicar porque é que os blogs que são citados na imprensa escrita são sempre os mesmos?
Pesquisas
Já há algum tempo que não tomava atenção às palavras chave que alguns leitores introduziam nos seus motores de busca para vir parar a esta área protegida. Fazendo agora uma ronda muito superficial, constato que continuam a ser muitas e variadas as dúvidas de alguns internautas: desde o aceitável "Zaha Hadid" (memo: tenho que falar de arquitectura), até um mais improvável "como dobrar guardanapos" (eu dobro-os ao meio...), de tudo tem surgido aqui um pouco. Mas, ultimamente, uma das chaves mais recorrentes, tem sido a expressão "folclore", nas suas mais diversas combinações: "folclore bonito", "folclore nordestino", "trajes de folclore", and so on...
Para que quem procura folclore na Internet (e são muitos, acreditem) possa vir a encontrar nesta serra um agradável sítio de repouso entre as suas demandas, deixo aqui - absolutamente grátis! - mais uma série de sugestões afins: folclore do Burkina Faso, roupa interior de folclore, gostos folcóricos, folclore chato, folclore político (procurar também aqui), e folclore experimental. Entretanto eu vou estudar qualquer coisa sobre o assunto, prometo.
Para que quem procura folclore na Internet (e são muitos, acreditem) possa vir a encontrar nesta serra um agradável sítio de repouso entre as suas demandas, deixo aqui - absolutamente grátis! - mais uma série de sugestões afins: folclore do Burkina Faso, roupa interior de folclore, gostos folcóricos, folclore chato, folclore político (procurar também aqui), e folclore experimental. Entretanto eu vou estudar qualquer coisa sobre o assunto, prometo.
Irvine Welsh
Há bocado estava a passar numa estação de rádio (nunca sei em que posto está o rádio-despertador) uma peça sobre o novo livro de Irvine Welsh, "Porno"; no entanto, só a ouvi já no fim, ainda por cima ensonado, e não consegui perceber se se dizia bem ou mal da citada obra. A verdade é que já estive com o calhamaço na mão, anteontem, e mesmo disposto a comprá-lo; mas depois lembrei-me das duas obras anteriores que li do mesmo autor, e hesitei. Se é verdade que apreciei o estilo desabrido de "Trainspotting", principalmente nas descrições que não foram incluídas no filme, já achei que "Ecstasy", não sendo mau, era de certa forma "mais do mesmo".
Algum leitor simpático, que já tenha lido "Porno", me saberá aconselhar?
Algum leitor simpático, que já tenha lido "Porno", me saberá aconselhar?
2003/08/21
Either you're with us, or you're with the terrorists!
A dicotomia esquerda direita volta a agitar a blogosfera, mas agora convenientemente - para alguns - maquilhada de uma maniqueísta divisão entre "pacifistas" e (so called) "belicistas".
De um lado os "pacifistas", que advogam o recurso a outro tipo de iniciativas que não a força para travar o terrorismo - "esquecem-se" de dizer quais - e que "conseguem compreender" as fantásticas motivações que levam uma pessoa a fazer-se explodir num autocarro cheio de crianças, ou a atacar um local onde sabe que se encontra a funcionar uma organização pacifista. Estes supostos paladinos da paz, à falta de outros recursos, tentam justificar o injustificável, com a provável revolta que deverão sentir os palestinianos ou iraquianos (já para não falar de bascos ou tchetchenos) ao verem ocupadas as suas terras. Apresentam então os actos terroristas como iniciativas isoladas de algumas pessoas desesperadas, que acreditam que, com a sua imolação, conseguirão melhorar a qualidade de vida dos seus pares.
Pois bem; tenho novidades para estes puristas; os actos terroristas que conhecemos são obra de maquiavélicas e complexas teias, de composição equivalente, e até mesmo superior, a muitos exércitos conhecidos. Ou acreditarão que o camião betoneira que deflagrou há dois dias em Bagdad era propriedade de um popular iraquiano que, farto de não ter nada que fazer, resolveu fazê-lo explodir contra a sede da ONU, para assim mostrar o seu "descontentamento com as forças imperialistas"? Quanta ingenuidade...
Ora, um exército não se combate com flores, para mais quando usa como arma a cobardia, que é a imagem de marca do terrorismo. Nenhuma causa, por mais justa que possa parecer na origem, sobrevive a um acto terrorista. Os palestinianos tinham razão? Perderam-na toda - toda! - no seu primeiro acto terrorista; e isto é válido para quaisquer outras causas que recorrem ao terrorismo. Definitivamente!
Talvez estes "utópicos" não saibam ou não acreditem, mas eu - e acredito que comigo a maioria das pessoas que defendem o recurso à força para travar o terrorismo - sou a favor da paz. Tanto ou mais que qualquer pessoa; mas também sou pai, e sei que o mundo melhor que quero deixar ao meu filho tem um preço!
De um lado os "pacifistas", que advogam o recurso a outro tipo de iniciativas que não a força para travar o terrorismo - "esquecem-se" de dizer quais - e que "conseguem compreender" as fantásticas motivações que levam uma pessoa a fazer-se explodir num autocarro cheio de crianças, ou a atacar um local onde sabe que se encontra a funcionar uma organização pacifista. Estes supostos paladinos da paz, à falta de outros recursos, tentam justificar o injustificável, com a provável revolta que deverão sentir os palestinianos ou iraquianos (já para não falar de bascos ou tchetchenos) ao verem ocupadas as suas terras. Apresentam então os actos terroristas como iniciativas isoladas de algumas pessoas desesperadas, que acreditam que, com a sua imolação, conseguirão melhorar a qualidade de vida dos seus pares.
Pois bem; tenho novidades para estes puristas; os actos terroristas que conhecemos são obra de maquiavélicas e complexas teias, de composição equivalente, e até mesmo superior, a muitos exércitos conhecidos. Ou acreditarão que o camião betoneira que deflagrou há dois dias em Bagdad era propriedade de um popular iraquiano que, farto de não ter nada que fazer, resolveu fazê-lo explodir contra a sede da ONU, para assim mostrar o seu "descontentamento com as forças imperialistas"? Quanta ingenuidade...
Ora, um exército não se combate com flores, para mais quando usa como arma a cobardia, que é a imagem de marca do terrorismo. Nenhuma causa, por mais justa que possa parecer na origem, sobrevive a um acto terrorista. Os palestinianos tinham razão? Perderam-na toda - toda! - no seu primeiro acto terrorista; e isto é válido para quaisquer outras causas que recorrem ao terrorismo. Definitivamente!
Talvez estes "utópicos" não saibam ou não acreditem, mas eu - e acredito que comigo a maioria das pessoas que defendem o recurso à força para travar o terrorismo - sou a favor da paz. Tanto ou mais que qualquer pessoa; mas também sou pai, e sei que o mundo melhor que quero deixar ao meu filho tem um preço!
Se não fosse eu...
Sabem que dia é hoje? Quinta-feira; e depois? E depois que hoje, como eu já estou farto de vos avisar, é dia de mais um excelente filme no "Público". E qual é o de hoje, qual é? "Cyrano de Bergerac", uma das mais lindas histórias de amor que já foram escritas ou filmadas, e que tem como bónus a fantástica performance de Gerard Dépardieu no papel de Cyrano, o homem cujo nariz "o precede um quarto de hora"!
Já vi este filme há muitos anos (penso que deve ser do princípio da década de 90, se não for de antes), mas há uma cena clássica inesquecível: quando Cyrano, já velho e praticamente cego, finge ler à sua platónica paixão de uma vida, a prima Roxane, uma pretensa carta de amor de Christian, por quem ela pensa estar apaixonada. Só que a luz é já muito fraca, e a prima percebe que Cyrano não está a ler, mas sim a recitar de memória a carta - pois se foi ele que a escreveu!
Um prémio para quem conseguir ver esta cena sem deixar fugir uma lágrimazita!
E para a semana outra obra-prima: "O fabuloso destino de Amélie", empregada de café em Montparnasse, e missionária da felicidade alheia.
Já vi este filme há muitos anos (penso que deve ser do princípio da década de 90, se não for de antes), mas há uma cena clássica inesquecível: quando Cyrano, já velho e praticamente cego, finge ler à sua platónica paixão de uma vida, a prima Roxane, uma pretensa carta de amor de Christian, por quem ela pensa estar apaixonada. Só que a luz é já muito fraca, e a prima percebe que Cyrano não está a ler, mas sim a recitar de memória a carta - pois se foi ele que a escreveu!
Um prémio para quem conseguir ver esta cena sem deixar fugir uma lágrimazita!
E para a semana outra obra-prima: "O fabuloso destino de Amélie", empregada de café em Montparnasse, e missionária da felicidade alheia.
Era de esperar!
Depois de algum tempo de assumido namoro, a jornalista Ana Sá Lopes resolveu aderir aos blogs; confessa, no entanto, que não se sente capaz de manter uma "coisa" dessas sózinha (o que, por tabela, me veio insuflar o ego). Assim, resolveu juntar-se a alguns colegas e passar a escrever no "Glória fácil".
Seja bem vinda, e ficamos à espera de ver inéditas e divertidas desventuras da Vanessa (seu alterego) na blogosfera - a menos que Luís Delgado mexa influências, e a direcção do "Público" decida retirar-lhe a remuneração pelas crónicas impressas!
Seja bem vinda, e ficamos à espera de ver inéditas e divertidas desventuras da Vanessa (seu alterego) na blogosfera - a menos que Luís Delgado mexa influências, e a direcção do "Público" decida retirar-lhe a remuneração pelas crónicas impressas!
2003/08/20
Mixed emotions
Hoje o sitemeter "até deita fumo"; para um blog como este, que estava habituado a uma média diária de 28 visitas, e que registou até agora, no seu dia de maior afluência, 37 visitas, as 81 visitas (eu digo de novo: oitenta e uma visitas!) que se registavam até às nove horas de hoje são algo de completamente inusitado. Não tenho ilusões, naturalmente, e sei que, para tal incremento, muito contribuiram as amáveis referências a posts meus que hoje surgiram no "Homem a dias" e no "Comprometido espectador", isto para além de alguns links que já existem em diversos outros blogs.
Mas, se por um lado me congratulo com este inesperado aumento de leitores (que me cria, também, acrescidas responsabilidades), por outro não deixo de lamentar o facto de as participações dos mesmos, através das caixas de feedback, se encontrar a registar um significativo decréscimo; é uma pena, principalmente para uma pessoa como eu, que tanto preza as virtudes da interacção.
Mas, se por um lado me congratulo com este inesperado aumento de leitores (que me cria, também, acrescidas responsabilidades), por outro não deixo de lamentar o facto de as participações dos mesmos, através das caixas de feedback, se encontrar a registar um significativo decréscimo; é uma pena, principalmente para uma pessoa como eu, que tanto preza as virtudes da interacção.
Chuva
No rádio vinha a passar uma canção lindíssima que eu já não ouvia há muito tempo - penso que desde a noite de Natal de 2000, altura em que me assaltaram o carro, e me roubaram (entre muitas outras coisas mais importantes) o CD onde ela se incluía, e de que agora não recordo o nome. Cantam-na os Travis, chama-se "Why does it always rain on me?", e tem um refrão assim:
Why does it always rain on me?
Is it because I lied when I was seventeen?
Why does it always rain on me?
Is it because I lied when I was seventeen?
É a glória!
Para outros blogs mais populares, o que vou contar não teria sequer direito a menção, muito provavelmente; mas para mim, que sem lobby ou amigos bloguistas, tento conquistar um espaço na blogosfera, é muito gratificante verificar que "O homem a dias", um dos meus blogs de referência, cita esta humilde serra num dos seus últimos posts.
Dentro do baú
Para quem não sabe, "O País relativo" não é apenas uma expressão criada por Alexandre O'Neill; é também nome de um blog criado por um grupo de jovens e modernos socialistas, que até conhecem o "Portugal profundo" - pelo menos vão à Zambujeira do Mar quando há festival!
Uma das principais actividades deste blog - que, aliás, não é original entre a esquerda - consiste em zurzir "a torto e a direito" o ministro Paulo Portas. P.P. elogiou a atitude de Maggiolo Gouveia ao colocar os interesses pátrios à frente de outros interesses dúbios? Então P.P. está a fazer um aproveitamento político da coisa; P.P. tem um fato azul às riscas? Então é "insuportável" a pose de P.P.; P.P. espirrou? Então P.P. está a tentar, com jogos de palavras e actos, chamar a atenção para o problema da descolonização. Estão a ver o género? Basta lembrarem-se de que P.P. existe para logo entrarem em descontrolados acessos de histerismo justiceiro (vd. Ana Gomes). Seria um pouco como embirrar com José Sócrates, putativo líder da tribo, só porque ele tem aquela irritante voz de falsete, ou com Ferro Rodrigues porque o homem diz mais vezes "pá" numa simples frase do que uma claque de futebol durante um jogo inteiro!
O curioso desta atitude esquerdista, é que ela apenas tem como alvo o próprio Portas, deixando de lado todos e quaisquer companheiros de Partido ou coligação. O ressabiamento e a inveja pelo mérito e pela competência alheia é, pelos vistos, um engulho difícil de engolir.
