2003/08/12

Canção

"Train in vain", dos Clash, no álbum "London calling", de longe o melhor álbum rock de sempre!

Ética

Novamente o meta-bloguismo, agora para falar de ética; muita coisa tenho lido a respeito de uma ética tácita na blogosfera mas, mesmo assim, continuo a ter algumas dúvidas sobre os procedimentos a adoptar.

Eu, por exemplo, nunca apago os posts depois de escritos. Confesso que já apaguei um ou outro feedback, mas apenas e exclusivamente porque, por lapso, havia saído repetido; mas agora, com o downgrade que me fizeram da conta, nem isso posso fazer. Também já cheguei a corrigir posts depois de publicados, mas só em situações de "gralha" ou erro, e sem nunca alterar minimamente o sentido dos mesmos. Verifico, no entanto, que há pessoas que apagam amiúde posts anteriormente escritos, sem nenhuma razão para o fazer; alguns assumem-no mesmo como uma situação normal, como é o caso de José Bragança de Miranda, na discussão que há poucos dias o opôs a Alberto Gonçalves. Pergunto: quem tem razão?

Outra questão: há dias, na "Toca do coelho", dizia o autor que "metade" (será uma força de expressão, mas enfim...) das visitas que o seu contador de visitas indicava tinham sido efectuadas pelo próprio. Ora, eu activei no sitemeter uma função que nos permite ignorar até dois IPs. Escolhi o de casa e o do escritório pelo que, quando acedo ao blog a partir desses locais, o contador não regista qualquer visita. De contrário, provavelmente já teria registado também o dobro. Novamente, quem estará certo?

Por fim, Luís Filipe Borges critica acesamente os blogs que, como é o caso da Serra mãe, não fazem uma lista de links para outros blogs. Admito que L.F.B estará correcto, e estou já a tratar disso; só que, por caricato que possa parecer, o meu único impedimento tem a ver com a minha inépcia relativamente a computadores - vontade de fazer isso tenho eu desde o princípio. Mas agora, que a Papoila me resolveu ajudar, acho que isto vai "andar" (a propósito, Papoila; li o teu feedback, e agradeço-te muito, mas o mail ainda não chegou. Vou esperar até amanhã).

2003/08/11

Aljezur

Depois de todo o Centro do país, é agora a vez da linda zona de Aljezur, que eu tão bem conheço, ser pasto de chamas. Aljezur, e a Serra de Monchique, são os últimos redutos de Algarve decente nesta altura - para Sul é só miséria.

Mas o fogo, e os seus autores, não se compadeceram com isso; não vou ao extremo de T.R., que diz que deveriam arder outras coisas piores em vez da nossa floresta (se bem que a ideia de ver arder os estádios do Euro seja sedutora). Mas parece-me injusto que só arda tudo o que é bonito...

O problema do costume

Já se está a tornar um hábito: a Internet do escritório continua em manutenção, há duas semanas, e depois de se ter "corrido" com um "técnico".

Mais conversa, em princípio, só à noite.

Hospitais

Por motivos que, felizmente, já se encontram em fase de resolução, tive que passar grande parte das duas últimas noites no Banco de Urgência do Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

Porventura o que eu vou dizer a seguir será um rematadíssimo cliché, mas a verdade é que, quando estamos algum tempo num lugar desses, tomamos contacto com uma parte do mundo que normalmente escapa aos nossos olhos. Para além de convivermos directamente com toda a sorte de infelicidade alheia, com a qual, contudo, nos sentimos irmanados pelo espaço de umas horas, tendemos a aperceber-nos de reais e efectivas situações de miséria, física e moral.

É evidente que não sou um snob, que pensa que todo o mundo é cor-de-rosa, mas a não convivência sistemática com a realidade torna-nos algo insensíveis, e até pouco solidários com quem realmente sofre; cria uma espécie de cortina sobre o "mundo real".

2003/08/10

Ausência

Amanhã (já é hoje...) não posso postar; vou para um casamento. Que "sorte", não acham?

2003/08/09

A praia

Não, não vou falar do blog homónimo do precoce bloquista - agora mais bloguista - Ivan Nunes, nem tampouco do excelente livro de Alex Garland. Vou falar literalmente de praia, e, mais concretamente, de um artigo que surge no suplemento "Fugas" do jornal "Público" de hoje, intitulado "A praia não é para todos". Tal artigo foi assinado pelo jornalista Luís Maio que, contudo, confessa que bebeu muita da inspiração para o escrever numa outra peça, de Ann Laffeaty.

