Na nossa lua-de-mel fomos a Veneza; era Carnaval. Veneza, como muito bem disse Truman Capote, "é como comer, de uma assentada, uma caixa inteira de bombons com licor".
Não foi a primeira vez que lá fui e, se Deus quiser, não será a última!
2003/08/06
Pós-laboral
Como já disse várias vezes, desde há uns dias para cá só consigo postar neste blog à noite; não que me faltem motivos ou vontade. A razão é, infelizmente, mais prosaica: andaram uns "especialistas" a instalar a ADSL lá no escritório, e a reconfigurar a rede em todos os computadores. Resultado: antigamente ainda tinha Internet aos soluços, mas agora, nem isso, nem rede, nem nada! Só para perceberm a dimensão da tragédia, digo-vos que, para imprimir um documento, tenho que o gravar numa disquete e ir ao computador da recepção!
Há um "técnico" que passa lá os dias - literalmente - mas pouco mais consegue fazer do que olhar para os computadores e esperar que o mal seja do calor.
Escusado será dizer que sinto a falta de ir respondendo, quando posso, aos feedbacks que aqui vão sendo colocados. Mais: temo até que, por falta de resposta, algumas pessoas percam a motivação para escrever neste blog!
Mas também há alguns motivos para alegria; depois de uns dias a "meio-gás", e mesmo sem que eu tenha tido acesso ao blog durante todo o dia, hoje, à hora em que escrevo, já tinha sido igualado o anterior record de visitas diárias (31). E ainda faltam mais de duas horas para o fim do dia!
Há um "técnico" que passa lá os dias - literalmente - mas pouco mais consegue fazer do que olhar para os computadores e esperar que o mal seja do calor.
Escusado será dizer que sinto a falta de ir respondendo, quando posso, aos feedbacks que aqui vão sendo colocados. Mais: temo até que, por falta de resposta, algumas pessoas percam a motivação para escrever neste blog!
Mas também há alguns motivos para alegria; depois de uns dias a "meio-gás", e mesmo sem que eu tenha tido acesso ao blog durante todo o dia, hoje, à hora em que escrevo, já tinha sido igualado o anterior record de visitas diárias (31). E ainda faltam mais de duas horas para o fim do dia!
Estou felicíssimo!
A minha família volta amanhã! Se demorassem mais um dia que fosse, acho que morria de saudade...
Vendido!
Eu leio e não acredito!
O realizador mexicano Alfonso Cuarón, que dirigiu os fantásticos "Amores perros" (não me lembro como foi traduzido em português) e "E a tua mãe também", está a realizar o novo filme de Harry Potter.
Não se sentirá o homem envergonhado? Não passará as noites acordado, a ouvir a sua consciência a atazaná-lo? Se não, merecia!
O que os dólares fazem à integridade de uma pessoa...
Quanto aos dois filmes mencionados em cima, se não os viram ainda, corram. São simplesmente divinos, mas brutais como murros no estômago.
O realizador mexicano Alfonso Cuarón, que dirigiu os fantásticos "Amores perros" (não me lembro como foi traduzido em português) e "E a tua mãe também", está a realizar o novo filme de Harry Potter.
Não se sentirá o homem envergonhado? Não passará as noites acordado, a ouvir a sua consciência a atazaná-lo? Se não, merecia!
O que os dólares fazem à integridade de uma pessoa...
Quanto aos dois filmes mencionados em cima, se não os viram ainda, corram. São simplesmente divinos, mas brutais como murros no estômago.
2003/08/05
Espionagem
Hoje dediquei parte da noite a indagar do que se vai fazendo de novo, e bom, na blogosfera. Para já, recomendo o "Homem a dias", que ainda não percebi se conta com a colaboração de Eduardo "não-sei-se-diga-mal-se-bem-se-faça-um-só-para mim-ou-se-espere-que-acabem-todos" Prado Coelho, o "Outro, eu", do radialista Carlos Vaz Marques, e ainda o novíssimo "A espuma dos dias" (que título lindo; Boris Vian estaria orgulhoso), presumo que da jornalista Sarah Adamopoulos.