A mais recente diatribe destes aprumados jovens socialistas contra o ministro, consiste num post ontem publicado, intitulado "O baú de certa direita portuguesa I" (note-se a discreta nuance do "I" - os socialistas fizeram o trabalho de casa e, à espera de provável polémica, resolveram desde já precaver a hipótese de terem que vir a criar um "baú II", e mesmo um "III", e sabe-se lá que mais...), no qual, novamente a propósito da distinção póstuma prestada a M.G., tentam entrever enviesadas alusões e saudosismos, na direita portuguesa, aos tempos do "império colonial"; en passant, deixam cair com desprendimento a reclamação de que esta direita invoca permanentemente os crimes cometidos na descolonização, como se estes fossem um assunto menor, uma espécie de "bóia de salvação" a que os detractores de Soares se agarram quando o querem menosprezar. Na opinião destes "aprendizes do soarismo", este é um assunto enterrado, e com uma dimensão injusta e artificialmente empolada por quem não gosta do patriarca da casa.
Mas há mais quem faça os trabalhos de casa; a "descolonização exemplar" de Soares não é um assunto despiciendo, e o "ídolo com pés de barro" de um partido falho de referências deveria algum dia responder pela forma como conduziu um processo nada transparente. Milhares de espoliados sonham com o improvável dia em que hão-de confrontar M.S. com os seus fantasmas. Mais: tantos dirigentes africanos, que acusam M.S. & clã das mais diversas negociatas escuras, estarão todos enganados?
A respeito das colónias imperiais, e das virtudes que a ditadura lhes encontrava - e cuja perda, alegadamente, a direita "chora" - também encontrei alguma informação curiosa; pelo que descobri, a criação do "império português" não se ficou a dever a Portas, nem tampouco se verificou durante o Estado Novo, tendo começado há alguns séculos atrás, penso que ainda Salazar não tinha nascido. Salvo melhor opinião ou visões revisionistas da história de Portugal, parece-me que, a irem por aí, terão um longo caminho a percorrer.
Uma das principais actividades deste blog - que, aliás, não é original entre a esquerda - consiste em zurzir "a torto e a direito" o ministro Paulo Portas. P.P. elogiou a atitude de Maggiolo Gouveia ao colocar os interesses pátrios à frente de outros interesses dúbios? Então P.P. está a fazer um aproveitamento político da coisa; P.P. tem um fato azul às riscas? Então é "insuportável" a pose de P.P.; P.P. espirrou? Então P.P. está a tentar, com jogos de palavras e actos, chamar a atenção para o problema da descolonização. Estão a ver o género? Basta lembrarem-se de que P.P. existe para logo entrarem em descontrolados acessos de histerismo justiceiro (vd. Ana Gomes). Seria um pouco como embirrar com José Sócrates, putativo líder da tribo, só porque ele tem aquela irritante voz de falsete, ou com Ferro Rodrigues porque o homem diz mais vezes "pá" numa simples frase do que uma claque de futebol durante um jogo inteiro!
O curioso desta atitude esquerdista, é que ela apenas tem como alvo o próprio Portas, deixando de lado todos e quaisquer companheiros de Partido ou coligação. O ressabiamento e a inveja pelo mérito e pela competência alheia é, pelos vistos, um engulho difícil de engolir.
A mais recente diatribe destes aprumados jovens socialistas contra o ministro, consiste num post ontem publicado, intitulado "O baú de certa direita portuguesa I" (note-se a discreta nuance do "I" - os socialistas fizeram o trabalho de casa e, à espera de provável polémica, resolveram desde já precaver a hipótese de terem que vir a criar um "baú II", e mesmo um "III", e sabe-se lá que mais...), no qual, novamente a propósito da distinção póstuma prestada a M.G., tentam entrever enviesadas alusões e saudosismos, na direita portuguesa, aos tempos do "império colonial"; en passant, deixam cair com desprendimento a reclamação de que esta direita invoca permanentemente os crimes cometidos na descolonização, como se estes fossem um assunto menor, uma espécie de "bóia de salvação" a que os detractores de Soares se agarram quando o querem menosprezar. Na opinião destes "aprendizes do soarismo", este é um assunto enterrado, e com uma dimensão injusta e artificialmente empolada por quem não gosta do patriarca da casa.
Mas há mais quem faça os trabalhos de casa; a "descolonização exemplar" de Soares não é um assunto despiciendo, e o "ídolo com pés de barro" de um partido falho de referências deveria algum dia responder pela forma como conduziu um processo nada transparente. Milhares de espoliados sonham com o improvável dia em que hão-de confrontar M.S. com os seus fantasmas. Mais: tantos dirigentes africanos, que acusam M.S. & clã das mais diversas negociatas escuras, estarão todos enganados?
A respeito das colónias imperiais, e das virtudes que a ditadura lhes encontrava - e cuja perda, alegadamente, a direita "chora" - também encontrei alguma informação curiosa; pelo que descobri, a criação do "império português" não se ficou a dever a Portas, nem tampouco se verificou durante o Estado Novo, tendo começado há alguns séculos atrás, penso que ainda Salazar não tinha nascido. Salvo melhor opinião ou visões revisionistas da história de Portugal, parece-me que, a irem por aí, terão um longo caminho a percorrer.
Ainda não foram lá?
Vão a este blog, o "Umbigo", por amor de Deus; é simplesmente genial, acreditem. Só para aperitivo, deixo aqui um nadinha do texto de um novo (suposto) livro de Margarida Rebelo Pinto, chamado "Sem mamas":
"O Rodrigo, sempre querido, passara para me buscar para o meu primeiro dia de trabalho. Era ele, de certeza (o canalizador e o carteiro têm a chave). "
É mesmo bom, não é, ou sou só eu que estou a ficar iconoclasta?
Não percam também todo o resto, com as glosas a José António Saraiva, João Bénard da Costa, e a extraordinária visita de José Quitério a um novo restaurante: O McDonalds de Louriçal do Campo!
P.S.: Não sei quem escreve isto, nem ganho nada com a publicidade; estou simplesmente viciado neste blog.
"O Rodrigo, sempre querido, passara para me buscar para o meu primeiro dia de trabalho. Era ele, de certeza (o canalizador e o carteiro têm a chave). "
É mesmo bom, não é, ou sou só eu que estou a ficar iconoclasta?
Não percam também todo o resto, com as glosas a José António Saraiva, João Bénard da Costa, e a extraordinária visita de José Quitério a um novo restaurante: O McDonalds de Louriçal do Campo!
P.S.: Não sei quem escreve isto, nem ganho nada com a publicidade; estou simplesmente viciado neste blog.
2003/08/19
Um mundo perfeito
Desde que se soube do ignóbil atentado terrorista ocorrido esta tarde, em Bagdad, tenho estado de ouvido atento à TSF. Mais para o fim da tarde, quando foi conhecida a notícia da morte de Sérgio Vieira de Mello, emocionei-me - como todos - e segui com atenção os diversos depoimentos.
Muita coisa ouvi, desde as palavras sinceramente emocionadas de Ana Gomes até aos incríveis depoimentos do Partido Comunista e do BE que, mais do que lamentarem a morte de um homem de causas, ou condenarem inequivocamente o terrorismo, preferiram aproveitar o tempo de antena para - mais uma vez - encontrarem enviesadas responsabilidades no acontecimento a assacar às "forças imperialistas". Sem comentários.
Mas um depoimento me ficou especialmente a bailar na cabeça. Foi o de Pedro Bacelar de Vasconcelos, homem atipicamente do Norte, com algumas conotações socialistas, que ganhou especial notoriedade quando, na sua qualidade de Governador Civil de Braga, se deslocou pessoalmente a um problemático acampamento de ciganos para tentar resolver uns litígios existentes com a população. O desplante foi mediático mas, infelizmente para ele, o tempo vir-lhe-ia a tirar a razão quando vários dos integrantes do mencionado acampamento foram presos e condenados mais tarde por comprovado tráfico de droga.
Mas adiante: P.B.V., que também trabalhou directamente com S.V.M. e que, por isso mesmo, também se mostrou emocionado, não enjeitou a possibilidade de fazer também um pouco de propaganda esquerdista e, a certa altura do seu discurso, disse que "este atentado vem provar que a forma como até aqui se tem combatido o terrorismo - pela força - não resulta; há que encontrar um novo modelo de combate ao terrorismo" (cito de memória).
Óptimo, digo eu; quanto menos violência existir no mundo, melhor. Mas isto vem-me lembrar, de certa forma, uma mirabolante proposta do BE de aqui há uns anos, que sugeria que, em determinadas zonas, os polícias deveriam andar desarmados. Seria bom, se estivéssemos a lidar com pessoas com os mesmos valores da comunidade ocidental; mas não estamos. O inimigo - o terrorismo - não se guia pela mesma moral de nós. A sua arma é a cobardia. E contra gente (!) desta não há diálogo possível; sejam da ETA, da Jihad Islâmica ou da Al-Qaeda, só há uma linguagem que eles percebem: sofrerem (pelo menos) o mesmo que infligem a tantos inocentes!
Muita coisa ouvi, desde as palavras sinceramente emocionadas de Ana Gomes até aos incríveis depoimentos do Partido Comunista e do BE que, mais do que lamentarem a morte de um homem de causas, ou condenarem inequivocamente o terrorismo, preferiram aproveitar o tempo de antena para - mais uma vez - encontrarem enviesadas responsabilidades no acontecimento a assacar às "forças imperialistas". Sem comentários.
Mas um depoimento me ficou especialmente a bailar na cabeça. Foi o de Pedro Bacelar de Vasconcelos, homem atipicamente do Norte, com algumas conotações socialistas, que ganhou especial notoriedade quando, na sua qualidade de Governador Civil de Braga, se deslocou pessoalmente a um problemático acampamento de ciganos para tentar resolver uns litígios existentes com a população. O desplante foi mediático mas, infelizmente para ele, o tempo vir-lhe-ia a tirar a razão quando vários dos integrantes do mencionado acampamento foram presos e condenados mais tarde por comprovado tráfico de droga.
Mas adiante: P.B.V., que também trabalhou directamente com S.V.M. e que, por isso mesmo, também se mostrou emocionado, não enjeitou a possibilidade de fazer também um pouco de propaganda esquerdista e, a certa altura do seu discurso, disse que "este atentado vem provar que a forma como até aqui se tem combatido o terrorismo - pela força - não resulta; há que encontrar um novo modelo de combate ao terrorismo" (cito de memória).
Óptimo, digo eu; quanto menos violência existir no mundo, melhor. Mas isto vem-me lembrar, de certa forma, uma mirabolante proposta do BE de aqui há uns anos, que sugeria que, em determinadas zonas, os polícias deveriam andar desarmados. Seria bom, se estivéssemos a lidar com pessoas com os mesmos valores da comunidade ocidental; mas não estamos. O inimigo - o terrorismo - não se guia pela mesma moral de nós. A sua arma é a cobardia. E contra gente (!) desta não há diálogo possível; sejam da ETA, da Jihad Islâmica ou da Al-Qaeda, só há uma linguagem que eles percebem: sofrerem (pelo menos) o mesmo que infligem a tantos inocentes!
Novos sons
Já há uns dias que ando a ouvir, aqui no escritório, um CD lindíssimo que comprei há algum tempo: chama-se "Biggest bluest hi-fi", e cantam os Camera Obscura. Alguém me sabe dizer qual a relação entre este grupo e os Belle & Sebastian?
Nostalgia 2
À medida que os anos vão passando, cada vez sinto mais emoção ao rever objectos da minha infância; isso acontece com lugares, músicas, filmes, livros, mas principalmente com automóveis. Quem me conhece sabe do meu grande gosto por automóveis - mas não como objecto de luxo ou exibição. Nunca me passaria pela cabeça, por mais "totolotos" que me saíssem, comprar um Ferrari ou um Porsche de cinquenta mil contos!
A minha paixão pelos automóveis tem duas nuances, ambas com origem na minha infância e adolescência: por um lado, há o aspecto da competição, que sempre me fascinou e continua a fascinar. Tanto que, apesar de ter quase quarenta anos e um filhote de dois, ainda continuo a participar em ralis, como co-piloto, sempre que as condições mo permitem.
Por outro lado, tenho vindo a criar uma obsessão quase doentia por carros antigos - mas não por qualquer carro! Só aqueles que eram "modernos" à data dos meus "verdes anos", e que constituíam então para mim objectos de culto. Tenho pena de não ter possibilidades de desenvolver mais esta paixão, mas, mesmo assim, já consegui comprar um belíssimo Alfa Romeo 1750, de 1972, que se encontra praticamente restaurado. E, um destes dias, passei mais de uma hora à porta de uma oficina, a esperar que o dono de um maravilhoso Sunbeam Alpine descapotável, de 1966, o viesse buscar para lhe perguntar se o queria vender. Mais: este Domingo, a minha querida Lu (que diz que eu só gosto de "sucata", e provavelmente tem razão) quase teve que me "arrastar" para longe de um simpático Simca 1000, de 1966, com ar de abandonado em Odemira.
Maluquinho? Talvez, mas, se tivesse a possibilidade, o Porsche que eu comprava era um 911 Targa, dos princípios dos anos 70, e no laranja original da marca.
A minha paixão pelos automóveis tem duas nuances, ambas com origem na minha infância e adolescência: por um lado, há o aspecto da competição, que sempre me fascinou e continua a fascinar. Tanto que, apesar de ter quase quarenta anos e um filhote de dois, ainda continuo a participar em ralis, como co-piloto, sempre que as condições mo permitem.