Tentei há pouco confirmar se este mesmo artigo, a que os responsáveis editoriais conferiram importância suficiente para uma chamada de capa, se encontrava disponível na versão online daquele diário, mas apenas consegui aceder a um conjunto de esotéricos hieróglifos. Por isso, e para contextualizar alguns dos meus leitores que não compraram o jornal, posso dizer que, na peça em questão, L.M. faz uma descrição mais ou menos exaustiva dos diferentes tipos de indivíduos que o incomodam nas suas incursões balneares, e que são: "famílias", "crianças e cães" (assim mesmo, equiparados no mesmo grupo), "casais in love", "melómanos", "jogadores", "surfistas", "pescadores", "telemobilizados", "colunáveis", "exibicionistas", "voyeurs e gigolos", "viciados e maníacos", "topless" e "mete-nojo" - resumindo, todos os ocupantes da praia excepto o Sr. L.M. e, provavelmente, dois ou três amigos escolhidos.

Muitas considerações haveria a fazer sobre este texto, supostamente humorístico, mas ficar-me-ei por duas modestas reflexões:

L.M. considera equivalentes, para efeitos de incómodos causados, "crianças e cães" (nem a autora do texto plagi... - desculpem! - inspirador teve tamanho mau gosto). Presumo que L.M. já tenha sido criança (duvido de que tenha sido cão, mas isso é irrelevante), e posso até crer que, na sua infância, alguém lhe fez o favor de o levar à praia. Partindo então do princípio de que esta premissa é verdadeira, ficamos a saber que L.M., nas suas infantis idas a banhos, nunca incomodou qualquer adulto que se encontrasse por perto (ou até por longe...) - doutra forma, seria difícil arranjar moral para escrever o que escreveu!

Por outro lado, e dando de barato que as descrições que faz dos diversos tipos de banhista abrangem cerca de 99% da população das praias, resta-me perguntar em que grupo se inclui L.M.; ou será que se acha uma excepção? A mim parece-me, realmente, excepcional, mas não direi em que aspecto.

Se se incomodasse tanto com quem está na praia, faria como eu: só ia à praia no Inverno. E também é melhor que este senhor nunca venha a ter filhos, para que não tenha que se envergonhar do que escreveu!

Sudoeste

Leio, em muitos blogs, as mais variadas loas ao Festival Sudoeste, na Zambujeira do Mar; eu também já fui assim, confesso. Em 1997, primeiro ano da "coisa", fiquei entusiasmadíssimo com o cartaz e assisti a todos - todos mesmo - os concertos. Até Marilyn Manson eu vi, acreditem. Valeu, principalmente, pela grande performance dos Suede, apesar de já longe dos tempos de Bernard Butler e do som indie de "Dog man star".

Em 1998 ainda voltei para ver um concerto; o meu principal objectivo era ver os Portishead mas, en passant, vi também os excelentes Placebo e Polly Jean Harvey. Boa malha, se bem que Brian Molko soe melhor nas gravações do que ao vivo. Mas algo se estava já a passar - "aquilo" já não era a Zambujeira!

Nunca mais voltei à Zambujeira do Mar em dias de festival, e digo mais: agora, tal como a maior parte das pessoas que não "descobriram" a terra só por causa do concerto, amaldiçoo a hora em que este evento lá foi parar.

Haverá honrosas excepções, admito, mas este festival não passa de um amontoado de putos bêbedos e "charrados", para os quais tanto faz estar ali a ouvir Brett Anderson ou Jamiroquai, como estar num estádio a ver um jogo de futebol, de preferência com porrada pelo meio. "Dar" Beth Gibbons & Rustin Man a esta gente é como deitar pérolas a porcos!

E, entretanto, a "minha" Zambujeira foi irremediavelmente violada. Egoísta? Sou, sim!

Ajuda

Alguém me poderia fazer o favor de explicar como, neste template, poderei inserir uma lista de links para outros blogs? E imagens (para os posts, mas também para o cabeçalho)?

Respostas em português, por favor. Desde já agradeço.

Tamanho dos posts

Existe um filme, da década de 80, chamado "Os amigos de Alex", realizado por Lawrence Kasdan, que retrata as dúvidas existenciais de um grupo de quarentões, quando percebem que o fim da vida é a morte (Lili Caneças não diria melhor). Em minha opinião, trata-se de um filme "fraquinho", muito american style, mas que conseguiu ir ao encontro dos sentimentos confusos de toda uma geração - a nascida nos anos 50. Essa empatia, e também a presença discreta mas charmosa de Meg Tilly, garantiram-lhe o sucesso e o estatuto de objecto de culto.

Nesse filme participa também Jeff Goldblum, que faz o papel de um jornalista; a certa altura, J.G. diz aos seus amigos - a propósito dos seus critérios editoriais - que "o tamanho médio de um artigo não deve ser superior àquilo que uma pessoa consegue ler durante uma cagada" (cito de memória).