Há ainda o já clássico, mas sempre muito interessante, "Prazer inculto", do escritor Possidónio Cachapa (gostei mais d'"A materna doçura" do que d'"O mar por cima", mas recomendo a leitura de ambos).
Há ainda o já clássico, mas sempre muito interessante, "Prazer inculto", do escritor Possidónio Cachapa (gostei mais d'"A materna doçura" do que d'"O mar por cima", mas recomendo a leitura de ambos).
Kant para principiantes
"EMMANUEL KANT
O filósofo Emmanuel Kant foi um exemplo de introspecção antes mesmo que Freud tivesse inventado esse curioso método de olhar para dentro. O pai, fabricante de correias, tinha à mão o método mais eficaz de fazer do seu filho um sábio. Por isso Kant passou a vida inteira a estudar e aos sessenta anos escreve o primeiro livro, «Desideratio De Mundo Sensibillis Attque Inteliggibilis Forma et Principiis», (que a Sic, pela mão do Rangel e do Ediberto Lima, pensa adaptar à televisão com o João Baião encarnando o filósofo). Daí para diante, Kant ficou quase tão famoso como o Eusébio ou o José Saramago, sobretudo depois de ter afirmado que «a necessidade apodictiva pode ser descoberta na casualidade». Esta teoria tornou-o talvez tão popular como o seu homónimo, o cantor Emanuel e a sua inteligência era tal que passou a ser considerado como o Manuel Maria Carrilho de Konisberg. E com toda a justiça pois, se não fosse ele, ainda hoje não saberíamos que existimos num sistema apriorístico.
Da sua vida privada pouco se sabe. Apenas se tem a certeza de que era casado, embora ninguém lhe conhecesse a mulher. Dizia-se que ela escutava silenciosamente as teorias do marido enquanto descascava as batatas para o jantar. Mas um dia Kant surpreendeu-a com aquele conceito famoso: «O ego prático possui um imperativo categórico na determinação da sua própria vontade». Então, depois de quarenta e tantos anos de absoluta indiferença pela sabedoria do esposo, ela rompeu num riso histérico e disse:
— Oh! Emmanuel! Essa é mesmo de uma pessoa se mijar a rir!"
Com a devida vénia a José Vilhena.
O filósofo Emmanuel Kant foi um exemplo de introspecção antes mesmo que Freud tivesse inventado esse curioso método de olhar para dentro. O pai, fabricante de correias, tinha à mão o método mais eficaz de fazer do seu filho um sábio. Por isso Kant passou a vida inteira a estudar e aos sessenta anos escreve o primeiro livro, «Desideratio De Mundo Sensibillis Attque Inteliggibilis Forma et Principiis», (que a Sic, pela mão do Rangel e do Ediberto Lima, pensa adaptar à televisão com o João Baião encarnando o filósofo). Daí para diante, Kant ficou quase tão famoso como o Eusébio ou o José Saramago, sobretudo depois de ter afirmado que «a necessidade apodictiva pode ser descoberta na casualidade». Esta teoria tornou-o talvez tão popular como o seu homónimo, o cantor Emanuel e a sua inteligência era tal que passou a ser considerado como o Manuel Maria Carrilho de Konisberg. E com toda a justiça pois, se não fosse ele, ainda hoje não saberíamos que existimos num sistema apriorístico.
Da sua vida privada pouco se sabe. Apenas se tem a certeza de que era casado, embora ninguém lhe conhecesse a mulher. Dizia-se que ela escutava silenciosamente as teorias do marido enquanto descascava as batatas para o jantar. Mas um dia Kant surpreendeu-a com aquele conceito famoso: «O ego prático possui um imperativo categórico na determinação da sua própria vontade». Então, depois de quarenta e tantos anos de absoluta indiferença pela sabedoria do esposo, ela rompeu num riso histérico e disse:
— Oh! Emmanuel! Essa é mesmo de uma pessoa se mijar a rir!"
Com a devida vénia a José Vilhena.
Recomendado
Nas minhas deambulações pela blogosfera, descobri mais um blog "daqueles" que valem a pena; chama-se "A natureza do mal". Ora fiquem-se lá com este "cheirinho":
"A mulher-a-dias não entende que os livros não são das prateleiras, são dos cantos todos da casa. Todas as terças e quintas feiras tenho de os devolver à circulação."