Por outro lado, tenho vindo a criar uma obsessão quase doentia por carros antigos - mas não por qualquer carro! Só aqueles que eram "modernos" à data dos meus "verdes anos", e que constituíam então para mim objectos de culto. Tenho pena de não ter possibilidades de desenvolver mais esta paixão, mas, mesmo assim, já consegui comprar um belíssimo Alfa Romeo 1750, de 1972, que se encontra praticamente restaurado. E, um destes dias, passei mais de uma hora à porta de uma oficina, a esperar que o dono de um maravilhoso Sunbeam Alpine descapotável, de 1966, o viesse buscar para lhe perguntar se o queria vender. Mais: este Domingo, a minha querida Lu (que diz que eu só gosto de "sucata", e provavelmente tem razão) quase teve que me "arrastar" para longe de um simpático Simca 1000, de 1966, com ar de abandonado em Odemira.
Maluquinho? Talvez, mas, se tivesse a possibilidade, o Porsche que eu comprava era um 911 Targa, dos princípios dos anos 70, e no laranja original da marca.
Deus existe?
Vou agora a Lisboa, ao Hospital de São José, fazer algo que preferiria nunca ter que vir a fazer - não por mim, ou pelo acto em si, mas pelos motivos por que o devo fazer.
Às vezes questionamo-nos se tudo isto fará alguma vez sentido...
Às vezes questionamo-nos se tudo isto fará alguma vez sentido...
2003/08/18
Sometimes life is stranger than fiction
Por que motivo é que o mês de Agosto não pode ser tão simples e lindo como o filme homónimo, de Jorge Silva Melo?
Excitações
O PS tem este efeito perverso sobre os independentes que a ele aderem: de discretos e simpáticos cidadãos, ao assinarem a sua ficha de militantes passam rapidamente a ferozes activistas, prontos a atacar tudo e todos, mais que não seja, para ganhar uma duvidosa visibilidade.
Passou-se com Vicente Jorge Silva que, no seu trajecto desde director do "Público" até deputado socialista, perdeu o low profile e o ar circunspecto que lhe eram típicos, para adoptar uma atitude agressiva e desafiadora que não lhe conhecíamos. Até contra os seus correligionários disparou - lembram-se da "tralha ideológica"?
Agora é Ana Gomes, ex-representante dos interesses Nacionais no território Indonésio, que tão boa conta e imagem deu de si durante os conflitos em Timor, que está "a borrar a pintura", ao tentar por-se em bicos de pés ao serviço do seu partido. Dando de barato os recorrentes ataques a Paulo Portas - transversais entre a esquerda, guiada pelo BE - fica o caricato das declarações da senhora sobre o caso do funeral com honras militares proporcionado a Maggiolo Gouveia. A propósito do acto, referiu A.G. que tal cerimónia estaria a servir de pretexto para um alegado aproveitamento político por parte do Governo e, particularmente de P.P.. Hoje, o "Diário de Notícias" (salvo erro), lembrou-nos que tal decisão havia sido tomada por um Governo de Guterres, nomeadamente pela mão do então ministro Rui Pena.
A.G., contudo, não desarmou e hoje já veio afirmar que, se fosse agora, estava certa de que R.P. não tomaria aquela decisão. Só que R.P., pouco cooperante, afirmou esta manhã aos microfones da TSF que, se fosse hoje, faria exactamente o que fez então.
Há dias em que mais valia não sair de casa, deverá estar a pensar Ana Gomes.
Passou-se com Vicente Jorge Silva que, no seu trajecto desde director do "Público" até deputado socialista, perdeu o low profile e o ar circunspecto que lhe eram típicos, para adoptar uma atitude agressiva e desafiadora que não lhe conhecíamos. Até contra os seus correligionários disparou - lembram-se da "tralha ideológica"?
Agora é Ana Gomes, ex-representante dos interesses Nacionais no território Indonésio, que tão boa conta e imagem deu de si durante os conflitos em Timor, que está "a borrar a pintura", ao tentar por-se em bicos de pés ao serviço do seu partido. Dando de barato os recorrentes ataques a Paulo Portas - transversais entre a esquerda, guiada pelo BE - fica o caricato das declarações da senhora sobre o caso do funeral com honras militares proporcionado a Maggiolo Gouveia. A propósito do acto, referiu A.G. que tal cerimónia estaria a servir de pretexto para um alegado aproveitamento político por parte do Governo e, particularmente de P.P.. Hoje, o "Diário de Notícias" (salvo erro), lembrou-nos que tal decisão havia sido tomada por um Governo de Guterres, nomeadamente pela mão do então ministro Rui Pena.
A.G., contudo, não desarmou e hoje já veio afirmar que, se fosse agora, estava certa de que R.P. não tomaria aquela decisão. Só que R.P., pouco cooperante, afirmou esta manhã aos microfones da TSF que, se fosse hoje, faria exactamente o que fez então.
Há dias em que mais valia não sair de casa, deverá estar a pensar Ana Gomes.
Mais lamechice
Podem saltar este post, se não vos agradar o género, mas a verdade é que estou de novo cheio de saudades do Lou; ficou ontem de férias, com a mãe, e só o vou voltar a ver na Sexta-feira, se Deus quiser. Como já escrevi antes, tudo isto porque mudei de emprego, e ainda não posso tirar férias, e blá, blá, blá...
Espero que ele também sinta saudades minhas.
Espero que ele também sinta saudades minhas.
Até que enfim!
Maldito calor, que finalmente parece querer abrandar. Que nunca mais volte!
Estou muito rezingão, não estou? Deve ser da idade. Por este andar, qualquer dia estou ali no banco do jardim a refilar com os pombos.
Se calhar é por isso que ninguém diz nada, apesar de as visitas continuarem em bom ritmo...
Estou muito rezingão, não estou? Deve ser da idade. Por este andar, qualquer dia estou ali no banco do jardim a refilar com os pombos.
Se calhar é por isso que ninguém diz nada, apesar de as visitas continuarem em bom ritmo...
Eles existem!
Desenganem-se os que pensavam que o Bloco de Esquerda era apenas composto pelos sizudos Francisco Louçã e Miguel Portas, coadjuvados por algumas encantadoras Barbies que se entretêm - nos intervalos das visitas ao Frágil - a pegarem nos seus Mercedes e irem à Assembleia da República debitar alguns fait-divers mal ensaiados e inconsequentes.
Existe mais gente e - surpresa! - até têm uma sede; quem o confirma é o "Público", que acrescenta ainda que o citado imóvel se situa num andar alugado de um edifício da Avenida Almirante Reis, e sobre o qual, o dirigente bloquista Sérgio Vitorino afirma ser "muito barato" - tanto que a manutenção da sede naquele espaço, dito "provisório", já se mantém há mais de três anos.
No entanto, toda a bela tem um senão; pelos vistos, e para azar da tribo, foram parar a um prédio de reaccionários, que não compreendem a rebeldia própria destas coisas de esquerda, rebeldia essa que se manifesta em pequenos gestos carregados de simbolismo, tais como avariar os elevadores, não pagar o condomínio, ou fazer barulho às horas que mais lhes aprouver.
S.V., no entanto, minimiza as críticas, e contra-ataca: se queixas existem, elas partem do próprio BE que só tem a lamentar-se pelo facto de o senhorio - que lhes leva "couro e cabelo", pelos vistos - não fazer as obras na fracção que os bloquistas pretendiam.
Típico desta esquerda chic: nós temos direitos, os outros têm obrigações!
Existe mais gente e - surpresa! - até têm uma sede; quem o confirma é o "Público", que acrescenta ainda que o citado imóvel se situa num andar alugado de um edifício da Avenida Almirante Reis, e sobre o qual, o dirigente bloquista Sérgio Vitorino afirma ser "muito barato" - tanto que a manutenção da sede naquele espaço, dito "provisório", já se mantém há mais de três anos.
No entanto, toda a bela tem um senão; pelos vistos, e para azar da tribo, foram parar a um prédio de reaccionários, que não compreendem a rebeldia própria destas coisas de esquerda, rebeldia essa que se manifesta em pequenos gestos carregados de simbolismo, tais como avariar os elevadores, não pagar o condomínio, ou fazer barulho às horas que mais lhes aprouver.
S.V., no entanto, minimiza as críticas, e contra-ataca: se queixas existem, elas partem do próprio BE que só tem a lamentar-se pelo facto de o senhorio - que lhes leva "couro e cabelo", pelos vistos - não fazer as obras na fracção que os bloquistas pretendiam.
Típico desta esquerda chic: nós temos direitos, os outros têm obrigações!
2003/08/17
Uma lição de vida
O Fernando tem 28 anos e mora em Viseu; seria uma pessoa absolutamente normal, não fosse pela condição de sofrer de distrofia muscular desde que nasceu. Assim, pese embora o facto de ser intelectualmente normal, e de ter os sentimentos normais em qualquer pessoa, vive confinado a uma cadeira de rodas eléctrica, e apenas consegue mexer parcialmente a mão esquerda e a cabeça. Mesmo assim, conseguiu arranjar um emprego, trabalhando com computadores numa instituição de apoio a deficientes.
A Luísa tem 27 anos, e trabalha nessa mesma instituição. Felizmente, é portadora de todas as suas capacidades psíquicas e motoras. Conheceu o Fernando, apaixonou-se por ele, começaram a namorar e, neste momento, vivem juntos. Pouco lhe importa que, fisicamente, o Fernando dependa dela para as suas mais elementares necessidades. Ela ama-o, e isso torna leves todas as tarefas.
São dois heróis dos tempos modernos.
P.S.: O seu a seu dono: vinha ontem no "Público".
A Luísa tem 27 anos, e trabalha nessa mesma instituição. Felizmente, é portadora de todas as suas capacidades psíquicas e motoras. Conheceu o Fernando, apaixonou-se por ele, começaram a namorar e, neste momento, vivem juntos. Pouco lhe importa que, fisicamente, o Fernando dependa dela para as suas mais elementares necessidades. Ela ama-o, e isso torna leves todas as tarefas.
São dois heróis dos tempos modernos.
P.S.: O seu a seu dono: vinha ontem no "Público".
2003/08/15
Opinião preconceituosa e snob
...mas assumida:
"Paulo Coelho: não li e não gostei."
(Elsa T.S.)
A Elsa conseguiu sintetizar, de forma sublime, a minha opinião sobre "escritores da moda". Obrigado!
"Paulo Coelho: não li e não gostei."
(Elsa T.S.)
A Elsa conseguiu sintetizar, de forma sublime, a minha opinião sobre "escritores da moda". Obrigado!
Porque será?
Numa breve ronda pela blogosfera, acabei de fazer uma nova constatação, que tem tanto de lógica como de cretina. Nos blogs ditos "generalistas" (como este), e em que é possível deixar comentários aos posts colocados (como neste), verifico o seguinte:
Em qualquer post que o autor do blog coloque sobre futebol (o que não acontece neste), a adesão dos leitores às caixas de comentários é enorme, enquanto que um hipotético post no mesmo blog sobre, por exemplo, Luiz Pacheco (também ainda não aconteceu neste, mas ainda hei-de escrever algo sobre este meu ilustre e excêntrico vizinho), estará, com um elevado grau de probabilidade, condenado ao mais humilhante desprezo.
Poder-se-á, porventura, extrapolar algo sobre o perfil do leitor médio de blogs a partir desta verificação, ou será um exercício arriscado?
Em qualquer post que o autor do blog coloque sobre futebol (o que não acontece neste), a adesão dos leitores às caixas de comentários é enorme, enquanto que um hipotético post no mesmo blog sobre, por exemplo, Luiz Pacheco (também ainda não aconteceu neste, mas ainda hei-de escrever algo sobre este meu ilustre e excêntrico vizinho), estará, com um elevado grau de probabilidade, condenado ao mais humilhante desprezo.
Poder-se-á, porventura, extrapolar algo sobre o perfil do leitor médio de blogs a partir desta verificação, ou será um exercício arriscado?
Que inveja!
Alberto Gonçalves informa-nos de que, ao contrário de 9.999.000 conterrâneos seus, que preferiram as calmas e tranquilas praias do Algarve, vai de férias para Vimioso, Trás os Montes.
Ainda há - pelo menos na blogosfera - quem tenha bom gosto!
Ainda há - pelo menos na blogosfera - quem tenha bom gosto!
Desapareçam!
Por toda a blogosfera vejo relatos de tipos que foram ao Sudoeste, "adoraram" estar no meio de uns milhares de bêbedos e vomitado, e, en passant, ainda ouviram umas músicas (aprendam: Beth Gibbons ouve-se no Coliseu - enquanto não tenho possibilidades de a contratar para um concerto privado, com uma dúzia de amigos - e nunca na Zambujeira).
Estes excursionistas gabam-se de se terem perdido "poucas" vezes no caminho, e cheguei até a ler um relato de alguém que dizia que nunca tinha feito uma "viagem tão longa" como a da Zambujeira a Tróia. Para quem não conhece, informo que se faz facilmente em menos de uma hora e meia, e que é incomparavelmente menos stressante do que fazer o IC19 ás 18.30!
Em suma; assumem que não conhecem o caminho, a terra, as gentes, isto é, só descobriram a Zambujeira para o festival, e o resto do ano passam-no no seu querido Algarve, com mais uns milhares (milhões?) de amigos - alguns da Zambujeira, mas "emprestados", daqueles do Sudoeste.
Agora, que eu vou usufruir da Zambujeira, espero que já me tenham todos desamparado a loja!