Talvez isso se passe também com os posts deste blog; tenho reparado que existe uma tendência generalizada, por parte dos meus queridos leitores, para escrever feedbacks maioritariamente nos posts mais curtos. Confere, ou será apenas uma impressão minha?

Vá-se lá perceber isto!

Nunca vi coisa tão irregular como o número de visitas deste blog; anteontem foram 33, ontem 37, e hoje 11. Alguém me explica?

2003/08/08

TSF

A chegada de Emídio "Big show" Rangel à TSF já se começa a fazer anunciar; para já serão abolidos os chatérrimos programas "Flashback" e "Grande Júri TSF".

O primeiro será substituído por um novo programa de painel, mas em que as "paineleiras" serão Lili Caneças, Cinha Jardim e a lontra Amália, do Oceanário (para manter o nível intelectual), e em que se falará de temas prementes da actualidade, como o barulho que o gelo faz nos copos, ou a confusão que tem sido a "Casa do Castelo" este ano. Por sua vez, no lugar do "Grande Júri" surgirá um novo programa de entrevistas, mas desta vez conduzidas por Bárbara Guimarães - este programa terá um horário irregular, pois B.G. não abdica da sua make-up prévia para aparecer na rádio, e nunca se sabe quanto tempo demorará tal processo. Na primeira semana, o entrevistado será Pedro Miguel Ramos, e futuramente Bárbara pretende localizar e entrevistar algumas figuras famosas da nossa cultura, tais como Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis ou Bernardo Soares; se não conseguir localizar nenhum destes, talvez opte por Rodrigo Herédia.

Este último parágrafo é invenção minha, claro, mas espero que Rangel nunca visite este blog, pois pode dar-lhe ideias...

The Smiths

Hoje ouvi de novo "Heaven knows I'm miserable now", naquela voz divina de Morrissey.

I was looking for a job
And then I found a job
And heaven knows I'm miserable now


Não é lindo?

Será grave?

Os meus sogros disseram-me agora que o Sérgio Conceição, que era para ir para o Milão, afinal foi para o Sporting, ou coisa parecida. Eu perguntei-lhes quem é o Sérgio Conceição.

Será possível que isto seja uma notícia importante? Estarei eu mal, ou está-lo-ão os restantes 99% da população? Tanta gente não pode estar errada, pelo que devo ser eu o anormal.

Excelente

É o mínimo que posso dizer da carta publicada hoje n'"O Independente", assinada pelo meu amigo João Titta Maurício, e que subscrevo incondicionalmente. Infelizmente, não me parece que a carta esteja disponível no site do jornal, pelo que, quem a quiser conhecer, terá que comprar a versão em papel.

Agora não tenho aqui o jornal - deixei-o no carro - mas sempre vos digo que o assunto é o caso de "senilidade galopante" de Mário Soares, bem como a sua súbita e conveniente perda de memória. Então não é que o Senhor não se lembra de outros "tumores" mais antigos, como, por exemplo, a descolonização "exemplar" pela qual foi responsável, ou a sua declaração (escrita) em que manifestava a sua opinião de que Timor deveria ter sido anexado à Indonésia?

Haja pudor!

2003/08/07

Estamos salvos!

Não desesperem, leitores viciados neste e noutros blogs! O nosso problema já pode ser tratado. Juntemo-nos aos "blogólatras anónimos".

P.S.: A César o que é de César; quem "descobriu" este oásis de salvação das almas foi a minha amiga, blogólatra também, papoila - eu só copiei!

Volta a Portugal em bicicleta

Desde pequenino que me faz confusão a Volta a Portugal em bicicleta; e faz-me confusão, principalmente, por causa da data em que se disputa. Eu via franceses, italianos, e outros países menos inteligentes a organizarem corridas com tempo fresco, mas cá em Portugal era sempre no pino de Verão, com temperaturas como a de agora, que os ciclistas iam para a estrada. Lembro-me de pensar no calor que eles não deviam passar a atravessar o Alentejo, por exemplo!

Com este calor, o simples acto de pensar em bicicletas já me deixa fatigado...

Mas o que é que aconteceu?

Onze horas da noite, e já batemos o record de ontem; foram 33 visitas ontem, e hoje já vamos em 36!

Estou contente com este crescimento, mas, ao mesmo tempo, também começo a ficar um bocadinho como a minha amiga C.: que vergonha, pensar que tanta gente vai ler o que escrevo!

Doentinho

A minha família já está comigo de novo, mas o meu principezinho vem doente; fomos à tarde para o hospital, e o médico diagnosticou-lhe uma gastrenterite, com um princípio de desidratação. Vai ficar bom, eu sei...

Maldito calor!

O erro de Voltaire

Voltaire disse: "o trabalho livra-nos de três grandes males: o tédio, o vício e a pobreza". Comigo, não acertou em nenhuma!