Só fiquei com pena por as caixas de feedback não funcionarem.
"A mulher-a-dias não entende que os livros não são das prateleiras, são dos cantos todos da casa. Todas as terças e quintas feiras tenho de os devolver à circulação."
Só fiquei com pena por as caixas de feedback não funcionarem.
Meta-bloguismo aplicado
Os meus leitores mais atentos decerto terão reparado ultimamente na entrada em cena frequente, nas caixas de feedback, de dois leitores bastante "críticos", se bem que nem sempre coerentes.
Sei que a blogosfera é um espaço livre, e sabia à partida que, tão logo iniciasse este blog, rapidamente iria perder o controle do mesmo. Sei também que, apesar de serem os primeiros, estes dois não serão com certeza as últimas pessoas a estar em desacordo comigo.
O meu blog não é grande; escrevo-o para ser lido - é verdade - mas não tenho veleidades de comparar números de visitas com quem anda nestas "andanças" há vários anos (se bem que já tenha, por várias vezes, brincado com o assunto). Também não nego que, tirando o caso específico das duas criaturas supra mencionadas, as mensagens que me têm sido dirigidas são-no quase sempre em tom empático, e até simpático.
Não sou masoquista, e confesso que me regozijo com a boa receptividade que este blog tem tido entre os (poucos, admito) leitores que o visitam. Isto não quer dizer, no entanto, que não seja capaz de "encaixar" críticas. E é aqui que começa a minha divergência com as duas pessoas a que me referi no início do post.
Um fulano, que, muito apropriadamente se autodenomina "Banano", passa o tempo a visitar este blog para postar as mais diversas inanidades. Quando eu respondo, contudo (e tenho tentado fazê-lo em tom contido), aqui d'el-rei, "que não tenho capacidade para ouvir críticas", subvertendo, muito convenientemente, o sentido da palavra "crítica".
Para que se perceba de que tipo de pessoa estamos a falar, deixo aqui algumas citações dos seus feedbacks, em que me "critica":
"Para quem diz que que nas discotecas se perde o convivio, presumo que quando pediste a tua actual esposa em casamento, estavas bebado, não ?!"
"Já que gostas de touradas, porque não vais substituir o touro?"
Se isto são críticas, vou ali e já venho.
Há ainda um outro sujeito, com ainda maiores problemas de personalidade e carácter, como se pode facilmente confirmar pelas suas sucessivas mudanças de nick, cujo discurso é semelhante, com a nuance, contudo, de me comparar amiúde com os militantes ortodoxos do PCP. Eis o tipo de "crítica" desta segunda personagem:
"Um blog de "rôtos", e ainda para mais nem disfarçam..."
Esta será, definitivamente, a última vez que perco tempo com tais tarados. As críticas neste blog são, e serão sempre bem vindas. Palhaçadas cobardes, a coberto do anonimato que a net permite, não me interessam. Poderão, naturalmente, estes e outros frustrados continuar a escrever neste blog; eu deixarei de os ler, e os leitores realmente interessados no blog decidirão por si.
Sei que a blogosfera é um espaço livre, e sabia à partida que, tão logo iniciasse este blog, rapidamente iria perder o controle do mesmo. Sei também que, apesar de serem os primeiros, estes dois não serão com certeza as últimas pessoas a estar em desacordo comigo.
O meu blog não é grande; escrevo-o para ser lido - é verdade - mas não tenho veleidades de comparar números de visitas com quem anda nestas "andanças" há vários anos (se bem que já tenha, por várias vezes, brincado com o assunto). Também não nego que, tirando o caso específico das duas criaturas supra mencionadas, as mensagens que me têm sido dirigidas são-no quase sempre em tom empático, e até simpático.
Não sou masoquista, e confesso que me regozijo com a boa receptividade que este blog tem tido entre os (poucos, admito) leitores que o visitam. Isto não quer dizer, no entanto, que não seja capaz de "encaixar" críticas. E é aqui que começa a minha divergência com as duas pessoas a que me referi no início do post.