Estes excursionistas gabam-se de se terem perdido "poucas" vezes no caminho, e cheguei até a ler um relato de alguém que dizia que nunca tinha feito uma "viagem tão longa" como a da Zambujeira a Tróia. Para quem não conhece, informo que se faz facilmente em menos de uma hora e meia, e que é incomparavelmente menos stressante do que fazer o IC19 ás 18.30!
Em suma; assumem que não conhecem o caminho, a terra, as gentes, isto é, só descobriram a Zambujeira para o festival, e o resto do ano passam-no no seu querido Algarve, com mais uns milhares (milhões?) de amigos - alguns da Zambujeira, mas "emprestados", daqueles do Sudoeste.
Agora, que eu vou usufruir da Zambujeira, espero que já me tenham todos desamparado a loja!
2003/08/14
Lista de links
Finalmente, e graças à inestimável ajuda da Papoila, já tenho aqui ao lado uma lista de links para alguns dos blogs que mais frequento. A partir de agora poderei partilhar com os meus leitores - principalmente com alguns deles, neófitos nestas andanças - os melhores pedaços de prosa e poesia (e mesmo imagens, e até som...) da blogosfera.
O critério para a escolha destes blogs foi simples; são aqueles que eu leio. A sua arrumação também obedece a uma ordem lógica - a ordem por que eu me fui lembrando deles. Minto, aliás; por uma questão de reconhecimento (e não retribuição), coloquei nos primeiros lugares da lista aqueles blogs que fizeram links para a Serra Mãe, ainda ela era um pequeno morro.
Evidentemente que esta lista está longe de se encontrar completa, mas tem tempo para ir crescendo; até lá, desfrutem-na sem moderação!
O critério para a escolha destes blogs foi simples; são aqueles que eu leio. A sua arrumação também obedece a uma ordem lógica - a ordem por que eu me fui lembrando deles. Minto, aliás; por uma questão de reconhecimento (e não retribuição), coloquei nos primeiros lugares da lista aqueles blogs que fizeram links para a Serra Mãe, ainda ela era um pequeno morro.
Evidentemente que esta lista está longe de se encontrar completa, mas tem tempo para ir crescendo; até lá, desfrutem-na sem moderação!
Gregory Hines
Os famosos também morrem; por vezes tropeçamos em notícias de mortes de actores que nos habituámos a ver nas nossas divagações cinéfilas. No entanto, apesar de lamentarmos, não ficamos normalmente chocados com o facto, dado que se trata, em geral, de pessoas de avançada idade. Não é o caso, contudo, de Gregory Hines. Não era um jovem mas, com 57 anos, também não seria um velho.
G. H. era um bailarino excepcional, e um actor também bastante bom. Nas (poucas) notícias que tenho lido sobre o assunto, são destacadas principalmente as suas participações em filmes como o mediano "Cotton Club", mas não surge nenhuma referência ao mais genial filme por si protagonizado: "O sol da meia-noite", em que brilha ao lado de Mikhail Baryshnikov.
Levou-o o cancro, esse monstro, no Sábado passado, o mesmo dia em que terminou o sofrimento do pequeno Nicolas, espancado até á morte pelos seus familiares. O Céu está mais rico!
G. H. era um bailarino excepcional, e um actor também bastante bom. Nas (poucas) notícias que tenho lido sobre o assunto, são destacadas principalmente as suas participações em filmes como o mediano "Cotton Club", mas não surge nenhuma referência ao mais genial filme por si protagonizado: "O sol da meia-noite", em que brilha ao lado de Mikhail Baryshnikov.
Levou-o o cancro, esse monstro, no Sábado passado, o mesmo dia em que terminou o sofrimento do pequeno Nicolas, espancado até á morte pelos seus familiares. O Céu está mais rico!
"O leão da Estrela"
Aviso-vos cedinho para não terem desculpas: hoje, o DVD que sai com o "Público" é o indicado acima. Completa-se assim uma trilogia imperdível, iniciada com "A canção de Lisboa" e "O Costa do castelo", publicados, respectivamente, há duas semanas e a semana passada. Por acaso ainda não fui buscar o meu, mas no quiosque aqui da aldeia costumam guardar-mo.
O "Público" devia pagar-me uma comissão pelos fregueses que eu lhe tenho arranjado. No entanto, pensando melhor, talvez não sejam assim tantos, pelo menos a julgar pelas visitas e comentários. As férias, o calor, a moleza, têm sido péssimos para este "negócio".
Entretanto, não sei se já repararam mas ultrapassámos esta noite a barreira dos 500 visitantes (as pageviews são mais do triplo), precisamente no dia em que o blog faz um mesinho de vida. Contudo, por este andar, só devemos chegar aos mil lá para a rentré.
O "Público" devia pagar-me uma comissão pelos fregueses que eu lhe tenho arranjado. No entanto, pensando melhor, talvez não sejam assim tantos, pelo menos a julgar pelas visitas e comentários. As férias, o calor, a moleza, têm sido péssimos para este "negócio".
Entretanto, não sei se já repararam mas ultrapassámos esta noite a barreira dos 500 visitantes (as pageviews são mais do triplo), precisamente no dia em que o blog faz um mesinho de vida. Contudo, por este andar, só devemos chegar aos mil lá para a rentré.
Silly season
Estava a guardar o título supra para uma ocasião mais apropriada, mas depois lembrei-me de Robin Williams e do seu "carpe diem" - pode nunca vir a haver "uma ocasião mais apropriada" do que a presente!
Passe o dramatismo, gostava de saber o que se passa para, ultimamente, estar a ter tão poucas visitas e, principalmente, tão poucos comentários nas caixas de feedback.
Será devido à "estação palerma"? Os meus posts estão a perder interesse? Muito calor? Muito trabalho antes das férias? Muito trabalho no regresso das férias? Ou só preguiça...?
Passe o dramatismo, gostava de saber o que se passa para, ultimamente, estar a ter tão poucas visitas e, principalmente, tão poucos comentários nas caixas de feedback.
Será devido à "estação palerma"? Os meus posts estão a perder interesse? Muito calor? Muito trabalho antes das férias? Muito trabalho no regresso das férias? Ou só preguiça...?
2003/08/13
"Marquetingue"
Porque será que, na publicidade às agências funerárias, surge sempre uma fotografia do gerente ou proprietário da casa, às vezes acompanhada de fotografias dos seus antecedentes?
Melhor dizendo, porque é que uma agência funerária precisa de fazer publicidade?
Melhor dizendo, porque é que uma agência funerária precisa de fazer publicidade?
Nostalgia
Quando oiço as canções do meu tempo, do "Rock em Stock", fico melancólico. Ontem à noite, na Radar, estava a passar "Dead Fish" dos New Muzik; é uma linda música, com mais de vinte anos, mas fez-me lembrar uma outra do mesmo grupo que, na altura, foi quase um hino (pelo menos para mim): "World of water", do álbum "From A to B".
O "Rock em Stock", para quem não sabe, era um programa de rádio dos fins da década de 70, princípios da de 80, apresentado por Luís Filipe Barros, que passava diariamente, das 16 às 18 horas, música rock e alternativa (se bem que, naquela altura, não entendessemos ainda bem o conceito de alternativa). E nós ouvíamos religiosamente aquilo!
Bons tempos, como dizem (dizemos?) os velhos...
O "Rock em Stock", para quem não sabe, era um programa de rádio dos fins da década de 70, princípios da de 80, apresentado por Luís Filipe Barros, que passava diariamente, das 16 às 18 horas, música rock e alternativa (se bem que, naquela altura, não entendessemos ainda bem o conceito de alternativa). E nós ouvíamos religiosamente aquilo!
Bons tempos, como dizem (dizemos?) os velhos...
Porto sentido
Gosto da cidade do Porto, confesso; não a conheço suficientemente bem, mas acho muito bonitas todas as zonas ribeirinhas que conheço, começando pela Ribeira. Tenho vários amigos do Porto, e outros que para lá foram morar, como o Pedro Cid, que está lá há dois anos e já tem imensos amigos (diga-se de passagem que o Pedro, com o seu bom feitio, faria amigos até na Libéria!).
Do que eu não gosto no Porto, é de uma mentalidade provinciana e tacanha, predominante entre uma determinada facção da população, e que encontra o seu expoente máximo de imbecilidade na área futebolística. "Chamando os bois pelos nomes", abomino a mentalidade simplória e arrivista de J.N. Pinto da Costa, e de todos os "pintaínhos" que ele arregimenta. Gente dessa é que faz do Porto uma cidade provinciana!
Admiro a integridade e urbanidade de Rui Rio, que tenta mostrar aos portuenses (não confundir com "portistas") que a parte mais importante da cidade está longe de ser o "Fêquêpê"! E admiro o seu estoicismo ao resisitir ao nojento lobby do futebol, bem como a oportunistas ressabiados, "à boleia" dos grunhos do futebol (leia-se Luis Filipe Menezes). Porventura será uma missão inglória, mas só as verdadeiras gentes do Porto saberão recompensá-la - ou não!
De qualquer forma, tenho dito a várias pessoas que uma cidade que tem as "francesinhas", e para a qual alguém foi capaz de escrever e cantar uma canção tão bonita como o "Porto sentido" (Rui Veloso), não pode ser um mau lugar!
Do que eu não gosto no Porto, é de uma mentalidade provinciana e tacanha, predominante entre uma determinada facção da população, e que encontra o seu expoente máximo de imbecilidade na área futebolística. "Chamando os bois pelos nomes", abomino a mentalidade simplória e arrivista de J.N. Pinto da Costa, e de todos os "pintaínhos" que ele arregimenta. Gente dessa é que faz do Porto uma cidade provinciana!
Admiro a integridade e urbanidade de Rui Rio, que tenta mostrar aos portuenses (não confundir com "portistas") que a parte mais importante da cidade está longe de ser o "Fêquêpê"! E admiro o seu estoicismo ao resisitir ao nojento lobby do futebol, bem como a oportunistas ressabiados, "à boleia" dos grunhos do futebol (leia-se Luis Filipe Menezes). Porventura será uma missão inglória, mas só as verdadeiras gentes do Porto saberão recompensá-la - ou não!
De qualquer forma, tenho dito a várias pessoas que uma cidade que tem as "francesinhas", e para a qual alguém foi capaz de escrever e cantar uma canção tão bonita como o "Porto sentido" (Rui Veloso), não pode ser um mau lugar!
Já sei!
As caixas de feedback estão intermitentes, mas a culpa não é minha (acho...). Vão fazendo refresh de vez em quando e, se for muito urgente (!), enviem e-mail.
2003/08/12
W.H. Auden
Com uma dedicatória muito especial para a Lu - e também para o Lou que, sem este poema, provavelmente não existiria - partilho com os leitores o poema mais importante das nossas vidas:
Poem No. 9 from "Twelve Songs"
W.H. Auden
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.
Poem No. 9 from "Twelve Songs"
W.H. Auden
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.
Cabidela
Sempre me fascinou a ânsia que as pessoas mostram, principalmente quando se encontram em estados de grande sofrimento, de se agarrar a seja o que for que lhes prometa melhorias na sua vida - sejam essas melhorias em questões de saúde, dinheiro, vícios, amor, sexo, etc., etc.
Só alguma fraqueza de espírito, a par com uma situação de grave debilidade emocional, poderá explicar os transes colectivos de IURDs e quejandos, com um punhado de oportunistas a aproveitarem-se escandalosamente da crendice e ignorância de milhares de pessoas.
Lembrei-me novamente disso ontem, quando soube (atrasado, como sempre) que tinha morrido a Santa da Ladeira, e ao assisitir ao histerismo que acompanhou as suas cerimónias fúnebres; e recordei uma notícia de jornal de há muitos anos, em que se podia ler que, após análises laboratorais, se havia comprovado que o sangue que alegadamente surgia nos crucifixos desta "Santa" provinha afinal de galináceos!
O oportunismo é um fenómeno transversal, sem escrúpulos nem tabus!
Só alguma fraqueza de espírito, a par com uma situação de grave debilidade emocional, poderá explicar os transes colectivos de IURDs e quejandos, com um punhado de oportunistas a aproveitarem-se escandalosamente da crendice e ignorância de milhares de pessoas.
Lembrei-me novamente disso ontem, quando soube (atrasado, como sempre) que tinha morrido a Santa da Ladeira, e ao assisitir ao histerismo que acompanhou as suas cerimónias fúnebres; e recordei uma notícia de jornal de há muitos anos, em que se podia ler que, após análises laboratorais, se havia comprovado que o sangue que alegadamente surgia nos crucifixos desta "Santa" provinha afinal de galináceos!
O oportunismo é um fenómeno transversal, sem escrúpulos nem tabus!
Canção
"Train in vain", dos Clash, no álbum "London calling", de longe o melhor álbum rock de sempre!
Ética
Novamente o meta-bloguismo, agora para falar de ética; muita coisa tenho lido a respeito de uma ética tácita na blogosfera mas, mesmo assim, continuo a ter algumas dúvidas sobre os procedimentos a adoptar.