Um fulano, que, muito apropriadamente se autodenomina "Banano", passa o tempo a visitar este blog para postar as mais diversas inanidades. Quando eu respondo, contudo (e tenho tentado fazê-lo em tom contido), aqui d'el-rei, "que não tenho capacidade para ouvir críticas", subvertendo, muito convenientemente, o sentido da palavra "crítica".
Para que se perceba de que tipo de pessoa estamos a falar, deixo aqui algumas citações dos seus feedbacks, em que me "critica":
"Para quem diz que que nas discotecas se perde o convivio, presumo que quando pediste a tua actual esposa em casamento, estavas bebado, não ?!"
"Já que gostas de touradas, porque não vais substituir o touro?"
Se isto são críticas, vou ali e já venho.
Há ainda um outro sujeito, com ainda maiores problemas de personalidade e carácter, como se pode facilmente confirmar pelas suas sucessivas mudanças de nick, cujo discurso é semelhante, com a nuance, contudo, de me comparar amiúde com os militantes ortodoxos do PCP. Eis o tipo de "crítica" desta segunda personagem:
"Um blog de "rôtos", e ainda para mais nem disfarçam..."
Esta será, definitivamente, a última vez que perco tempo com tais tarados. As críticas neste blog são, e serão sempre bem vindas. Palhaçadas cobardes, a coberto do anonimato que a net permite, não me interessam. Poderão, naturalmente, estes e outros frustrados continuar a escrever neste blog; eu deixarei de os ler, e os leitores realmente interessados no blog decidirão por si.
O novo Carlos Borrego
No melhor pano cai a nódoa; parece que todos os governos estão condenados a ter um ministro assim - que mantém normalmente um reservado low profile, mas que, quando fala, "borra a pintura toda"!
O ministro do ambiente, Amilcar Theias (de quem nem sequer conhecia a cara), visitou ontem algumas regiões onde continuam a arder estes incêndios criminosos, e não se lembrou de nada mais inteligente para dizer do que considerar que a sua autoria (dos incêndios) se poderia dever ao facto de existirem ex-combatentes que guardam material bélico em casa. Ouvi na rádio, ontem à noite, e não queria acreditar!
Esqueceu-se, contudo, de referir que dos aviões particulares que combatem as chamas (e que custam quase três mil euros por hora), também caem engenhos explosivos e incendiários. E que os incêndios são um excelente negócio para esses empresários (nem todos portugueses). Já para não falar em quem comercializa material de incêndio (uma simples mangueira de auto-tanque custa uma pequena fortuna e, regra geral, depois de um incêndio não é reutilizável), ou em quem lucra objectivamente com a destruição das florestas (madeireiros, urbanizadores, entre outros).
Não são só "maluquinhos" inimputáveis que provocam os fogos. Nunca pensei vir a concordar com o Partido da Nova Democracia, mas sou forçado a reconhecer que algo deve ser feito em relação ao quadro penal para incendiários (executantes e mandantes) - e equiparar esse crime a terrorismo parece-me uma excelente ideia. E que sejam punidos exemplarmente os culpados já capturados, nem que para isso alguns deles possam ter que vir a ser transformados em bodes expiatórios. Os potenciais incendiários têm que sentir um medo real.
Voltando ao PND, e ao seu líder, o inconstante Dr. Manuel Monteiro, acabo contudo por ter que discordar de Manuel Falcão num aspecto elementar: os timings. Soa um bocadinho a "abutre" vir, no meio da catástrofe, tentar capitalizar dividendos políticos à custa de tamanha desgraça. Até o "desbocado" Ferro Rodrigues percebeu isso; só M.M., com o seu sui generis sentido de oportunidade, não percebeu que há alturas em que mais vale estar calado.
O ministro do ambiente, Amilcar Theias (de quem nem sequer conhecia a cara), visitou ontem algumas regiões onde continuam a arder estes incêndios criminosos, e não se lembrou de nada mais inteligente para dizer do que considerar que a sua autoria (dos incêndios) se poderia dever ao facto de existirem ex-combatentes que guardam material bélico em casa. Ouvi na rádio, ontem à noite, e não queria acreditar!
Esqueceu-se, contudo, de referir que dos aviões particulares que combatem as chamas (e que custam quase três mil euros por hora), também caem engenhos explosivos e incendiários. E que os incêndios são um excelente negócio para esses empresários (nem todos portugueses). Já para não falar em quem comercializa material de incêndio (uma simples mangueira de auto-tanque custa uma pequena fortuna e, regra geral, depois de um incêndio não é reutilizável), ou em quem lucra objectivamente com a destruição das florestas (madeireiros, urbanizadores, entre outros).
Não são só "maluquinhos" inimputáveis que provocam os fogos. Nunca pensei vir a concordar com o Partido da Nova Democracia, mas sou forçado a reconhecer que algo deve ser feito em relação ao quadro penal para incendiários (executantes e mandantes) - e equiparar esse crime a terrorismo parece-me uma excelente ideia. E que sejam punidos exemplarmente os culpados já capturados, nem que para isso alguns deles possam ter que vir a ser transformados em bodes expiatórios. Os potenciais incendiários têm que sentir um medo real.
Voltando ao PND, e ao seu líder, o inconstante Dr. Manuel Monteiro, acabo contudo por ter que discordar de Manuel Falcão num aspecto elementar: os timings. Soa um bocadinho a "abutre" vir, no meio da catástrofe, tentar capitalizar dividendos políticos à custa de tamanha desgraça. Até o "desbocado" Ferro Rodrigues percebeu isso; só M.M., com o seu sui generis sentido de oportunidade, não percebeu que há alturas em que mais vale estar calado.
A correr
Continuo sem Internet no escritório (dizem que hoje fica tudo resolvido, mas não sei...), pelo que, por estes dias, os posts só são escritos à noite, ou numas "escapadinhas" de dia, como esta.
Para além disso, a saudade continua a corroer-me o espírito e a bloquear-me a inspiração; como tal, aceito agradecidamente toda e qualquer sugestão de tema para desenvolver. Já sabem o contacto: ou para aqui, para as famosas caixinhas de feedback (ao princípio houve tanta gente a usá-las, e agora desapareceu tudo - onde é que andam?), ou para o e-mail.
Antecipadamente agradeço.
Para além disso, a saudade continua a corroer-me o espírito e a bloquear-me a inspiração; como tal, aceito agradecidamente toda e qualquer sugestão de tema para desenvolver. Já sabem o contacto: ou para aqui, para as famosas caixinhas de feedback (ao princípio houve tanta gente a usá-las, e agora desapareceu tudo - onde é que andam?), ou para o e-mail.
Antecipadamente agradeço.
E para dormir...
"I fought in a war", de Belle & Sebastian:
I fought in a war
and I left my friends behind me
I fought in a war
and I left my friends behind me
Falha técnica
Peço desculpa se hoje também não postar nada, nem tampouco responder às vossas simpáticas mensagens, mas os computadores lá do escritório estão em greve à Internet, e os técnicos que por lá têm andado não me parecem muito próximos da solução do problema.
Contudo, não se coibam de usar livremente as caixas de feedback e o e-mail; eles foram feitos para vocês, e eu gosto de ler (quase) tudo o que me escrevem.
Um bom dia de trabalho ou de descanso.
Contudo, não se coibam de usar livremente as caixas de feedback e o e-mail; eles foram feitos para vocês, e eu gosto de ler (quase) tudo o que me escrevem.
Um bom dia de trabalho ou de descanso.
Seagull
Não gosto de discotecas e bares; acho que o convívio se perde, e todos nos tornamos uma espécie de alienados nesses espaços. Confesso, contudo, que já tive os meus tempos de "correr todas as capelinhas", em Lisboa e em todo o país.
Mas nenhum desses estabelecimentos me cativou o suficiente para me deixar memórias importantes, boas ou más - nenhum, excepto um: a discoteca "Seagull", em Galapos, na Serra da Arrábida.
Comecei a ir ao Seagull (os de Lisboa diziam " ir à Seagull"), era ainda adolescente, já lá vão 23 anos. Na altura era apenas um barracão palafítico, em cima do mar, mas já dispunha daquela varanda mágica. O tecto era baixíssimo, e facilmente poderíamos retirar as lâmpadas que faziam o ambiente com a mão. O disc-jockey ficava numa cabine, em forma de posto de comando de barco, mesmo no meio da pista de dança. Bons tempos...