Eu, por exemplo, nunca apago os posts depois de escritos. Confesso que já apaguei um ou outro feedback, mas apenas e exclusivamente porque, por lapso, havia saído repetido; mas agora, com o downgrade que me fizeram da conta, nem isso posso fazer. Também já cheguei a corrigir posts depois de publicados, mas só em situações de "gralha" ou erro, e sem nunca alterar minimamente o sentido dos mesmos. Verifico, no entanto, que há pessoas que apagam amiúde posts anteriormente escritos, sem nenhuma razão para o fazer; alguns assumem-no mesmo como uma situação normal, como é o caso de José Bragança de Miranda, na discussão que há poucos dias o opôs a Alberto Gonçalves. Pergunto: quem tem razão?
Outra questão: há dias, na "Toca do coelho", dizia o autor que "metade" (será uma força de expressão, mas enfim...) das visitas que o seu contador de visitas indicava tinham sido efectuadas pelo próprio. Ora, eu activei no sitemeter uma função que nos permite ignorar até dois IPs. Escolhi o de casa e o do escritório pelo que, quando acedo ao blog a partir desses locais, o contador não regista qualquer visita. De contrário, provavelmente já teria registado também o dobro. Novamente, quem estará certo?
Por fim, Luís Filipe Borges critica acesamente os blogs que, como é o caso da Serra mãe, não fazem uma lista de links para outros blogs. Admito que L.F.B estará correcto, e estou já a tratar disso; só que, por caricato que possa parecer, o meu único impedimento tem a ver com a minha inépcia relativamente a computadores - vontade de fazer isso tenho eu desde o princípio. Mas agora, que a Papoila me resolveu ajudar, acho que isto vai "andar" (a propósito, Papoila; li o teu feedback, e agradeço-te muito, mas o mail ainda não chegou. Vou esperar até amanhã).
Eu, por exemplo, nunca apago os posts depois de escritos. Confesso que já apaguei um ou outro feedback, mas apenas e exclusivamente porque, por lapso, havia saído repetido; mas agora, com o downgrade que me fizeram da conta, nem isso posso fazer. Também já cheguei a corrigir posts depois de publicados, mas só em situações de "gralha" ou erro, e sem nunca alterar minimamente o sentido dos mesmos. Verifico, no entanto, que há pessoas que apagam amiúde posts anteriormente escritos, sem nenhuma razão para o fazer; alguns assumem-no mesmo como uma situação normal, como é o caso de José Bragança de Miranda, na discussão que há poucos dias o opôs a Alberto Gonçalves. Pergunto: quem tem razão?
Outra questão: há dias, na "Toca do coelho", dizia o autor que "metade" (será uma força de expressão, mas enfim...) das visitas que o seu contador de visitas indicava tinham sido efectuadas pelo próprio. Ora, eu activei no sitemeter uma função que nos permite ignorar até dois IPs. Escolhi o de casa e o do escritório pelo que, quando acedo ao blog a partir desses locais, o contador não regista qualquer visita. De contrário, provavelmente já teria registado também o dobro. Novamente, quem estará certo?
Por fim, Luís Filipe Borges critica acesamente os blogs que, como é o caso da Serra mãe, não fazem uma lista de links para outros blogs. Admito que L.F.B estará correcto, e estou já a tratar disso; só que, por caricato que possa parecer, o meu único impedimento tem a ver com a minha inépcia relativamente a computadores - vontade de fazer isso tenho eu desde o princípio. Mas agora, que a Papoila me resolveu ajudar, acho que isto vai "andar" (a propósito, Papoila; li o teu feedback, e agradeço-te muito, mas o mail ainda não chegou. Vou esperar até amanhã).
2003/08/11
Aljezur
Depois de todo o Centro do país, é agora a vez da linda zona de Aljezur, que eu tão bem conheço, ser pasto de chamas. Aljezur, e a Serra de Monchique, são os últimos redutos de Algarve decente nesta altura - para Sul é só miséria.
Mas o fogo, e os seus autores, não se compadeceram com isso; não vou ao extremo de T.R., que diz que deveriam arder outras coisas piores em vez da nossa floresta (se bem que a ideia de ver arder os estádios do Euro seja sedutora). Mas parece-me injusto que só arda tudo o que é bonito...
Mas o fogo, e os seus autores, não se compadeceram com isso; não vou ao extremo de T.R., que diz que deveriam arder outras coisas piores em vez da nossa floresta (se bem que a ideia de ver arder os estádios do Euro seja sedutora). Mas parece-me injusto que só arda tudo o que é bonito...
O problema do costume
Já se está a tornar um hábito: a Internet do escritório continua em manutenção, há duas semanas, e depois de se ter "corrido" com um "técnico".
Mais conversa, em princípio, só à noite.
Mais conversa, em princípio, só à noite.
Hospitais
Por motivos que, felizmente, já se encontram em fase de resolução, tive que passar grande parte das duas últimas noites no Banco de Urgência do Hospital de São Bernardo, em Setúbal.
Porventura o que eu vou dizer a seguir será um rematadíssimo cliché, mas a verdade é que, quando estamos algum tempo num lugar desses, tomamos contacto com uma parte do mundo que normalmente escapa aos nossos olhos. Para além de convivermos directamente com toda a sorte de infelicidade alheia, com a qual, contudo, nos sentimos irmanados pelo espaço de umas horas, tendemos a aperceber-nos de reais e efectivas situações de miséria, física e moral.
É evidente que não sou um snob, que pensa que todo o mundo é cor-de-rosa, mas a não convivência sistemática com a realidade torna-nos algo insensíveis, e até pouco solidários com quem realmente sofre; cria uma espécie de cortina sobre o "mundo real".
Porventura o que eu vou dizer a seguir será um rematadíssimo cliché, mas a verdade é que, quando estamos algum tempo num lugar desses, tomamos contacto com uma parte do mundo que normalmente escapa aos nossos olhos. Para além de convivermos directamente com toda a sorte de infelicidade alheia, com a qual, contudo, nos sentimos irmanados pelo espaço de umas horas, tendemos a aperceber-nos de reais e efectivas situações de miséria, física e moral.
É evidente que não sou um snob, que pensa que todo o mundo é cor-de-rosa, mas a não convivência sistemática com a realidade torna-nos algo insensíveis, e até pouco solidários com quem realmente sofre; cria uma espécie de cortina sobre o "mundo real".
2003/08/10
2003/08/09
A praia
Não, não vou falar do blog homónimo do precoce bloquista - agora mais bloguista - Ivan Nunes, nem tampouco do excelente livro de Alex Garland. Vou falar literalmente de praia, e, mais concretamente, de um artigo que surge no suplemento "Fugas" do jornal "Público" de hoje, intitulado "A praia não é para todos". Tal artigo foi assinado pelo jornalista Luís Maio que, contudo, confessa que bebeu muita da inspiração para o escrever numa outra peça, de Ann Laffeaty.
Tentei há pouco confirmar se este mesmo artigo, a que os responsáveis editoriais conferiram importância suficiente para uma chamada de capa, se encontrava disponível na versão online daquele diário, mas apenas consegui aceder a um conjunto de esotéricos hieróglifos. Por isso, e para contextualizar alguns dos meus leitores que não compraram o jornal, posso dizer que, na peça em questão, L.M. faz uma descrição mais ou menos exaustiva dos diferentes tipos de indivíduos que o incomodam nas suas incursões balneares, e que são: "famílias", "crianças e cães" (assim mesmo, equiparados no mesmo grupo), "casais in love", "melómanos", "jogadores", "surfistas", "pescadores", "telemobilizados", "colunáveis", "exibicionistas", "voyeurs e gigolos", "viciados e maníacos", "topless" e "mete-nojo" - resumindo, todos os ocupantes da praia excepto o Sr. L.M. e, provavelmente, dois ou três amigos escolhidos.
Muitas considerações haveria a fazer sobre este texto, supostamente humorístico, mas ficar-me-ei por duas modestas reflexões:
L.M. considera equivalentes, para efeitos de incómodos causados, "crianças e cães" (nem a autora do texto plagi... - desculpem! - inspirador teve tamanho mau gosto). Presumo que L.M. já tenha sido criança (duvido de que tenha sido cão, mas isso é irrelevante), e posso até crer que, na sua infância, alguém lhe fez o favor de o levar à praia. Partindo então do princípio de que esta premissa é verdadeira, ficamos a saber que L.M., nas suas infantis idas a banhos, nunca incomodou qualquer adulto que se encontrasse por perto (ou até por longe...) - doutra forma, seria difícil arranjar moral para escrever o que escreveu!
Por outro lado, e dando de barato que as descrições que faz dos diversos tipos de banhista abrangem cerca de 99% da população das praias, resta-me perguntar em que grupo se inclui L.M.; ou será que se acha uma excepção? A mim parece-me, realmente, excepcional, mas não direi em que aspecto.
Se se incomodasse tanto com quem está na praia, faria como eu: só ia à praia no Inverno. E também é melhor que este senhor nunca venha a ter filhos, para que não tenha que se envergonhar do que escreveu!
Tentei há pouco confirmar se este mesmo artigo, a que os responsáveis editoriais conferiram importância suficiente para uma chamada de capa, se encontrava disponível na versão online daquele diário, mas apenas consegui aceder a um conjunto de esotéricos hieróglifos. Por isso, e para contextualizar alguns dos meus leitores que não compraram o jornal, posso dizer que, na peça em questão, L.M. faz uma descrição mais ou menos exaustiva dos diferentes tipos de indivíduos que o incomodam nas suas incursões balneares, e que são: "famílias", "crianças e cães" (assim mesmo, equiparados no mesmo grupo), "casais in love", "melómanos", "jogadores", "surfistas", "pescadores", "telemobilizados", "colunáveis", "exibicionistas", "voyeurs e gigolos", "viciados e maníacos", "topless" e "mete-nojo" - resumindo, todos os ocupantes da praia excepto o Sr. L.M. e, provavelmente, dois ou três amigos escolhidos.
Muitas considerações haveria a fazer sobre este texto, supostamente humorístico, mas ficar-me-ei por duas modestas reflexões:
L.M. considera equivalentes, para efeitos de incómodos causados, "crianças e cães" (nem a autora do texto plagi... - desculpem! - inspirador teve tamanho mau gosto). Presumo que L.M. já tenha sido criança (duvido de que tenha sido cão, mas isso é irrelevante), e posso até crer que, na sua infância, alguém lhe fez o favor de o levar à praia. Partindo então do princípio de que esta premissa é verdadeira, ficamos a saber que L.M., nas suas infantis idas a banhos, nunca incomodou qualquer adulto que se encontrasse por perto (ou até por longe...) - doutra forma, seria difícil arranjar moral para escrever o que escreveu!
Por outro lado, e dando de barato que as descrições que faz dos diversos tipos de banhista abrangem cerca de 99% da população das praias, resta-me perguntar em que grupo se inclui L.M.; ou será que se acha uma excepção? A mim parece-me, realmente, excepcional, mas não direi em que aspecto.
Se se incomodasse tanto com quem está na praia, faria como eu: só ia à praia no Inverno. E também é melhor que este senhor nunca venha a ter filhos, para que não tenha que se envergonhar do que escreveu!
Sudoeste
Leio, em muitos blogs, as mais variadas loas ao Festival Sudoeste, na Zambujeira do Mar; eu também já fui assim, confesso. Em 1997, primeiro ano da "coisa", fiquei entusiasmadíssimo com o cartaz e assisti a todos - todos mesmo - os concertos. Até Marilyn Manson eu vi, acreditem. Valeu, principalmente, pela grande performance dos Suede, apesar de já longe dos tempos de Bernard Butler e do som indie de "Dog man star".
Em 1998 ainda voltei para ver um concerto; o meu principal objectivo era ver os Portishead mas, en passant, vi também os excelentes Placebo e Polly Jean Harvey. Boa malha, se bem que Brian Molko soe melhor nas gravações do que ao vivo. Mas algo se estava já a passar - "aquilo" já não era a Zambujeira!
Nunca mais voltei à Zambujeira do Mar em dias de festival, e digo mais: agora, tal como a maior parte das pessoas que não "descobriram" a terra só por causa do concerto, amaldiçoo a hora em que este evento lá foi parar.
Haverá honrosas excepções, admito, mas este festival não passa de um amontoado de putos bêbedos e "charrados", para os quais tanto faz estar ali a ouvir Brett Anderson ou Jamiroquai, como estar num estádio a ver um jogo de futebol, de preferência com porrada pelo meio. "Dar" Beth Gibbons & Rustin Man a esta gente é como deitar pérolas a porcos!
E, entretanto, a "minha" Zambujeira foi irremediavelmente violada. Egoísta? Sou, sim!
Em 1998 ainda voltei para ver um concerto; o meu principal objectivo era ver os Portishead mas, en passant, vi também os excelentes Placebo e Polly Jean Harvey. Boa malha, se bem que Brian Molko soe melhor nas gravações do que ao vivo. Mas algo se estava já a passar - "aquilo" já não era a Zambujeira!
Nunca mais voltei à Zambujeira do Mar em dias de festival, e digo mais: agora, tal como a maior parte das pessoas que não "descobriram" a terra só por causa do concerto, amaldiçoo a hora em que este evento lá foi parar.
Haverá honrosas excepções, admito, mas este festival não passa de um amontoado de putos bêbedos e "charrados", para os quais tanto faz estar ali a ouvir Brett Anderson ou Jamiroquai, como estar num estádio a ver um jogo de futebol, de preferência com porrada pelo meio. "Dar" Beth Gibbons & Rustin Man a esta gente é como deitar pérolas a porcos!
E, entretanto, a "minha" Zambujeira foi irremediavelmente violada. Egoísta? Sou, sim!