O Seagull foi ganhando fama e foi crescendo; do barracão incipiente, passou a armazém sobre o mar, mas sempre com a varanda que o diferenciava de qualquer outro lugar similar neste mundo. Isso, e a música, que só ouvida. O Zé Gato (paz à sua alma), disc-jockey da casa durante muitos anos, gravou-me várias cassettes que eu me deliciava a ouvir no carro: Led Zeppelin, Deep Purple, Fleetwood Mac, e tantas outras músicas que eu hoje não consigo ouvir sem uma ponta de emoção.
As pessoas de outras paragens foram "descobrindo" o Seagull, e havia noites em que se tinha que estacionar a mais de um quilómetro; mas nós sentíamos que aquela casa era especial para nós, era a "nossa" casa desde o princípio.
No Seagull ri, chorei, bebi, dancei, namorei, lutei... - e pedi em casamento a minha mulher, a Lu, no restaurante que lá chegou a existir.
O Seagull ficou completamente destruído numa explosão seguida de incêndio, em 1998, e o Parque Natural da Arrábida, bem como outras entidades competentes, não autorizaram a sua reconstrução no mesmo sítio por considerarem que se tratava de uma zona de alto risco de derrocadas.
Sei que o actual dono não desistiu ainda de o reconstruir, mas duvido que o consiga; e, para além disso, já não seria a "barraca de pau" da minha adolescência e juventude!
Mas nenhum desses estabelecimentos me cativou o suficiente para me deixar memórias importantes, boas ou más - nenhum, excepto um: a discoteca "Seagull", em Galapos, na Serra da Arrábida.
Comecei a ir ao Seagull (os de Lisboa diziam " ir à Seagull"), era ainda adolescente, já lá vão 23 anos. Na altura era apenas um barracão palafítico, em cima do mar, mas já dispunha daquela varanda mágica. O tecto era baixíssimo, e facilmente poderíamos retirar as lâmpadas que faziam o ambiente com a mão. O disc-jockey ficava numa cabine, em forma de posto de comando de barco, mesmo no meio da pista de dança. Bons tempos...
O Seagull foi ganhando fama e foi crescendo; do barracão incipiente, passou a armazém sobre o mar, mas sempre com a varanda que o diferenciava de qualquer outro lugar similar neste mundo. Isso, e a música, que só ouvida. O Zé Gato (paz à sua alma), disc-jockey da casa durante muitos anos, gravou-me várias cassettes que eu me deliciava a ouvir no carro: Led Zeppelin, Deep Purple, Fleetwood Mac, e tantas outras músicas que eu hoje não consigo ouvir sem uma ponta de emoção.
As pessoas de outras paragens foram "descobrindo" o Seagull, e havia noites em que se tinha que estacionar a mais de um quilómetro; mas nós sentíamos que aquela casa era especial para nós, era a "nossa" casa desde o princípio.
No Seagull ri, chorei, bebi, dancei, namorei, lutei... - e pedi em casamento a minha mulher, a Lu, no restaurante que lá chegou a existir.
O Seagull ficou completamente destruído numa explosão seguida de incêndio, em 1998, e o Parque Natural da Arrábida, bem como outras entidades competentes, não autorizaram a sua reconstrução no mesmo sítio por considerarem que se tratava de uma zona de alto risco de derrocadas.
Sei que o actual dono não desistiu ainda de o reconstruir, mas duvido que o consiga; e, para além disso, já não seria a "barraca de pau" da minha adolescência e juventude!
2003/08/04
Sem inspiração
A grande vantagem de se ser burro é que, quem o é, raramente tem consciência disso, e vive feliz na sua ignorância. Isto vale, como já devem ter percebido, para algumas pessoas que aqui têm andado a escrever nas caixas de feedback.
Tirando isso, não tenho mais nada a dizer hoje; preocupações no trabalho, uma internet "intermitente" no escritório, este maldito calor, e uma saudade imensa, cortaram-me completamente a inspiração. As minhas sinceras desculpas.
Tirando isso, não tenho mais nada a dizer hoje; preocupações no trabalho, uma internet "intermitente" no escritório, este maldito calor, e uma saudade imensa, cortaram-me completamente a inspiração. As minhas sinceras desculpas.
Bom gosto
"Há momentos em que tem que se escolher entre ser humano ou ter bom gosto."
Bertolt Brecht
Bertolt Brecht
2003/08/03
Rule Britannia
Acabei de rever, na SIC Radical, mais um episódio de uma das melhores sitcoms inglesas - se não mesmo a melhor - que já passaram pelos nossos ecrãs: "The Royles".
Ao mesmo tempo, o país inteiro deve estar a ver uma série de tipos de calções, algures no Porto, a correr atrás de uma bola de futebol.
Ao mesmo tempo, o país inteiro deve estar a ver uma série de tipos de calções, algures no Porto, a correr atrás de uma bola de futebol.
Fora do prazo de validade
No melhor estilo "lixaste-o-tacho-à-minha-senhora-agora-vou-tentar-lixar-te", Mário Soares comparou ontem Paulo Portas a "um tumor que deve ser extirpado".
Será que o avôzinho ensandeceu de vez? Ou pensa que goza da inimputabilidade dos velhos malucos e malcriados para dizerem os dislates que lhes vêm à cabeça? Mas esses velhos, que ele tenta imitar, estão no banco de jardim e, por natureza, os seus comentários são inconsequentes. O de M.S., apesar de também inconsequente, torna-se muito mais grave porque público!
Por este andar, qualquer dia arrota e dá traques enquanto está a ser entrevistado; que tristeza...
Será que o avôzinho ensandeceu de vez? Ou pensa que goza da inimputabilidade dos velhos malucos e malcriados para dizerem os dislates que lhes vêm à cabeça? Mas esses velhos, que ele tenta imitar, estão no banco de jardim e, por natureza, os seus comentários são inconsequentes. O de M.S., apesar de também inconsequente, torna-se muito mais grave porque público!
Por este andar, qualquer dia arrota e dá traques enquanto está a ser entrevistado; que tristeza...
Gatunos
Se há gente que trabalha em cartel, aproveitando-se do facto de não terem concorrência para nos pedirem pequenas fortunas por coisas com qualidade abaixo de duvidosa, são os concessionários das áreas de serviço das auto-estradas.
Vim agora pela auto-estrada do Norte, e, apesar de ter por sistema não comer nada nesses lugares, acabei por parar para comprar uma garrafa de água; 1,12€!
Se eles não estivessem já lá a fazê-lo, dava vontade de os mandar ir roubar para a estrada!
Vim agora pela auto-estrada do Norte, e, apesar de ter por sistema não comer nada nesses lugares, acabei por parar para comprar uma garrafa de água; 1,12€!
Se eles não estivessem já lá a fazê-lo, dava vontade de os mandar ir roubar para a estrada!
Já estou de volta!
Pois é; infelizmente, o fim de semana passou a correr, e amanhã tenho que estar de volta ao trabalho. Mas isso não é o pior; o que mais me custa é que a minha família ficou no Norte, com os meus sogros, e eu, sem a minha mulher e o meu filho, não sou ninguém.
Chamem-me piegas, se quiserem, mas há bocado, quando me despedia do meu Lourenço (quem o conhece sabe que ele parece gente com cara de anjo - mas eu acho que ele é um anjo com cara de gente), deixei correr uma lágrima. E só vou estar sem eles até Sexta-feira!
Salvam-se as coisas boas: almocei hoje, mais uma vez, a melhor cabidela do mundo. Fá-la o Sr. Leonel, e temos que a reservar com dois dias de antecedência. Este segredo vou guardá-lo para mim e para os meus, mas sempre vos digo que fica no meio das serras, a menos de uma hora do Porto.
Chamem-me piegas, se quiserem, mas há bocado, quando me despedia do meu Lourenço (quem o conhece sabe que ele parece gente com cara de anjo - mas eu acho que ele é um anjo com cara de gente), deixei correr uma lágrima. E só vou estar sem eles até Sexta-feira!
Salvam-se as coisas boas: almocei hoje, mais uma vez, a melhor cabidela do mundo. Fá-la o Sr. Leonel, e temos que a reservar com dois dias de antecedência. Este segredo vou guardá-lo para mim e para os meus, mas sempre vos digo que fica no meio das serras, a menos de uma hora do Porto.
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