Ajuda
Alguém me poderia fazer o favor de explicar como, neste template, poderei inserir uma lista de links para outros blogs? E imagens (para os posts, mas também para o cabeçalho)?
Respostas em português, por favor. Desde já agradeço.
Respostas em português, por favor. Desde já agradeço.
Tamanho dos posts
Existe um filme, da década de 80, chamado "Os amigos de Alex", realizado por Lawrence Kasdan, que retrata as dúvidas existenciais de um grupo de quarentões, quando percebem que o fim da vida é a morte (Lili Caneças não diria melhor). Em minha opinião, trata-se de um filme "fraquinho", muito american style, mas que conseguiu ir ao encontro dos sentimentos confusos de toda uma geração - a nascida nos anos 50. Essa empatia, e também a presença discreta mas charmosa de Meg Tilly, garantiram-lhe o sucesso e o estatuto de objecto de culto.
Nesse filme participa também Jeff Goldblum, que faz o papel de um jornalista; a certa altura, J.G. diz aos seus amigos - a propósito dos seus critérios editoriais - que "o tamanho médio de um artigo não deve ser superior àquilo que uma pessoa consegue ler durante uma cagada" (cito de memória).
Talvez isso se passe também com os posts deste blog; tenho reparado que existe uma tendência generalizada, por parte dos meus queridos leitores, para escrever feedbacks maioritariamente nos posts mais curtos. Confere, ou será apenas uma impressão minha?
Nesse filme participa também Jeff Goldblum, que faz o papel de um jornalista; a certa altura, J.G. diz aos seus amigos - a propósito dos seus critérios editoriais - que "o tamanho médio de um artigo não deve ser superior àquilo que uma pessoa consegue ler durante uma cagada" (cito de memória).
Talvez isso se passe também com os posts deste blog; tenho reparado que existe uma tendência generalizada, por parte dos meus queridos leitores, para escrever feedbacks maioritariamente nos posts mais curtos. Confere, ou será apenas uma impressão minha?
Vá-se lá perceber isto!
Nunca vi coisa tão irregular como o número de visitas deste blog; anteontem foram 33, ontem 37, e hoje 11. Alguém me explica?
2003/08/08
TSF
A chegada de Emídio "Big show" Rangel à TSF já se começa a fazer anunciar; para já serão abolidos os chatérrimos programas "Flashback" e "Grande Júri TSF".
O primeiro será substituído por um novo programa de painel, mas em que as "paineleiras" serão Lili Caneças, Cinha Jardim e a lontra Amália, do Oceanário (para manter o nível intelectual), e em que se falará de temas prementes da actualidade, como o barulho que o gelo faz nos copos, ou a confusão que tem sido a "Casa do Castelo" este ano. Por sua vez, no lugar do "Grande Júri" surgirá um novo programa de entrevistas, mas desta vez conduzidas por Bárbara Guimarães - este programa terá um horário irregular, pois B.G. não abdica da sua make-up prévia para aparecer na rádio, e nunca se sabe quanto tempo demorará tal processo. Na primeira semana, o entrevistado será Pedro Miguel Ramos, e futuramente Bárbara pretende localizar e entrevistar algumas figuras famosas da nossa cultura, tais como Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis ou Bernardo Soares; se não conseguir localizar nenhum destes, talvez opte por Rodrigo Herédia.
Este último parágrafo é invenção minha, claro, mas espero que Rangel nunca visite este blog, pois pode dar-lhe ideias...
O primeiro será substituído por um novo programa de painel, mas em que as "paineleiras" serão Lili Caneças, Cinha Jardim e a lontra Amália, do Oceanário (para manter o nível intelectual), e em que se falará de temas prementes da actualidade, como o barulho que o gelo faz nos copos, ou a confusão que tem sido a "Casa do Castelo" este ano. Por sua vez, no lugar do "Grande Júri" surgirá um novo programa de entrevistas, mas desta vez conduzidas por Bárbara Guimarães - este programa terá um horário irregular, pois B.G. não abdica da sua make-up prévia para aparecer na rádio, e nunca se sabe quanto tempo demorará tal processo. Na primeira semana, o entrevistado será Pedro Miguel Ramos, e futuramente Bárbara pretende localizar e entrevistar algumas figuras famosas da nossa cultura, tais como Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis ou Bernardo Soares; se não conseguir localizar nenhum destes, talvez opte por Rodrigo Herédia.
Este último parágrafo é invenção minha, claro, mas espero que Rangel nunca visite este blog, pois pode dar-lhe ideias...
The Smiths
Hoje ouvi de novo "Heaven knows I'm miserable now", naquela voz divina de Morrissey.
I was looking for a job
And then I found a job
And heaven knows I'm miserable now
Não é lindo?
I was looking for a job
And then I found a job
And heaven knows I'm miserable now
Não é lindo?
Será grave?
Os meus sogros disseram-me agora que o Sérgio Conceição, que era para ir para o Milão, afinal foi para o Sporting, ou coisa parecida. Eu perguntei-lhes quem é o Sérgio Conceição.
Será possível que isto seja uma notícia importante? Estarei eu mal, ou está-lo-ão os restantes 99% da população? Tanta gente não pode estar errada, pelo que devo ser eu o anormal.
Será possível que isto seja uma notícia importante? Estarei eu mal, ou está-lo-ão os restantes 99% da população? Tanta gente não pode estar errada, pelo que devo ser eu o anormal.
Excelente
É o mínimo que posso dizer da carta publicada hoje n'"O Independente", assinada pelo meu amigo João Titta Maurício, e que subscrevo incondicionalmente. Infelizmente, não me parece que a carta esteja disponível no site do jornal, pelo que, quem a quiser conhecer, terá que comprar a versão em papel.
Agora não tenho aqui o jornal - deixei-o no carro - mas sempre vos digo que o assunto é o caso de "senilidade galopante" de Mário Soares, bem como a sua súbita e conveniente perda de memória. Então não é que o Senhor não se lembra de outros "tumores" mais antigos, como, por exemplo, a descolonização "exemplar" pela qual foi responsável, ou a sua declaração (escrita) em que manifestava a sua opinião de que Timor deveria ter sido anexado à Indonésia?
Haja pudor!
Agora não tenho aqui o jornal - deixei-o no carro - mas sempre vos digo que o assunto é o caso de "senilidade galopante" de Mário Soares, bem como a sua súbita e conveniente perda de memória. Então não é que o Senhor não se lembra de outros "tumores" mais antigos, como, por exemplo, a descolonização "exemplar" pela qual foi responsável, ou a sua declaração (escrita) em que manifestava a sua opinião de que Timor deveria ter sido anexado à Indonésia?
Haja pudor!
2003/08/07
Estamos salvos!
Não desesperem, leitores viciados neste e noutros blogs! O nosso problema já pode ser tratado. Juntemo-nos aos "blogólatras anónimos".
P.S.: A César o que é de César; quem "descobriu" este oásis de salvação das almas foi a minha amiga, blogólatra também, papoila - eu só copiei!
P.S.: A César o que é de César; quem "descobriu" este oásis de salvação das almas foi a minha amiga, blogólatra também, papoila - eu só copiei!
Volta a Portugal em bicicleta
Desde pequenino que me faz confusão a Volta a Portugal em bicicleta; e faz-me confusão, principalmente, por causa da data em que se disputa. Eu via franceses, italianos, e outros países menos inteligentes a organizarem corridas com tempo fresco, mas cá em Portugal era sempre no pino de Verão, com temperaturas como a de agora, que os ciclistas iam para a estrada. Lembro-me de pensar no calor que eles não deviam passar a atravessar o Alentejo, por exemplo!
Com este calor, o simples acto de pensar em bicicletas já me deixa fatigado...
Com este calor, o simples acto de pensar em bicicletas já me deixa fatigado...
Mas o que é que aconteceu?
Onze horas da noite, e já batemos o record de ontem; foram 33 visitas ontem, e hoje já vamos em 36!
Estou contente com este crescimento, mas, ao mesmo tempo, também começo a ficar um bocadinho como a minha amiga C.: que vergonha, pensar que tanta gente vai ler o que escrevo!
Estou contente com este crescimento, mas, ao mesmo tempo, também começo a ficar um bocadinho como a minha amiga C.: que vergonha, pensar que tanta gente vai ler o que escrevo!
Doentinho
A minha família já está comigo de novo, mas o meu principezinho vem doente; fomos à tarde para o hospital, e o médico diagnosticou-lhe uma gastrenterite, com um princípio de desidratação. Vai ficar bom, eu sei...
Maldito calor!
Maldito calor!
O erro de Voltaire
Voltaire disse: "o trabalho livra-nos de três grandes males: o tédio, o vício e a pobreza". Comigo, não acertou em nenhuma!
Pena de morte
Como todos já devem saber, foi esta manhã condenado à morte por fuzilamento o indonésio Amrozi, por se ter considerado provado o seu envolvimento no atentado que, há quase um ano, vitimou mais de duzentas pessoas numa discoteca de Bali.
Já aqui disse várias vezes: não concordo com a pena de morte. Contudo, neste caso específico, admito que ela tem uma função pedagógica, pois servirá de exemplo para outros potenciais assassinos fundamentalistas. É triste para o desgraçado que vai morrer - aliás, ele parece não achar, pois sorriu até quando ouviu a sentença - mas decerto outros radicais semelhantes poderão vir a pensar duas vezes.
Bem sei que se diz que os fundamentalistas islâmicos não temem a morte, mas não me parece que essa seja uma característica de todos eles. Se não concordam, tentem recordar a expressão de bicho acossado de Yasser Arafat quando, há algum tempo, os israelitas lhe cercaram o quartel-general. Sou levado a concluir por uma de duas hipóteses: ou as trezentas virgens que esperam os mártires no paraíso não são um argumento suficientemente convincente para Y.A., ou o senhor é adepto do adágio "faz o que eu mando e não o que eu faço"!
Já aqui disse várias vezes: não concordo com a pena de morte. Contudo, neste caso específico, admito que ela tem uma função pedagógica, pois servirá de exemplo para outros potenciais assassinos fundamentalistas. É triste para o desgraçado que vai morrer - aliás, ele parece não achar, pois sorriu até quando ouviu a sentença - mas decerto outros radicais semelhantes poderão vir a pensar duas vezes.
Bem sei que se diz que os fundamentalistas islâmicos não temem a morte, mas não me parece que essa seja uma característica de todos eles. Se não concordam, tentem recordar a expressão de bicho acossado de Yasser Arafat quando, há algum tempo, os israelitas lhe cercaram o quartel-general. Sou levado a concluir por uma de duas hipóteses: ou as trezentas virgens que esperam os mártires no paraíso não são um argumento suficientemente convincente para Y.A., ou o senhor é adepto do adágio "faz o que eu mando e não o que eu faço"!
"O Costa do castelo"
Já se esqueceram do meu aviso de há uma semana? Corram para o quiosque, pois o DVD que sai hoje com o "Público" traz o filme que dá título a este post. Mais que não seja, para ouvir Milú a cantar "A minha casinha", ou António Silva a dizer "como é diferente o amor em Portugal".
E, até ao fim desta série, ainda vão sair vários títulos excelentes; não tenho o jornal aqui à mão, mas lembro-me que, nas próximas semanas sairão, entre outros, os lindíssimos "O quarto do filho", de e com Nanni Moretti, e "Cyrano de Bérgerac", com a fabulosa interpretação de Gérard Dépardieu.
E, até ao fim desta série, ainda vão sair vários títulos excelentes; não tenho o jornal aqui à mão, mas lembro-me que, nas próximas semanas sairão, entre outros, os lindíssimos "O quarto do filho", de e com Nanni Moretti, e "Cyrano de Bérgerac", com a fabulosa interpretação de Gérard Dépardieu.
Ainda em tempo
Ainda antes de "fechar a loja", gostaria de deixar mais duas sugestões de leituras, algo que me foi pedido logo no início deste blog, e que eu tenho andado a descurar.
Os livros que eu hoje recomendo, bem apropriados para férias, são relativamente recentes, e foram ambos escritos pelo mesmo autor: chama-se Magnus Mills, e era (é?) condutor de buses em Londres.
Quanto às obras, são elas "O curral das bestas" e "Nada de novo no Expresso do Oriente"; são duas histórias fantásticas, de um humor non sense como só os ingleses são capazes. Delirantes. Depois de os ler, ainda dava muitas vezes comigo a pensar nas mais caricatas situações dos livros, e a rir sozinho. Imperdíveis, absolutamente!
Os livros que eu hoje recomendo, bem apropriados para férias, são relativamente recentes, e foram ambos escritos pelo mesmo autor: chama-se Magnus Mills, e era (é?) condutor de buses em Londres.
Quanto às obras, são elas "O curral das bestas" e "Nada de novo no Expresso do Oriente"; são duas histórias fantásticas, de um humor non sense como só os ingleses são capazes. Delirantes. Depois de os ler, ainda dava muitas vezes comigo a pensar nas mais caricatas situações dos livros, e a rir sozinho. Imperdíveis, absolutamente!
A "Fraldas"
A "Fraldas" é a minha cadela. Não era justo já ter falado da família toda neste blog, e ainda não ter postado uma palavra sobre a "Fraldas".
É uma simpática - mas teimosa - basset hound, que começou por se chamar "Mafalda". No entanto, descobrimos que há pessoas susceptíveis, que não gostam de partilhar o nome com um cão, e resolvemos fazer umas pequenas adaptações no nome - ficou "Fraldas". Faço qualquer coisa para evitar discussões.
Não percebo essas pessoas, confesso; eu preferiria chamar-me "Bobi" do que "Bobone", por exemplo (duvido que seja socialmente correcto dizer isto, mas o facies da dita Sr.ª Bobone lembra-me um cão - um bulldog, para ser mais preciso).
Mas passemos adiante; a "Fraldas" está aqui a dormir, no chão, aos meus pés. Quero dizer, finge que está a dormir; na realidade, está só à espera que eu me deite e adormeça para trepar para cima da cama. E eu acho que lhe vou fazer a vontade.
É uma simpática - mas teimosa - basset hound, que começou por se chamar "Mafalda". No entanto, descobrimos que há pessoas susceptíveis, que não gostam de partilhar o nome com um cão, e resolvemos fazer umas pequenas adaptações no nome - ficou "Fraldas". Faço qualquer coisa para evitar discussões.
Não percebo essas pessoas, confesso; eu preferiria chamar-me "Bobi" do que "Bobone", por exemplo (duvido que seja socialmente correcto dizer isto, mas o facies da dita Sr.ª Bobone lembra-me um cão - um bulldog, para ser mais preciso).
Mas passemos adiante; a "Fraldas" está aqui a dormir, no chão, aos meus pés. Quero dizer, finge que está a dormir; na realidade, está só à espera que eu me deite e adormeça para trepar para cima da cama. E eu acho que lhe vou fazer a vontade.
2003/08/06
Veneza
Na nossa lua-de-mel fomos a Veneza; era Carnaval. Veneza, como muito bem disse Truman Capote, "é como comer, de uma assentada, uma caixa inteira de bombons com licor".
Não foi a primeira vez que lá fui e, se Deus quiser, não será a última!
Não foi a primeira vez que lá fui e, se Deus quiser, não será a última!
Pós-laboral
Como já disse várias vezes, desde há uns dias para cá só consigo postar neste blog à noite; não que me faltem motivos ou vontade. A razão é, infelizmente, mais prosaica: andaram uns "especialistas" a instalar a ADSL lá no escritório, e a reconfigurar a rede em todos os computadores. Resultado: antigamente ainda tinha Internet aos soluços, mas agora, nem isso, nem rede, nem nada! Só para perceberm a dimensão da tragédia, digo-vos que, para imprimir um documento, tenho que o gravar numa disquete e ir ao computador da recepção!
Há um "técnico" que passa lá os dias - literalmente - mas pouco mais consegue fazer do que olhar para os computadores e esperar que o mal seja do calor.
Escusado será dizer que sinto a falta de ir respondendo, quando posso, aos feedbacks que aqui vão sendo colocados. Mais: temo até que, por falta de resposta, algumas pessoas percam a motivação para escrever neste blog!
Mas também há alguns motivos para alegria; depois de uns dias a "meio-gás", e mesmo sem que eu tenha tido acesso ao blog durante todo o dia, hoje, à hora em que escrevo, já tinha sido igualado o anterior record de visitas diárias (31). E ainda faltam mais de duas horas para o fim do dia!
Há um "técnico" que passa lá os dias - literalmente - mas pouco mais consegue fazer do que olhar para os computadores e esperar que o mal seja do calor.
Escusado será dizer que sinto a falta de ir respondendo, quando posso, aos feedbacks que aqui vão sendo colocados. Mais: temo até que, por falta de resposta, algumas pessoas percam a motivação para escrever neste blog!
Mas também há alguns motivos para alegria; depois de uns dias a "meio-gás", e mesmo sem que eu tenha tido acesso ao blog durante todo o dia, hoje, à hora em que escrevo, já tinha sido igualado o anterior record de visitas diárias (31). E ainda faltam mais de duas horas para o fim do dia!
Estou felicíssimo!
A minha família volta amanhã! Se demorassem mais um dia que fosse, acho que morria de saudade...
Vendido!
Eu leio e não acredito!
O realizador mexicano Alfonso Cuarón, que dirigiu os fantásticos "Amores perros" (não me lembro como foi traduzido em português) e "E a tua mãe também", está a realizar o novo filme de Harry Potter.
Não se sentirá o homem envergonhado? Não passará as noites acordado, a ouvir a sua consciência a atazaná-lo? Se não, merecia!
O que os dólares fazem à integridade de uma pessoa...
Quanto aos dois filmes mencionados em cima, se não os viram ainda, corram. São simplesmente divinos, mas brutais como murros no estômago.
O realizador mexicano Alfonso Cuarón, que dirigiu os fantásticos "Amores perros" (não me lembro como foi traduzido em português) e "E a tua mãe também", está a realizar o novo filme de Harry Potter.
Não se sentirá o homem envergonhado? Não passará as noites acordado, a ouvir a sua consciência a atazaná-lo? Se não, merecia!
O que os dólares fazem à integridade de uma pessoa...
Quanto aos dois filmes mencionados em cima, se não os viram ainda, corram. São simplesmente divinos, mas brutais como murros no estômago.
2003/08/05
Espionagem
Hoje dediquei parte da noite a indagar do que se vai fazendo de novo, e bom, na blogosfera. Para já, recomendo o "Homem a dias", que ainda não percebi se conta com a colaboração de Eduardo "não-sei-se-diga-mal-se-bem-se-faça-um-só-para mim-ou-se-espere-que-acabem-todos" Prado Coelho, o "Outro, eu", do radialista Carlos Vaz Marques, e ainda o novíssimo "A espuma dos dias" (que título lindo; Boris Vian estaria orgulhoso), presumo que da jornalista Sarah Adamopoulos.
Há ainda o já clássico, mas sempre muito interessante, "Prazer inculto", do escritor Possidónio Cachapa (gostei mais d'"A materna doçura" do que d'"O mar por cima", mas recomendo a leitura de ambos).
Há ainda o já clássico, mas sempre muito interessante, "Prazer inculto", do escritor Possidónio Cachapa (gostei mais d'"A materna doçura" do que d'"O mar por cima", mas recomendo a leitura de ambos).
Kant para principiantes
"EMMANUEL KANT
O filósofo Emmanuel Kant foi um exemplo de introspecção antes mesmo que Freud tivesse inventado esse curioso método de olhar para dentro. O pai, fabricante de correias, tinha à mão o método mais eficaz de fazer do seu filho um sábio. Por isso Kant passou a vida inteira a estudar e aos sessenta anos escreve o primeiro livro, «Desideratio De Mundo Sensibillis Attque Inteliggibilis Forma et Principiis», (que a Sic, pela mão do Rangel e do Ediberto Lima, pensa adaptar à televisão com o João Baião encarnando o filósofo). Daí para diante, Kant ficou quase tão famoso como o Eusébio ou o José Saramago, sobretudo depois de ter afirmado que «a necessidade apodictiva pode ser descoberta na casualidade». Esta teoria tornou-o talvez tão popular como o seu homónimo, o cantor Emanuel e a sua inteligência era tal que passou a ser considerado como o Manuel Maria Carrilho de Konisberg. E com toda a justiça pois, se não fosse ele, ainda hoje não saberíamos que existimos num sistema apriorístico.
Da sua vida privada pouco se sabe. Apenas se tem a certeza de que era casado, embora ninguém lhe conhecesse a mulher. Dizia-se que ela escutava silenciosamente as teorias do marido enquanto descascava as batatas para o jantar. Mas um dia Kant surpreendeu-a com aquele conceito famoso: «O ego prático possui um imperativo categórico na determinação da sua própria vontade». Então, depois de quarenta e tantos anos de absoluta indiferença pela sabedoria do esposo, ela rompeu num riso histérico e disse:
— Oh! Emmanuel! Essa é mesmo de uma pessoa se mijar a rir!"
Com a devida vénia a José Vilhena.
O filósofo Emmanuel Kant foi um exemplo de introspecção antes mesmo que Freud tivesse inventado esse curioso método de olhar para dentro. O pai, fabricante de correias, tinha à mão o método mais eficaz de fazer do seu filho um sábio. Por isso Kant passou a vida inteira a estudar e aos sessenta anos escreve o primeiro livro, «Desideratio De Mundo Sensibillis Attque Inteliggibilis Forma et Principiis», (que a Sic, pela mão do Rangel e do Ediberto Lima, pensa adaptar à televisão com o João Baião encarnando o filósofo). Daí para diante, Kant ficou quase tão famoso como o Eusébio ou o José Saramago, sobretudo depois de ter afirmado que «a necessidade apodictiva pode ser descoberta na casualidade». Esta teoria tornou-o talvez tão popular como o seu homónimo, o cantor Emanuel e a sua inteligência era tal que passou a ser considerado como o Manuel Maria Carrilho de Konisberg. E com toda a justiça pois, se não fosse ele, ainda hoje não saberíamos que existimos num sistema apriorístico.
Da sua vida privada pouco se sabe. Apenas se tem a certeza de que era casado, embora ninguém lhe conhecesse a mulher. Dizia-se que ela escutava silenciosamente as teorias do marido enquanto descascava as batatas para o jantar. Mas um dia Kant surpreendeu-a com aquele conceito famoso: «O ego prático possui um imperativo categórico na determinação da sua própria vontade». Então, depois de quarenta e tantos anos de absoluta indiferença pela sabedoria do esposo, ela rompeu num riso histérico e disse:
— Oh! Emmanuel! Essa é mesmo de uma pessoa se mijar a rir!"
Com a devida vénia a José Vilhena.
Recomendado
Nas minhas deambulações pela blogosfera, descobri mais um blog "daqueles" que valem a pena; chama-se "A natureza do mal". Ora fiquem-se lá com este "cheirinho":
"A mulher-a-dias não entende que os livros não são das prateleiras, são dos cantos todos da casa. Todas as terças e quintas feiras tenho de os devolver à circulação."
Só fiquei com pena por as caixas de feedback não funcionarem.
"A mulher-a-dias não entende que os livros não são das prateleiras, são dos cantos todos da casa. Todas as terças e quintas feiras tenho de os devolver à circulação."
Só fiquei com pena por as caixas de feedback não funcionarem.
Meta-bloguismo aplicado
Os meus leitores mais atentos decerto terão reparado ultimamente na entrada em cena frequente, nas caixas de feedback, de dois leitores bastante "críticos", se bem que nem sempre coerentes.
Sei que a blogosfera é um espaço livre, e sabia à partida que, tão logo iniciasse este blog, rapidamente iria perder o controle do mesmo. Sei também que, apesar de serem os primeiros, estes dois não serão com certeza as últimas pessoas a estar em desacordo comigo.
O meu blog não é grande; escrevo-o para ser lido - é verdade - mas não tenho veleidades de comparar números de visitas com quem anda nestas "andanças" há vários anos (se bem que já tenha, por várias vezes, brincado com o assunto). Também não nego que, tirando o caso específico das duas criaturas supra mencionadas, as mensagens que me têm sido dirigidas são-no quase sempre em tom empático, e até simpático.
Não sou masoquista, e confesso que me regozijo com a boa receptividade que este blog tem tido entre os (poucos, admito) leitores que o visitam. Isto não quer dizer, no entanto, que não seja capaz de "encaixar" críticas. E é aqui que começa a minha divergência com as duas pessoas a que me referi no início do post.
Um fulano, que, muito apropriadamente se autodenomina "Banano", passa o tempo a visitar este blog para postar as mais diversas inanidades. Quando eu respondo, contudo (e tenho tentado fazê-lo em tom contido), aqui d'el-rei, "que não tenho capacidade para ouvir críticas", subvertendo, muito convenientemente, o sentido da palavra "crítica".
Para que se perceba de que tipo de pessoa estamos a falar, deixo aqui algumas citações dos seus feedbacks, em que me "critica":
"Para quem diz que que nas discotecas se perde o convivio, presumo que quando pediste a tua actual esposa em casamento, estavas bebado, não ?!"
"Já que gostas de touradas, porque não vais substituir o touro?"
Se isto são críticas, vou ali e já venho.
Há ainda um outro sujeito, com ainda maiores problemas de personalidade e carácter, como se pode facilmente confirmar pelas suas sucessivas mudanças de nick, cujo discurso é semelhante, com a nuance, contudo, de me comparar amiúde com os militantes ortodoxos do PCP. Eis o tipo de "crítica" desta segunda personagem:
"Um blog de "rôtos", e ainda para mais nem disfarçam..."
Esta será, definitivamente, a última vez que perco tempo com tais tarados. As críticas neste blog são, e serão sempre bem vindas. Palhaçadas cobardes, a coberto do anonimato que a net permite, não me interessam. Poderão, naturalmente, estes e outros frustrados continuar a escrever neste blog; eu deixarei de os ler, e os leitores realmente interessados no blog decidirão por si.
Sei que a blogosfera é um espaço livre, e sabia à partida que, tão logo iniciasse este blog, rapidamente iria perder o controle do mesmo. Sei também que, apesar de serem os primeiros, estes dois não serão com certeza as últimas pessoas a estar em desacordo comigo.
O meu blog não é grande; escrevo-o para ser lido - é verdade - mas não tenho veleidades de comparar números de visitas com quem anda nestas "andanças" há vários anos (se bem que já tenha, por várias vezes, brincado com o assunto). Também não nego que, tirando o caso específico das duas criaturas supra mencionadas, as mensagens que me têm sido dirigidas são-no quase sempre em tom empático, e até simpático.
Não sou masoquista, e confesso que me regozijo com a boa receptividade que este blog tem tido entre os (poucos, admito) leitores que o visitam. Isto não quer dizer, no entanto, que não seja capaz de "encaixar" críticas. E é aqui que começa a minha divergência com as duas pessoas a que me referi no início do post.
Um fulano, que, muito apropriadamente se autodenomina "Banano", passa o tempo a visitar este blog para postar as mais diversas inanidades. Quando eu respondo, contudo (e tenho tentado fazê-lo em tom contido), aqui d'el-rei, "que não tenho capacidade para ouvir críticas", subvertendo, muito convenientemente, o sentido da palavra "crítica".
Para que se perceba de que tipo de pessoa estamos a falar, deixo aqui algumas citações dos seus feedbacks, em que me "critica":
"Para quem diz que que nas discotecas se perde o convivio, presumo que quando pediste a tua actual esposa em casamento, estavas bebado, não ?!"
"Já que gostas de touradas, porque não vais substituir o touro?"
Se isto são críticas, vou ali e já venho.
Há ainda um outro sujeito, com ainda maiores problemas de personalidade e carácter, como se pode facilmente confirmar pelas suas sucessivas mudanças de nick, cujo discurso é semelhante, com a nuance, contudo, de me comparar amiúde com os militantes ortodoxos do PCP. Eis o tipo de "crítica" desta segunda personagem:
"Um blog de "rôtos", e ainda para mais nem disfarçam..."
Esta será, definitivamente, a última vez que perco tempo com tais tarados. As críticas neste blog são, e serão sempre bem vindas. Palhaçadas cobardes, a coberto do anonimato que a net permite, não me interessam. Poderão, naturalmente, estes e outros frustrados continuar a escrever neste blog; eu deixarei de os ler, e os leitores realmente interessados no blog decidirão por si.
O novo Carlos Borrego
No melhor pano cai a nódoa; parece que todos os governos estão condenados a ter um ministro assim - que mantém normalmente um reservado low profile, mas que, quando fala, "borra a pintura toda"!
O ministro do ambiente, Amilcar Theias (de quem nem sequer conhecia a cara), visitou ontem algumas regiões onde continuam a arder estes incêndios criminosos, e não se lembrou de nada mais inteligente para dizer do que considerar que a sua autoria (dos incêndios) se poderia dever ao facto de existirem ex-combatentes que guardam material bélico em casa. Ouvi na rádio, ontem à noite, e não queria acreditar!
Esqueceu-se, contudo, de referir que dos aviões particulares que combatem as chamas (e que custam quase três mil euros por hora), também caem engenhos explosivos e incendiários. E que os incêndios são um excelente negócio para esses empresários (nem todos portugueses). Já para não falar em quem comercializa material de incêndio (uma simples mangueira de auto-tanque custa uma pequena fortuna e, regra geral, depois de um incêndio não é reutilizável), ou em quem lucra objectivamente com a destruição das florestas (madeireiros, urbanizadores, entre outros).
Não são só "maluquinhos" inimputáveis que provocam os fogos. Nunca pensei vir a concordar com o Partido da Nova Democracia, mas sou forçado a reconhecer que algo deve ser feito em relação ao quadro penal para incendiários (executantes e mandantes) - e equiparar esse crime a terrorismo parece-me uma excelente ideia. E que sejam punidos exemplarmente os culpados já capturados, nem que para isso alguns deles possam ter que vir a ser transformados em bodes expiatórios. Os potenciais incendiários têm que sentir um medo real.
Voltando ao PND, e ao seu líder, o inconstante Dr. Manuel Monteiro, acabo contudo por ter que discordar de Manuel Falcão num aspecto elementar: os timings. Soa um bocadinho a "abutre" vir, no meio da catástrofe, tentar capitalizar dividendos políticos à custa de tamanha desgraça. Até o "desbocado" Ferro Rodrigues percebeu isso; só M.M., com o seu sui generis sentido de oportunidade, não percebeu que há alturas em que mais vale estar calado.
O ministro do ambiente, Amilcar Theias (de quem nem sequer conhecia a cara), visitou ontem algumas regiões onde continuam a arder estes incêndios criminosos, e não se lembrou de nada mais inteligente para dizer do que considerar que a sua autoria (dos incêndios) se poderia dever ao facto de existirem ex-combatentes que guardam material bélico em casa. Ouvi na rádio, ontem à noite, e não queria acreditar!
Esqueceu-se, contudo, de referir que dos aviões particulares que combatem as chamas (e que custam quase três mil euros por hora), também caem engenhos explosivos e incendiários. E que os incêndios são um excelente negócio para esses empresários (nem todos portugueses). Já para não falar em quem comercializa material de incêndio (uma simples mangueira de auto-tanque custa uma pequena fortuna e, regra geral, depois de um incêndio não é reutilizável), ou em quem lucra objectivamente com a destruição das florestas (madeireiros, urbanizadores, entre outros).
Não são só "maluquinhos" inimputáveis que provocam os fogos. Nunca pensei vir a concordar com o Partido da Nova Democracia, mas sou forçado a reconhecer que algo deve ser feito em relação ao quadro penal para incendiários (executantes e mandantes) - e equiparar esse crime a terrorismo parece-me uma excelente ideia. E que sejam punidos exemplarmente os culpados já capturados, nem que para isso alguns deles possam ter que vir a ser transformados em bodes expiatórios. Os potenciais incendiários têm que sentir um medo real.
Voltando ao PND, e ao seu líder, o inconstante Dr. Manuel Monteiro, acabo contudo por ter que discordar de Manuel Falcão num aspecto elementar: os timings. Soa um bocadinho a "abutre" vir, no meio da catástrofe, tentar capitalizar dividendos políticos à custa de tamanha desgraça. Até o "desbocado" Ferro Rodrigues percebeu isso; só M.M., com o seu sui generis sentido de oportunidade, não percebeu que há alturas em que mais vale estar calado.
A correr
Continuo sem Internet no escritório (dizem que hoje fica tudo resolvido, mas não sei...), pelo que, por estes dias, os posts só são escritos à noite, ou numas "escapadinhas" de dia, como esta.
Para além disso, a saudade continua a corroer-me o espírito e a bloquear-me a inspiração; como tal, aceito agradecidamente toda e qualquer sugestão de tema para desenvolver. Já sabem o contacto: ou para aqui, para as famosas caixinhas de feedback (ao princípio houve tanta gente a usá-las, e agora desapareceu tudo - onde é que andam?), ou para o e-mail.
Antecipadamente agradeço.
Para além disso, a saudade continua a corroer-me o espírito e a bloquear-me a inspiração; como tal, aceito agradecidamente toda e qualquer sugestão de tema para desenvolver. Já sabem o contacto: ou para aqui, para as famosas caixinhas de feedback (ao princípio houve tanta gente a usá-las, e agora desapareceu tudo - onde é que andam?), ou para o e-mail.
Antecipadamente agradeço.
E para dormir...
"I fought in a war", de Belle & Sebastian:
I fought in a war
and I left my friends behind me
I fought in a war
and I left my friends behind me
Falha técnica
Peço desculpa se hoje também não postar nada, nem tampouco responder às vossas simpáticas mensagens, mas os computadores lá do escritório estão em greve à Internet, e os técnicos que por lá têm andado não me parecem muito próximos da solução do problema.
Contudo, não se coibam de usar livremente as caixas de feedback e o e-mail; eles foram feitos para vocês, e eu gosto de ler (quase) tudo o que me escrevem.
Um bom dia de trabalho ou de descanso.
Contudo, não se coibam de usar livremente as caixas de feedback e o e-mail; eles foram feitos para vocês, e eu gosto de ler (quase) tudo o que me escrevem.
Um bom dia de trabalho ou de descanso.
Seagull
Não gosto de discotecas e bares; acho que o convívio se perde, e todos nos tornamos uma espécie de alienados nesses espaços. Confesso, contudo, que já tive os meus tempos de "correr todas as capelinhas", em Lisboa e em todo o país.
Mas nenhum desses estabelecimentos me cativou o suficiente para me deixar memórias importantes, boas ou más - nenhum, excepto um: a discoteca "Seagull", em Galapos, na Serra da Arrábida.
Comecei a ir ao Seagull (os de Lisboa diziam " ir à Seagull"), era ainda adolescente, já lá vão 23 anos. Na altura era apenas um barracão palafítico, em cima do mar, mas já dispunha daquela varanda mágica. O tecto era baixíssimo, e facilmente poderíamos retirar as lâmpadas que faziam o ambiente com a mão. O disc-jockey ficava numa cabine, em forma de posto de comando de barco, mesmo no meio da pista de dança. Bons tempos...
O Seagull foi ganhando fama e foi crescendo; do barracão incipiente, passou a armazém sobre o mar, mas sempre com a varanda que o diferenciava de qualquer outro lugar similar neste mundo. Isso, e a música, que só ouvida. O Zé Gato (paz à sua alma), disc-jockey da casa durante muitos anos, gravou-me várias cassettes que eu me deliciava a ouvir no carro: Led Zeppelin, Deep Purple, Fleetwood Mac, e tantas outras músicas que eu hoje não consigo ouvir sem uma ponta de emoção.
As pessoas de outras paragens foram "descobrindo" o Seagull, e havia noites em que se tinha que estacionar a mais de um quilómetro; mas nós sentíamos que aquela casa era especial para nós, era a "nossa" casa desde o princípio.
No Seagull ri, chorei, bebi, dancei, namorei, lutei... - e pedi em casamento a minha mulher, a Lu, no restaurante que lá chegou a existir.
O Seagull ficou completamente destruído numa explosão seguida de incêndio, em 1998, e o Parque Natural da Arrábida, bem como outras entidades competentes, não autorizaram a sua reconstrução no mesmo sítio por considerarem que se tratava de uma zona de alto risco de derrocadas.
Sei que o actual dono não desistiu ainda de o reconstruir, mas duvido que o consiga; e, para além disso, já não seria a "barraca de pau" da minha adolescência e juventude!
Mas nenhum desses estabelecimentos me cativou o suficiente para me deixar memórias importantes, boas ou más - nenhum, excepto um: a discoteca "Seagull", em Galapos, na Serra da Arrábida.
Comecei a ir ao Seagull (os de Lisboa diziam " ir à Seagull"), era ainda adolescente, já lá vão 23 anos. Na altura era apenas um barracão palafítico, em cima do mar, mas já dispunha daquela varanda mágica. O tecto era baixíssimo, e facilmente poderíamos retirar as lâmpadas que faziam o ambiente com a mão. O disc-jockey ficava numa cabine, em forma de posto de comando de barco, mesmo no meio da pista de dança. Bons tempos...
O Seagull foi ganhando fama e foi crescendo; do barracão incipiente, passou a armazém sobre o mar, mas sempre com a varanda que o diferenciava de qualquer outro lugar similar neste mundo. Isso, e a música, que só ouvida. O Zé Gato (paz à sua alma), disc-jockey da casa durante muitos anos, gravou-me várias cassettes que eu me deliciava a ouvir no carro: Led Zeppelin, Deep Purple, Fleetwood Mac, e tantas outras músicas que eu hoje não consigo ouvir sem uma ponta de emoção.
As pessoas de outras paragens foram "descobrindo" o Seagull, e havia noites em que se tinha que estacionar a mais de um quilómetro; mas nós sentíamos que aquela casa era especial para nós, era a "nossa" casa desde o princípio.
No Seagull ri, chorei, bebi, dancei, namorei, lutei... - e pedi em casamento a minha mulher, a Lu, no restaurante que lá chegou a existir.
O Seagull ficou completamente destruído numa explosão seguida de incêndio, em 1998, e o Parque Natural da Arrábida, bem como outras entidades competentes, não autorizaram a sua reconstrução no mesmo sítio por considerarem que se tratava de uma zona de alto risco de derrocadas.
Sei que o actual dono não desistiu ainda de o reconstruir, mas duvido que o consiga; e, para além disso, já não seria a "barraca de pau" da minha adolescência e juventude!
2003/08/04
Sem inspiração
A grande vantagem de se ser burro é que, quem o é, raramente tem consciência disso, e vive feliz na sua ignorância. Isto vale, como já devem ter percebido, para algumas pessoas que aqui têm andado a escrever nas caixas de feedback.
Tirando isso, não tenho mais nada a dizer hoje; preocupações no trabalho, uma internet "intermitente" no escritório, este maldito calor, e uma saudade imensa, cortaram-me completamente a inspiração. As minhas sinceras desculpas.
Tirando isso, não tenho mais nada a dizer hoje; preocupações no trabalho, uma internet "intermitente" no escritório, este maldito calor, e uma saudade imensa, cortaram-me completamente a inspiração. As minhas sinceras desculpas.
Bom gosto
"Há momentos em que tem que se escolher entre ser humano ou ter bom gosto."
Bertolt Brecht
Bertolt Brecht
2003/08/03
Rule Britannia
Acabei de rever, na SIC Radical, mais um episódio de uma das melhores sitcoms inglesas - se não mesmo a melhor - que já passaram pelos nossos ecrãs: "The Royles".
Ao mesmo tempo, o país inteiro deve estar a ver uma série de tipos de calções, algures no Porto, a correr atrás de uma bola de futebol.
Ao mesmo tempo, o país inteiro deve estar a ver uma série de tipos de calções, algures no Porto, a correr atrás de uma bola de futebol.
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